sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Segunda vinda ao Canadá - 10 anos depois...

29 de setembro de 2017: Três meses no Canadá!

Parece incrível, mas já completamos três meses aqui no Canadá e ainda não escrevemos qualquer post neste blog.

Para quem não sabe ainda, este blog nasceu em 2007 quando o Iuri e eu viemos, pela primeira vez para London – Ontário. Naquela ocasião o Iuri estava fazendo o seu sanduíche de doutorado e queríamos ter um meio de manter nossos familiares e amigos informados sobre nossos dias nesta terra distante.

Todas as nossas postagens sobre o Canadá de então, estão neste blog em 2007 e janeiro de 2008. Infelizmente, os álbuns de fotos foram perdidos com a extinção do “picasa” (temos as fotos avulsas, mas os álbuns correspondentes a cada postagem, não existem mais.
10 anos depois, voltamos para a mesma cidade, onde o Iuri está fazendo algumas pesquisas para o seu pós-doutorado.
A verdade é que o tempo voa!

Vou contar um pouco do início desta jornada porque escrever tudo num só post, seria desgastante para nossos leitores.

Na noite de 27 de junho de 2017, Iuri aplicou prova a seus alunos na Unisinos/SL, calculou e lançou as notas no sistema e rumou para Porto Alegre, onde meus filhos, noras e eu já o esperávamos para um jantar de despedida no “Joe and Leos” do Bourbon Country. Para esse jantar, utilizamos os vouchers do programa “MasterCard Surpreenda”, em que a gente paga um e leva dois. Funcionou bem!
Nosso jantar de despedida - Porto Alegre, RS - Brasil

Após o jantar, meu filho Douglas e nora Flávia nos deixaram no hotel próximo ao aeroporto e foram para sua casa, levando o Jack – nosso Ford Focus – que ficará sob seus cuidados até o nosso retorno.

Às 3h30min da manhã, acordamos e fomos ao aeroporto Salgado Filho, levados pela Shuttle do hotel. Fizemos chekin e embarcamos às 6h30min, aproximadamente. O voo atrasou um pouco por causa da cerração.

Dali fomos para Lima, no Peru, onde permanecemos por, aproximadamente, 2 horas e, de lá, voamos para o México.
 Aeroporto de Lima - Peru

Como ficaríamos umas 7 horas no México, Iuri fez uma reserva num dos hotéis localizados dentro do aeroporto (conseguiu fazer a reserva com pontos do seu cartão de crédito) e conseguimos descansar e tomar um bom banho antes de seguir a viagem para Toronto, no Canadá.

Imagino que vocês devam estar pensando: Porto-Alegre/Lima/México/Toronto! Que viagem estranha. Bem, como todos os brasileiros podem imaginar, é claro que o preço dessa viagem compensou todas essas paradas. E, francamente, faríamos o mesmo trajeto novamente pois a viagem se tornou bem menos cansativa porque tivemos a oportunidade de parar, descansar e até tomar banho durante o caminho.

Em 2007, saímos de Porto Alegre para São Paulo e, de lá, tivemos umas 10 horas direto, dentro do avião para Toronto. Chega um momento em que a gente não consegue mais dormir, nem levantar porque sempre há avisos de ficar com os cintos afivelados. Além disso, se a gente não está sentado na poltrona do corredor, tem que incomodar quem está ali cada vez que precisa levantar e esticar as costas e as pernas.


 
Nossa espera no aeroporto do México

Antes de deixarmos o aeroporto do México, jantamos num restaurante – o que foi muito bom porque no vôo teríamos que pagar o lanche, além do que, seria muito tarde. Nosso vôo partiu, mais ou menos, à meia noite (tem alguns fusos horários pelo caminho) e pousou em Toronto, às 5h30min (no Brasil eram 6h30min), ou seja, foram 24 horas desde nossa partida de Porto Alegre até a aterrisagem no Canadá.

Bem, ainda faltava o último trecho, uns 100 km até nosso destino: London. Tínhamos três opções: avião, trem, ou ônibus. Como já tivéramos a experiência de ir de avião, em 2007 e também já tínhamos feito a viagem de trem, naquele mesmo ano, optamos pelo ônibus que, além de muito mais confortável, também era mais barato.
Aproximadamente um mês antes da nossa viagem, nós compramos passagens de ônibus da Greyhound (https://www.greyhound.ca/) que nos apanhou no aeroporto de Toronto e nos deixou em London. 
Como nosso ônibus só chegaria às 11 horas, aproveitamos o tempo para tomar o café do “Tim Hortons” – uma rede canadense de cafeterias – extremamente apreciada por aqui. Estávamos com saudades do Timmys (como é, carinhosamente chamado pelos canadenses). Alguns dias depois, descobri que o Tim Hortons foi comprado há uns 6 anos, pelo grande grupo de investidores brasileiros 3G... Bem, apesar disso, o Tim Hortons continua funcionando só no Canadá e ainda é considerado, genuinamente, Canadense.

