terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Às vésperas do Natal

Eu já andava preocupada porque a neve já tinha derretido quase que por completo e o lindo pinheiro da nossa janela já estava verdinho de novo.

Então, no dia 21 de dezembro, ela começou a cair novamente e percebemos que teríamos o tal “White Christmas” – o Natal Branco.

No dia 21 o Iuri teve uma triste experiência, quando, do nada, depois de ter trabalhado das 5 às 9 horas da manhã, seu computador parou de funcionar. E não teve jeito de fazê-lo ligar novamente. Era o fim do velho notebook.

A Mary-Anne veio me apanhar pelas 11h45min para irmos à cabeleireira e emprestou o carro para o Iuri ir comprar um novo computador, na Best Buy.

Não era o momento adequado para comprar um computador novo, mas o tempo passa rapidamente e o Iuri precisa trabalhar no artigo que está produzindo com seus pares aqui no Canadá. O prazo é 09 de janeiro.

Enquanto Mary-Anne e eu estávamos na cabeleireira, o Iuri comprou o computador e instalou os softwares que precisa para suas pesquisas.

Pelas 14 horas Iuri nos apanhou na cabeleireira e a Mary-Anne sugeriu que ficássemos com o carro para fazer as compras no supermercado. A neve tinha parado de cair, mas estava muito frio para ficar nas paradas de ônibus. Além do mais, de carro, a gente faz as coisas muito mais rapidamente e o Iuri poderia retornar ao seu trabalho.

Fomos ao Costco e voltamos para casa. Iuri sentou à frente do seu computador, nervoso porque tinha perdido algumas horas de trabalho. E nós tínhamos um trato de que ele pararia de trabalhar ao meio-dia de 24 de dezembro e só retornaria na manhã do dia 26.

Felizmente, o computador funcionou e ele conseguiu reconectar com seus arquivos na universidade.
Detalhe: a universidade fecharia na tarde de 23 de dezembro e só retornaria a abrir suas portas no dia 02 de janeiro de 2018.

Sexta-feira, 22 de dezembro, foi um dia de muito trabalho em casa: Iuri em seu artigo, com metas mínimas de número de palavras produzidas por dia e eu trabalhando na casa, organizando as coisas para nossa janta de Natal.

23 de dezembro

Eu estava um pouco agoniada porque ainda faltavam alguns itens importantes para o nosso jantar de Natal e o Iuri estava completamente absorvido pelo seu artigo.

Eu teria que ir sozinha ao supermercado mais próximo, com neve e frio. Mas a gente tem anjos... Pelas 11 horas da manhã, Mary-Anne e Zenon nos mandaram mensagem dizendo que iriam a algumas lojas perto do Loblaws e perguntando se precisávamos de alguma coisa. Eu perguntei se poderia ir junto e eles vieram me apanhar.

Quando eu entrei no carro eles brincaram comigo que eu estava querendo sair de casa um pouco. Era verdade, eu precisava ver algo diferente do que o Iuri trabalhando, “meio” nervoso – risos.

Eles foram em duas lojas no mesmo Mall em que se localiza o super Loblaws e me deixaram na porta do supermercado.
Eu fiquei de avisá-los quando estivesse saindo para que me encontrassem na porta do Loblaws.

Como vocês já sabem, nós não temos 3G, ou 4G nos nossos telefones aqui no Canadá – achamos que não valia a pena porque, na maioria dos lugares públicos, há Wifi disponível para os clientes.

Então, quando estamos sem Wifi, nós ligamos, ou enviamos textos do nosso número canadense. Mas temos cartão pré-pago aqui...

Como em todo o mundo, nos dias que antecedem o Natal, ou qualquer outro feriadão, os supermercados e lojas ficam super lotados e, no Loblaws não foi diferente.
Vejam as fotos das filas nos caixas.



Eu mandei um texto para a Mary-Anne, dizendo que estava na fila e que iria demorar um pouco.
Ela respondeu que não tinha problema. Daqui a pouco, ela mandou outra mensagem dizendo que já estavam no estacionamento.

Quando, finalmente, eu tinha saído do caixa e vestido meu casacão, luvas e touca, escrevi a mensagem perguntando para qual das portas eu deveria me dirigir. E a mensagem não foi enviada porque meus créditos tinham terminado... Ai ai ai, pensei eu. E, agora, para onde eu vou?

Decidi ir para a mesma porta onde eles tinham me deixado e o estacionamento estava lotado. Quase todos os carros estavam brancos de neve. Como é que eu conseguiria encontrá-los? Tentei acessar o Wifi do Loblaws, mas não carregou – às vezes acontece...



