domingo, 6 de dezembro de 2015

Conhecendo Seattle

Logo que nos encontramos no aeroporto de Seattle, nossa primeira ação foi comprar dois passes da empresa ORCA – cartões - de trem/ônibus e partir em direção ao nosso hotel.
Compramos os dois cartões e subimos para pegar o trem e seguir o mapa que o Iuri já tinha impresso, ainda em casa, antes de partirmos.

Cartões de passe para o trem




Entramos no trem (bem semelhante ao nosso trensurb gaúcho, mas com assentos melhores) e procuramos pelo local onde deveríamos passar os cartões.
Imagem do trem de Sattle
Alguns passageiros nos informaram que deveríamos ter passado os cartões numas leitoras no térreo e então, antes de conseguirmos sair do trem, as portas fecharam. Nos aconselharam a desembarcar na primeira estação, descer e passar os cartões.
Foi o que fizemos, desembarcamos na estação seguinte. O trem foi embora e o Iuri desceu as escadas com os cartões, enquanto eu fiquei esperando, com as malas, na estação. Embarcamos no próximo trem e seguimos viagem até a estação da universidade, onde, conforme o mapa, tomaríamos um ônibus para o hotel.
O motorista do ônibus não sabia onde poderia nos deixar para chegarmos ao hotel e sugeriu que perguntássemos a uns fiscais que estavam naquela estação. Perguntamos e, os dois homens, muito solícitos, também não souberam nos dar a informação de qual ônibus deveríamos pegar e indicaram uma saída para tomarmos um táxi. Essa estação era subterrânea, então, tivemos que subir as escadas (felizmente as escadas rolante daqui funcionam bem) e chegamos à rua, onde conseguimos um táxi.
O taxista, super simpático, nos deixou em frente ao nosso hotel, o ACE HOTEL, na 1st Avenue.
Eu em frente ao ACE hotel

O atendente do hotel, um simpático rapaz chamado Everet, nos recebeu muito bem, desceu a escadaria de madeira e subiu com nossas malas. (Em outro post, falaremos sobre o hotel, que, recomendamos a quem quiser vir a Seattle).
Por indicação do Everet, saímos para jantar num pub, chamado Local 360, a duas quadras do nosso hotel. O jantar foi ótimo, num ambiente super aconchegante.

Nós no Local 360

Como a conferência do Iuri só começaria no sábado, no dia seguinte à nossa chegada, sexta-feira, saímos para conhecer um pouco da cidade.
Depois do café da manhã no hotel, fomos a um mercadinho na frente do hotel, onde comprei um par de luvas a U$ 2,99, já que o frio estava intenso por aqui.
Em seguida, fomos ao Wallgreens, uma dessas farmácias norte-americanas que vende de tudo, mais parece um mini mercado dos nossos.
Obs.: Há uns 5 anos, mais ou menos, eu tomo vitamina C, todos os dias e, numa dessas vindas do Iuri, aos Estados Unidos, ele descobriu a mina de ouro das vitaminas C, potes com 300 cápsulas de 1mg, a um custo muito inferior às pastilhas efervescentes que compramos no Brasil. Então, cada vez que ele vem para os Estados Unidos, leva uns dois potes para casa, assim, temos vitamina C para um ano inteiro.
Depois de deixar nossas compras no hotel, saímos para um passeio às margens do rio, visitamos o Porto e um parque bem bonito, onde se encontra o Museu de Arte de Seattle.
Imagem do Pier do Porto de Seattle

Vista das montanhas com neve e Marina de
Seattle

Iuri no Porto com Space Needle, ao fundo
Nós com a Space Needle, ao fundo







































E, por aí, já passava da uma hora da tarde e estávamos com fome.

Fomos conhecer o Mercado Público - Pike Market, onde os agricultores expõem seus produtos: frutas, verduras, legumes, peixes, carnes, artesanato - de forma bem semelhante ao Mercado Público de Porto Alegre.

Eu no Pike Market
Almoçamos num desses restaurantes, com vista para o rio e para a roda gigante, um dos pontos turísticos de Seattle.

Almoço no Pike Market
Depois disso, tomamos um sorvete numa banca (semelhante à banca 40 do Mercado Público de Porto Alegre) e seguimos caminhando.


Apreciando o sorvete do Mercado Público
Vimos uma queijaria, onde a fabricação fica exposta por uma vidraça, para o público externo. Conseguimos apreciar a fabricação dos queijos que eram vendidos na loja anexa.







Passamos pelo Starbucks number one - o primeiro Starbucks. Sim, o Starbucks nasceu em Seattle e, ao longo dos dias, percebemos a presença massiva dessas cafeterias, nas ruas da cidade. A propósito, não conseguimos entrar no Starbucks número 1, dada à fila de gente para conhecer esse lugar famoso.

Iuri na calçada em próximo ao Starbucks number one

Fila diante do Starbucks number one

Voltamos ao hotel, lá pelas quatro horas da tarde, com muito frio na rua.
Observação: Todos esses passeios, fizemos caminhando e minhas pernas já estavam sentindo o peso do dia. Mas se vocês pensavam que as caminhadas terminaram por aí, estão enganados!

Paisagens de final de outono

Um dos vários Starbucks da ciadade (este na rua do Ace Hotel)

Vista das monhanhas nevadas - foto tirada na praça do Pike Market

Linda árvore de outono na frente do Pike Market

Depois de uma pausa para começar a escrever o texto da nossa viagem, para o blog, saímos em direção a um Shopping, onde jantaríamos e faríamos algumas compras. A ideia do Iuri era de ir ao Best Buy e ao Target (duas lojas que ele adora), que se localizam perto desse Shopping.
Fomos, caminhando, até a parada do ônibus, umas cinco quadras a leste do hotel, mais umas cinco quadras ao sul.
Tomamos o ônibus que nos levou até o Shopping, ou melhor, a uma quadra dele.
Uma das lojas com liquidação Black friday

Andamos um pouco pelo Shopping- claro que procurando pelas ofertas - e acabamos encontrando uma loja de vestuário e acessórios (tipo a Renner), chamada Ross, cujo slogan  é: "Dress for less". Depois de muita experimentação de roupas, compramos o que queríamos e fomos comer algo numa lanchonete por ali mesmo.
Saímos e fomos ao Best Buy, onde estão à venda o que há de mais interessante e deslumbrante em termos de eletrônicos.
Infelizmente, nessa época de dólar super valorizado em relação ao nosso real, não deu para comprar muita coisa.
Eram umas oito e meia da noite e eu pedi ao Iuri para ir para casa, pois estava realmente cansada, por causa da viagem longa, do fuso horário e, é claro, das caminhadas do dia.
Depois de correr um pouco para alcançar o ônibus, antes que saísse da parada, conseguimos voltar ao hotel, cansados, mas felizes.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Viajando para Seattle

Há vários anos, o Iuri tem participado do Decision Sciences Institute - DSI - um congresso científico de administração e, esta foi a primeira vez que eu consegui viajar com ele. Ops! Viemos para o mesmo destino, mas fizemos viagens separadas. O Iuri se inscreveu no congresso e comprou suas passagens em agosto e, somente em setembro, eu decidi que viria com ele. Não consegui passagens para os mesmos vôos que ele, então, saímos no mesmo dia, 18 de novembro, em horários diferentes. O Iuri embarcou às 17h45min, em direção ao Rio de Janeiro e eu, às 19h03min, para São Paulo. 

Iuri embarcando em Porto Alegre
Tive que receber meus tíckets da United Airlines e correr para a fila da Polícia Federal, pois, segundo o rapaz do chekin, a fila estava grande e, apesar de ser apenas 21h30min e de que minha chamada seria só às 22h10, era possível que não chegasse a tempo. Bem, a fila dava umas 10 a 15 voltas e, no meio dela, tinha uns policiais federais com uns enormes cães, aterrorizadores... Enquanto eu estava na fila, mudaram o meu portão de embarque e eu não escutei o aviso. Passei pelos raios x e cheguei ao portão previamente marcado e não tinha ninguém por lá. Fui perguntar a uma moça da Air Canada e ela respondeu: "agora não posso falar, pois estou muito ocupada". Fiquei esperando alguns segundos e saí pelo aeroporto, perguntando a outras pessoas até que descobri que meu vôo sairia no próximo portão. Ufa! Nunca fiquei tão feliz por encontrar uma fila enorme à minha frente. (risos).
Nara embarcada em Porto Alegre