Foto do Iuri na fila do Tim Hortons no aeroporto 
de Toronto.









Foto do nosso primeiro café no Tim Hortons.


Às 11 horas da manhã nosso ônibus chegou ao aeroporto e embarcamos para nosso destino tão esperado: London – Ontário – Canadá.

Nosso ônibus de Toronto para London

Eu dormi quase a viagem toda e, como tinha wifii no ônibus, o Iuri aproveitou para atualizar seus e-mails com alunos e colegas da Unisinos.

Em torno de 14h30min, chegamos a nossa querida London, onde nossos amigos Zenon e Mary-Anne nos esperavam com aqueles braços abertos e sorrisos largos. Foi um momento de grande emoção.

Colocamos as malas e outras bagagens no porta-malas da camionete e eles nos levaram para nossa primeira morada desta temporada: 64 Duchees Av. (Em outro post eu conto porque falo em primeira morada – hehehehe).

Como eles foram nossos “Land-Lord e Land-Ladye” (proprietários das casas onde moramos em 2007), a Mary-Anne deu boas referências ao nosso atual land-lord e apanhou as chaves com ele.

Fachada da nossa casa

Quando desembarcamos na nossa linda casa, nossos amigos descarregaram algumas sacolas com compras de supermercado e uma grande pizza para nossas “boas-vindas”.
Comemos a pizza juntos, tomamos um chá e eles nos deixaram para arrumar a casa.

Chazinho depois da pizza no nosso novo lar em London

À tardinha, voltaram para nos apanhar e fomos até a sua casa comer um salmão assado com vegetais no vapor.

Por hoje é só. Nos próximos posts, vou contar como está sendo nossa estada por aqui. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Meu dia na Conferência _ Espiritualidade no ambiente de trabalho

Na sexta-feira, dia 05 de agosto, começou a Conferência Anual do Academy of Management e, obviamente, o Iuri foi participar. Eu aproveitei para colocar alguns trabalhos em dia, no meu computador. Nosso apartamento no Peackoc Suites tem internet free e é possível acessar e-mails, facebook, skype, enfim... Tentei assistir à abertura das Olimpíadas, mas só consegui quando as delegações já estavem entrando e sendo apresentadas.
Como o Iuri é participante, conseguiu um crachá de visitante para mim, assim, eu poderia assistir às apresentações e painés do meu interesse, sem, no entanto, obter o certificado.
Então, no sábado eu fui ao Anaheim Convention Center para assistir a duas palestras que me interessaram bastante, ambas abordando o tema "espiritualidade no ambiente de trabalho".  Foto à direita.

Sou católica e me considero uma pessoa espiritualizada e, há vários anos, tive contato com o tema espiritualidade nas organizações, quando eu ainda era coordenadora de trabalhos de conclusão na FACCAT. Além disso, como sou coach pessoal e profissional e ajudo líderes a obterem melhores resultados na gestão de suas equipes, esse é um tema que despertou meu interesse no evento.
A primeira sessão que eu assisti, foi às 10h15 da manhã foi: Developing a Workplace Spirituality Skill Set - Desenvolvendo um ambiente com competências de espiritualidade. Foram 3 painelistas e cada um falou de suas pesquisas na área. Um deles falou que para se alcançar um clima de espiritualidade no ambiente de trabalho é preciso que desenvolvamos a capacidade de ter e promover 1-boas conversas, 2-bons pensamentos" e 3-sermos bons.
Outro painelista falou da importância do "não julgamento" e apontou 4 perguntas que devem ser feitas sempre que nos sentirmos mal em relação a algo que o outro nos disse ou fez. As 4 perguntas são: 1-Isso é verdade? 2- Você consegue ter certeza absoluta de que isso é verdade? 3- Como você reage, o que acontece quando você acredita que isso seja verdade? 4- Como você se sentiria sem essa crença de que isso é verdade?
O painelista fez um exercício que pretendo replicar nas minhas sessões de coaching com meus coachees para ajudá-los a desfazer-se de crenças limitantes.Ver foto abaixo.


O terceiro painelista não trouxe grandes contribuições já que estava substituindo a pesquisadora Carole L. Jurkiewicz que falaria sobre suas experiências. Vou tentar acessar sua pesquisa sobre o Mapa de Caracteristicas - forças e virtudes para entender melhor como ela trabalha.