Felizmente, eu fui para a calçada na frente do Loblaws e eles me viram. UFA!

Cheguei em casa pelas 13h30min e preprarei um almoço rápido para nós. Iuri estava mais tranquilo porque tinha conseguido avançar mais do que o previsto no seu trabalho (olha a diferença que faz quando ele fica sozinho - hehehe).

Pelas 15 horas fizemos uma pausa para aproveitar que a neve tinha parado de cair e saímos para a nossa rua onde fizemos algumas fotos.

No final de janeiro de 2018, eu serei a capa da revista Destaque Saúde, de Tramandaí, RS (cidade onde moramos no Brasil). Então, eu precisava de boas fotos na neve para mandar ao editor, Ângelo Cardoso. 

Em homenagem ao Ângelo e à revista Destaque, fiz uma foto segurando o exemplar de quando fui capa no início de 2017.



Fizemos lindas fotos também da paisagem, inclusive, do esquilinho no nosso pátio dos fundos.




Jogando neve

É isso aí: de volta ao trabalho, Iuri!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Home office

Quando a neve está muito forte e não temos compromissos fora, tanto o Iuri como eu preferimos trabalhar de casa.

O Zenon nos emprestou uma bancada e a colocamos ao lado da escrivaninha que já tínhamos no apartamento. 

O Iuri teve reunião com seus pares na universidade, na quarta-feira. Em geral, suas reuniões presenciais acontecem uma ou duas vezes por semana e ele consegue, pelo menos em dias muito frios, trabalhar de casa.

A rotina do Iuri começa pelas 5 horas da manhã, mas a minha é lá pelas 8h30min - risos.

Na sexta-feira, dia 15 de dezembro, eu tinha reunião por Skype, com a minha equipe da Câmara de Ensino do CRA-RS. 

Nossas reuniões ordinárias são às 11 horas, mas, com o fuso horário modificado, para mim, são 8 horas da manhã. Tenho que "madrugar" nesses dias - risos.

Nosso escritório doméstico tem uma vista encatadora, tanto no verão, no outono, quanto no inverno. Fiz uma foto da paisagem da nossa janela, enquanto o Iuri trabalhava em seu computador.




Às 8 horas, meus colegas e eu conectamos e começamos a última reunião do ano. Eles almoçando e eu tomando meu café da manhã.



 Vejam que eles estão de mangas curtas e eu de chachecol - risos



Há algum tempo eu escrevi um artigo para a minha coluna de carreira no Hit Radar, sobre home office. E posso dizer que, para nós, funciona maravilhosamente bem.

Como eu já disse, o Iuri precisa tomar dois ônibus para chegar à universidade e para voltar para casa. Isso toma 2 horas de seu tempo diário de trabalho. 

É importante ir à universidade para conversar com os colegas, compartilhar ideias, mas, em dias de nevasca, o melhor mesmo é ficar em casa e trabalhar daqui mesmo.

O Iuri consegue acessar seus arquivos e a biblioteca da universidade, de forma online. Então, tudo fica mais fácil.
 

Saindo em dia de neve

Eu tinha encontro marcado com minha amiga Simone - ver post anterior - no Innovation Works, então, depois do café da manhã, comecei a me preparar para sair de casa. 

Lá fora estava - 13º C (pelo menos a sensação térmica marcada no meu Weather Channel, era essa) e, dentro de casa, estávamos com uns 25º C.

Essa é uma das dificuldades: se vestir e calçar para sair quando está nevando, ou quando está muito frio na rua. A gente precisa colocar "camadas", parafraseando o Shrack e, enquanto estamos dentro de casa, isso é quase insuportável de quente.

Mas se não o fizermos, congelamos na rua. Quem tem carro próprio, aqui no Canadá, não sofre tanto porque a caminhada da porta de casa até o carro é muito rápida e não chega a esfriar o corpo. A não ser quando a neve cobriu o carro e o chão e é preciso limpá-los antes de dar a partida... Isso pode não ser muito fácil.

Mas, para quem depende de ônibus e precisa esperar até 10 minutos na parada, de vez em quando, é de chorar de frio se não estiver bem agasalhado.

Muita gente me pergunta sobre isso, então resolvi fazer um vídeo caseiro antes de sair de casa nesse dia 13 de dezembro.





Saí do prédio e vi nosso estacionamento e pátio cobertos de neve. Alguns motoristas já tinham escavado a neve de trás dos seus carros e saído. Outros, como uma senhora que eu fotografei pulando por cima do murinho de neve, ainda estavam por fazer isso.



