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segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Pão 100% integral, com ou sem máquina de pão

 Há alguns anos, eu postei uma receita que se mostrou bem popular aqui no blog. Era uma receita de pão integral na máquina de pão. Mas usava 2/3 de farinha integral e 1/3 de farinha branca. No meu esforço para reduzir os refinados ao longo dos anos, eu consegui modificar a receita para funcionar apenas com farinha integral. Mas acabei, por falta de tempo, nunca postando a receita atualizada. Recentemente, nossa máquina quebrou. Por isso, eu tentei adaptar a receita para fazer no forno do fogão e me livrar daquela máquina gigante tomando espaço na nossa cozinha minúscula. Bom, a receita:


Ingredientes:

  1. leite, preferencialmente morno (250 ml)
  2. fermento biológico (2 col sobremesa rasas)
  3. açúcar mascavo ou mel (2 col sopa)
  4. ovo (1)
  5. óleo de oliva, girassol ou manteiga (1 col sopa)
  6. farinha integral (750 ml)
  7. sal moído (2 col sobremesa rasas)

Na máquina de pão:

Colocar todos os ingredientes na máquina, nessa sequência, e fazer o pão no modo normal (não precisa usar o modo integral). Depois de 3 horas, seu pão estará pronto e fofinho. Depois de desligar a máquina, eu deixo 5 minutos lá dentro para não murchar (ele cresce muito).

No forno:

Misturar os ingredientes [1-5] muito bem. Colocar a farinha, fazer uma covinha e colocar o sal. Mexer bem. Eu tenho que colocar um pouco mais de farinha nessa mistura para dar ponto. O ponto que eu gosto é aquele em que a massa não fica grudando na mão, mas a gente sente um pouco de umidade nela.
Deixar descansar por 20 minutos.
Ligar o forno no máximo, dá uma nova amassada e coloca numa forma untada e polvilhada. Desliga o forno, coloca o pão no forno para crescer por 20 minutos.
Liga o forno a 220ºC e assar por 40 minutos. Eu olho o pão e se achar ele muito branco, vou mantendo-o no forno ligado por mais 5 minutos. Depois de pronto, retiro do forno e aguardo esfriar um pouco antes de cortar.

Além de ficar pronto muito mais rápido, ele não fica tão alto, tem uma consistência mais firme, e não fica com o "umbigo", aquele buraco que a máquina de pão deixa onde fica a pá que faz a mistura. Dado que nossa cozinha agora é pequena, a máquina de pão foi para não mais voltar.


domingo, 14 de março de 2010

Porco na Cerveja

Tenho que confessar que as produções das minhas fotos não andam das melhores... esta foi tirada do celular.

Ficamos este final de semana sozinhos em casa. O filho da Nara, Douglas, e sua noiva Flávia estavam para nos visitar, mas acabaram não conseguindo e ficamos os dois por aqui. Arrumamos um pouco mais a casa (leia-se, furei mais as paredes, para colocar prateleiras, cortinas) e, como estava com minha cobaia predileta à mão, fiz mais uma experiência na cozinha.

A Nara faz uma receita de frango na cerveja que fica muito boa. Eu adaptei com costelas de porco. Ficou bem gostoso.

Peguei a parte do "vazio da costela" do porco, em uma tira de mais ou menos 1kg. Cortei em pedaços de mais ou menos do tamanho de uma sobrecoxa de frango (lembrar a origem da receita...) e passei numa mistura onde vai um pacote de creme de cebolas e um pacote de creme de legumes (aquelas sopas prontas -- uso apenas elas em pó). Coloquei em uma forma e coloquei 2 cebolas, cortadas em quatro, entre os pedaços de porco. Despejei o resto do pó dos cremes por cima. Tomei a cerveja... quer dizer, coloquei o conteúdo de uma lata de cerveja por entre os pedaços, para não tirar o tempero.

Coloquei no forno a 220ºC, por 60 minutos. Talvez já tivesse ficado pronto com 45 minutos de forno, mas quis garantir que estava assado.

terça-feira, 9 de março de 2010

Pão Integral na Panificadora

ATUALIZAÇÃO: havia esquecido de colocar um item nos ingredientes: a manteiga. Já corrigi.

Temos uma panificadora. Acho até que a Nara já escreveu a respeito em outro post. Mas eu não conseguia me acertar com a receita de pão integral que veio com a máquina. Ficava sempre um buraco no topo do pão, que não afetava o gosto, mas dava uma impressão terrível. Fui mexendo na formulação, incluindo uma coisa, trocando outra, até que cheguei em uma receita que funciona. Neste final de semana, minha mãe me pediu a receita, e então me dei conta que eu não tenho ela escrita. Resolvi postar aqui no blog para ficar registrado. Pode ser de interesse geral (certamente, não tanto quanto a famosa receita de torta de bolacha da Nara).