Subi a bordo e fui me acomodando no meu banco, graças a Deus, tudo certo até ali (eu estava faminta! Com tanta correria, não deu tempo de fazer um lanche no aeroporto. Mas, felizmente, a United Airlines serviu um jantar gostoso, com mousse de chocolate, de sobremesa (em torno de 1 hora da manhã, já que meu vôo partiu às 23h20min). Meu banco era no corredor, na fileira central do avião e, ao meu lado, estava uma senhora e seu esposo. O casal era um pouco fofinho e ela ocupou o braço direito do meu banco, o que não me incomodou, já que eu podia usar o braço esquerdo. Lá pelas tantas, todos foram se preparando para dormir e eu também o fiz. Escovei os dentes, coloquei meu tapa-olho, coloquei o travesseiro do avião nas costas e o meu travesseiro de pescoço, tirei os calçados e me cobri com o cobertor fornecido pela companhia aérea. Minha vizinha de banco virou-se de costas para mim e ocupou parte do meu assento. Meu primeiro pensamento foi: "era só o que me faltava..." Mas aí, veio o segundo pensamento: "vou aproveitar as costas dela e me escorar." Nossa!  Dormi como um anjo, pois a mulher era mais fofinha que o banco - risos. Eu sabia que chegaríamos a New York às 6 horas da manhã (horário local, porque no Brasil, já seriam 9 horas), então, às 5 horas, quando acordei, fui ao banheiro, fiz minha higiene matinal, guardei meu travesseiro de pescoço na mala de mão e fiquei esperando o café da manhã, que aconteceu pelas 5h30min. O Iuri também tinha me avisado que eles forneceriam um formulário para ser preenchido e entregue ao pessoal da imigração. Peguei uma caneta na bolsa e tentei preencher o formulário, mas a caneta não funcionou, de jeito nenhum. Esperei o marido da minha vizinha de banco preencher o formulário dele e pedi a caneta emprestada. Comecei a preencher e me mandaram fechar a mesinha do banco à minha frente, para que pudéssemos aterrissar com segurança. Que medo de não conseguir... Nem sei como, mas consegui preencher o tal formulário. O avião chegou ao solo às 6h10min e aí começou o próximo desafio: passar pelo ghichê da imigração, entregar o formulário, passagens, passaporte, etc. e responder às perguntas que o oficial me  fizesse. Passei nesse desafio e, aí, era só ver se a mala tinha chegado e despachá-la de novo, para Seattle. Às 8h30min, eu já estava no avião para Seattle, que levaria 5 horas para chegar ao destino. O horário previsto para a chegada era 11h59min (horário local, pois, em New York seriam 15 horas e, no Brasil, 18 horas. Eu não via a hora de servirem o almoço, pois o café da manhã no avião anterior fora às 5h30min e eu estava faminta. Para minha tristeza, o lanche oferecido nesse vôo deveria ser pago - era caro, mas eu estava disposta a encarar, mas aí eu olhei o cardápio e só tinha uns sanduíches de pão com queijo, ou uns snaks e decidi não comer. Bebi um copo de água que estavam oferecendo gratuitamente. Tinha uma moça ao meu lado que comeu uma "quentinha" e uma banana caturra, que tinha trazido a bordo. E eu ali, com aquela fome!

Cheguei em Seattle em torno de 11h45min, desembarquei e fui direto buscar minha mala, que, felizmente, chegou. Tentei voltar para onde eu tinha visto várias cafeterias e lancherias, mas não consegui, pois aqueles portões eram apenas para apanhar as bagagens e sair do aeroporto. Consegui encontrar um pequeno quiosque, onde comprei um sanduíche de atum e uma coca-cola: uma dupla maravilhosa!!! O Iuri chegou às 14 horas, no horário local e aí começamos nossa jornada juntos!
Foi a primeira vez que fiz uma viagem internacional sozinha. Ao chegar ao aeroporto de Guarulhos – SP eu

A viagem de Iuri

Eu comprei minha passagem para o congresso do DSI esse ano, e como eu achava que não teria apoio para vir, acabei reservando um hotel mais barato do que o Sheraton, onde o congresso vai acontecer. Geralmente, eu fico no hotel do congresso, porque é muito mais prático. Mas dessa vez, eu só mandei um resumo da pesquisa. É um trabalho de uma aluna minha, um experimento que ainda está em andamento, e eu não tinha um artigo completo, com referencial, resultados, discussão, etc., para enviar. Geralmente, os órgãos de fomento a pesquisa só ajudam aqueles pesquisadores que mandam artigos completos. Mas qual é a graça de vir a um congresso científico apresentar um trabalho finalizado, certo? Eu mandei um trabalho em andamento, para receber feedback quando ainda é tempo.

Bom, voltando ao que interessa. Por causa dessa minha preocupação com a verba, eu busquei num site de reservas online um hotel próximo e barato. O nome dele é Ace Hotel, e eu quero fazer um post separado apenas para falar do hotel. Mas como a Nara já disse, ela decidiu vir depois. Então, eu reservei algo que eu ficaria bem sozinho, sem pensar muito nela naquele momento. Eu sou um cara que não precisa de luxo. Uma cama limpa, um chuveiro quente e um quarto silencioso é tudo o que eu preciso. Bem, tudo mudou quando a Nara decidiu vir. Depois eu falo sobre isso.

Bom, a viagem: eu nunca fiquei tanto tempo dentro de um avião. Eu não fazia nem ideia de onde era Seattle antes, e eu só queria vir no congresso. Foram quatro voos: Porto Alegre-Rio de Janeiro-Houston-São Francisco-Seattle. Como estamos no horário de verão no Brasil, estamos com seis horas de diferença. Ou seja, como vamos dormir, no Brasil, por volta das 10 ou 11 horas da noite, isso aqui é 4 ou 5 horas da tarde. Meio cedo para dormir, certo? Mas eu acho que descobri um jeito legal para me ajustar rápido às mudanças de fuso horário grandes. Mais adiante eu conto.

Há algum tempo atrás, houve um ataque terrorista em Boston e o cara estava usando mochila. Num episódio de "Good Wife", eles estavam atrás de um terrorista com mochila. Há poucos dias, houve um grande atentado terrorista em Paris, e os americanos estavam preocupados com ataques nesse país. Uma repórter sugeriu que as pessoas que fossem a uma das grandes partidas de futebol americano evitassem usar mochilas. Eu sempre viajo de mochila! Para mim, é quase certo usar uma. Dessa vez, eu levei medo. Resolvi usar minha pasta tipo "carteiro" para viajar, além da minha mala de mão. Foi a melhor viagem internacional que eu já fiz. Espaço para as pernas, eu conseguia me movimentar bem entre os voos, sair e entrar nos aviões, foi ótimo. A mochila vai ficar em casa, talvez para sempre. Ou talvez eu a doe para uma instituição de suporte aos terroristas carentes (risos). Nem sei como poderia se chamar. Nos Estados Unidos e Canadá, os brechós para carentes se chamam "Goodwill" (boa vontade). Talvez eles pudessem montar uma alternativa para terroristas chamada "Badwill"...

Tomei dois sustos no voo. O primeiro foi por uma bobagem. Na hora que eu comprei minha passagem, havia uma opção "Suffix" e uma das opções era "PHD". Pensei: "Sou doutor, certo? Vou botar isso." Errado. O sistema achava que esse era meu sobrenome: GAVRONSKIPHD. Na hora de passar meu passaporte e bater com a minha passagem, o sistema rejeitou porque eram pessoas diferentes.... Minha sorte era que a atendente da United Airlines foi simpática e ligou para os Estados Unidos e resolveu o problema. Vamos ver na volta...

O outro susto foi na viagem. Como eu disse, foi uma viagem ótima, inclusive por causa do estorvo que aquela mochila me causava e eu nunca tinha notado. Dormi bem como nunca antes num voo. Foram 6 horas quase sem interrupção, com exceção de uma pequena anormalidade. Eu havia dormido fazia coisa de uma hora, talvez fosse 1h ou 1h30 da madrugada, e eu comecei a sentir um calorão. Isso é estranho, porque eu geralmente sinto frio no avião. Acordei por causa desse calorão, e isso também é estranho. Eu não acordo com nada - sou quase um moribundo quando durmo. Eu fico tendo pesadelos por muito tempo antes de acordar e perceber que eu estou com frio, com vontade de ir ao banheiro, que tem um barulho estranho lá fora ou que a Nara está quase quebrando minha costela tentando me acordar. Eu senti o calorão e acordei rápido. Abri o duto de ar, tirei a touca e o cobertor, e o calorão aumentava. O suor começou a escorrer da minha cabeça e eu não conseguia entender o que estava acontecendo. Então, comecei a sentir um embrulho no estomâgo. Acordei o casal que estava do meu lado (eu sento sempre na janela - durmo direto) e fui ao banheiro. Lá, eu retornei ao avião parte da janta que eles me deram, por onde ela entrou, tomei um pouco d'água, e voltei para o meu lugar. Magicamente, o mal estar passou e eu dormi novamente, como se nada tivesse acontecido. No outro dia (mais tarde), acordei como se nada tivesse acontecido, e nada mais de estranho se manifestou. Mas antes de dormir, do caminho do banheiro de volta ao meu assento no avião, fiquei pensando: e se esse negócio piorar? Eu estou no início da viagem, e tenho de apresentar artigo, a Nara vai estar lá... Felizmente, também foi só um susto.

Eu consegui me conectar, com o telefone, com o wi-fi grátis dos aeroportos e fui mantendo o pessoal no Brasil informado dos meus passos pelo Whatsapp, como no ano passado. Já a Nara não teve a mesma sorte. Mas eu não fiquei preocupado. A Nara estava lá, bem tranquila, me esperando no aeroporto de Seattle. Chegando lá, fizemos uma "selfie" no aeroporto e mandamos para os filhos, que parecem ter respirado mais aliviados. Os filhos parecem achar, depois de uma certa idade, que a gente não tem capacidade de fazer coisas desafiadoras. Bem, do mesmo jeito que nós, pais, sempre temos medo de deixá-los fazerem coisas que consideramos perigosas. Talvez seja o tal amor. Esse mesmo sentimento eu tinha com o fato da Nara viajar sozinha, mas acho que minha confiança na capacidade (e boa sorte) dela é maior que o medo.