Ao caminhar até a parada, que fica na esquina do nosso prédio, fiquei um puco confusa, pois nossa calçada ainda não tinha sido limpa pela prefeitura. 

Então, eu tinha duas opções: 1) enterrar os pés até metade das canelas, na neve; 2) caminhar na beira da rua até a parada.

Como minhas botas são quentes, mas não são à prova de umidade, decidi ir pela beira da rua. Vinha um carro na direção contrária e o motorista parou para que eu passasse. A gente até fica sem graça com tanta educação por parte dos canadenses...

Na parada havia um pequeno espaço limpo para que as pessoas pudessem esperar pelo ônibus, de forma segura. Também fiz um vídeo mostrando um pouco disso tudo.




Tirando alguns inconvenientes, a neve é linda, encantadora e faz a paisagem parecer que é sempre Natal.






Ideias no Innovation Works

O título deste post parece meio óbvio e é para ser assim mesmo. O Innovation Works é um espaço co-working onde parece que as ideias  estão flutuando à espera de que alguém as capture.


Durante a festa de Natal das brasileiras de London, eu conheci a Simone Dovalli e já falei sobre ela no post anterior.

Segunda-feira a Simone me mandou uma mensagem dizendo que gostou muito da “minha energia” e que gostaria de me reencontrar para compartilhar algumas ideias.

Na festa a Simone me disse que estava procurando um lugar para fazer trabalho voluntário e tinha pensado em procurar uma ONG chamada “Boys and Girls”. Essa ONG é parecida com a Big Sisters of London, onde eu fui voluntária há 10 anos. Para ser voluntária em lugares que trabalham com crianças e adolescentes, é preciso preencher certos requisitos que podem demorar um pouco, como obter o atestado de antecedentes criminais no Brasil.

Simone é formada em Turismo, com MBA na Fundação Getúlio Vargas - FGV, de São Paulo e está tentando se inscrever numa graduação na área de Administração, na Western University. Infelizmente, muitos dos nossos cursos não são reconhecidos aqui no Canadá e é preciso fazer algumas adaptações para validá-los.

Eu sugeri que ela procurasse fazer seu trabalho voluntário na Pillar Nonprofit, dentro do Innovation Works.

Então, na quarta-feira, dia 13 de dezembro, nós nos encontramos lá no Innovation Works, às 11 horas da manhã.

Na entrada desse espaço co-working há uma cafeteria do Edgar & Joes e aproveitamos para almoçar por ali mesmo.



Falamos sobre as possibilidades de viver em London, ideia que a Simone vem perseguido há algum tempo.
Ela falou sobre alguns brasileiros que conhece aqui em London e eu falei sobre outros.

Chegamos à conclusão de que há mais brasileiros do que imaginamos e conhecemos. E uma pergunta saltou às nossas mentes: “Por que os brasileiros não aparecem? Muitos brasileiros estão ajudando a desenvolver London e o Canadá, em geral, através de suas pesquisas, de seus voluntariados, de seus trabalhos.
Daí acendeu a lâmpada das ideias - deve ter sido influência desse lugar mágico que é o Innovation Works.

"A gente podia entrevistar esses brasileiros que já estão aqui há algum tempo e que prestam importantes contribuições ao desenvolvimento de London".

Eu falei para a Simone que o pessoal da “London Inc Magazine” tem sua sede ali mesmo, no Innovation Works e que poderíamos conversar com o editor e propor-lhe uma coluna sobre o tema: “A contribuição dos brasileiros para o desenvolvimento de London”.

Antes de nos despedirmos, eu a convidei para conhecer o espaço co-working, propriamente dito e tiramos umas fotos.



Eu vi a Megan e apresentei a Simone para ela. Megan me disse que era seu último dia na Pillar e que tinha sido contratada por outra empresa, também loalizada no Innovation Works. Que bom que vamos continuar a nos ver. A Megan é super motivada e divertida.

Em seguida, eu vi o Andrew - outro gestor da Pillar - e fomos até onde ele estava. Apresentei a Simone e a nossa ideia.

Ele ficou empolgado e augeriu que conversássemos com o Gord - editor do London Inc. Nos autorizou a usar seu nome e mencionar uma outra brasileira com quem o Gord já trabalhou há alguns anos e que tem uma grande contribuição para o Canadá: a Bianca Lopes.
Ligamos para o Gord, mas ele não atendeu à nossa ligação. 