A sessão das 13 horas teve como título: Workplace Spirituall Facilitati, ou Condicões para um ambiente de trabalho espiritualizado. Foram 5 painelistas: uma oriental, um indiano, um judeu e duas cristãs. Suas apresentações foram encantadoras, cada um contando um pouco de suas próprias experiências com a religiosidade e suas práticas nas organizações.
Uma das painelistas contou que é filha de pai ateu e, portanto, jamais conviveu com qualquer religião até seus 25 anos de idade, quando começou a trabalhar numa universidade cristã e se converteu.
A segunda painelista é professora de empreendedorismo numa universidade onde a prioridade é ensinar seus alunos a serem melhores pessoas e a deixarem seus legados para o mundo. Sua experiência de conversão é muito interessante, ela não tinha fé em Deus. Numa determinada época de sua vida, ela passou por momentos ruins e um de seus alunos disse que rezaria por ela. Na semana seguinte ela soube que uma igreja inteira rezou por ela e ela não tinha ideia de quem eram essas pessoas. Foi assim que ela se converteu.
A terceira painelista pesquisou inúmeros líderes religiosos nos Estados Unidos, desde os "Shama", budistas, padres e pastores das diversas denominações evangélicas. Sua pergunta principal era: "Em que circunstâncias, políticos e empresáros procuram seus conselhos?" As respostas vão desde: "Eu devo ou não concorrer a esse cargo?" até "Como eu devo proceder para ganhar mais dinheiro?".
Os painelistas indiano e judeu falaram da importância de se respeitar os diversos credos, já que, cada vez mais, os negócios são realizados internacionalmente e com uma diversidade expressiva de religiões.
O painelista judeu terminou com uma pergunta à plateia: "Qual é a Graça deste momento?" Segundo ele, sempre devemos nos fazer essa pergunta, pois, cada evento, cada situação deve ter um propósito, ou um sentido.
Enfim, lembrei do que a minha mãe sempre diz: "Tudo o que eu sei é que devemos ser muito bons nesta vida". Sábias palavras, com certeza.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Um dia na Disneylândia

Iuri estava inscrito no Academy of Magagement – uma grande conferência anual de Administração para apresentar um de seus artigos. Decidimos que eu viria com ele e que viríamos um dia antes do congresso para conhecermos a Disneylândia, já que o evento ocorreria em Anaheim, na Califórnia.
Saímos de Porto Alegre na terça-feira, dia 02 de agosto, às 14h30min e chegamos em Anaheim no dia 03, às 10h30min (com 4 horas de fuso horário – aqui na Califórnia estamos 4 horas atrasados em relação ao Brasil). Isso significa que viajamos durante 26 horas. Bem, isso é conversa para outro momento.

Nosso primeiro dia em Anaheim foi destinado a algumas comprinhas no Walmart para abastecer nosso apartamento no “Peacock Suites” – que reservamos pelo Airb&b. O Peacock fica bem próximo ao Anaheim Convention Center, onde o Academy of Management acontece. E também fica bem perto da primeira Disneylândia, fundada pelo brilhante empreendedor Walt Disney, há 60 anos.


Os participantes do Academy of Management têm um excelente desconto em ingressos para a Disneylândia, então, aproveitamos para adquiri-los através da inscrição do Iuri no evento.
A Disneylândia de Anaheim se divide em dois grandes parques: “Disneyland” e “California Adventure” e nós decidimos visitar o “Disneyland”. Queríamos conhecer o Mickey Mouse, as princesas e visitar alguns parques temáticos, como o do Indiana Jones e o do Star Wars.
Saímos cedo na quinta-feira, para aproveitar ao máximo o parque. A aventura só terminaria às 21 horas, com o show de fogos de artifício. Fomos a pé, já que nosso apartamento fica bem perto (uns 30 minutos de caminhada).

 
Chegamos ao parque e, só de estar ali, na entrada da Disneylandia, já sentimos a magia do lugar e nos emocionamos.

Passamos pela primeira fila, onde os seguranças revistam as bolsas e mochilas. Vimos eles mandaram um homem retornar para deixar o "pau de selfie" em seu automóvel. É proibido o uso desse instrumento. Seguimos ao portão de entrada do parque, onde apresentamos os tíquetes e descobrimos que poderíamos sair e entrar no parque quantas vezes quiséssemos durante esse dia.
Logo na entrada, uma das princesas estava tirando fotos com as pessoas - especialmente meninas - e dando autógrafos.
Seguimos caminhando - já que havia muitas coisas nos esperando! E a emoção aumentando!!!
Chegamos a uma pracinha onde estavam algumas charretes puxadas a cavalo e outros veículos motorizados e abertos - tipo os "Dindinhos" de Imbé e Tramandaí. Iuri fazendo um auto-retrato pelo retrovisor do "Dindinho" - risos.
Entramos num desses "Dindinhos" e fomos levados até a praça principal onde está o pórtico - Castelo.

