sábado, 11 de agosto de 2007

Dia dos Pais

O dia dos pais está chegando e eu não poderia deixar de fazer uma homenagem a esses grandes personagens que iluminam nossas vidas.

Ao meu pai, ao pai do Iuri, ao meu marido Iuri, que é pai da Sofia e pai emprestado dos meus filhos, enfim a todos os amigos que também são pais.


Que o Pai maior, que criou toda essa natureza maravilhosa para nós, ilumine os caminhos de todos os pais da terra e os abençôe.



E como eu tinha feito um álbum de fotos para o dia das mães, também preparei essa surpresa para os papais.



http://picasaweb.google.com/Nara.Maria.Muller/Pais?authkey=HSYIxOWtEao


Felicidades!



Nara e Iuri.




quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Lorenzo e o Skype

Hoje "falei" com meu sobrinho Lorenzo pelo Skype. Na verdade, falamos eu, a Nara e minha irmã e ele de enxerido, tentando batucar o teclado do computador.


Não é que o pestinha já está balbuciando umas coisinhas? Chamamos o nome dele no microfone e ele olha curioso para o monitor do computador (e não para o alto-falante, de onde sai o som).

Nesses tempos de alta tecnologia, esses meninos sabem de computador e conversam com a gente pelo Skype antes de aprender a ler e escrever. Estranho, né? Como ele vai para a Austrália antes de voltarmos do Canadá, é possível que essa seja a única forma de dele me reconhecer na próxima vez que nos encontrarmos. Esse é o lado bom da história.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Quadrado, Círculo, Triângulo

Eu recém havia entrado na primeira série do ensino fundamental. Devia ser uma daquelas tardes quentes de março, em que meus vizinhos e eu íamos jogar bola no fundo do pátio. Mas aquele ano eu teria um empecilho adicional, além da chuva e de outros problemas mundanos, que me impediria de sair para brincar. O tema de casa. Meu tema aquele dia era preencher uma folha de caderno, repetindo um padrão que havia no alto da página:


Sempre fui um bom aluno, prestava atenção às aulas e tudo, mas odiava fazer os temas de casa. Tive incontáveis bilhetes das professoras devido a essa minha característica. Para mim, o tempo “extra” era meu, não para o colégio. Havia uma época, mais tarde, em que carregava todos os cadernos das disciplinas na mochila para não ter que olhar para ela em casa.

Mas naquela tarde, eu estava bem no começo da minha relação de confronto com os temas de casa. Detesto trabalhos repetitivos. E lá ia eu, sofrendo - pela terceira linha de quadrado, círculo, quadrado, traço - quando minha mão escorregou acidentalmente e saiu um traço um pouco maior: ---. Eu tentava, com de toda forma, fazer o mais parecido possível com o desenho da professora. A gente, nessa idade, não faz a menor idéia de quanto parecido tem que ficar com o modelo, então se esforça ao máximo para ficar exatamente igual.

O primeiro impulso foi apagar e fazer menor. Rapidamente, tive uma inspiração: o traço era o movimento mais rápido! Se eu fizesse traços ligeiramente maiores, terminaria mais rápido e iria jogar bola. Realmente, ninguém teria notado se eu seguisse fazendo traços ligeiramente maiores.

Mas nããão... eu já estava impaciente no meio da página. Fazia “traços” de quase meia linha.

Resultado: quando terminei, minha mãe foi conferir os temas. Ela arrancou a página e me fez fazer tudo de novo... ninguém fica perfeccionista por acaso...


***


Para fazer a pesquisa, além de ter o questionário pronto, preciso também uma relação de empresas para as quais mandar o questionário. Não quero entrar em detalhes, mas a lista de empresas provem de duas fontes distintas, uma gerada pelo Environment Canada e outra gerada por uma empresa de Marketing, a Scott, que vende um CD com a lista de contatos de todas as empresas de manufatura do Canadá.

Juntar as informações das duas listas requer um bocado de trabalho “manual” e repetitivo em frente ao computador. Claro que, à medida que o trabalho foi avançando, fui ficando “mais esperto” e aprendendo formas de acelerar o processo, ocultando colunas com informações irrelevantes, classificando as empresas por ordem alfabética de nomes, etc. Mas ainda assim, o trabalho é muito repetitivo.

Lembrei do meu tema da primeira série: quadrado, bola, triângulo. E comecei a rir sozinho na frente do computador: “Deve ser praga da minha mãe”. Hehehe.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Rapidinho...

Nessa vou ser breve. Colocamos um contador de leituras no blog. Ficamos curiosos para saber que assuntos as pessoas liam mais.

Esses contadores evoluíram muito ao longo dos anos. Antes, era só um numerozinho que ia incrementando na página cada vez que alguém entrava no site. Agora eles têm gráficos, milhares de informações.

Nossa página principal do blog é a mais acessada, talvez devido ao email que mandamos para os amigos avisando que tem novidades. Mas cresce o número de pessoas que chega ao nosso blog por outras vias (pesquisa no Google, por exemplo, é 30% do nosso tráfego).

Dos posts individuais, o sucesso, disparado, é o post da Torta de Bolachas da Nara (http://iurienara.blogspot.com/2007/04/torta-de-bolachas.html), de abril desse ano. Antes de sair do Brasil, eu já sabia que essa era a melhor torta de bolachas do mundo. Agora tive a "comprovação empírica".

Novamente, as estatísticas só vêm confirmar o que já se sabia... espero que eu também não termine por fazer uma dessas "estatísticas óbvias" na minha tese.