Iuri e Nara se reencontram em Seattle

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Ano novo, praia nova!


Este ano, estamos tendo um veraneio diferente. Compramos um apartamento na praia. Depois de mais ou menos 10 anos ocupando um quarto na casa de praia dos pais da Nara, decidimos dar uma folga para os sogros.

A troca da busca por um apartamento na praia, ao invés de uma casa, foi um processo longo. Por anos, eu acreditava que praia significava pôr o pé no chão. Eu morei por muito tempo em apartamento, e sempre que ia à praia, ter um pátio era uma das coisas que eu mais gostava. Nos últimos anos, Nara e eu moramos em casa – eu já piso no chão que chegue... e tem a grama! Eu comecei a pensar que uma casa na praia teria grama na altura da cintura toda vez que a gente quisesse vir. Nossa ideia era vir para a praia descansar, certo? Decidimos, então, por comprar um apartamento, que nos permitiria abrir a porta e descansar – finais de semana, verões, feriados e todas as oportunidades.


Como bons administradores de empresas, fazemos tudo planejado. Eu entrei na internet, por indicação do nosso "contractor" (o empreiteiro que está periodicamente lá em casa reformando algo), para comprar uma ferramenta usada. Não encontrei, e por curiosidade batuquei "apartamento em Tramandaí" – bingo! Mandei uma mensagem para o vendedor e viemos visitar. Ele apresentou o terraço, depois o apartamento, e nos disse "Vocês devem ter visto outros apartamentos, a grande vantagem deste é ter uma cozinha independente da sala". Concordamos, com cara séria... e fomos procurar na internet outros apartamentos, para não ficar chato e fecharmos com o primeiro – o que acabamos fazendo.



Claro que não foi tão simples quanto a gente imaginava. A foto ao lado ilustra uma noite no inverno em que tentamos tomar um vinho, apenas para descobrir que não tínhamos saca-rolhas em casa. A Nara fez o registro da minha tentativa de abrir a garrafa com um garfo de carne. Não lembro bem se eu consegui abrir a garrafa – naquela noite.



A Nara e eu somos filhos de professores. Não sei ela, mas quando eu era jovem sempre estranhei muito o fato de minha família ter uma casa de praia com um monte de coisas recicladas de outras casas. Conheci várias pessoas que tinham casas de praia decoradas. Agora que compramos nossa casa, sendo um casal de professores, eu entendo certas coisas... Por exemplo, uma boa cama nova para a praia não cabia no nosso fluxo de caixa. Pensamos em trazer nossa cama de São Leopoldo, que nem é tão velha, e comprar uma nova para nós em março. O frete custaria 25% do preço da cama. Resultado: trouxemos no nosso carro. Aliás, fizemos o mesmo com o sofá-cama de São Leopoldo, hoje "temporariamente" substituído de forma precária... Da mesma forma, ao invés de pagar um faz-tudo para instalar lâmpadas e ventiladores de teto, acabei fazendo ao estilo canadense – eu mesmo botei a mão na massa.

Apesar disto parecer assustador para nós brasileiros, acostumados a pagar por todo e qualquer serviço de manutenção na casa, não é de todo difícil. Na verdade, é até um pouco repousante para a cabeça. Não se consegue ter "15 abas abertas" enquanto se monta um ventilador de teto, como acontece quando trabalhamos no computador. A economia nem é tanta, em alguns casos, mas não ficar dependendo de um faz-tudo para qualquer coisa é bem mais ágil. Se eu quero fazer alguma coisa, vou lá e faço (encaixando na minha agenda louca). Já se eu preciso de um faz-tudo, tenho que ligar para o cara, eles nunca atendem da primeira vez, tem que marcar no horário que eles podem, ficar acompanhando... em resumo, dá mais trabalho do que fazer eu mesmo!


Em que pesem todas estas limitações, está sendo extremamente divertido ter esta casa na praia. Já estou conseguindo fazer janta. Esta foto à direita foi de nossa ceia de ano novo.

Diversas pessoas nos acompanharam nestas aventuras  ao longo do tempo. Neste ano novo, Douglas e Flávia passaram conosco.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O calorão e o condicionador de ar

Com o calorão extremo deste verão 2014 (clique aqui para ver mais detalhes), o Iuri e eu não

E nós nem temos televisão em casa! ;-)
resistimos à tentação de comprar um condicionador de ar. Optamos pelo aparelho portátil, que dispensa a instalação profissional e pode ser levado para diferentes áreas da casa, conforme a necessidade. Além das instalações de split serem caras, os instaladores demoram entre 10 a 15 dias para prestarem o serviço, nesta época do ano.

Assim, numa escaldante manhã de quinta-feira - 06 de janeiro - fomos à loja da Leroy Merlin, de São Leopoldo, onde acreditávamos que encontraríamos esse tão desejado condicionador de ar portátil. Já tínhamos pesquisado em sites de várias lojas, nos últimos dias, e vimos que os preços da Leroy Merlin estavam bons.

Infelizmente, o vendedor da loja disse que não tinha nenhum produto em estoque, apenas os que estavam no mostruário e que, segundo ele, NÃO ESTAVAM À VENDA ("O sistema não permite", nos disse).

As alternativas eram: comprar um split frio de 12.000 BTUs, split quente/frio de 9.000 BTUs da Consul, ou encomendar um portátil, que poderia chegar em até 10 dias. O split é mais eficiente do que o condicionador portátil, mas fica restrito a uma mesma área da casa. Split só frio aqui no Rio Grande do Sul, que tem temperaturas entre -5ºC e +44ºC, é perda de dinheiro: precisa ter ciclo reverso (quente/frio). Optamos por comprar o split quente/frio, já que a instalação deste aparelho ou a entrega do portátil demorariam aproximadamente o mesmo tempo. Preço: R$ 1.399,00.

Saímos da loja bem felizes (os inocentes são felizes) e fomos ao Bourbon Shopping para almoçar, levando aquele trambolho no porta-malas do carro. Depois do almoço, fomos fazer umas comprinhas no Super Bourbon, que fica dentro do Shopping e encontramos o mesmo Split Consul, por R$ 1.299,00 (100,00 a menos).

Tentamos conseguir um encarte para obter um desconto na loja da Leroy Merlin, mas o produto não constava do encarte do Bourbon. Decidimos voltar à Leroy Merlin e tentar a "a garantia do menor preço" (veja foto) com o papel escrito à mão pelo vendedor do Bourbon. Não conseguimos os R$100 de volta. Decidimos devolver o split e comprar o aparelho no Bourbon. Enquanto eu entrei na fila para conseguir um "refund", de lá mesmo, o Iuri ligou para os instaladores - o único autorizado da Consul era a Burgobrás, de Novo Hamburgo. Já conhecíamos os serviços da Burgobrás, que são excelentes, mas nos assustamos com o preço da instalação (R$ 565,00), quase o dobro dos outros instaladores. Se tentássemos instalar com esses outros, perderíamos a garantia da Consul. A Burgobrás inclusive ofereceu um serviço de instalação "serão", ou seja, se quiséssemos instalar o split fora do horário comercial (à noite), ele poderiam instalar na próxima terça-feira - pagaríamos apenas uma taxa extra de R$160,00.

Enquanto isto, eu não tive problemas para devolver o split, já que, muitos clientes passavam pelos caixas com aparelhos iguais em seus carrinhos de compra. Antes de voltarmos ao Bourbon, refletimos: como teríamos que pagar aquele valor de instalação, a onda de calor estava prevista para prosseguir até a quinta-feira da outra semana, e ficaríamos sem ar condicionado no final de semana mesmo, decidimos procurar mais um pouco pelo aparelho portátil. Voltamos para casa sem o nosso sonhado condicionador de ar.

Iuri saindo feliz da loja: garantia do menor preço?