Já na saída do Innovation Works, eu vi Julie Forrester, outra gestora da Pillar e tratei de apresentar-lhe a Simone.
Na verdade, eu já a tinha apresentado à Julie, por e-mail e ela comentou que ficara muito feliz e que ainda não tivera tempo de responder minha mensagem. Fim de ano é igual em todos os lugares do mundo...

Saímos empolgadas no nosso primeiro encontro e seguimos nosso caminho para as respectivas paradas de ônibus. Combinamos que, cada uma faria contato com os "seus" brasileiros e que enviaríamos um e-mail para o Gord da revista de London. 

A neve cobria as ruas e calçadas naquela quarta-feira e fizemos mais uns registros dessa paisabem maravilhosa no centro de London.



À tardinha, já em casa, eu fiz contato, pelo Messenger do Facebook, com o dr. Walter Siqueira, dentista brasileiro que dirige um laboratório de pesquisas na Western University. 
Dr. Walter gostou da nossa ideia e se colocou à disposição para ser nosso primeiro entrevistado.
Ele coduziu uma importante pesquisa de prevenção ao Zica vírus, através da saliva e já fez parte de matéria do jornal da universidade, em julho/agosto deste ano.
Vejam a placa do carro do dr. Walter, sua imagem de capa do Facebook.

 
No dia seguinte eu falei sobre o projeto com a Zulma e ela também achou super interessante. Já fiz contato com a tal Bianca Lopes (cujo perfil é impressionante) e com o Gord, mas estes dois últimos ainda não responderam. A Bianca, pelo menos, me aceitou no LinkedIn... Vamos esperar 2018!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Festa de Natal com as brasileiras de London




Lourdes - a nossa anfitriã


Na noite de 10 de dezembro aconteceu a festa de Natal das brasileiras de London. Foi na casa da Lourdes, que fica a uns 5 minutos de carro, do nosso prédio. 

Se não estivesse nevando tanto, eu teria ido a pé. Mas já que estávamos com o carro alugado, o Iuri me levou até lá.

Ao chegar na casa, vi que outras duas brasileiras já estavam chegando lá. Uma delas eu não conhecia, mas a outra era a Wirani, amiga de 10 anos atrás.

Quando eu me aproximei, ela exclamou: “Nara!!! Há quanto tempo!” Foi muito bom ouvir essa frase que, confesso, me surpreendeu. A Wirani e eu só nos vimos duas vezes há 10 anos.

Ela me apresentou a Simone Dovalli, que está aqui em London há apenas 7 meses. Em futuras postagens eu falarei mais sobre a Simone.

Como tínhamos chegado muito cedo, nos colocamos à disposição da Lourdes para ajudar na organização da mesa, etc. Cada uma levaria um prato salgado ou doce.

Eu fiquei incumbida de acender as velas na mesa, quando a mulherada fosse autorizada a comer – hehehe!

Enquanto esperávamos as outras brasileiras chegarem, comecei a conversar com a Simone e descobri que ela é paulista, fez curso de inglês com aulas de administração, aqui em London.

Simone é formada em Turismo e tem um MBA na Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo.
É daquelas mulheres que tem um sonho e vão em busca de formas para alcançá-lo.
Eu dei meu número de WhatsApp para ela e vice-versa e ficamos de conversar, oportunamente.

Também conversei com a Wirani e ela me contou como tem sido a sua vida desde que não nos vimos mais. Ela é uma pessoa muito sensível e batalhadora, também.

Enquanto conversávamos, Simone, Wirani e eu, as mulheres iam chegando e eu ia abrindo a porta para elas, levando as comidas que elas traziam para a cozinha e acomodando seus presentes de “amiga secreta” sob a árvore de Natal.

Em dias de neve, quando a gente chega em casa, é preciso retirar os calçados e deixa-los na entrada, retirar casacões, toucas, luvas e pendurar nos cabides disponíveis em armários embutidos... Fica difícil fazer tudo isso com as mãos carregadas de comida e presentes, não é? Então eu me tornei útil dessa forma – risos.
Vocês não fazem ideia da quantiddade de calçados e casacos acumulados num mesmo canto!!!
 
Abraçava aquelas mulheres que eu conhecia e me apresentava às outras. Em pouco tempo, a sala estava cheia de mulheres brasileiras ao lado do pinheirinho de Natal.


Na hora em que a Lourdes deu o sinal para que todas se servissem à mesa, eu acendi as velas.

Depois do jantar e sobremesas – tudo maravilhoso – começamos a brincadeira da amiga secreta.

