sexta-feira, 3 de abril de 2009

Parabéns ao Doutor Iuri Gavronski

Sei que todos estavam sentindo minha falta no blog (risos). Tenho tanto a escrever e tão pouco tempo para fazer isso. Mas esse momento, eu não podia deixar passar em branco. Esse é o mais importante acontecimento dos últimos 4 anos, em nossas vidas (minha e do Iuri).
No dia 30 de março (segunda-feira), às 8 horas da manhã, aconteceu a tão esperada banca avliadora da tese de doutorado do Iuri.


Participaram da banca, além do dr. Luis Felipe Nascimento, orientador do Iuri, os doutores Ely Paiva, da Unisinos e Luiz Brito, da FGV. Um dos examinadores convidados, o dr. João Becker, da UFRGS, não pode comparecer e enviou parecer de aprovação.

O Iuri apresentou com perfeição e, no tempo de 26 minutos (era de 25 a 30minutos o tempo que tinha), todas as etapas da tese, explicando como a pesquisa foi realizada com os empresários no Canadá e os resultados encontrados.

Enquanto ele falava, um filme passava na minha mente: fomos juntos ao Canadá e lá ficamos quase um ano, enfrentando a neve, o frio e contando com a acolhida daqueles canadenses e brasileiros que se tornaram nossos amigos. Por outro lado, ficaram no Brasil nossos filhos, pais, irmãos e amigos. Foi um tempo de incertezas, dificuldades para aplicar as pesquisas do Iuri e, ao mesmo tempo, de apoio, de carinho e de novos conhecimentos.

Ao final da banca, o resultado: Aprovado. Todo o sacrifício de tantas horas de sono e lazer substituídas por estudos, formatação de tabelas, digitação, revisões, enfim, tudo foi recompensado por essa Vitória do Doutor Iuri. Parabéns, meu amor!

Na foto ao lado, da esquerda para a direita: Dr. Ely, dr. Brito, dr. Iuri, eu e o dr. Felipe.

Já estão me motivando a fazer um doutorado... Quem sabe...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Banca marcada

Pois é... está chegando a hora!

Minha banca de defesa da tese está marcada para o dia 30 de março próximo, às 8h da manhã.

Quem se lembrar, me mande um pensamento positivo nesta hora.

Desde que eu enviei a tese para os avaliadores, estou aliviado. Não senti nenhuma espécie de viuvez da tese, não sinto falta de escrevê-la, não sonho com ela, nem acordo com nenhuma idéia que podia ter sido acrescentada e não foi... Coisa boa!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

OK do orientador

Ontem recebi um email do orientador dando OK para minha tese ir para a banca!

Hoje mandei a tese para um professor de português, para revisar, devo receber de volta no início da semana que vem. Aí, tenho que "fechar" o documento, imprimir e submeter à comissão de pós-graduação da Escola de Administração da UFRGS.

Está chegando perto o dia!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

How is your dissertation going?

Ontem liguei o Skype, e estavam online o Keith (o cara da vegetarian chicken pizza, ver o outro post) e sua esposa, Marylin. Falei com ela um pouco e adivinha a primeira pergunta: "how is your dissertation going?" (como vai a tese?).

Não se deve fazer essa pergunta a um doutorando. Sabe aquele vizinho da praia, ou o filho da tua amiga, que fez vestibular este ano? Não pergunta para ele se passou. A resposta pode ser constrangedora para ambos...

Minha resposta padrão, até então, é "estou escrevendo". Ontem, felizmente, eu tinha uma resposta melhor: está com o orientador, para revisões. Sim, terminei de escrever nesta sexta-feira passada, dia 20! Agora, vou mexer apenas naquelas coisas (e somente nelas) que o orientador solicitar.

Não precisa dizer que, esta noite, sonhei que estava escrevendo a tese. Acho que foi a coisa que eu mais fiz nos últimos meses (escrever e sonhar com isso). Em meu sonho, eu estava, para variar, formatando uma tabela. Como isso deu trabalho! É um troço chato, que não agrega valor nenhum, mas que tem que ser feito! Por mais inteligência que tenham esses editores de texto, formatar tabelas ainda é a coisa mais chata que pode ter. De qualquer forma, se foram todas.

É o doutorado chegando em sua reta final.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Inching II





Eu aprendi uma expressão no Canadá que eu gostei muito: inching.

Inch quer dizer polegada. Imagino que inching seja avançar lentamente, polegada por polegada... nada melhor para descrever o processo de escrita da tese.