Pão Integral na Máquina:

Ingredientes:

  • 2 colheres de sopa de açúcar mascavo
  • 2 colheres de chá de sal grosso
  • 1 ovo
  • 1 colher de sopa (20g) de manteiga (prefiro) ou margarina culinária
  • 250 ml de leite integral
  • 250 ml de farinha refinada
  • 500 ml de farinha integral (eu uso a PanFácil)
  • 2 colheres de chá de fermento biológico seco
  • 50 ml de gergelim
  • 50 ml de linhaça preta inteira
  • 50 ml de farinha de linhaça dourada

Modo de Preparo:

Colocar os ingredientes, nesta ordem (até o fermento, inclusive) na forma da panificadora. Ligar em modo rápido (2h e 20min), cor clara. Eu só misturo os "alpistes" (gergelim e linhaças) depois de acertar a umidade da massa, que deve ficar uma bola, nem muito mole que desmanche nem muito dura que fique "quadrada". Vai fazer outra coisa e deixa o pão ficar pronto. Quando apita, eu abro a panificadora, desligo da tomada e conto 5 min. antes de desenformar.

Fica bonito, mas o pão fatia melhor depois de frio. Além do quê, se cortar com ele quente ele dura menos tempo (as pessoas comem mais - fica MUITO bom!).

* * *

Eu evito usar a mistura pronta para pão integral. Parece ter algum tipo de melhorador que deixa o pão no formato perfeito, mas com cheiro de pão industrializado.

* * *

Um pequeno comentário sobre o sal grosso: segundo o Istvan Wessel, deve-se procurar sempre que possível usar sal grosso e pimenta do reino moída na hora. Quanto ao primeiro, ao sal refinado são adicionados químicos para que fique soltinho. E quanto à última, em pimenta moída, só duas entidades sabem o que está lá dentro: o fabricante e Deus.

domingo, 29 de novembro de 2009

Bifão e Legumes Refogados

Hoje almoçamos só nós dois aqui em casa. Isto é um evento meio raro, uma vez que sempre estamos com alguém ou saindo para almoçar em algum lugar aos domingos.

Como costuma acontecer nestes momentos, eu fiz um experimento em minha cobaia de laboratório preferida: a Nara.

Comprei o seguinte:
  • 1 kg de coxão de dentro (ou coxão mole)
  • 2 cebolas médias
  • 1 beringela
  • 1 abobrinha italiana
  • 1 pimentão vermelho

Pedi para cortar a carne como um gordo bife, estilo barbacue americano, e temperei só com sal fino e pimenta do reino. Bati (ou tentei bater) como se fosse um bife normal. Isto deu uma amaciada extra na carne, mas não recomendo o procedimento. Mesmo eu tomando o cuidado de secar o sangue com papel toalha, o pedaço era muito grosso, uns 3 cms, o que fez com que pedaços pequenos de carne saltassem por toda a cozinha. Talvez seja possível ter maciez semelhante sem precisar bater.

Cortei os legumes todos previamente, coloquei em potes de vidro e fui para a beira da churrasqueira. Usei o disco de arado, que já estava bem quente e com uma ou duas colheres de óleo dentro. Primeiro refoguei a cebola, e tirei, deixando o equivalente a meia cebola no disco. Coloquei uma colher de óleo a mais e larguei aquele bifão para fritar. Selei dos dois lados e fui virando. Depois puxei para um canto do disco e fritei a beringela e a abobrinha, com mais metade de uma cebola (tirei do refogado). Quando este legumes estavam macios, eu coloquei o pimentão e dei mais um tempo (curto), apenas para amolecer um pouco. Retirei tudo e levei para a mesa.

Como a Nara gosta da carne mais bem passada do que eu, fui "lascando" aquele bifão e trazendo de volta para o disco, para dar uma terminada. Ficou bem macio e saboroso, e cada um comeu a carne como mais lhe apraz (eu prefiro ao ponto). De acompanhamento, apenas a salada de legumes.

Sobrou mais da metade. Pelas nossas contas, comem 4 pessoas (talvez fosse necessário fazer um arroz para guarnição). Almoço rápido, fácil e barato.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Entreveiro forte

Ganhei uma daquelas chapas de colocar na churrasqueira ("disco de arado") dos meus sogros. Este findi foi a inauguração da dita.

Estava procurando uma receita de entrevero na Internet. Achei até uma receita de entrevero de pinhão, mas não era isso.

Acabei adaptando.