Como nós dois estamos de férias, no dia seguinte, fizemos várias coisas que estavam pendentes na casa, fomos à piscina do clube (a água estava morna!) e, dali mesmo, fomos à Leroy Merlin fazer a troca de outros produtos. Enquanto esperávamos no balcão de trocas, o Iuri viu um cliente com um condicionador de ar portátil em seu carrinho de compras. Perguntou a ele se vira mais aparelhos desse tipo na loja e o cliente respondeu que era do “MOSTRUÁRIO”. Ou seja, de um dia para o outro, eles começaram a vender os aparelhos do mostruário. O Iuri me deixou no balcão de troca e correu para a seção de refrigeração de ar. Chegando lá, o vendedor disse a ele que não podia vender do mostruário. O Iuri então voltou correndo ao balcão, falou com o cliente e perguntou quem o tinha atendido. O Iuri falou com o tal vendedor e conseguiu um ELGIN portátil quente/frio de 9.000 BTUs. Saímos da loja super felizes e colocamos o aparelho desejado para funcionar. Qualquer hora destas, vamos tirar um tempo para ler o manual! :-)

Esta nossa experiência nos mostrou algumas coisas. Primeiro, que as políticas do Leroy Merlin não são claras nem consistentes - nem todos os funcionários de uma mesma seção dão a mesma resposta aos clientes. Segundo, que esta política do Leroy Merlin, de dar um "refund" ao estilo norte-americano (é uma rede francesa, diga-se de passagem), AUMENTA nosso gasto com a loja: por sabermos que podemos devolver, a gente compra com mais tranquilidade. Cada vez que a gente vai na loja devolver um produto, ganhamos um crédito para gastar na loja, e gastamos mais do que o crédito! Diga-se de passagem, este valor do split não gerou crédito para compras na loja: simplesmente estornaram do cartão de crédito (parecia o Canadá!). Terceiro, esta coisa de comprar split só quando se sente calor (por impulso) não dá certo: precisa um pouco mais de planejamento! Baita administradores! Hehehe!




sábado, 26 de outubro de 2013

Dia do Professor 2013

Este ano, o feriado do dia do professor foi transferido do dia 15/10, terça-feira, para segunda-feira, 14/10. A Nara e eu pegamos a estrada e viemos para Florianópolis. Na verdade, a Nara tinha um evento em Florianópolis no dia 17/10, ficaríamos juntos no feriado, eu voltaria de carro e ela ficaria no evento e voltaria de avião. Já tínhamos feito a reserva da pousada, comprado a passagem de volta para a Nara, quando recebemos a notícia de que o evento foi transferido para Porto Alegre.

Vimos assim mesmo!

Nara em frente à pousada
Ficamos na Pousada Lagoa do Sol, que fica na avenida das Rendeiras, na Lagoa da Conceição, nos fundos do John Bull Pub. Pousada simples, mas boa. Lençóis limpos, quarto cheiroso, café da manhã bom (cobrado à parte). Da recepção, se enxerga a lagoa. Show!

A previsão do tempo era chuva o tempo todo. Trouxemos um equipamento com Netflix, cabo de vídeo, e livros, para o tempo chuvoso. Que não veio.

Sábado chegamos exaustos da viagem. Foi tranquilo, mas minha coluna lombar "arriou" a umas duas horas da chegada. Saímos para jantar à pé.

Nara e Iuri no Restaurante Marquês
No domingo, caminhamos o dia todo. O trânsito na lagoa é intenso no final de semana, então
deixamos as voltas de carro para fazer no dia seguinte. Almoçamos aqui perto, no restaurante Marquês. Muito bom.

Na segunda-feira fomos dar nosso passeio de carro. Começamos pela Beira-Mar Norte. Na ida, passamos por alguém pedindo carona. Eu não vi a tempo, e passei reto. Disse à Nara: eu preciso pagar as caronas que eu peguei quando eu era garoto. No próximo que pediu carona, paramos. Era um intercambista que estava estudando História em uma universidade brasileira, a UFSC. Quando ele entrou no carro, estávamos com os vidros fechados e o ar ligado. Enquanto falávamos, começou a vir aquele cheiro de cebola azeda lá de trás... o cara não tomava banho desde que chegara ao Brasil, há 2 meses, acho! Sem conversarmos, Nara e eu abrimos os vidros do carro. Deixamos o menino perto da universidade, e seguimos até a av. Beira-Mar Norte. Estacionamos o carro e fomos ver o mar. Na volta, aquele cheiro de cebola... Fomos até o mercado mais próximo, um Angeloni, e eu comprei um limpa-vidros e uma toalha de limpeza pesada. A Nara adicionou, ao "kit intercambista", uma essência de baunilha. No estacionamento mesmo, esfreguei com vontade o banco de trás, e colocamos o sachê com a essência para melhorar o aroma.

Nara na praia do Campeche
Dali seguimos para a praia do Campeche. No caminho, outro pedido de carona. Desta vez, uma
moça, que veio de São Paulo para estudar... História na UFSC! Deve ser muito atraente, este curso. Felizmente, a moça não cheirava à cebola azeda. Quanto falamos do intercambista europeu, a menina disse que já tinha ouvido falar dele. Pelo jeito, sua fama é grande. Tão grande quanto seu odor!

No Campeche, fizemos uma "farofada". Na verdade, levamos sanduíches e comemos olhando para o mar. Simples e divertido.

Nara em Canasvieiras
Então, fomos para as praias do norte da ilha. Primeiro, a praia dos Ingleses. Não resistimos à simpatia do guardador de carros/garçom, e acabamos pedindo um prato e comemos olhando o mar. Que lindo! Tão lindo, que eu engordei uns dois ou três quilos no passeio. Mas na hora, foi festa.

Depois, fomos para a praia de Canasvieiras. Tomamos um chimarrão, tiramos umas fotos, e demos uma caminhada na beira da praia.

Findo nosso feriado, voltamos para Porto Alegre, para onde foi transferido o evento da Nara. Em resumo, a gente foi para Florianópolis, a 500km de nossa casa, por causa de um evento que aconteceria lá no meio da semana, e este evento foi transferido para 30km da nossa casa (ou, se preferir, 530km de onde fomos passear). Fizemos deste limão uma limonada, e até que ficou boa.

Iuri, Mariana (proprietária) e Nara em frente à recepção da pousada

domingo, 31 de março de 2013

Feriado prolongado

A Nara e eu estamos praticamente sem férias. Nem nosso tão querido blog ficou imune deste final e início de ano (2012-2013) – não escrevemos nada de início de dezembro até final de março! Mudamos de casa, milhares de coisas novas nos nossos trabalhos, projetos andando a mil, enfim – ficamos praticamente sem parar. Fizemos uma pequena paradinha na semana do carnaval. A esta altura do ano, estávamos exaustos. Decidimos que, uma vez que nossas faculdades fecham na Quinta-feira Santa, iríamos tirar uns dias só para nós, para descansarmos. Seria um “nearcation” (veja detalhes aqui: http://landlopers.com/2012/03/25/staycation/) em uma localidade próxima, chamada Cambará do Sul (http://www.cambaraonline.com.br/).

As semanas que antecederam nossa saída foram de preparação intensa: longas pesquisas sobre onde ficar, o que fazer, onde comer, o que vestir... hahaha! Não teve nada disto! Trabalhamos enlouquecidamente até quase o último minuto da quarta-feira e, no dia da partida, tocamos as coisas para dentro da mala, e fomos. Esquecemos algumas coisas, tais como nossas cadeiras de praia e nosso “kit chimarrão”, mas até que considerando todas as coisas, acho que fomos mais preparados do que o contrário. Claro que se fôssemos acampar, a história era outra, e talvez a preparação tivesse de ser maior. Mas para a pousada em que nos hospedamos, não precisava levar muito.

Ficamos na Pousada Cafundó (www.pousadacafundo.com.br), que havia sido projetada para ser um negócio mais abrangente. Pelo que entendemos, a ideia dos proprietários era fazer um turismo rural. Havia uma grande fazenda, com tambo de leite e cavalos, tirolesa e outros esportes radicais. Há 3 meses, a pousada (apenas 3 hectares) foi vendida e eles agora focam em casais. O esporte mais radical é subir as escadas até o quarto. Cada quarto tem uma cama de casal bem fofa, WC, uma banheira de hidromassagem, uma pequena mesa para duas pessoas, e um frigobar. O café da manhã, super gostoso, é trazido no quarto diariamente. Apesar de dizer que uma tábua de frios e uma garrafa de vinho estavam inclusos na diária, descobrimos que era apenas no primeiro dia. Isto, sinceramente, não foi problema. Como a parte fria do café era colocada à tarde, e era além do que conseguíamos comer de manhã, fazíamos nossa janta com parte do café do dia seguinte. Toda manhã, os empregados da pousada traziam três garrafas térmicas (água quente, café e leite) e pães frescos. Achamos tudo muito bom. Como eu acordo cedo, ia para a sacada curtir os pássaros e a paisagem. Quando a Nara acordava, eu pedia o café, tomávamos e íamos passear.



Cambará do Sul é conhecida pelos seus cânions. O mais conhecido é o de Itaimbezinho. Nossa pousada ficava na estrada para o cânion da Fortaleza. Por comodidade, fomos três dias à Fortaleza. Calma, explico: no primeiro dia (sexta-feira), estava com muita neblina. No segundo dia, sábado, havia clarões no meio da neblina. Apenas no terceiro e último dia de nossa estada, domingo, o céu ficou limpo e poderíamos ter uma boa visão do cânion. Como estávamos com pouco tempo e mais próximos do Fortaleza, fomos neste novamente. A visão é fantástica.


O cânion da Fortaleza fica no Parque Nacional da Serra Geral, aberto das 8h da manhã às 5h da tarde (6h, no verão). Como bom parque de preservação, há espécies raras. Em minha opinião, mais bonito que ver os cânions no domingo, foi ver um Lobo Guará, espécie nativa e em extinção, caminhando no parque, bem perto de nós. Consegui uma bela foto deste “cachorrinho”.