Eu tinha me programado para terminar a tese em dezembro. Hoje terminei de escrever a conclusão. Ainda tem um longo caminho desde ter o documento escrito até ter a tese acabada: revisar, formatar, corrigir erros, etc. Mas hoje cumpri uma etapa importante: botei o ponto final no texto. Até o orientador ler e solicitar alguma coisa. Espero que ele não peça muito... estou no fim do gás!

Chegar nesse ponto é quase motivo para celebração. Sinal de que o doutorando desistiu de ter a tese perfeita em prol da tese possível.

Avancei mais uma polegada...
I have learned an expression in Canada that I liked a lot: inching.

I am not sure what it means, but as an inch is 2.54 cm, I supposed that inching means going forward an inch at a time... nothing better to describe the dissertation writing process.

I wish I had finished it last December. Today I have written the conclusion. There is still a long way until I have the final document: revising, formatting, fixing, etc. But today I had an important step completed: the final period. Until my supervisor reads it and requires some changes. I hope he doesn't ask much... my batteries are low!

Getting to this point is almost a reason for celebrating. It signals that the PhD candidate gave up of having the perfect dissertation and is willing to have the possible dissertation.

I have moved forward one inch.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Criminosos ou produtores rurais?

Hoje eu e a Sofia assistimos ao Globo Rural. Como acontece com a programação da TV, eles estão reprisando programas já apresentados ao longo do ano passado.

O programa "requentado" de hoje era uma reportagem bem interessante sobre a Amazônia.

O centro da discussão, na minha opinião, é se os produtores rurais que estão lá são criminosos ambientais ou não. Não me parece que o problema esteja sendo conduzido da forma mais adequada. Talvez uma solução como a que foi adotada com a água em Minas Gerais (ver meus outros posts a respeito) fosse mais efetiva com a preservação ambiental e socialmente justa. Nossa legislação não consegue separar corretamente ainda quem está tentando produzir, seja na indústria, seja na agricultura, de quem é criminoso.

De qualquer forma, para quem quiser assistir, os vídeos estão na Internet.

O link para as três partes da reportagem (com as transcrições do áudio) estão em http://globoruraltv.globo.com/GRural/0,27062,4370-p-20080914,00.html

E para os vídeos, coloco o link abaixo:





terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Winter Clearance




Estamos aqui no escritório, escutando uma rádio do Canadá (ver links à direita). Música, propagandas... e a Nara quieta. De repente, dá uma propaganda de uma
loja dizendo "winter clearance" (liquidação de inverno). A Nara salta: "Winter clearance!"

As palavras favoritas da Nara no Canadá eram: clearance (liquidação), on sale (oferta) e everything must go (estamos limpando o estoque).

We are here, at our home office, listening to a Canadian radio. Music, commercials... and Nara is quiet. Then, we hear a commercial about a winter clearance. Nara says: "Winter clearance!"

Nara's favorite words: clearance, on sale, everything must go! ... hahaha!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Nova Ortografia - agora no Firefox

Outro problema gerado pela nova ortografia da Língua Portuguesa é a comunicação eletrônica.

Faz uns 4 anos que eu não uso mais um "cliente de e-mail", tipo Outlook Express ou Outlook. Então, preciso de um corretor ortográfico no navegador. A Vero, que fez o corretor ortográfico já corrigido para o OpenOffice (ver meu outro post a respeito), tem uma extensão do Firefox que faz o serviço.

Pode ser baixado na seção de downloads da revista Info.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Serviços do Ecossistema - parte 2 de 3

Em outubro de 2008, eu postei duas reportagens do Globo Rural sobre o pagamento a agricultores para que preservassem as nascentes. Eram a primeira e a terceira reportagens de uma série de três, exibidas em três semanas consecutivas. A segunda reportagem sobre a água do Globo Rural, entretanto, eu não conseguia encontrar no site da Globo. Acho ela muito importante, pois mostra como a sociedade civil organizada pode mediar a ação privada e dos governos, gerenciando de forma mais eficiente os recursos utilizados como incentivo econômico à ação ambiental.

Hoje, procurando novamente, acabei encontrando. Vi um pedaço e minha sensação foi a mesma de quando vi a reportagem na TV: que inveja da Mônica!

Seguem os vídeos dessa segunda reportagem.





quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Pausa para um Happy Hour

Ultimamente eu não tenho conseguido marcar tanta presença neste espaço do blog, quanto eu gostaria. Resultado de muito trabalho, horários desencontrados, cansaço nas horas de folga. Se, ao longo de todo o ano de 2008 foi assim, imaginem em dezembro!