Picamos em cubos (de 2cm de aresta) o seguinte:


  • 4 tomates bem maduros (600g)
  • 2 pimentões vermelhos grandes (500g)
  • 6 cebolas pequenas, cortadas em 8 partes (600g)
  • 1 abobrinha italiana (200g)
  • 1 berinjela (500g)
  • 4 batatas rosas (600g)
  • 3 pernas de linguiça fina (450g)
  • 150g de bacon (cortado em cubos menores, 5mm)
  • 850g de carne de porco com osso (deve ter ficado uns 600g, limpo)
  • 3 sobrecoxas de frango com osso(800g)
  • 500g de coxão de dentro (coxão mole)


Na chapa, larguei primeiro o bacon, a batata e a cebola. Deixei refogar e retirei.
Depois, separei em 4 partes, para servir de "base" para as carnes.
Para cada carne (linguiça, frango, porco e gado), eu largava uma parte da "base" e a carne. Depois de refogado, retirava e fazia a outra carne.
Por último, larguei os outros vegetais moles. Retirei também.
No fim, juntei tudo na chapa. Como não caberia tudo na chapa, fiz só metade e reservei a outra metade para fazer depois.

Na hora de comer, a Sofia não encarou aquela coisa colorida e de nome estranho. A sorte eram aquelas porções que estavam esperando para serem processadas. Ela se serviu de frango, apenas...

Comemos como recheio de sanduíche, em um pão francês (eu comi três pães, na verdade...)

Os demais gostaram, felizmente. Estávamos a Nara e eu, meus sogros e meu cunhado Eraldo foram convidados para a inauguração, e o Douglas, que estava se recuperando de uma conjuntivite, recebeu por "vô-entrega".

Acho que eu deveria fazer uma quantidade menor da próxima vez, se isto for possível. Pelo que sobrou desta receita, acho que comem folgado umas 15 pessoas.

domingo, 19 de julho de 2009

Pinhão na panela de pressão

Comprei uma panela de pressão... explico: a Nara morre de medo da panela de pressão, e neste tempo todo que moramos juntos, ela não deixava falar a respeito do assunto. Acho que de tanto eu encher a paciência dela, ou pelo fato de minha mãe usar direto, à anos, e não ter tido problemas, ela acabou concordando.

Primeiro "prato" a fazer na panela: pinhão. Depois de todos estes anos, não lembrava mais como fazia. Uma googlada rápida trouxe a receita, no Yahoo! Respostas:


  • 30 min na panela de pressão, sem sal (o tempo de panela de pressão é contado a partir do momento em que começa a chiar)
  • abre, coloca sal e ferve por mais 15 min
  • Guarda o que sobra na geladeira, com o caldo, e para esquentar, micro-ondas (30 seg para uma xícara de pinhões, sem caldo)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Esperando o Iuri

Hoje o Iuri chega de Phoenix e eu estou preparando uma janta - imagino que ele esteja sem almoço, ou tenha comido aquelas coisas que servem nos aviões. Ele saiu de Phoenix pelas 10 horas (local). Aqui em London eram 12 horas.
Estou preparando salada de batatas, arroz e uma carne que vai ser assada no forno do fogão (com sal grosso - para matar um pouco a saudade do nosso Rio Grande do Sul).
Ah, não esqueci da sobremesa: a internacionalmente famosa torta de bolachas. (risos)
E, para aumentar a inspiração, estou ouvindo músicas da Ciranda Musical Teuto-riograndense: "Canta tua aldeia, canta teu Rio Grande, estrada à fora..."

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Moqueca de Peixe 2

Bom, gostaria de complementar o post da Nara com alguns detalhes técnicos da nossa janta (hehehe).

Fazia quase 20 anos que eu não fazia moqueca, acho... Da primeira e última vez, estávamos na casa dos pais do Tibério em Garopaba e "seu" Abade foi me dando as dicas, em uma de suas maravilhosas sessões de "relação capital-trabalho": ele entrava com o capital (comprava a comida) e nós (eu e o Tibério) com o trabalho. Era divertido.

Aqui, sem o "seu" Abade ajudando e com os ingredientes improvisados, o resultado foi, na minha opinião, insatisfatório. Todos gostaram, ou pelo menos elogiaram, como fariam pessoas bem-educadas que vão comer na casa de amigos. Mas eu tenho senso crítico e sei que podia ter saído melhor.

Tudo começou em um dia que Nara e eu estávamos passeando no Covent Garden Market, o mercado público de London, e vi uma lata de leite de côco para vender em uma banca de comida tailandesa. Pensei: "moqueca!" Daí a oferecer o prato experimental para meia dúzia de pessoas, para quem conhece minha insanidade como anfitrião, foi um pequeno passo.

Fui para a internet conseguir as receitas. Usei uma abordagem diferente dessa vez. Sou cliente de carteirinha do site Cybercook (http://www.cybercook.com.br/). Geralmente, batuco lá o nome do ingrediente ou da receita, vêm umas cinco ou seis diferentes, não gosto de nenhuma na íntegra, combino umas 2 ou 3 e sai alguma coisa a contento. Dessa vez fui pesquisar no Google. Não gostei muito do formato das respostas. Além disso, abri uma receita e fiquei com ela mesmo, não fazendo grandes mexidas.