Mais da pousada: além de muito confortável, ela é linda! No Canadá, as revistas falavam em “curb appeal”, quando uma casa era bonita para quem passava na calçada. Nossa pousada tinha um baita “curb appeal”: os carros paravam, tiravam fotos. A Nara chegou a achar que a gente estava na Ilha de Caras e eles eram paparazzi, mas rapidamente voltou a si e tirou esta foto, de um dos carros que parou para tirar fotos nossas (risos).


Quanto a lugares para comer. Bem, dissemos que não somos muito de jantar. Levamos umas garrafas de vinho e fizemos lanches à noite na pousada, sem problemas com a Lei Seca: tomamos um vinho e fomos à pé para casa (da mesa para a pia, escovar os dentes, e cama – sem estrada!). Já para o almoço, tivemos duas tentativas meio frustradas. Uma amiga me disse, uns dias antes, que havia alguns restaurantes legais para comer truta em São José dos Ausentes, a uns 40-50 km dali, e que os restaurantes de Cambará eram ruins. Lá fui eu, arrastando a Nara por uma estrada que tinha asfalto por mais ou menos 10km e depois... pura pedra! Chegamos em São José dos Ausentes, e os restaurantes do centro todos fechados. Comemos um “a la minuta” (eles escreviam “ala minuta”) com peixe (era Sexta-Feira Santa!) em um restaurante anexo a um posto de gasolina. Muito ruim. Tá... Sexta-feira Santa é jejum e abstinência. Mais ou menos fizemos nossa parte. Não muito romântico... Acho que quebrou um pouco o clima da pousada e a expectativa para o feriado. Na volta, pedimos uma indicação de como evitar a estrada de terra e pedras. Recebemos uma indicação correta... Rodamos mais de 100km para chegar na pousada. Mas não pegamos terra! Acho que eu teria feito o sacrifício, para não chegar tão tarde e tão cansado! Chegamos jurando nunca mais voltar a São José dos Ausentes... até conversarmos com um casal que nos deu umas dicas de pousada (Pousada dos Cânions) que vamos conferir depois.


No sábado, caminhamos um bocado no parque, para não ver praticamente nada. Na volta, pedimos uma indicação de algum lugar para comer um peixe bom. Nos indicaram “O Casarão”. Fomos lá. Fila para entrar – “deve ser bom”, pensei. Bem, é uma galeteria com opção de rodízio de truta... Crianças correndo e gritando pelo restaurante, gente rindo e conversando alto, e aquele garçom de chapéu de agricultor ítalo-descendente servindo às mesas. Cool... De novo, não era aquilo o que eu queria: um lugar calmo, tranquilo, que eu e a Nara pudéssemos pedir um prato (custasse o que custasse!) e comêssemos bem – não muito. Achei que o preço também era bem salgado para um rodízio – rodízios sempre são de baixa qualidade, certo? Havia quatro opções: sopa de capeletti + buffet (R$22), rodízio “tradicional” com carne (R$33), galeto (R$43) e tudo com rodízio de truta (R$59). Se era para comer num lugar daqueles, achamos que não era legal pagar tudo aquilo pelo rodízio de truta e fomos de tradicional. Bem, o tradicional é o capeletti mais polenta brustolada e queijo na chapa. A carne é uma costela de porco que ficava servida no buffet. Bom, não preciso dizer que fiquei frustrado. Se é para comer em buffet, quero pagar menos. Diga-se de passagem, se é para comer em buffet, quase prefiro não ir. Isto para mim não é comida de final de semana. Mas se fossem R$15-20, tudo bem, me sujeitava a ficar de pé disputando os pedaços nas panelas com os outros... Acho que precisamos de outras referências, quando formos lá novamente. Ou melhores, ou mais baratas. Acho que “O Casarão” fica no meio do caminho.

Já no domingo de Páscoa, comemos muito bem! Descemos de Cambará e filamos o almoço na casa dos cunhados Ronaldo e Martha! Serviram um frango assado com batatas e um bacalhau com legumes assados. Fora de série. Serviço à americana – nos servimos e comemos no colo. Depois, tomamos um chimarrão, botamos os assuntos em dia e voltamos para casa. Comida boa e barata (para nós, hehehe!).


Gostei muito mesmo do passeio. A Nara é uma parceira maravilhosa – topa desde comer atum com pão e vinho de janta até passar trabalho tentando comer um prato de truta... sempre sorrindo! Além da parceria, tomei uns cuidados importantes – deixei o celular dormindo no carro: sem smartphone no quarto. Meu trabalho ficou, rigorosamente, do lado de fora de Cambará do Sul. Botei aquelas mensagens de resposta automáticas no email, dizendo que não leria e-mails nem teria acesso ao celular no final de semana. Ou seja, desliguei. Sinto-me renovado, com as pilhas recarregadas, pronto para aguentar este semestre pesado. Já a Nara, voltou gripada. Espero que ela se recupere logo. Do jeito que ela tem um trabalho intenso, não sei se ela consegue fazer repouso...

domingo, 2 de dezembro de 2012

Formandos 2012 da São Marcos

Eu sempre digo que a formatura da graduação é o momento mais bonito de nossas vidas. É único, só nosso - claro que compartilhamos essa vitória com aqueles a quem amamos e que nos amam. É uma conquista inesquecível, que ninguém pode nos roubar.
A formatura é o resultado de alguns anos de renúncias, de choros, de risos, de cansaço, de muita dedicação, inspiração e transpiração. Durante o tempo que passamos pelos bancos da faculdade, temos oportunidade de conhecer pessoas, de re-encontrar outras, aprender a admirar professores - nem todos (risos). Nos últimos semestres, quando deparamos com os trabalhos de conclusão de curso, sejam monografias, ou artigos, parece que uma nuvem escura se transpõe ao tão sonhado dia da nossa formatura...
Mas, pouco a pouco, esse dia vem chegando, fruto daqueles desafios vencidos que dão um sabor todo especial à colação de grau.
Sábado, dia 1º de dezembro, o paraninfo da turma de formandos 2012-II, da Faculdade Luterana São Marcos, de Alvorada - RS, professor Edson Schirmer, brindou seus afilhados com um churrasco maravilhoso. Esse será um mais um dia inesquecível na vida de cada um daqueles jovens futuros administradores. Esses jovens que tiveram a responsabilidade de representar a Faculdade São Marcos junto ao Ministério da Educação e Cultura, através do ENADE, esses mesmos jovens que ainda aguardam, ansiosamente, a aprovação nas bancas de trabalhos de conclusão, na próxima semana.
O churrasco foi feito no pátio da própria São Marcos, numa churrasqueira portátil de um dos formandos, o Irajá e assado, com muito carinho e competência, pelo formando André. Teve um buffet de saladas feitas pelas formandas e pela funcionária homenageada, a Rose e até sobremesas (algumas feitas pela professora homenageada, Cilane Vieira).
A foto de abertura deste post mostra os formandos de Administração 2012-II, abraçando a São Marcos, num gesto bonito e significativo de amor pela faculdade.
Desejo a todos esses formandos, um futuro de glórias e, vai aqui um conselho: Continuem estudando, se registrem no Conselho de Administração e exerçam, com orgulho essa profissão.

sábado, 27 de outubro de 2012

A Segunda Garopaba

No feriado do dia dos Professores, a Nara e eu fomos para Garopaba. Este ano, a conjunção dos astros nos permitiu sair na sexta-feira, 12 de outubro, feriado nacional, e voltar na segunda-feira, 15.

Foi um feriado "profilático": com o mar ainda frio, tempo bonito e muito cansados, ficamos em uma pousada bem central, de frente para o mar, na praia de Garopaba mesmo. A foto que abre este post é da Nara em frente da nossa pousada. Deixamos o carro estacionado na pousada o tempo todo e só tiramos ele para voltar. De resto, fizemos tudo à pé. Deu até para tomar um vinho no restaurante, à noite, sem stress.

A primeira vez que eu fui à Garopaba foi em 1986. Os pais do meu amigo Tibério têm casa lá, e eu era colega de Julinho* do Tibério. Gostava muito de todos da família. Fui vários verões para esta praia. Mergulhava de snorkel com o irmão mais novo do Tibério, caminhava e conversava muito com o Tibério, e saía à noite com os amigos da irmã dele, a que ainda era solteira. Gostava muito de conversar com a mãe dele. Mas era pelo pai do Tibério, o seu Abade, que tu tinha um carinho todo especial. Gostava dele como a um tio. Muitas vezes ficávamos, eu e ele, de papo na varanda daquela casa em Garopaba. Aprendi muitas coisas com ele. Por exemplo, como pedir um favor a alguém.

Os anos foram passando. Com o tempo, infelizmente, eu fui me distanciando da família do Tibério. Apesar de gostar de todos e sentir falta deles, nunca achava tempo para vê-los. Paralelamente a isto, Garopaba tinha perdido a graça para mim. Nunca tinha associado uma coisa com a outra antes, mas hoje eu conecto os pontos e vejo como as duas coisas estão ligadas.