Passando por esse castelo, entramos para a mini cidade. É tipo o mini mundo de Gramado, só que com castelos... Durante essa passagem pelo pórtico, avistamos outra princesa tirando fotos com crianças e autografando.
Pegamos um trenzinho cujas acomodações para os passageiros são em formato de jaulas.
Entramos na jaula dos animais selvagens - risos - e fizemos um passeio bem bacana, de onde pudemos avistar a mini cidade com seus castelos encantados.
Com a espera para pegar no trenzinho, ao sol, ficamos quase desidratados - ainda bem que tínhamos passado protetor solar antes de sair de casa. Dali, fomos tomar uma água e um sorvete. Já era em torno de meio-dia. Na Disneylandia, há vários stands que vendem lanches, água, sorvetes e há espaços para sentar, como uma praça de alimentação ao ar livre.
Já alimentados, fomos andar de - bem, não riam de nós - CARROSSEL! Sim, eu nunca tinha andado de carrossel porque sempre achei um brinquedo super sem graça. Mas andar de carrossel com o Iuri, na Disneylândia, não tem preço! Nos divertimos muito".
Fomos visitar a "Toon town", onde há tudo que uma cidade deve ter: escola, correio, bombeiros, prefeitura. (inserir foto) Visitamos, também, na Toon town, o barco da Margarida. Uma gracinha!!!




Mas o melhor vem agora: enquanto visitávamos o barco de "Miss Daisy", ouvimos um barulho de gente gritando - característico de quem está numa montanha russa. Saímos dali e encontramos, logo ao lado, o tal trenzinho que sobe e desce pela montanha. O Iuri me convidou e eu aceitei na hora. E lá fomos para mais uma fila - às vezes no sol, às vezes na sombra. Depois de uns vine minutos, mais ou menos, chegou nossa vez de entrar nessa aventura. Na foto abaixo, eu estou com as orelhinhas da Minnie, que pedi emprestadas de uma mulher que também estava na fila para andar na mini montanha russa. Achei que não valia a pena comprar um par de orelhinhas só para uma foto - risos.

Como sabíamos que poderíamos sair e retornar mais tarde, decidimos ir para casa, descansar um pouco e voltar à tardinha. Mas vejam que surpresa tão agradável, eu tive antes de sair do parque: encontrei a "rainha malvada" e consegui uma pequena audiência com ela, pelo menos para uma foto, porque a cara dela é mesmo de poucos amigos.
Saímos do parque e tivemos nossas mãos carimbadas para que pudéssemos retornar - carimbo transparente, nos disseram que poderíamos lavar as mãos e que se o carimbo saísse, só precisávamos dizer que tínhamos lavado as mãos... Deixaram, conosco, os nossos tíquetes.
Saímos do parque e almoçamos num restaurante do outro lado da rua, o "IHop", uma rede que já tínhamos conhecido no dia anterior.
De lá, partimos de volta ao nosso apartamento. Tomamos um banho e dormimos por uma hora, mais ou menos. Levantamos, tomamos um café e partimos de volta para a Disneylândia. Chegamos em torno de 17h30min e fomos direto ao parque temático do Indiana Jones - eu tinha planejado visitá-lo desde quando ainda estávamos no Brasil, já que sempre fui fã dessa série de filmes. Entramos numa fila que levou quase duas horas para, finalmente, entrarmos no "Templo da Perdição". Quanta emoção!!! Mesmo durante o trajeto na fila de espera, já pudemos visualizar o caminhão do famoso cientista Indiana Jones, a casa de força e outros símbolos daquele filme.


Já lá dentro do templo, faltou energia e houve um problema técnico que não sabíamos o que era. Ficamos mais uns 30 minutos na espera até que o problema foi resolvido. Eu já estava afim de voltar e desistir da visita, pois temia que perderíamos o espetáculo dos fogos de artifício. Mas o Iuri me convenceu a ficar firme e forte. Valeu muito a pena! Entramos num trem, com 4 fileiras de assentos, cada assento com 4 lugares e entramos numa aventura inesquecível. É um super super super trem fantasma! Encontramos, pelo caminho, caveiras, cobras, todas aquelas coisas que tentavam impedir Indiana Jones de alcançar seus objetivos, lembram? Mas, felizmente, também encontramos Indiana Jones em alguns pontos do trajeto. Foi uma das melhores experiências em termos de aventura, que já tivemos em nossas vidas. Só isso já teria valido a pena!
Saímos dali felizes e a luz do dia já tinha se ido. Eram umas 20h30min e decidimos tomar um sorvete/suco de abacaxi numa banquinha havaiana. Depois disso, nos dirigimos a um dos pontos onde aconteceria o desfile do Mickey e os fogos de artifício. Uma multidão se acumulava ali, mas ainda faltava meia hora para começar.
Iuri e eu decidimos ver se conseguiríamos visitar a última parte - pelo menos de nosso planejamento - que é a "Tomorrow Land", onde vivemos outra aventura inesquecível: uma viagem virtual pelo espaço, tendo como comandante da nave, nada menos do que o atrapalhado C-3PO de Guerra nas Estrelas.A foto abaixo é do painel de controle no caminho para a nave de Star Wars.
Bem, foi mais do que emocionante e divertido! Nunca imaginávamos que viveríamos essas experiências. Ao sairmos da Tomorrow land o Iuri me perguntou se eu tinha gostado mais do Indiana Jones ou do Star Wars e eu disse: "não tenho como responder a essa pergunta - a primeira experiência foi física, já que andamos num trem de verdade e a segunda foi totalmente virtual, já que estávamos sentados em poltronas com uma tela 3D na nossa frente". Aí eu me dei conta de que sempre pode haver mais e sempre valerá a pena.
Quando saímos para a rua, os fogos estavam começando e foi um espetáculo indescritível, inesquecível, que nos deixou tão embasbacados e encantados que nem lembramos de fotografar.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Conhecendo Seattle