Eu queria fazer uma moqueca e um pirão, para os quais não tinha nenhuma receita. Peguei a receita de moqueca no site do Olivier Anquier (ver aqui). Da receita dele, só não comprei o alho, que nunca uso, pois me provoca indigestão, e o azeite de dendê, por razões óbvias. Substitui o azeite de dendê por azeite de oliva... ficou uma receita ítalo-afro-brasileira. Comprei o "peixe branco do norte do Canadá", seja lá o que seja isso, por duas razões: ele era vendido inteiro, com cabeça e tinha um "corpinho gordinho", que me permitiria tirar postas de tamanho bom. Comprei também o camarão "tigre", cru e limpo.

Para o pirão, usei a receita de um site chamado Chef Online (ver aqui), que achei no Google. A receita não é das piores. Como na outra receita, apenas não comprei o alho. Tínhamos ainda farinha de mandioca que compramos no Açougue Nosso Talho, em Toronto (precisamos comprar mais...)

Bom, na hora de cozinhar tive que improvisar umas coisas. Tentei montar a moqueca no frigideirão, pois estava usando nossas 2 outras panelas, uma para o arroz e outra para o pirão. Isso deu uma camada inferior de tomate/cebola, uma camada de peixe e uma camada superior de tomate/cebola. Sem espaço para mais nada... Ou seja, não consegui usar o camarão. Pensando melhor, 1 kg de camarão para 1kg de peixe é um exagero. Forte como é o gosto de camarão, uns 300g para 1,5-2kg de peixe vai estar de bom tamanho. Para não perder a viagem, coloquei 340g de camarão no pirão, que ficou sem sal e com gosto de desinfetante, por causa do coentro em ramo. Na receita dizia um maço de 120g, mas eu não tinha balança e botei um ramo "padrão canadense", assim como veio do supermercado (lavei antes, é lógico). Outro exagero é a quantidade de farinha: 2 xícaras para 2,5 litros de água que ficaram fervendo 45 minutos! O pirão deu ponto com menos de uma xícara, acho (fui fazendo "a olho").

Lições aprendidas: voltar a usar o Cybercook e voltar a misturar as receitas até criar uma que preste. Erros que ainda vou continuar cometendo: substituir ingredientes e convidar pessoas para comer pratos experimentais. Como sempre digo, se ficar MUITO ruim, chamo uma pizza. Se ficar medianamente ruim, dali a 3 horas as pessoas já terão digerido. O menos importante, quando se vai comer na casa dos amigos, é a comida... o importante são os amigos!

Como disse o Keith (ver vídeo do post da Nara), foi o melhor prato brasileiro que ele já comeu na vida (e o único). Como nossos convidados nunca haviam comido moqueca antes, não têm parâmetro de comparação, mesmo. De qualquer maneira, na próxima vez, farei uma moqueca e pirão melhores. Se for depois de janeiro do ano que vem, com direito a azeite de dendê.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Granola Calendário

"Num fundo de campo, os dias se tecem, com linhas de lume, e agulhas de sol.
No fim da semana, se reza uma missa. Depois se leva à sanga caniço e anzol.
Num fundo de campo, colonos no arado; e o pão conquistado, no estoque do armário.
Cada fornada demarca a semana, segunda a domingo, no pão calendário.
E neste cenário, se aponta um vivente, estranho ou parente, é sempre bem vindo.
A gente que é pobre não tem avareza, e o pão da pobreza já vai repartindo.
É sábado apenas, porém os colonos não sabem do engano: preparam as preces.
Durante a semana, se veio visita, quem vive na luta, às vezes esquece.
O pão acabou-se, a família se apronta, na igreja tem santos, e a luz que é divina.
Colonos só sabem que chega o domingo, baseados na senha do pão que termina."
Pão-Calendário - Nelton Brasil e Daniel Torres
XI Ciranda Musical Teuto-Riograndense de Taquara


Pois é... logo que chegamos aqui, trouxemos na mala um pouco da "granola da magra" que nossos amigos Márcia e Gustavo trouxeram de Garopaba para nós. Depois que acabou nosso estoque brasileiro de granola, não conseguíamos encontrar uma granola "leve". Elas parecem todas fritas. Os grãos de aveia parecem soaked, afogados na gordura. Mesmo a "hemp granola" tinha esse gosto engordurado.

Um dia, encontramos no Wal-Mart uma granola "jumbo" (um pacotão padrão canadense) de uma granola Select, da Kraft, com passas e dates. Mesmo sem saber o que eram dates, levamos para casa. Uma delícia! Porém, quem disse que a gente achava depois a tal granola em oferta? Comprar um pacotinho pequeno a ~C$7 está fora das nossas possibilidades de bolsistas durangos.

