sábado, 21 de outubro de 2017

Trapalhadas de Iuri e Nara



No dia 05 de julho, uma quarta-feira, nós fomos fazer compras no “Dollarama”, uma loja tipo às de 1,99 que temos no Brasil. A gente encontra de tudo nessas lojas, que estão por toda a parte em London - parece o rio Thames – (risos).

O Iuri queria comprar algo que pudesse servir como churrasqueira, já que não tinha uma na nossa casa. Criatividade não lhe falta, como vocês poderão verificar nesta história e nas fotos que estão aí  postadas. 

Compramos uma bacia grande de inox, um saco de carvão, uma grelha e um pacotão de pequenas velas decorativas para acender o carvão. Já tínhamos um salmão esperando em casa (aqui o salmão é super barato em relação ao preço que pagamos no Brasil). Também tínhamos uns legumes que esperávamos poder grelhar na nossa “churrasqueira”.

Chegamos em casa e fomos explorar o pátio da casa, pois queríamos encontrar o local ideal para instalarmos nossa engenhoca. Achamos que poderíamos encontrar um bom lugar nos fundos da casa e ficamos surpresos ao descobrir que os fundos da nossa casa era a frente da casa de um de nossos vizinhos, o David. Lá estavam o David e o Ben conversando e degustando um vinho tinto, sentados à frente de sua casa. 

Pedimos mil desculpas pela invasão (aqui no Canadá é uma coisa horrível invadir, de qualquer forma, a privacidade alheia). Mas o David sorriu e foi logo se apresentando, bem como ao seu amigo Ben. Explicamos o que estávamos fazendo ali e que éramos vizinhos do outro lado da casa. Ele perguntou de onde viéramos e ficou bastante interessado em saber mais sobre o Brasil. 

O Ben sugeriu que o David nos oferecesse uma taça de vinho que eles tinham comprado de um produtor local, direto na fazenda de vinho.
Conquistamos dois bons amigos!

Decidimos fazer nosso churrasco de salmão ao lado da entrada da nossa casa e o Iuri foi logo providenciando a instalação da engenhoca.

Como não tínhamos um tripé para acomodar a bacia, ela ficou no chão, no caminho de laje e o Iuri forrou bem o fundo com bastante papel alumínio na esperança de que não aquecesse tanto o chão.

Bacia preparada e fogo ligado na vela

O fogo foi insuficiente para acender o carvão. Então, o Iuri colocou um pouco de acetona (removedor de esmaltes) em outra vela, ateou fogo novamente e começamos a colocar papel na esperança de que, agora, o carvão começaria a queimar. 


Iuri reacendendo a vela

Nada feito – carvãozinho teimoso... O negócio foi assar o peixe no forno do fogão mesmo. 


 

Iuri trazendo a churrasqueira apagada

E, é claro, forno ligado significa alarme de incêndio apitando e o Iuri o desligando com um toque de cabo de vassoura.


Iuri desligando o alarme de incêndio

Finalmente, o jantar ficou pronto e maravilhoso!


Janta servida - saúde!

Desta vez, fizemos do limão uma limonada mas nos dias seguintes, começamos a procurar uma churrasqueira que acendesse com carvão. Encontramos no Kijiji (um site de vendas como o OLX no Brasil).

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A busca por um novo lar



Alguns meses antes de virmos para o Canadá, com a ajuda da amiga Mary-Anne, encontramos uma casa que alugaríamos de julho/2017 a fevereiro/2018. 

Estava tudo certo, mas, poucos dias antes da nossa viagem, a proprietária da casa faleceu e sua filha ficou impossibilitada de alugar, devido aos trâmites legais do inventário.

Foi uma corrida louca para conseguir um lugar onde poderíamos ficar durante esse período em London. Procuramos em sites onde as pessoas divulgam seus imóveis para alugar e conseguimos sublocar a unidade 3 da casa na 64 Duchess Avenue, durante os meses de julho e agosto. 

Esse era o período em que o ocupante da casa estaria em férias da universidade e permaneceria em sua casa em Toronto. Ele é professor da Western University e aluga a unidade 3 dessa casa, ocupando-a durante o período de aulas. 

Aqui as casas antigas (essa tem mais de 100 anos) são subdivididas em unidades – tipo apartamentos – para serem alugados a estudantes e/ou professores que vêm de outros locais.


Nossa primeira morada em London

Ainda antes de sairmos do Brasil, nós já procuramos outras casas e apartamentos para alugarmos de setembro/17 a fevereiro/18. Deixamos para decidir depois da nossa chegada ao Canadá, afim de que pudéssemos olhar e analisar melhor o lugar onde viveríamos.

Durante esses primeiros dias, aproveitamos que a universidade ainda estava em recesso de verão e começarmos a visitar os imóveis que já tínhamos visto na internet previamente, bem como, outros que encontramos depois que chegamos.