Não lembro direito quando foi a primeira vez que a Nara e eu fomos a Garopaba. Fomos algumas vezes para umas cabanas que o Fábio, do X do Brito, de Taquara, aluga. Fomos também na pousada que a Venilda, de Taquara, mantinha lá - a Pousada da Tia Vê. Um ano foi muito engraçado. Era 2006, e eu estava fazendo doutorado. Alugamos algo como dez dias, mas eu não tinha conseguido terminar um artigo para uma disciplina. Levei o laptop, carregado de literaturas em PDF, para terminar lá. Eu ainda não era bem acostumado a ler em tela, mas não quis levar os artigos impressos. Além disto, não havia internet móvel, 3G, etc. Ou havia e nós não tínhamos. Enfim, choveu durante os quatro primeiros dias. No quarto dia, eu terminei o artigo, gravei em um "pendrive" e levei até a lan house para enviar por email. Os dias seguintes foram de muito sol e aproveitamos o tempo! Parecia que São Pedro estava dando uma força para eu terminar o tal de artigo.

Bem, a Nara adora ir a Garopaba comigo. Ela diz que é nosso refúgio. Desta vez, neste feriado, eu refleti muito sobre isto. Eu gosto de uma segunda Garopaba. Aquela da minha juventude não existe mais. O pai do Tibério faleceu em 2010, e agora a família resolveu colocar a casa à venda. Passando na frente daquela casa, com a placa de "vende-se", vi que aquele tempo acabou, e com ele o significado que aquela praia tinha para mim.

Visitamos, e acho que visitaremos ainda muito, a nossa Garopaba. A minha segunda Garopaba.

* Colégio Júlio de Castilhos, Porto Alegre


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

CRIANÇAS E PROFESSORES

Hoje a inspiração tomou conta de mim. Criei e enviei a seguinte mensagem aos professores da Faculdade Luterana São Marcos, onde sou coordenadora acadêmica. Desejo compartilhá-la com todos os meus amigos, professores e crianças...


Hoje, vindo para a Faculdade, eu escutava rádio e ouvi uma homenagem às crianças. Falava do tempo em que éramos crianças e imaginávamos bruxas nas florestas, procurávamos nossos monstros em baixo da cama e acreditávamos que tudo isso era de verdade. Tínhamos nossos sonhos de que tudo poderíamos realizar, se assim o desejássemos.
A mensagem sugeria que acordássemos essa criança que há dentro de nós e que voltássemos a mandar as bruxas para as florestas e os monstros para baixo da cama.
Fiquei refletindo sobre a mensagem e pensei: Somos todos crianças e isso é muito bom. Quando sonhamos, quando criamos, quando lutamos para conquistar nossos ideais. Quando brincamos com nossos alunos, quando nos emocionamos com suas conquistas, quando acreditamos... Fiquei feliz ao pensar assim...
Desejo a todos vocês, um FELIZ DIA DO PROFESSOR e, um muito especial DIA DAS CRIANÇAS.

Que tenham um feriadão abençoado e reconfortante e que voltem saltitando como crianças e sábios como bons professores que são.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Encontros de coordenadores e professores de Administração



Como Administradora, registrada no Conselho Regional de Administração - CRA-RS, sou membro da Câmara de Ensino e, atualmente, faço parte da Comissão Organizadora do VI EPROCAD (Encontro de Professores e Coordenadores dos Cursos de Administração).
Nos dias 14 e 15 de setembro, eu participei V EPROCAD - promovido pelo Conselho Regional de Administração - CRA-RS.
EPROCAD (sigla difícil de pronunciar corretamente - risos) é um evento que acontece duas vezes ao ano e visa promover a reflexão e a discussão sobre o perfil do administrador contemporâneo e a responsabilidade dos Cursos de Administração do Rio Grande do Sul.
 O V EPROCAD  teve como tema principal, O Administrador no cenário da ciência, tecnologia, inovação e interdisciplinariedade e Rio Grande foi a cidade escolhida para sua realização. Rio Grande tem se destacado no cenário nacional pelo seu desenvolvimento como um importante Polo Naval. “Há 10 anos, o município ocupava o 7º lugar no PIB e hoje está em 2º, só perdendo para a capital”, destacou o Adm. Volnei Correa, presidente da Câmara de Ensino do CRA-RS.
Durante o evento, tive oportunidade de coordenar um dos workshops (Perfil do Administrador e as necessidades de capacitação: competências profissionais e transversais). Na minha opinião, o evennto foi muito valioso e lamento que mais representantes da São Marcos não tenham conseguido participar. As palestras foram excelentes, sendo apresentadas por gestores de empresas como a Cooperativa CCGL, a Petrobrás e a Ecovix-Engevix. A Ecovix-Engevix opera o mais novo Estaleiro de Rio Grande, responsável pela construção das plataformas navais que serão utilizadas pela Petrobrás, na exploração de petróleo do programa brasileiro do pré-sal.
Conforme os palestrantes, o perfil dos administradores que essas grandes empresas buscam contempla ética profissional, além de fortes conhecimentos nas áreas de finanças e custos,  uso de planilhas eletrônicas e conhecimentos profundos em inglês.
Durante o evento, tive oportunidade de fazer contatos com os gestores da Ecovix-Engevix, para promover futuras viagens de estudos e visitas técnicas ao Estaleiro de Rio Grande.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

POMS 2012 Chicago

Cheguei em Chicago na quinta-feira de manhã bem cedo. Eu e o Vitor, meu orientando no mestrado, pegamos um voo direto São Paulo - Chicago, de 10h de duração, que chega aqui 5h da manhã (hora local). Aliás, a hora local, nesta época do ano, é 2h a menos que o Brasil. Pegamos o trem do aeroporto até o hotel, junto com um doutorando brasileiro. Achei bom ter vindo de trem, porque o trem não é subterrâneo em todo o trecho, e pude olhar as casas dos subúrbios de Chicago. Como estamos a poucas horas do Canadá, as casas são MUITO parecidas. Pena não ter tirado nenhuma foto. Se o tempo ajudar hoje, quando eu voltar, tiro umas fotos e posto aqui no blog ou no Facebook. Chicago é uma cidade muito antiga, bonita e cheia de atrações culturais. No primeiro dia, estava tendo show do Buddy Guy, do Paco de Lucia e outros. Meus colegas foram borboletear por aí. Eu fiquei pelo hotel. Realmente não acho muita graça passear sem a Nara. Eu venho a este congresso científico desde 2006. Na verdade, o meu primeiro artigo internacional foi no POMS de 2002, mas quem veio apresentar foi meu colega de mestrado, o Chico, o primeiro autor. Eventualmente, acabou virando capítulo de livro. Mas mandar artigo científico de minha (primeira) autoria e vir apresentar, só em 2006. Enquanto escrevia, pensava onde estaria o post daquele evento, mas lembrei que não tínhamos blog naquele tempo. Criamos este blog no dia do nosso casamento, para contar nossa viagem para o Canadá. Gosto muito do POMS. POMS quer dizer Production and Operations Management Society, ou Sociedade para a Gestão da Produção e das Operações. É uma associação científica, como em várias outras áreas do conhecimento. A associação (POMS) tem um congresso científico anual (POMS). Lá em 2002, e mesmo em 2006, eu entendia apenas a parte do congresso científico, mas agora começo a entender melhor como funciona fazer parte de uma associação de cientistas. Estas sociedades existem há muitos e muitos anos. Vários cientistas famosos (e anônimos) fizeram parte de sociedades. Eu faço parte da grossa massa de cientistas anônimos... Como acontece em todos os congressos em que venho, existe uma grande delegação da FGV/EAESP, na qual tenho grandes amigos, e outros brasileiros de outras universidades, em geral um ou dois de cada programa. Da UNISINOS, eu era o único professor do curso de Administração, e o Vitor o único aluno. Vi outros dois professores da Engenharia de Produção da UNISINOS e outro que era da UNISINOS e agora trabalha na UFRGS. E acabou o Rio Grande do Sul por aí. O resto era de outros estados do Brasil. E tome piada para cima de nós... Como talvez as pessoas saibam, nós gaúchos temos no Brasil uma fama não muito boa. Em São Paulo, contam as nossas piadas de pelotense trocando "pelotense" por "gaúcho". Descobri que no Mato Grosso do Sul, temos outra fama. Exemplos de piadas deles: Sabe o que é uma frente fria? Um monte de gaúchos vindo com cheques do Bamerindus! Outra: o gaúcho coloca seu cartão e digita a senha no auto-atendimento do Banco do Brasil. Aparece a mensagem "processando..." O gaúcho se assusta, tira o cartão e sai correndo. Dá para sentir nossa fama lá... Engraçado é que minha primeira conta em banco, para receber o meu primeiro salário, foi no falecido banco Bamerindus. Fiz minha apresentação em 2006 e depois, duas pessoas vieram conversar comigo. Falaram sobre meu artigo e um deles disse "Você nos citou no seu trabalho, eu sou o Sarkis e meu amigo aqui é o Talluri". Fiquei meio que de perna bamba. Ainda bem que eles não tinham dito antes... Corta para 2012. Entro na primeira sessão de apresentação de artigos, na sexta de manhã, e o Matteo Kalchschmidt, da universidade Politécnica de Milano, começa a apresentar seu artigo. Lá pelas tantas, aparece no artigo dele: "Gavronski et al. (2011)". Caramba, não é que agora eu virei o referencial teórico na plateia! A brasileirada à minha volta só me olhou! E nem tenho mais cheque do Bamerindus! Buenas, então agora vou fechar minhas malas, pagar minha conta do hotel com o cartão de crédito (não aceitam cheque de gaúcho aqui em Chicago, que nem no Mato Grosso do Sul!) e dar um tempo (ou fazer um passeio) até a hora do meu voo, que sai daqui 9 da noite.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Reveillon de Iuri e Nara _ by Iuri and Nara

[Início do post: autoria do Iuri]

Neste final de ano resolvemos, a Nara e eu, fazer um réveillon diferente. Deixamos em casa os computadores, e fomos para um lugar onde nossos celulares não pegavam. A ideia era ir sem destino. Na verdade, sem programação nem planejamento, pois tínhamos um destino: o Uruguai. Por esta razão, ao invés de fazer um post para cada dia e evento, como deveria ser mais apropriado para a leitura, vamos fazer um único post com todas as nossas aventuras.