Logo que nos encontramos no aeroporto de Seattle, nossa primeira ação foi comprar dois passes da empresa ORCA – cartões - de trem/ônibus e partir em direção ao nosso hotel.
Compramos os dois cartões e subimos para pegar o trem e seguir o mapa que o Iuri já tinha impresso, ainda em casa, antes de partirmos.

Cartões de passe para o trem




Entramos no trem (bem semelhante ao nosso trensurb gaúcho, mas com assentos melhores) e procuramos pelo local onde deveríamos passar os cartões.
Imagem do trem de Sattle
Alguns passageiros nos informaram que deveríamos ter passado os cartões numas leitoras no térreo e então, antes de conseguirmos sair do trem, as portas fecharam. Nos aconselharam a desembarcar na primeira estação, descer e passar os cartões.
Foi o que fizemos, desembarcamos na estação seguinte. O trem foi embora e o Iuri desceu as escadas com os cartões, enquanto eu fiquei esperando, com as malas, na estação. Embarcamos no próximo trem e seguimos viagem até a estação da universidade, onde, conforme o mapa, tomaríamos um ônibus para o hotel.
O motorista do ônibus não sabia onde poderia nos deixar para chegarmos ao hotel e sugeriu que perguntássemos a uns fiscais que estavam naquela estação. Perguntamos e, os dois homens, muito solícitos, também não souberam nos dar a informação de qual ônibus deveríamos pegar e indicaram uma saída para tomarmos um táxi. Essa estação era subterrânea, então, tivemos que subir as escadas (felizmente as escadas rolante daqui funcionam bem) e chegamos à rua, onde conseguimos um táxi.
O taxista, super simpático, nos deixou em frente ao nosso hotel, o ACE HOTEL, na 1st Avenue.
Eu em frente ao ACE hotel

O atendente do hotel, um simpático rapaz chamado Everet, nos recebeu muito bem, desceu a escadaria de madeira e subiu com nossas malas. (Em outro post, falaremos sobre o hotel, que, recomendamos a quem quiser vir a Seattle).
Por indicação do Everet, saímos para jantar num pub, chamado Local 360, a duas quadras do nosso hotel. O jantar foi ótimo, num ambiente super aconchegante.

Nós no Local 360

Como a conferência do Iuri só começaria no sábado, no dia seguinte à nossa chegada, sexta-feira, saímos para conhecer um pouco da cidade.
Depois do café da manhã no hotel, fomos a um mercadinho na frente do hotel, onde comprei um par de luvas a U$ 2,99, já que o frio estava intenso por aqui.
Em seguida, fomos ao Wallgreens, uma dessas farmácias norte-americanas que vende de tudo, mais parece um mini mercado dos nossos.
Obs.: Há uns 5 anos, mais ou menos, eu tomo vitamina C, todos os dias e, numa dessas vindas do Iuri, aos Estados Unidos, ele descobriu a mina de ouro das vitaminas C, potes com 300 cápsulas de 1mg, a um custo muito inferior às pastilhas efervescentes que compramos no Brasil. Então, cada vez que ele vem para os Estados Unidos, leva uns dois potes para casa, assim, temos vitamina C para um ano inteiro.
Depois de deixar nossas compras no hotel, saímos para um passeio às margens do rio, visitamos o Porto e um parque bem bonito, onde se encontra o Museu de Arte de Seattle.
Imagem do Pier do Porto de Seattle

Vista das montanhas com neve e Marina de
Seattle

Iuri no Porto com Space Needle, ao fundo
Nós com a Space Needle, ao fundo







































E, por aí, já passava da uma hora da tarde e estávamos com fome.

Fomos conhecer o Mercado Público - Pike Market, onde os agricultores expõem seus produtos: frutas, verduras, legumes, peixes, carnes, artesanato - de forma bem semelhante ao Mercado Público de Porto Alegre.

Eu no Pike Market
Almoçamos num desses restaurantes, com vista para o rio e para a roda gigante, um dos pontos turísticos de Seattle.

Almoço no Pike Market
Depois disso, tomamos um sorvete numa banca (semelhante à banca 40 do Mercado Público de Porto Alegre) e seguimos caminhando.


Apreciando o sorvete do Mercado Público
Vimos uma queijaria, onde a fabricação fica exposta por uma vidraça, para o público externo. Conseguimos apreciar a fabricação dos queijos que eram vendidos na loja anexa.