Foi uma procura bem árdua porque a maioria dos proprietários só queria alugar por 1 ano e nós só ficaríamos 6 meses. Adquirimos 2 cartões “SIM” com números de telefone canadenses e começamos a fazer contatos com os anunciantes de imóveis para alugar. Analisávamos a localização, o preço e o que ele incluía (mobília, internet, água, luz...), além, é claro, das condições dos imóveis. 

Como tínhamos gostado muito do bairro onde estávamos localizados, eu caminhava pelas ruas à procura de algum imóvel que pudéssemos alugar. 

Encontrei essa casa, em que os proprietários moram no andar de cima e estavam alugando o andar térreo. Era quase ao lado da parada do nosso ônibus. Infelizmente, eles também queriam alugar por um ano, no mínimo e não abriram mão disso.

Casa na Wortley Village

Fomos visitar uma unidade que ficava no basement (porão) da casa de uma senhora aposentada. Percebi que as poucas janelas desse apartamento ficariam cobertas pela neve, durante o inverno e o local se tornaria muito deprimente. Uma pena, porque a localização e o preço eram excelentes. 

Saímos de lá bem desanimados porque não estávamos encontrando um lugar para morar depois de agosto. E a semana ia passando e, logo o Iuri começaria a trabalhar na universidade.

Todos os dias pesquisávamos nos sites de imóveis e, num dado momento, apareceu uma anunciante que tinha dois imóveis que nos atenderiam em relação ao tempo, localização e preço.
Visitamos o primeiro deles, o apartamento na 135 Baseline Rd. e nos apaixonamos por ele. Nem visitamos o segundo imóvel e decidimos ficar com esse aí.

Prédio do apartamento na Baseline

A inquilina sairia depois do dia 19 de setembro, então, Mary-Anne e Zenon nos convidaram para ficar na casa deles entre os dias 31 de agosto, até 22 de setembro. 

Nossos amigos estavam com viagem marcada para visitar familiares na Ucrânia e ficariam fora de casa entre 07 e 21 de setembro. Em contrapartida, ficaríamos cuidando da casa, das plantas e da Maya, sua cachorra (e sobre isso, falarei em outro post).

Tudo certo! Agora o foco era só para as questões de organização do nosso trabalho e das pesquisas do Iuri. Afinal, foi para isso que ele veio para cá.

Mas, espera aí? Ainda tínhamos que encontrar uma boa forma de fazer um churrasquinho gaúcho...

Mais informações, no próximo post.

Atividades profissionais no Canadá



Os primeiros 4 dias foram intensos, conforme relatei nos posts anteriores. Reencontramos Mary-Anne, Zenon, Eddie e Zulma e vasculhamos a cidade em busca de melhores lugares para comprar o que precisávamos. Reencontramos a nossa igreja e o nosso antigo padre e, na segunda-feira, começamos a focar nos nossos respectivos temas de trabalho.

Segunda-feira o Iuri fez contato com seus colegas na Ivey – faculdade de Administração da Western University, mas eles ainda estavam em recesso parcial, já que o semestre só iniciaria em meados de setembro. Sobre isso, deixarei que o Iuri mesmo fale em seus próprios posts. Ele tem trabalhado tanto nas análises de dados que nem tem tido tempo para escrever no blog.

Na terça-feira, dia 04 de julho, tive meu primeiro encontro de negócios com um coach profissional canadense. Há quase um ano, Sunil Godse me adicionara no LinkedIn e, desde então, mantivemos algumas conversas online. Com a minha chegada a London, combinamos de conversar pessoalme
nte. 

Nos encontramos num dos diversos “Starbucks Café” aqui de London, na frente do Victoria Park. Falamos sobre nosso trabalho e eu lhe presenteei com um dos livros do qual sou coautora. 

Sunil tem um site: Intuitionology.com e trabalha pesquisando como as pessoas utilizam a sua intuição para tomarem decisões. Ele é palestrante, autor de dois livros e tem vários cursos na área da intuição.

 Sunil Godse e eu no Starbucks da Richmond St.

Combinamos de nos encontrarmos outras vezes para que ele me desse algumas dicas de como funciona o coaching no Canadá. 

Como eu tinha chegado um pouco antes da nossa reunião, aproveitei o dia ensolarado, para dar um passeio no Victoria Park. 

 Portão principal do Parque

  Eu e o tanque de guerra no Victoria Park


Interior do parque



Alguns dias depois, me inscrevi nos três cursos do Intuitionology.com. Mas como eu tinha adquirido alguns cursos online há alguns meses, comecei por aqueles. 

 Um dos cursos online que fiz

Iuri e eu também reativamos nossos cadastros na biblioteca pública de London e retiramos alguns livros. Ele retirou o livro: guia de direção de Ontário, para aprender as leis de trânsito e tentar obter sua habilitação daqui. Falarei sobre dirigir no Canadá, em outro post.

Até o próximo!