Bancas de trabalhos de conclusão, formaturas, eventos diversos, reuniões, prestações de contas.

Então, no dia 10 de dezembro, depois de participar, como avaliadora, de uma banca do curso de Relações Públicas, na FACCAT, convidei o Iuri para um happy hour em um lugar qualquer.


Ligamos para o Douglas que sugeriu a Liverpool, uma panquecaria, em Três Coroas, com ambiente em estilo pub inglês. (As fotos acima, tiradas com o celular do Iuri, não estão muito claras, mas dão uma idéia do ambiente bonito e aconchegante da Liverpool.


Subimos para o mezanino e sentamos nuns bancos encostados a um balcão. De lá, podíamos ver toda a movimentação do andar de baixo, assistir aos clips na grande tela LCD e, ainda, ver quem passava na rua.


Além das panquecas gostosas, todas com nomes de bandas musicais, a cerveja sempre gelada, cujas garrafas ficavam dentro de baldes de gelo, o pub é muito bem freqüentado. Famílias com crianças, casais de namorados, amigas confraternizando...

Naquela noite, também tinha uma grande mesa com vários ingleses e irlandeses.

Nos sentimos como se estivéssemos de volta ao Canadá, ouvindo pessoas falando alto e contando suas histórias em idioma inglês. E rindo muito!


Foi muito bom ter esse tempinho de relax no meio da semana.

Recomendamos o Liverpool, que fica na Av. Santa Maria, em frente à praça no centro de Três Coroas.

A Vírgula Voadora

A Sofia me perguntou, nesse fim de semana passado, para que serve a vírgula voadora.

Pensei: "vírgula voadora???"
Exclamei: "Apóstrofe!"

E ela: "É, para que serve essa... 'catástrofe'?"

Rimos muito.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Nova Ortografia

Se eu tivesse terminado a tese, poderia tentar justificar entregá-la em "Português antigo" - esse aí, que todos aprendemos na escola. Entrentanto, acho que minhas chances de terminar até 31 de dezembro de 2008 são muito pequenas. Um atraso aqui, outro ali, uma dúvida acolá... e assim passam os dias!

Uma preocupação adicional (ainda não conversei com meu orientador a respeito) é entregar o trabalho na nova ortografia da Língua Portuguesa. Cada vez que eu digito "frequente", o novo formato, o Word troca para "freqüente", o "antigo certo". Certamente, enviar o documento pronto para um bom professor de Letras resolva o problema por completo, mas uma ajuda computacional seria bem vinda.

Descobri que o OpenOffice já liberou uma versão do corretor ortográfico com as novas regras. Vou terminar o texto em Word, abrir ele no OpenOffice e passar o corretor ortográfico. Pelo menos "o grosso" da limpeza ele vai fazer para mim.

Ler mais em:

http://info.abril.com.br/blog/downloaddahora/20081210_listar.shtml?135952

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Planeta em Perigo

Sigo escrevendo a tese... troço chato esse que não termina nunca!

A tese exige uma capacidade de foco e concentração que eu gostaria de ter... hoje descobri, por acaso, um site da CNN cheinho de vídeos e reportagens. Se não fosse essa @#$%@#$% de tese, eu iria dar uma olhada.

Para os demais, recomendo: http://edition.cnn.com/SPECIALS/2008/planet.in.peril/

domingo, 30 de novembro de 2008

Óleo de Cozinha - o que fazer?

Faz um tempinho, eu recebi um e-mail alertando para o impacto ambiental do óleo de cozinha. Ele cria uma série de problemas, especialmente quando se larga direto no ralo da pia, ou no esgoto pluvial, como fazem alguns restaurantes...

A recomendação que eu havia recebido era de colocar em garrafas PET e colocar no lixo, mas... isso torna a garrafa não-reciclável. Outra idéia é fazer sabão do óleo, como mostra a reportagem abaixo. Eu, particularmente, prefiro tirar uma garrafa PET da reciclagem do que tentar fazer isso, mas pessoas de maior "alma" ambiental podem tentar:


terça-feira, 11 de novembro de 2008

Backup Grátis

Eu ainda sigo escrevendo a tese. Cada linha a mais que eu escrevo torna o conteúdo do meu computador mais precioso. Sempre que saio de casa, ou que desligo a máquina, fico pensando nisso...