Passamos pelo Starbucks number one - o primeiro Starbucks. Sim, o Starbucks nasceu em Seattle e, ao longo dos dias, percebemos a presença massiva dessas cafeterias, nas ruas da cidade. A propósito, não conseguimos entrar no Starbucks número 1, dada à fila de gente para conhecer esse lugar famoso.

Iuri na calçada em próximo ao Starbucks number one

Fila diante do Starbucks number one

Voltamos ao hotel, lá pelas quatro horas da tarde, com muito frio na rua.
Observação: Todos esses passeios, fizemos caminhando e minhas pernas já estavam sentindo o peso do dia. Mas se vocês pensavam que as caminhadas terminaram por aí, estão enganados!

Paisagens de final de outono

Um dos vários Starbucks da ciadade (este na rua do Ace Hotel)

Vista das monhanhas nevadas - foto tirada na praça do Pike Market

Linda árvore de outono na frente do Pike Market

Depois de uma pausa para começar a escrever o texto da nossa viagem, para o blog, saímos em direção a um Shopping, onde jantaríamos e faríamos algumas compras. A ideia do Iuri era de ir ao Best Buy e ao Target (duas lojas que ele adora), que se localizam perto desse Shopping.
Fomos, caminhando, até a parada do ônibus, umas cinco quadras a leste do hotel, mais umas cinco quadras ao sul.
Tomamos o ônibus que nos levou até o Shopping, ou melhor, a uma quadra dele.
Uma das lojas com liquidação Black friday

Andamos um pouco pelo Shopping- claro que procurando pelas ofertas - e acabamos encontrando uma loja de vestuário e acessórios (tipo a Renner), chamada Ross, cujo slogan  é: "Dress for less". Depois de muita experimentação de roupas, compramos o que queríamos e fomos comer algo numa lanchonete por ali mesmo.
Saímos e fomos ao Best Buy, onde estão à venda o que há de mais interessante e deslumbrante em termos de eletrônicos.
Infelizmente, nessa época de dólar super valorizado em relação ao nosso real, não deu para comprar muita coisa.
Eram umas oito e meia da noite e eu pedi ao Iuri para ir para casa, pois estava realmente cansada, por causa da viagem longa, do fuso horário e, é claro, das caminhadas do dia.
Depois de correr um pouco para alcançar o ônibus, antes que saísse da parada, conseguimos voltar ao hotel, cansados, mas felizes.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Viajando para Seattle

Há vários anos, o Iuri tem participado do Decision Sciences Institute - DSI - um congresso científico de administração e, esta foi a primeira vez que eu consegui viajar com ele. Ops! Viemos para o mesmo destino, mas fizemos viagens separadas. O Iuri se inscreveu no congresso e comprou suas passagens em agosto e, somente em setembro, eu decidi que viria com ele. Não consegui passagens para os mesmos vôos que ele, então, saímos no mesmo dia, 18 de novembro, em horários diferentes. O Iuri embarcou às 17h45min, em direção ao Rio de Janeiro e eu, às 19h03min, para São Paulo. 

Iuri embarcando em Porto Alegre
Tive que receber meus tíckets da United Airlines e correr para a fila da Polícia Federal, pois, segundo o rapaz do chekin, a fila estava grande e, apesar de ser apenas 21h30min e de que minha chamada seria só às 22h10, era possível que não chegasse a tempo. Bem, a fila dava umas 10 a 15 voltas e, no meio dela, tinha uns policiais federais com uns enormes cães, aterrorizadores... Enquanto eu estava na fila, mudaram o meu portão de embarque e eu não escutei o aviso. Passei pelos raios x e cheguei ao portão previamente marcado e não tinha ninguém por lá. Fui perguntar a uma moça da Air Canada e ela respondeu: "agora não posso falar, pois estou muito ocupada". Fiquei esperando alguns segundos e saí pelo aeroporto, perguntando a outras pessoas até que descobri que meu vôo sairia no próximo portão. Ufa! Nunca fiquei tão feliz por encontrar uma fila enorme à minha frente. (risos).
Nara embarcada em Porto Alegre