Comecei a fazer granola em casa. Olhei umas receitas na internet, não gostei de nenhuma e fui improvisando e testando na minha cobaia até estabilizar a receita (afinal, sou um cientista). Nós usamos um tupperware, um potinho plástico, para guardar a granola, de 1220ml, ou 43 oz. Então, a receita tem que caber nela. São 2 xícaras de aveia grossa e meia xícara de açúcar mascavo. Daí em coloco naquele frigideirão que já mostrei outro dia desses e mexo em fogo alto, até o açúcar misturar com a aveia. Deixo esfriar e misturo 2 xícaras de "trail mix". Eles vendem aqui, no variety (tipo um bolicho de campanha, só que não vende penico) perto de casa, ou então no Bulk Barn (faço um post específico sobre essa loja qualquer dia desses). O trail mix é uma mistura de grãos e frutas secas.

Descobrimos também que enjoamos do gosto do trail mix, se ele for sempre o mesmo. O que tenho feito é comprar os grãos e frutas secas separadas no Bulk Barn e misturo cada semana de um jeito diferente. Tenho comprado passas de uvas, currant (não pergunte, não sei o que é, parece uma passa de uva pequena), amêndoas, damasco, tâmaras (as tais dates, descobrimos), semente de girassol, semente de abóbora, papaia, cranberrys (framboesas?), castanha de caju. Não uso amendoim, apesar de apreciar, porque tem um gosto muito forte e mata o sabor das outras coisas, fica "granola de amendoim".

Comemos todas as manhãs, antes do café, uma meia xícara cada um. Tem ajudado muito a nossa digestão.

O engraçado é que dura uma semana certinho, como o pão dos colonos. Mas não se preocupem, não corremos o risco de ir na missa no dia errado, temos outras formas de controlar a passagem dos dias... Aliás, a granola-calendário acabou hoje. Vou ter que fazer amanhã de manhã uma nova fornada, caso a gente queira comer no café da manhã.

[ATUALIZAÇÃO 1]

Fiz. A da semana ficou assim:

[ATUALIZAÇÃO 2]

Agradeço ao Ronaldo a finalização da segunda frase.

[ATUALIZAÇÃO 3]

Olhando bem na foto, ficou pouca granola. Eu aumentei a receita na semana seguinte para 2½ xícaras de aveia grossa, ½ de açúcar mascavo e 2½ de trail mix. Aí sim, encheu o pote.

sábado, 30 de junho de 2007

Bolo de fubá com laranja

Domingo passado foi o dia de São João Batista e, pensando nas tantas comemorações que certamente estavam havendo no Brasil, decidi fazer um bolo de fubá. Mas não podia ser um bolo de fubá comum, que geralmente fica muito seco.
Então eu lembrei de um bolo de milho com caldo de laranja, que eu fizera para o Douglas levar numa festinha de São João do Maternal Sementinha e que todo mundo adorou! Na época, o Douglas tinha três aninhos... faz tempo!
Procurei no google e encontrei duas receitas, dentre as quais, escolhi a que eu acreditava que seria "a receita".
Bingo! Ficou perfeito: lindo, macio, saboroso e nutritivo - risos.

Eis a receita:
Ingredientes
1 colher de sopa de fermento em pó;
1 xícara de chá de farinha de trigo;
1 xícara de chá de suco de laranja (eu espremi duas laranjas e usei o suco puro, com a polpa);
2 xícaras de chá de açúcar;
1 xícara de chá de óleo (não muito cheia);
1 xícara de chá de farinha de milho (fubá);
3 ovos inteiros.

Modo de preparar
Bater todos os ingredientes na batedeira (eu usei o liqüidificador).
Colocar em uma forma untada e enfarinhada (pode polvilhar sobre a massa açúcar e canela em pó - eu não fiz isso porque achei que a massa estava muito mole).
Levar ao forno pré-aquecido a 180 ou 200 graus centígrados, durante aproximadamente 45 minutos, ou fazer o teste do palito.

Bom apetite!!!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Cuca rápida

Já faz algum tempo que tenho me preparado psicologicamente para fazer uma cuca rápida. Aqui no Canadá ninguém conhece "cuca".
De origem alemã, cuca é aquela espécie de bolo com farofa por cima, muito comum e apreciada, principalmente quando acompanhada de lingüiça cozida.
http://www.prdagente.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=26

Como eu não trouxe meu caderno de receitas, o jeito foi apelar para Saint Google e procurar uma receita de cuca rápida. Então, hoje à tarde, resolvi tirar o tempo e tomar coragem - risos.
Encontrei muitas receitas, mas escolhi a da Rosaura Fraga porque era a que mais se assemelhava com a "minha" cuca rápida.
Decidi "botar a mão na massa" e o resultado está nessa foto no início do post.
A receita adaptada, segue abaixo:

Ingredientes:

Para a massa:

3 xícaras de farinha de trigo;
2 xícaras (não muito cheias) de açúcar mascavo;
1 xícara de suco de laranja (expremi duas laranjas);
3 colheres de sopa de margarina em temperatura ambiente;
2 ovos;
1 colher de sopa de fermento químico (seco);
1 maçã cortada em fatias finas.