Comecei a procurar, faz alguns dias, um programa de backup, para salvar meus arquivos mais importantes. Tem essa coisa de gravador de DVD, mas quem se lembra de ficar gravando arquivos no DVD? Além disso, em caso de um sinistro mais sério, os DVDs também dançam. Tem que ser um backup remoto. Mas tinha medo de colocar meus dados na internet, para que qualquer um pudesse abrir os dados e fazer o que quiser com eles.

Encontrei então o Mozy, que é uma ferramenta de backup gratuita, e garantida pela EMC, que é uma empresa séria na área de armazenamento. A história é a seguinte: até 2GB é de graça, mais do que isso tem que pagar uma mensalidade (em compensação, o espaço é ilimitado). O uso é razoavelmente simples: entra no site www.mozy.com, faz um cadastro, e baixa um programa para instalar no computador. Depois, informa o que quer copiar (no meu caso, restringi apenas aos arquivos relacionados ao doutorado) e ele faz cópias automáticas, de tempos em tempos (eu pedi a cada 2 horas).

Espero não precisar testar o restore... hehehe!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Pagamento por Serviços do Ecossistema

O Globo Rural fez uma terceira reportagem sobre o pagamento de serviços do ecossistema. Dessa vez, eles foram a Nova Iorque para ver o sistema que foi implantado lá faz quase 20 anos.

Gostei muito da reportagem. Coloco os links para os (três) vídeos abaixo:





Novo Gás do Efeito Estufa

O NF3 (trifluoreto de nitrogênio) foi medido na atmosfera pela primeira vez, pelo que eu pude entender da reportagem da Discovery, dado meu parco conhecimento de química, graças a uma nova instrumentação criada recentemente.

Ele tem um potencial de reter calor 17.000 vezes maior do que o CO2, ou seja, uma tonelada de NF3 equivale a 17.000 toneladas de CO2, do ponto de vista de retenção de calor, e portanto de potencial efeito estufa. ALém disso, sobrevive 5 vezes mais tempo na atmosfera do que o CO2.

As medições recentes contabilizam a existência de 5.400 toneladas de NF3 na atmosfera, e vem crescendo, em média, 11% ao ano. Esse gás não foi incluído no protocolo de Kyoto porque se achava que ele existia em quantidades muito pequenas... na verdade, é mesmo: só 0,15% do efeito estufa é responsabilidade do NF3 - hoje. Ou seja, se não cuidar, ele pode se tornar um grande vilão no futuro.

Ele é emitido no processo produtivo de TVs de LCD e circuitos eletrônicos.

Reportagem da Discovery: http://dsc.discovery.com/news/2008/10/24/greenhouse-gas.html

Página da Wikipedia sobre o NF3: http://en.wikipedia.org/wiki/Nitrogen_trifluoride

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Serviços do Ecossistema

Nós passamos uma aula no doutorado discutindo serviços do ecossistema. Ou seja, do ponto de vista econômico, como se avalia, por exemplo, uma mata ou um córrego. Parece insano, mas estamos no mundo real: se não se puder avaliar um serviço ambiental, como a nascente de um rio, como podemos remunerar um agricultor para que ele preserve esse bem? De novo: a lei exige que ele preserve, mas se este agricultor não for remunerado para isso, o incentivo para burlar a lei será muito grande, e ele muito provavelmente não cumprirá a lei. É o velho problema da tragédia da comunidade: por que um indivíduo vai se prejudicar para o bem comum, sabendo que outro indivíduo pode não ser tão altruísta e tem mais lucro?

Depois de discutirmos muito, o assunto ainda ficou "pastoso" e sem sentido para mim. Esse final de semana, eu vi uma reportagem no Globo Rural que vai direto ao ponto:









Vale a pena assistir.

domingo, 21 de setembro de 2008

Alongamento Forçado

Estou escrevendo a tese. Muitas horas por dia. Meus pulsos dóem, meus olhos dóem, minhas costas dóem.

Fazer doutorado requer um esforço intelectual enorme. Terminá-lo, entretanto, requer sacrifício físico. Outro dia desses escutava no rádio um debate sobre emoção e esportes olímpicos, e um dos painelistas dizia que o esporte requer superação, e superação envolve saber lidar com o cansaço e a dor. Bom, tira esporte, coloca doutorado, e é isso aí. Requer superação, e superação requer lidar com a dor e o cansaço. E o medo de não conseguir.

Mas eu estudei Gestão da Produção, certo? Uma das coisas mais antigas que se estuda nessa área é a fadiga. Pausas laborais são objeto de testes desde o final do século XIX. Então porque eu não as faço? Bom, uma das razões é porque, quando trabalhamos no computador, entramos no estado mental de flow, quer dizer, entramos numa espécie de "transe", em que a sensação de tempo e do próprio corpo deixa de existir. É fácil ficar 3 horas sentando na frente da máquina, trabalhando, sem parar.