Subi a bordo e fui me acomodando no meu banco, graças a Deus, tudo certo até ali (eu estava faminta! Com tanta correria, não deu tempo de fazer um lanche no aeroporto. Mas, felizmente, a United Airlines serviu um jantar gostoso, com mousse de chocolate, de sobremesa (em torno de 1 hora da manhã, já que meu vôo partiu às 23h20min). Meu banco era no corredor, na fileira central do avião e, ao meu lado, estava uma senhora e seu esposo. O casal era um pouco fofinho e ela ocupou o braço direito do meu banco, o que não me incomodou, já que eu podia usar o braço esquerdo. Lá pelas tantas, todos foram se preparando para dormir e eu também o fiz. Escovei os dentes, coloquei meu tapa-olho, coloquei o travesseiro do avião nas costas e o meu travesseiro de pescoço, tirei os calçados e me cobri com o cobertor fornecido pela companhia aérea. Minha vizinha de banco virou-se de costas para mim e ocupou parte do meu assento. Meu primeiro pensamento foi: "era só o que me faltava..." Mas aí, veio o segundo pensamento: "vou aproveitar as costas dela e me escorar." Nossa!  Dormi como um anjo, pois a mulher era mais fofinha que o banco - risos. Eu sabia que chegaríamos a New York às 6 horas da manhã (horário local, porque no Brasil, já seriam 9 horas), então, às 5 horas, quando acordei, fui ao banheiro, fiz minha higiene matinal, guardei meu travesseiro de pescoço na mala de mão e fiquei esperando o café da manhã, que aconteceu pelas 5h30min. O Iuri também tinha me avisado que eles forneceriam um formulário para ser preenchido e entregue ao pessoal da imigração. Peguei uma caneta na bolsa e tentei preencher o formulário, mas a caneta não funcionou, de jeito nenhum. Esperei o marido da minha vizinha de banco preencher o formulário dele e pedi a caneta emprestada. Comecei a preencher e me mandaram fechar a mesinha do banco à minha frente, para que pudéssemos aterrissar com segurança. Que medo de não conseguir... Nem sei como, mas consegui preencher o tal formulário. O avião chegou ao solo às 6h10min e aí começou o próximo desafio: passar pelo ghichê da imigração, entregar o formulário, passagens, passaporte, etc. e responder às perguntas que o oficial me  fizesse. Passei nesse desafio e, aí, era só ver se a mala tinha chegado e despachá-la de novo, para Seattle. Às 8h30min, eu já estava no avião para Seattle, que levaria 5 horas para chegar ao destino. O horário previsto para a chegada era 11h59min (horário local, pois, em New York seriam 15 horas e, no Brasil, 18 horas. Eu não via a hora de servirem o almoço, pois o café da manhã no avião anterior fora às 5h30min e eu estava faminta. Para minha tristeza, o lanche oferecido nesse vôo deveria ser pago - era caro, mas eu estava disposta a encarar, mas aí eu olhei o cardápio e só tinha uns sanduíches de pão com queijo, ou uns snaks e decidi não comer. Bebi um copo de água que estavam oferecendo gratuitamente. Tinha uma moça ao meu lado que comeu uma "quentinha" e uma banana caturra, que tinha trazido a bordo. E eu ali, com aquela fome!

Cheguei em Seattle em torno de 11h45min, desembarquei e fui direto buscar minha mala, que, felizmente, chegou. Tentei voltar para onde eu tinha visto várias cafeterias e lancherias, mas não consegui, pois aqueles portões eram apenas para apanhar as bagagens e sair do aeroporto. Consegui encontrar um pequeno quiosque, onde comprei um sanduíche de atum e uma coca-cola: uma dupla maravilhosa!!! O Iuri chegou às 14 horas, no horário local e aí começamos nossa jornada juntos!
Foi a primeira vez que fiz uma viagem internacional sozinha. Ao chegar ao aeroporto de Guarulhos – SP eu

A viagem de Iuri

Eu comprei minha passagem para o congresso do DSI esse ano, e como eu achava que não teria apoio para vir, acabei reservando um hotel mais barato do que o Sheraton, onde o congresso vai acontecer. Geralmente, eu fico no hotel do congresso, porque é muito mais prático. Mas dessa vez, eu só mandei um resumo da pesquisa. É um trabalho de uma aluna minha, um experimento que ainda está em andamento, e eu não tinha um artigo completo, com referencial, resultados, discussão, etc., para enviar. Geralmente, os órgãos de fomento a pesquisa só ajudam aqueles pesquisadores que mandam artigos completos. Mas qual é a graça de vir a um congresso científico apresentar um trabalho finalizado, certo? Eu mandei um trabalho em andamento, para receber feedback quando ainda é tempo.

Bom, voltando ao que interessa. Por causa dessa minha preocupação com a verba, eu busquei num site de reservas online um hotel próximo e barato. O nome dele é Ace Hotel, e eu quero fazer um post separado apenas para falar do hotel. Mas como a Nara já disse, ela decidiu vir depois. Então, eu reservei algo que eu ficaria bem sozinho, sem pensar muito nela naquele momento. Eu sou um cara que não precisa de luxo. Uma cama limpa, um chuveiro quente e um quarto silencioso é tudo o que eu preciso. Bem, tudo mudou quando a Nara decidiu vir. Depois eu falo sobre isso.