Para a farofa:

6 colheres de farinha de trigo;

5 colheres de açúcar mascavo:

3 colheres de margarina em temperatura ambiente.

(Misturar tudo com as mãos até formar a farofa).


Modo de preparar:

Misture a farinha, o fermento, o açúcar, a margarina e o suco de laranja.
Acrescente as claras batidas em neve.
Espalhe a massa numa forma - untada com um pouco de óleo e polvilhada com farinha de trigo.
Espalhe as gemas - levemente misturadas - sobre a massa e disponha as rodelas de maçã.
Por fim, espalhe a farofa e ponha no forno a 280 graus, por aproximadamente, 25 minutos. É aconselhável fazer o teste do palito.

Ficou uma delícia!!!

sábado, 5 de maio de 2007

Cracking the Code of Cookies / Desvendado os tais Cookies...








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A comida aqui no Canadá é engraxada. Gordurosa talvez fosse a melhor palavra, mas "manteiguenta" é melhor ainda. Pelo menos, a comida que se encontra nos supermercados e restaurantes.

Talvez eu tenha me desacostumado ao gosto da gordura. Nos últimos dois anos, estou com o colesterol um pouco acima do limite, e o médico mudou minha dieta. Dois anos comendo margarina Becel Pro-active, queijo minas e peito de chester mudaram um pouco meu paladar.

Quando chegamos aqui e compramos as primeiras embalagens de granola, estranhamos muito o gosto. Era gordurosa. Então, faz umas três semanas que estou fazendo granola em casa. Qualquer hora dessas eu passo a receita.

Mas uma coisa que tem aqui que eu acho sensacional são uns biscoitos de aveia e passas. Eles têm um jeitinho de bolacha da colônia, um gosto maravilhoso quando se morde e se mastiga... mas no fim, tem aquele travo de manteiga... Além disso, tem uma textura meio "molhada", molenga, não faz "croc-croc".

Então, eu resolvi "quebrar o código" dos tais cookies. Baixei uma receita do Recipezaar, adaptei e hoje mandei ver. Ficaram crocantes e sem o travo de manteiga.

A receita:


  • 1 xícara de margarina (usei Becel)
  • 1½ xícaras de açúcar mascavo
  • 2 ovos
  • 1½ xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de chá de fermento químico
  • ½ colher de chá de sal
  • 3 xícaras de aveia (eu usei a mesma aveia grossa da Quacker que uso para a granola)
  • 1 xícara de passas de uva


  1. Eu liguei o forno a 180°C e tirei as grelhas.
  2. Como não temos (nem teremos...) formas para biscoitos aqui, forrei as grelhas do forno com papel alumínio
  3. Bati a margarina e o açúcar em uma bacia plástica (deve ter uns 2,5 l)
  4. Misturei os ovos e bati bem
  5. Adicionei a farinha, fermento e sal. Bati bem (que falta faz uma batedeira...)
  6. Misturei a aveia e as passas.
  7. Fiz umas porções, com a mão mesmo, e coloquei sobre as "formas" de papel alumínio, que estavam em cima da mesa. Não untar nem polvilhar. Não dá para fazer muito finas, acho, porque senão podem ficar duras.
  8. Assei 10-12 minutos. Elas ficam douradas. Melhor não esperar "secar" no forno, porque acho que ficam duras. Quando eu tirei, elas estavas douradas por fora e meio moles ao tato. Removi do forno e deixei secando fora.
  9. Depois de frias, elas perderam aquele aspecto "molhado". Tirei da "forma" e experimentamos.

Deixei a Nara experimentar e aguardei uns 2 minutos. Como não aconteceu nada de mais com minha cobaia, comi também. Ficaram crocantes, e sem o travo de manteiga. Mas ainda deliciosos!


The food here in Canada is greasy. At least, the food we buy at supermarkets and restaurants.


Maybe I am not used anymore to the taste of fat. In the last two years, I am eating low fat margarine, low fat cheese and low fat turkey breast. My taste is changed.

When we get here and bought the first packages of granola, we disliked the taste. It was greasy. Then, for about 3 weeks I am doing granola at home. Sometime I will provide the recipe.

But one thing that I like very much here is the oatmeal raisin cookies (why sometimes it is called "vanishing"?). I like very much the taste when I bite, and when I chew... but in the end, there is a strong taste of butter... Besides that, they are not crunchy.