Então, catei na Internet um software de alongamento que me force a parar. Vou usar o computador para me curar dele mesmo. Encontrei o StretchWare, programa cuja imagem ilustra esse post. É sensacional. Dá para programar quando quer ser avisado, e que tipo de aviso se quer. Eu programei para me avisar a cada combinação de 3000 toques ou 350 cliques de mouse, mas esse valor pode ser alterado, ou pode-se programar os horários, ou a freqüência (a cada 2 horas, por exemplo). Quanto ao aviso, ele tem a opção de dar um aviso discreto no canto da tela, ou de abrir um aviso escandaloso no meio da tela. Essa última foi minha opção.

Estou na fase de testes (o programa roda de graça por 30 dias), mas acho que vale a pena comprar o software. Meus tendões valem mais do que 25 dólares...

Caminhada Farroupilha

No dia 20 de setembro, no Rio Grande do Sul, se comemora o “Dia do Gaúcho”. Trata-se da data de início da Revolução Farroupilha, uma sangrenta guerra de 10 anos entre os gaúchos brasileiros e o império brasileiro. Outro dia desses, ouvi alguém perguntar: “por que se comemora uma guerra perdida?”. Questão de opinião. Não acho que a Revolução Farroupilha, independente de ter sido uma guerra perdida, não deva ser comemorada. Ela simboliza nosso inconformismo, essa sensação estranha que se tem, no Rio Grande do Sul, de que se é brasileiro, mas antes de tudo gaúcho. Difícil explicar, mais fácil sentir.

***

Como toda data cívica no Brasil, é feriado no 20 de setembro. Mesmo sendo sábado, uma grande “galera” aqui em Taquara resolveu se reunir e fazer uma “indiada”, que é como se chama no Rio Grande do Sul aquelas atividades que soam estranhas à maioria das pessoas. O objetivo dessa turma era caminhar 16 km morro acima, e almoçar em uma localidade chamada Boa Esperança, na zona rural de Rolante, cidade vizinha à Taquara, e depois descer de van.

Sempre tive vontade de conhecer a Boa Esperança. A Nara sempre disse que era um lugar lindo, e que “um dia iríamos lá”... ela disse isso por, mais ou menos, 4 anos. Até que surgiu esse convite para a Caminhada Farroupilha, que é como se chamaria o evento, em homenagem ao nosso dia cívico. Conversei com a Márcia Diehl, que estava organizando o evento, e pedi para nos encontrarmos com eles no local do almoço, pois eu não tenho preparo físico para fazer essa caminhada e a Nara está com o joelho estourado, fruto de um tombo que ela levou no trabalho.

Eles toparam, e acabamos convidando os pais da Nara para ir junto. Como eles conheciam o caminho, isso me atalhou um bom tempo de preparação na semana anterior, pois eu não precisei ver mapas, etc. Além disso, eles são uma excelente companhia. Não fossem eles pais da Nara, seriam como um casal de amigos, de tão bem que a gente se dá. Tem gente que tem sogros chatos, e deve ser muito ruim, mas esse não é o meu caso.

O álbum do Picasa que fiz com algumas fotos do passeio fala por si: o local é lindo mesmo. A Nara não estava exagerando. A localidade, além desse nome supersimpático (Boa Esperança), é cercado de morros verdes, e tem uma meia dúzia de pontos turísticos, fruto do trabalho de uma ex-funcionária do grupo de Extensão Universitária da Nara na FACCAT, a Gláucia, que desenvolveu uma rota colonial nessa localidade.



Na subida, paramos na Cantina do Finger, um lugar simpático, atendido pelos proprietários, onde há degustação de produtos coloniais. E um vinho sensacional! Pena que eu era o motorista da vez...

Depois, fomos à Cantina da Figueira Branca, um lugar com uma comida sensacional, mas que só abre com reservas. Quem quiser, pode ligar para o número. O cartão da Figueira está nesse post.


O nosso álbum está em http://picasaweb.google.com/prof.iuri/20080920BoaEsperanca

Estou ficando um fotógrafo muito displicente: acabei não tirando fotos de meus amigos na caminhada. Minha sorte é que tinha mais gente com máquina nessa caminhada, como a Cássia, e vou colocar aqui as fotos dela:
http://picasaweb.google.com.br/cassiagsdias/CaminhadaRolanteBoaEsperanA#slideshow