Cada uma retirou um papelzinho com um nome e, depois disso, todas se apresentaram. Assim, cada uma saberia quem era a sua amiga secreta.

Na sequência, começamos a distribuir os presentes e, para minha surpresa e alegria, quem me presenteou foi a Wirani.




A pessoa que eu presenteei não estava na festa - chama-se Dina e é cabeleireira no Westmount Mall. Eu entreguei o presente à Lilian (amiga da Dina), que, no final da noite, me deu carona para casa.


No final da festa, a Renata Almeida – carioca que eu conheci na festa das bruxas – fez umas selfies com alguns grupinhos de mulheres. No meu grupinho estava a Cris (que me salvou no consulado brasileiro, pagando nosso documento com seu cartão de débito) e a Míriam, professora na Western University. 





E assim passam-se os dias em dezembro de 2017.




quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

10 de dezembro – a grande nevasca





Essa foi a segunda vez que alugamos um carro depois que o Iuri tirou a carteira de motorista de Ontário.

Sábado foi tudo bem, a gente foi aos supermercados – Costco, Walmart e Nofrills e reabastecemos nossos armários e geladeira.

Durante a noite começou a nevar e nevou, nevou e nevou a noite inteira. Domingo de manhã, estava tudo branquinho. O pinheiro do lado de fora da janela da nossa casa ficou todo branquinho, bem como um legítimo pinheirinho natalino. Lindo!
 





Depois do café da manhã, saímos para a missa. Chegando no carro, aquela beleza: estava totalmente coberto de neve e o Iuri teve que retirá-la.



É preciso ter muito cuidado para dirigir, quando neva. As máquinas retiram o excesso das ruas, mas, à medida em que ela vai derretendo, transforma-se em gelo e o chão fica extremamente liso. 

Também é preciso muito cuidado para caminhar nessas circunstâncias. Em geral, os calçados daqui são preparados para a neve, assim como os pneus dos automóveis e outros veículos.

No caso de carros alugados, descobrimos que as locadoras não usam pneus de neve, mas usam pneus melhores do que os normalmente requeridos pelo governo de Ontário.

Por isso, no caminho para a igreja, o Iuri entrou em ruas menos movimentadas, onde a neve acumula mais e testou os freios do carro. Queríamos ver o tempo de resposta dos freios em terrenos com neve. Assim, ficaríamos preparados para o caso de necessidade.

A recomendação é que todos dirijam devagar e obedeçam a distância regulamentar entre veículos.

Chegando à igreja

Ao chegarmos no estacionamento da igreja, a vista era indescritível.


Como sempre, o Iuri quis fazer um vídeo para registrar o momento e eu me emocionei ao falar para a câmera. É muito bom viver essa experiência novamente!


Fizemos algumas fotos depois da missa e uma senhora que estava ao nosso lado perguntou de onde éramos. Obviamente, éramos turistas...

O Iuri falou que somos brasileiros e ela disse que é portuguesa, mas já vive no Canadá há uns 40 anos, mais ou menos.
Seu nome é Teresa Figueiredo e nos deu mais algumas dicas de como viver no Canadá.  
Dona Teresa indicou alguns serviços médicos, com profissionais portugueses e nos deu seu cartão com número de telefone, para que a procuremos em caso de necessidade.
Um doce de pessoa, a dona Teresa.




Também preciso registrar o quanto gostamos do padre Gary, pela forma com que conduz as homilias e pela sua voz encantadora. Ele canta várias partes da missa, o que aliás, é uma característica dessa igreja de St. Peters.

O coral é divino, as cantoras têm voz de anjos... Às vezes parece que a gente está assistindo a uma peça de teatro, tipo o “Fantasma da Ópera”.




O Victoria Park

Ao sairmos da igreja, atravessamos a rua para curtir a neve no Victoria Park. A paisagem é totalmente diferente daquela que fotografamos durante o verão. 

O branco da neve contrasta com o preto das árvores sem folhas. Mas as cores das roupas das pessoas brincando na neve é algo encantador.





E é claro que tínhamos que fazer esse registro em vídeo e brincar um pouquinho na neve, também...


Voltamos para o carro e fomos para o Argyle Mall para comprar umas cosinhas no Canadian Tire e o mamão do Walmart desse Mall.

Aproveitamos para almoçar no nosso Mc Donalds predileto, na Dundas St. do outro lado do Mall.  



 Dali, fomos para casa retornar às pesquisas. Porque dia 11 é segunda-feira e o Iuri teria reunião com seus pares na universidade.

 Tchauzinho!!!