Then I decided "crack the code" of the oatmeal raisin cookies. I downloaded a recipe from Recipezaar, adapted it today and "there you go!" They are crunchy and no butter taste.

The recipe:



  • 1 cup of margarine (I used Becel)
  • 1½ cups brown sugar, firmly packed
  • 2 eggs
  • 1½ cups all-purpose flour
  • 1 teaspoon baking soda (I actually used baking powder)
  • ½ teaspoon salt
  • 3 cups oats (I used Quacker Oats Large Flake)
  • 1 cup raisin


  1. Heat oven to 350°F
  2. As we don't have (and won't have) any cookie pans, I covered the oven grills with aluminium foils and removed from the oven.
  3. Beat together margarine and sugar until creamy
  4. Add eggs and beat well
  5. Add flour, baking powder, and salt; mix well.
  6. Add oats and raisins; mix well
  7. Drop some portions onto ungreased "cookie pan"
  8. Bake 10-12 minutes or until golden. Remove from the oven and let cool down
  9. After cool, remove from the "cookie pan".

I let Nara try and waited 2 minutes. As my guineapig didn't suffer anything, I decided eating it too. They are crunchy and no taste of butter. But still delicious!



Bolacha Maria

Achamos!!!

Ou melhor, foi o Iuri quem viu primeiro e me mostrou aqueles pacotes de bolachas Maria, na prateleira do supermercado Loblaws. São crocantes e fininhas como as nossas bolachas Maria brasileiras, embora sejam Marias espanholas.
Vou testá-las numa legítima torta de bolachas Maria e depois conto a vocês como ficou!

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Torta de bolachas

Temos recebido alguns convites para jantares: no sábado de Páscoa fomos à casa do Zenon e da Mary-Anne e no último domingo, dia 15, foi a vez de jantarmos na casa do professor Robert Klassen, orientador canadense do Iuri.
Como é de bom tom, a gente pensou em levar algum "mimo" que agradasse nossos anfitriões. Pensamos, pensamos e o Iuri teve a brilhante idéia de levarmos aquela "famosíssima" torta de bolachas da Nara. Como diz meu amado filho Lucas: "a melhor torta de bolachas do mundo!" É que o Lucas faz aniversário no dia primeiro de janeiro e a torta de bolachas já é tradicional nesse dia - chova ou faça sol... ele até me pediu para fazer uma no seu próximo aniversário e mandar dentro de um isopor, para o Brasil. Acho que não vai dar... mas eu faço em fevereiro, com um mês de atraso, pode ser filho?
Bem, voltando à torta de bolachas canadense, saímos à procura dos ingredientes: leite condensado, leite, ovos, chocolate em pó, margarina, confeitos para enfeitar e o mais difícil: as bolachas Maria (Mary cookies, como disse o Douglas - hehehe).
Não existe bolacha Maria aqui no Canadá, mas encontramos uns biscoitinhos que eles dão para as crianças, tipo biscoitos de maisena. Não eram de maisena, mas de "Arrow-roots". Essa arrow-root é uma planta com a qual eles produzem uma certa farinha gomada tipo maisena. Está na wikipedia - hehe!
Resumo da ópera: fiz uma tortinha pequena, de uma receita só, mas ficou maravilhosa e todos na gostaram muito - ninguém conhecia esse tipo de sobremesa.
Então domingo, para o jantar na casa dos Klassen, fiz uma torta de bolachas de duas receitas pois eles têm dois filhos.
Eis a receita (em duas versões):

Português
Ingredientes:
l lata de leite condensado;
a mesma medida de leite;
l colher de margarina ou manteiga;
2 gemas;
3 colheres de chocolate em pó (Nescau, Toddy ou outro);
um pouco de leite para embeber os biscoitos;
Modo de preparar:
Misture todos os ingredientes numa panela e, em fogo baixo, cozinhe mexendo sempre até que comece a borbulhar e desgrude do fundo da panela;
Numa assadeira ou pote de plástico, disponha uma leve camada do creme de chocolate, uma camada de biscoitos Maria ou Maizena embebidos em leite (não muito molhados);
Faça camadas sucessivas de creme e biscoitos até terminar com uma camada de creme de chocolate;
Enfeite com chocolate granulado ou decorações de glacê coloridos.
Sirva gelada.