Bom, a viagem: eu nunca fiquei tanto tempo dentro de um avião. Eu não fazia nem ideia de onde era Seattle antes, e eu só queria vir no congresso. Foram quatro voos: Porto Alegre-Rio de Janeiro-Houston-São Francisco-Seattle. Como estamos no horário de verão no Brasil, estamos com seis horas de diferença. Ou seja, como vamos dormir, no Brasil, por volta das 10 ou 11 horas da noite, isso aqui é 4 ou 5 horas da tarde. Meio cedo para dormir, certo? Mas eu acho que descobri um jeito legal para me ajustar rápido às mudanças de fuso horário grandes. Mais adiante eu conto.

Há algum tempo atrás, houve um ataque terrorista em Boston e o cara estava usando mochila. Num episódio de "Good Wife", eles estavam atrás de um terrorista com mochila. Há poucos dias, houve um grande atentado terrorista em Paris, e os americanos estavam preocupados com ataques nesse país. Uma repórter sugeriu que as pessoas que fossem a uma das grandes partidas de futebol americano evitassem usar mochilas. Eu sempre viajo de mochila! Para mim, é quase certo usar uma. Dessa vez, eu levei medo. Resolvi usar minha pasta tipo "carteiro" para viajar, além da minha mala de mão. Foi a melhor viagem internacional que eu já fiz. Espaço para as pernas, eu conseguia me movimentar bem entre os voos, sair e entrar nos aviões, foi ótimo. A mochila vai ficar em casa, talvez para sempre. Ou talvez eu a doe para uma instituição de suporte aos terroristas carentes (risos). Nem sei como poderia se chamar. Nos Estados Unidos e Canadá, os brechós para carentes se chamam "Goodwill" (boa vontade). Talvez eles pudessem montar uma alternativa para terroristas chamada "Badwill"...

Tomei dois sustos no voo. O primeiro foi por uma bobagem. Na hora que eu comprei minha passagem, havia uma opção "Suffix" e uma das opções era "PHD". Pensei: "Sou doutor, certo? Vou botar isso." Errado. O sistema achava que esse era meu sobrenome: GAVRONSKIPHD. Na hora de passar meu passaporte e bater com a minha passagem, o sistema rejeitou porque eram pessoas diferentes.... Minha sorte era que a atendente da United Airlines foi simpática e ligou para os Estados Unidos e resolveu o problema. Vamos ver na volta...

O outro susto foi na viagem. Como eu disse, foi uma viagem ótima, inclusive por causa do estorvo que aquela mochila me causava e eu nunca tinha notado. Dormi bem como nunca antes num voo. Foram 6 horas quase sem interrupção, com exceção de uma pequena anormalidade. Eu havia dormido fazia coisa de uma hora, talvez fosse 1h ou 1h30 da madrugada, e eu comecei a sentir um calorão. Isso é estranho, porque eu geralmente sinto frio no avião. Acordei por causa desse calorão, e isso também é estranho. Eu não acordo com nada - sou quase um moribundo quando durmo. Eu fico tendo pesadelos por muito tempo antes de acordar e perceber que eu estou com frio, com vontade de ir ao banheiro, que tem um barulho estranho lá fora ou que a Nara está quase quebrando minha costela tentando me acordar. Eu senti o calorão e acordei rápido. Abri o duto de ar, tirei a touca e o cobertor, e o calorão aumentava. O suor começou a escorrer da minha cabeça e eu não conseguia entender o que estava acontecendo. Então, comecei a sentir um embrulho no estomâgo. Acordei o casal que estava do meu lado (eu sento sempre na janela - durmo direto) e fui ao banheiro. Lá, eu retornei ao avião parte da janta que eles me deram, por onde ela entrou, tomei um pouco d'água, e voltei para o meu lugar. Magicamente, o mal estar passou e eu dormi novamente, como se nada tivesse acontecido. No outro dia (mais tarde), acordei como se nada tivesse acontecido, e nada mais de estranho se manifestou. Mas antes de dormir, do caminho do banheiro de volta ao meu assento no avião, fiquei pensando: e se esse negócio piorar? Eu estou no início da viagem, e tenho de apresentar artigo, a Nara vai estar lá... Felizmente, também foi só um susto.

Eu consegui me conectar, com o telefone, com o wi-fi grátis dos aeroportos e fui mantendo o pessoal no Brasil informado dos meus passos pelo Whatsapp, como no ano passado. Já a Nara não teve a mesma sorte. Mas eu não fiquei preocupado. A Nara estava lá, bem tranquila, me esperando no aeroporto de Seattle. Chegando lá, fizemos uma "selfie" no aeroporto e mandamos para os filhos, que parecem ter respirado mais aliviados. Os filhos parecem achar, depois de uma certa idade, que a gente não tem capacidade de fazer coisas desafiadoras. Bem, do mesmo jeito que nós, pais, sempre temos medo de deixá-los fazerem coisas que consideramos perigosas. Talvez seja o tal amor. Esse mesmo sentimento eu tinha com o fato da Nara viajar sozinha, mas acho que minha confiança na capacidade (e boa sorte) dela é maior que o medo.

Iuri e Nara se reencontram em Seattle