O roteiro inicial era bastante ambicioso. Incluía sair de São Leopoldo, ir até o Chuí, depois Punta Del Este, Montevideo, Colonial Del Sacramento, depois pegarmos uma balsa e irmos a Buenos Aires. Depois, voltar pelo interior do Uruguai, passando por Rio Branco/Jaguarão e retornando para São Leopoldo. Decidimos, na semana anterior, cortar a ida à Argentina porque iria envolver planejamento: comprar antecipadamente passagens na Buquebus, ter um dia certo para chegar em Colonia, etc. Resolvemos sair sem maiores planos, apenas com um roteiro básico. Na véspera de sairmos, ainda na noite do dia 25 de dezembro, eu tive um estalo de como baixar os mapas do Uruguai para o GPS. Finalmente consegui fazer isto, pois é uma dificuldade encontrá-los. Se alguém tiver interesse nos detalhes técnicos, faça um comentário que eu explico como fiz.

Dia 26/12 (segunda-feira): saímos sem pressa para o Chuí. Eu nunca tinha ido para lá, acho. Não tenho lembrança destes free-shops. Fui duas vezes para o Uruguai (1990 e 1997), mas sempre de ônibus. Uma vez direto a Montevideo (1990) e outra para Punta Del Este (1997). Chuí é uma cidade que não existe, na prática.

Ficamos em um pequeno hotel, onde conversamos com um senhor, nativo daquela cidade. Ele nos contou que a cidade tem 5.000 habitantes no papel, que foram arregimentados para poderem se emancipar de Santa Vitória do Palmar. Disse, também, que o povo não tem emprego formal, então, embora não se veja pessoas miseráveis, todos recebem cestas básicas porque não têm comprovação de renda. Segundo esse senhor, durante o inverno, o posto de saúde da cidade vive cheio de gente para consultar, mas no verão, o posto fica quase obsoleto, pois todos trabalham como camelôs, ou como guardas de carros para atender aos turistas. Não há um “centro”, como estamos acostumados em outras cidades. Tudo ocorre na rua da fronteira com o Uruguai. É muito estranho, pois tem uma rua de duas mãos no lado brasileiro e outra rua de duas mãos no lado uruguaio, onde ficam todos os free-shops e cassinos. As duas ruas (brasileira e uruguaia) são separadas por um canteiro central, como se fosse uma só avenida.

Outra coisa incrível para quem vai para o Chuí é a estrada.

Seguimos pela BR-116 até a ponte do Guaíba, depois até Pelotas, onde paramos para conhecer a praia do Laranjal. Depois, seguimos até Rio Grande, onde se entra na BR-471.

Passamos por dentro da reserva ecológica do Taim, que é um cenário lindo, com bandos de capivaras tomando banho de rio e de sol e criando seus filhos em paz, apenas incomodadas pelos motoristas apressados que atropelam as bichinhas que se arriscam atravessar a rodovia. Ao todo, a BR-471 é1 um trecho de 220km sem posto de gasolina e quase nenhuma casa. Portanto, tem que sair de tanque cheio de casa e bexiga vazia.

[2ª parte: autoria da Nara]

Dia 27/12 (terça-feira): Acordamos cedo, tomamos o café da manhã no pequeno hotel, pedimos algumas informações ao proprietário e partimos para mais um dia de viagem. Fomos conhecer o Forte de São Miguel, mas não conseguimos entrar, visto que o local abre para visitas de quartas a domingos e era terça-feira. Apesar disso, conseguimos tirar algumas fotos e perceber a beleza do local e da construção. Ao lado, foto do ambiente interno, tirada através das grades do portão do Forte de São Miguel.

Depois disso, fomos abastecer o carro, no lado brasileiro, onde a gasolina é um pouco menos cara do que no lado uruguaio. Eu validei meu cartão de crédito para poder usá-lo no Uruguai, o Iuri trocou alguns reais por pesos (o bastante para pagar pedágios e para pequenos gastos no país vizinho). Almoçamos num restaurante do lado brasileiro, em Chuí (foto do almoço, ao lado - hehehe) Aliás, como descobrimos depois, as porções no Uruguai são quase tão grandes quanto as canadenses. Depois, fomos ver os preços dos free-shops uruguaios. Compramos apenas algumas coisinhas básicas e comestíveis (chocolates – hehe) para seguir viagem a Punta Del Este. Logo depois de sairmos do centro da cidade de Chuy (lado uruguaio), chegamos à aduana, onde nos cadastramos, apresentando, ou a carteira de identidade, ou o passaporte (eles não aceitam outro documento de identificação pessoal, tal como carteira de motorista), e apresentamos a carta verde, que libera o carro para trafegar no Uruguai. A carta verde pode ser adquirida em Chui, mas nós já tínhamos providenciado antes da viagem, através do nosso corretor de seguros, o que agilizou nossa entrada no país vizinho (porque algumas coisinhas foram sim, planejadas - risos).

Na sequência, fomos conhecer a barra do Chuy, onde o rio e o mar se encontram. É um lugar lindíssimo e aconteceu uma coisa engraçada. Estávamos a poucos quilômetros da aduana, onde nos cadastramos e passamos por um pequeno prédio, onde pedimos informações sobre como chegar à barra de Chuy (foto à esquerda). O informante nos disse para seguirmos em frente e chegamos a esse belo lugar. Creio que andamos em torno de 1 quilômetro até chegar á barra. Tiramos algumas fotos e retornamos à estrada, pois tínhamos que trilhar uma longa estrada até Punta Del Este (nosso destino do dia). Ao chegarmos no tal postinho de informações, fomos barrados pelo mesmo senhor que nos tinha dado informação na ida para a barra. Ele pediu nossos documentos e a carta verde. Descobrimos que tínhamos re-entrado no Brasil e que, agora, estávamos de novo, entrando em solo uruguaio. Foi muito engraçado.

Dali, seguimos até o Forte de Santa Teresa (foto à direita), onde também tiramos algumas fotos externas, pois esse local também é aberto a visitas, apenas de quartas a domingos. Desse ponto em diante, seguimos direto até Punta Del Este, curtindo a excelente estrada, a rota 9, cujo único pedágio, custa 10 pesos, ou R$ 5,00. Já tínhamos gasto em torno de R$ 30,00 de pedágios no RS, trafegando em estradas não tão boas... Chegamos em Punta Del Este, em torno de 20h30min. Tinham nos dito que não conseguiríamos mais hotel, sem ter feito reserva antecipadamente. Por isso, nossa bagagem contava com barraca, colchonete, travesseiros e todos os apetrechos básicos para um acampamento. Começamos a busca por hospedagem. O primeiro hotel que visitamos foi o Concorde, com ótima localização. Eles só tinham um apartamento, com três camas de solteiro. O preço da diária era meio salgado, tendo superado nossas expectativas. Fomos a outros hoteis e vimos que os preços eram todos parecidos, mas poucos tinham acomodação para essa noite. Alguns tinham acomodação para duas noites, mas já tínhamos decidido ficar em Punta Del Este até o ano novo. Na viagem, decidíramos não seguir ate Montevideo.

A capital do país ficaria para outra oportunidade, pois iríamos curtir bastante essa linda praia de Punta. Ficamos com medo de perder a oportunidade de ficar no hotel Concorde e não estávamos dispostos a buscar um camping e ter que montar todo o acampamento. Chegamos de volta no hotel Concorde (foto à esqierda) em torno de 21h30min e fechamos com eles as diárias até 01 de janeiro. Tomamos um banho e saímos para jantar: optamos pelo restaurante La Pasiva, na av. Juan Gorlero (vejam minha cara de cansada na foto à direita, no La Pasiva). Depois disso, caminhamos de volta ao hotel e fomos dormir depois de um longo dia de viagem.