English
Ingredients:
One condensed milk can (350 ml);
The same quantity of milk (you can use the empty condensed milk can to measure the milk);
Two yolks;
One tablespoon of butter or margarine;
Three tablespoon of chocolate milk mix;
175 g of arrowroot or cornstarch biscuits;
Granulated chocolate, decorated sugar, or decorated crystal for decorate the dessert;
Milk to dip the biscuits.
Preparation:
1 - In a saucepan, put the condensed milk, the milk, the yolks, the butter or margarine and the chocolate milk mix;
2 - Mix all these ingredients;
3 - Cook the mixed in low fire until it becomes creamy;
4 – In a pot, put a layer of the chocolate cream;
5 - Dip the biscuits one by one in the milk and put them over the layer of cream until cover all the pot surface;
6 – Repeat the layers of chocolate cream and dip biscuits until you have finished all the cream that must be the last layer.
7 - Decorate as desired with granulated chocolate, decorated sugar, or decorated crystal.

domingo, 15 de abril de 2007

Frango com Legumes / Chicken with Vegetables



Vou tentar começar a postar minhas mensagens em duas línguas, pois parece que temos leitores interessados aqui no Canadá também.
Buenas, como sabem, não temos muitas panelas (aqui também). Então tenho que colocar a criatividade para funcionar. Sabe que sai umas coisas interessantes de vez em quando?
Eu até podia inventar uma nova escola culinária. Podia se chamar "culinária centrada na panela", pois o "gargalo" acaba sendo a panela mesmo, então tenho que adaptar o prato à ela...
Bom, foi assim. Cortei três peitos grandes de frango (1 kg), desossados, em cubinhos. Temperei com sal, pimenta do reino moída, folhas secas de mangericão e aceto balsâmico. Misturei bem e reservei em uma bacia plástica.
Depois coloquei uma cebola pequena, cortada em cubos, para refogar, com uma colher de oléo de milho. Antes da cebola dourar, coloquei os cubos de frango, virei as cebolas para cima do frango para não queimarem, e deixei em fogo médio.
Quando o frango ficou branco, eu coloquei uma abobrinha italiana (400g) cortada em fatias finas espalhada por cima do frango, e por cima delas, 400g de brócolis. Coloquei um pouco de sal e pimenta por cima e deixei. Observe que depois que eu coloquei o frango, eu não "virei" em momento algum, apenas dei umas mexidas no frango, antes de colocar os legumes, para "soltar" os cubos de carne.
Quando os legumes estavam prontos, lembrei da cenoura. Sim, eu tinha as cenouras: meio pacote de cenouras "bebês" (umas 6 onças, ou 170g). Fazer o quê? Larguei por cima, botei um pouco de sal e deixei só "esquentar".
Lembro que sempre deixei a panela com a tampa, para manter a umidade dos legumes e formar um molho. Na "finaleira", quando o arroz (na outra panela) estava pronto, levantei o fogo e a "coisa toda" perdeu aquele cheiro de legumes crus. Ficou bom!
Acho que descobri uma coisa interessante: a cenoura, feita dessa maneira, fica crocante, salgada e não deve perder suas propriedades. Na verdade, nunca gostei de cenouras cozidas, tinham gosto de nada.
Servi com arroz. Só assim, o frango com legumes e arroz, serve 4 pessoas normais ou dois mortos de fome que passaram o dia quebrando pedra.
Pode ser feito em 2 panelas. Quem quiser ver como ficou, tirei uma foto. Aliás, só lembrei de tirar a foto depois que estávamos (quase) terminando o almoço.

I will try to post my messages on two languages, because it seems that we have reader interested here in Canada also. Comments are welcome.
Well, as you may know, we don't have many pans here. We don't have many of them in Brazil either, because we normally eat at restaurants, what we can't afford here. They are more expensive here and the food has much more fat. Then we have to be creative. Eventually comes out something interesting, you know?
I could even create a new Cooking School of thought. Could be called "pan-centered cooking", because the bottleneck here are the pans, so the recipes have to be adapted...
Well, today's recipe: I cut 3 large chicken breasts (around 1kg) in not so large chuncks. Added salt, black pepper, dry basil leaves and balsamic vinegar. I let it rest on a bowl.
I took a large frying pan. I fried a small onion, cut in large chunks, and added the chicken chunks before the onions get brown. Then I put the onions over the chicken, lowered the heat to medium, and put the cover on.
When the chicken turned white, I sliced one zucchini (400g) in fine slices and spread over the chicken chunks, and above them, 400g of broccoli crowns. I put some more salt and pepper and covered.
When the vegetables were ready, I reminded the carrots. Yes, I had carrots: a half package of baby carrots (around 170g, or 6 oz.). What is done... is done! I put them over the cooked vegetebles and covered the pan again. In the end, when the rice (on the other pan) became ready, I turned the heat higher and the vegetables lost that raw smell.
The food became good! I think that I've discovered an interesting thing: the carrots, made on this way, became crunchy, salty and I think that they don't lose their properties. Actually, I've never liked cooked carrots because I thing they don't have any taste.
I served with the rice. They serve 4 people with normal hunger, or 2 starving. It can be done in two pans. Who wants to see how it looked like, there is a photo below. I only reminded of taking a picture (of course), when we had had almost everything...