Dia 28/12 (quarta-feira): Tomamos o café da manhã e saímos para conhecer um pouco da cidade. Fomos ao supermercado Devoto, que o Iuri tinha encontrado no Google, e fizemos um rancho de comestíveis. Compramos pratos e talheres descartáveis, pães, manteiga, salame e queijo, frutas e sucos para fazermos algumas refeições no quarto do hotel (já tínhamos contratado um gasto elevado com as diárias do hotel – hehe). No Devoto, vimos um enorme tacho, onde estava sendo feito uma paeja. Decidimos comprar uma porção de paeja para duas pessoas e comer no hotel, durante o almoço. Do estacionamento do supermercado, vimos um casal sentado no gramado, numa sombra, comendo sua paeja e decidimos fazer um

piquenique na praia. Saímos dali e encontramos o lugar ideal, uma prainha à margem do rio Del Plata, com palmeirinhas no gramado. Estacionamos o carro, descemos com as duas cadeirinhas de praia que tínhamos no porta-malas, nossa comida, pratos e talheres descartáveis, sucos... Nos deliciamos com aquela paeja maravilhosa, sentindo aquela brisa indescritível... Depois desse almoço chiquérrimo, voltamos ao hotel e dormimos o resto da tarde – hehehe. À tardinha fomos dar uma caminhada pela praia, voltamos ao hotel para comer um sanduíche (nossa janta) e, novamente, saímos para caminhar no porto. Vimos os leões marinhos tentando dormir nas pedras das docas.

Dia 29/12 (quinta-feira): Nesse dia fomos conhecer Piriápolis, um amor de cidade. Primeiro almoçamos em Punta, o Iuri comeu um “Chivitos” e eu comi um “milanesa em pan”, um enorme bife á milanesa dentro de um super sanduíche com alface e tomate. O Iuri teve que comer de garfo e faca porque não tinha abertura de boca suficiente – hehehehe. Pegamos a estrada (rota 10) e seguimos em direção a Piriápolis. Essa é uma cidade planejada por seu fundador: Francisco Piria (http://pt.wikipedia.org/wiki/Piri%C3%A1polis).



A praia é muito bonita e as construções também, especialmente o Argentino Hotel. Tomamos um chimarrão na calçada à beira mar e depois de caminharmos um pouco.

Depois do chimarrão, fomos tomar um sorvete na Heladeria el Faro. Ali estava sentado um senhor que nos lembrou muito de um ilustre conhecido cubano: Fidel Castro (vide foto à direita) – risos.

Na volta de Piriápolis, paramos num belvedere à beira mar, para contemplarmos a bela paisagem natural, adornada por um espetacular condomínio de luxo. Nesse paradouro encontramos um professor da UFRGS, Paulo Terra, que estava fazendo a mesma viagem que nós, mas de motocicleta. Dali, seguimos para Punta Ballena, onde visitamos a Casa Pueblo, um atellier construído pelo artista plástico Carlos Paez Villaros. As fotos falam por si mesmas a respeito dessa grandiosa obra de Carlos Villaros. Em torno de 21 horas, o sol se pôs sobre o mar, acompanhado de uma poesia com fundo musical, declamada (gravada) pelo próprio artista plástico, Carlos Villaros.

Muita gente assistiu a esse espetáculo junto conosco. Entre essas pessoas, 4 mulheres mineiras que tinham ido até lá, de táxi, pois estavam hospedadas num hotel em Punta Del Este. Oferecemos carona e as levamos de volta à Punta Del Este. Fizemos nossa boa ação do dia...

Dia 30/12 (sexta-feira): Véspera da véspera de ano novo. Tivemos uma ideia brilhante: Como tínhamos decidido seguir viagem de volta a São Leopoldo no dia 1º de janeiro, bem cedinho, resolvemos sair para dançar na noite de 30 de dezembro. Assim, poderíamos dormir cedo na noite seguinte, logo após assistirmos aos fogos de ano novo.



A sexta-feira foi um dia cheio, como todos os outros (cheio de coisas boas!). Fomos visitar o farol de José Inácio, no balneário de mesmo nome. Lugar muito bonito, impressionante pela natureza e pela construção do próprio farol. Tomamos chimarrão num deck sobre os cômoros de areia na beira da praia de José Inácio. Voltamos para nosso hotel, tomamos banho e comemos um sanduíche com suco. Saímos para uma caminhada no entardecer. Queríamos chegar até o farol de Punta Del Este, há umas três ou quatro quadras de nosso hotel. Ficamos maravilhados com uma pequena pracinha, cercada por vários prédios: uma igreja católica, um pequeno hotel (Smalleast hotel), algumas casas e o farol. Pegamos um cartão do hotel e decidimos que é para lá que vamos quando voltarmos a Punta Del Este. Descobrimos os horários das missas de ano novo e voltamos para o hotel. Fomos dormir um pouco (agendamos o despertador para 22h30min, afinal, iríamos sair para dançar e precisávamos descansar um pouco antes disso). Quando o relógio despertou, o Iuri perguntou: “será que 23 horas era um bom horário para irmos dançar?”. Eu respondi que, pensando melhor, achava que seria mais prudente sairmos pela meia noite, afinal, o barzinho onde iríamos ficava a duas quadras do nosso hotel, seguindo na direção do porto. Decidimos descansar mais um tempo e, à meia noite, estávamos na rua, bem produzidos (eu de vestido, maquiagem, salto alto; o Iuri de calça jeans, camisa social e sapatos). Chegamos ao tal barzinho e vimos muita gente jantando. A recepcionista veio com cardápios e nos convidou para jantar. Meio constrangidos, dissemos a ela que pretendíamos dançar e ela, mais constrangida ainda, disse que as músicas para dançar não começariam antes das 2 da manhã. Bem, o que fazer? Voltar ao hotel e aguardar no saguão é lógico... Sentamos no sofá do saguão do hotel e começamos a folhear umas revistas até que o sono nos dominou. Subimos para nosso quarto, eu retirei a maquiagem e fomos dormir.

Dia 31/12 (sábado): Na manhã do dia 31, embora não tivéssemos dançado na noite anterior (ou teríamos dançado? This is the question...), dormimos até mais tarde. Tomamos café da manhã e fomos ao supermercado “Disco” comprar reforço de comida para nosso jantar de Revellion. Aproveitamos para comprar o almoço: um bife à milanesa dentro de um sanduíche. Fomos até a beira do rio Del Plata e, sob uma palmeira, fizemos essa refeição. Acho que dormimos a tarde inteira, depois disso. À tardinha, tivemos nosso jantar de ano novo: sanduíche, bolo de frutas e suco de frutas. Às 20 horas fomos à missa de ano novo na igreja da pracinha perto do Farol. A missa foi muito linda, com reflexões sobre os própsitos de ano novo e a igreja estava completamente cheia. Voltamos para o hotel, arrumamos nossas malas e, perto da meia noite, pegamos nossas cadeirinhas de praia, uma garrafinha de champanhe que estava no frigobar do nosso quarto de hotel e nos dirigimos ao porto. Muita gente se aglomerou no deck às margens do rio Del Plata, próximo às lanchas, no porto.

Pouco antes da meia noite começou o espetáculo de fogos de artifício sobre nossas cabeças e ao longo da praia. Tomamos nosso champanhe sem taças, no bico da garrafa e foi um ano novo completamente diferente de todos os anteriores – risos. Lembramos que, há 4 anos, passamos a virada de ano de 2007 para 2008 em London, Ontario, no Canadá, assistindo a shows musicais e de roller na neve, com nossos amigos Mary-Anne, Zenon, Steve e Larissa. O tempo passa, mas as lembranças boas permanecem em nossas memórias e corações.

Dia 1º/01/2012 (domingo): Levantamos às 7h30min, tomamos café da manhã, fechamos a conta do hotel, carregamos o carro e saímos. No caminho, abastecemos o carro (só o suficiente para chegar a Chui, no RS, pois o preço é bem mais alto no Uruguai). Seguimos viagem rumo a Chuy, onde almoçamos no único restaurante que estava aberto. Uma parilla. Fomos até a loja da Neutral (free-shop) e compramos uma porção de chocolates, doce de leite, e alguns eletro-domésticos. Passamos facilmente pela alfândega, nem pediram para verificar nossas compras.

Depois, pegamos aquele longo trecho da BR-471... Claro que sentimos, os dois, a bexiga incomodar, talvez por sabermos que não havia nada por quilômetros. Foi um trecho mmmuuuuito longo de estrada. Era isto, ou compartilhar o WC das capivaras. Conseguimos um posto na entrada de Pelotas.

No caminho de volta, paramos em Cristal para um lanche e decidimos ir direto a Imbé, onde estava meu filho Lucas, aniversariante do dia. Chegamos a Imbé pouco antes da meia noite, a tempo de dar um abraço de aniversário no Lucas. Ficamos em Imbé até depois do almoço do dia seguinte e voltamos para nossa casa em São Leopoldo. Fim dessa jornada que cumpriu sua missão de ser, efetivamente, FÉRIAS!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

NATAL 2011

Pois é, já é quase Natal de novo.
No último sábado, dia 10 de dezembro, o Iuri, a Sofia e eu fomos à formatura do Marcelo Bender, em Taquara e aproveitamos para visitar a bonita praça Marechal Deodoro, primorosamente enfeitada por voluntários.
Aproveitamos para tirar algumas fotos, uma das quais, escolhemos para ser nosso cartão de Natal de 2011.


Desejamos a todos os amigos, um Feliz Natal e que estejamos todos bem e felizes em 2012!