O novo Office


A Ivey (a business school da University of Western Ontario) migrou para o Microsoft Office 2007. Comecei a receber dos colegas e professores arquivos anexados no email com um tipo gozado: ao invés de .doc, é .docx. Não consigo abrir no Word 2002... Explicam que é o novo formato de arquivos do Office. "Por que não consideras uma atualização também?", me pergunta o professor.

Mas... gato escaldado... Baixei em meu computador pessoal a versão de teste, válida por 60 dias, no site da Microsoft, para fazer um test-drive antes de meter as caras. Não vou me espichar muito no assunto, porque é informática é uma coisa de que não gosto muito de falar. Para resumir: é outro programa. Sou usuário do Word da Microsoft desde a versão 6, para Windows 3.1. Faz mais de 12 anos que comprei a licença de Word 6, que vinha com os disquetes e manuais, tudo legal. Desde então, o Word tem passado por várias encarnações, e eu lá firme, fazendo upgrade. O jeitão era mais o menos o mesmo. Ultimamente, vinha dizendo que o Word vinha piorando com o tempo, pois havia coisas que eu gostava mais nas versões mais antigas. Mas agora o pessoal do Bill se superou!

O programa mudou completamente. Sabe aquela linha de cima, "Arquivo Editar ...". Não tem mais. Tem que ficar adivinhando e clicando em tudo que é porcaria de botãozinho colorido na barra de cima até achar o comando que se quer fazer (se tiver sorte aquele dia). Ou seja, tem que aprender tudo de novo. Pô, aprender a usar um editor de texto novo? Com a montoeira de coisa nova que eu tenho que aprender a usar, o que eu menos esperava era essa "bolada nas costas".

Ainda por cima, ele grava arquivos em um formato que ninguém mais consegue abrir, a não ser que tenha o Office 2007 para Windows ou Office 2008 para Mac.

Resumo: instalei o Open Office, que é de graça, e lê e grava os arquivos .doc bonitinho, posso mandar para meus "pares" que tiverem Word, e tem um menu "normal", com "Arquivo Editar ...". E se alguém me mandar um desses .docx eu converto no site docx2doc.com e sigo o baile. Não vou dar dinheiro para o Bill dessa vez.

A planilha desse Open Office consegue ser melhor que o Excel. Tenho feito minhas coisas com ela. O que eu achei fraquinho foi o programa de apresentações, "primo" do Powerpoint...

No meu caso, o que a Microsoft conseguiu com o novo Office foi me fazer desistir do Office. Vou sentir falta do Powerpoint, mas com o tempo acostumo.

Programa de verão - terceira semana

Segunda-feira, dia 23, começamos nossa terceira semana do Summer Camp, agora com as garotas de 6 a 11 anos. Estamos com sete meninas, três das quais já haviam participado na primeira semana.

As garotas estão bem integradas e nesta semana fizemos alguns passeios, dos quais eu gostaria de destacar dois: a visita à central de polícia de London e a colheita de framboesas numa fazenda, em Lambeth (distrito rural de London).

A Central de Polícia:

A central de polícia está localizada no centro de London e recebe delegações de crianças para mostrar como funciona o sistema geral de segurança londrino.

Conhecemos a central 911 que recebe chamadas da comunidade e as direciona para algum centro de emergência em saúde, para os bombeiros, ou mesmo para a polícia. O interessante disso é que o cidadão não precisa memorizar vários números para os casos de emergência, o que muitas vezes causa confusão na hora de ligar. Aqui você só precisa lembrar do 911 - o resto é com quem recebe a chamada.

Vimos um pequeno museu de armas antigas e desativadas e eu me lembrei do museu de armas do parque Mal. Osório, no Rio Grande do Sul - cujo acervo é bem maior. Aliás, vale a pena visitar o parque Mal. Osório.

Meus filhos: no próximo verão vamos passar um dia no Parque Osório, ok?

Fomos à garagem da central de polícia e eu fiquei surpresa com o número de viaturas: 90 veículos com aquela pintura característica de carro de polícia e mais 60 automóveis convencionais que são utilizados pelos oficiais quando representam a organização em algum evento.

Ao final da visita, tivemos oportunidade de tirar dúvidas e as meninas surpreenderam a todos com a profundidade de seus questionamentos.




Farmer Jack's Orchard:

Hoje, quinta-feira, fomos visitar uma fazenda que é muito conhecida por sua produção de maçãs. Entretanto, como a estação de colheita de maçãs é o outono, hoje as meninas puderam colher framboesas. O que não diminuiu a sua felicidade!

Eu fiquei impressionada com algumas coisas. Primeiro, que existem muitas fazendas onde você pode colher suas próprias frutas - tipo nossos pesque e pague: no final, as pessoas pesam as frutas que colheram e pagam. Segundo, o quanto visitar uma fazenda é encantador para as crianças. Acho que deveríamos começar a implantar coisas desse tipo no Brasil, deixando de levar às nossas crianças urbanas a idéia de que ser agricultor é uma coisa feia e de menor importância.

Aqui as crianças admiram os fazendeiros e todas querem ver e conversar com essas pessoas.

Isso me emociona!

Mais fotos do passeio à Farmer Jack's Orchard, podem ser vistas em:

Teus amigos estão te engordando?


Hoje saiu no Globe and Mail, um jornal de circulação nacional do Canadá, um estudo publicado no New England Journal of Medicine afirmando que obesidade é um fenômeno (também) social. Ou seja, não basta ter "gens gordinhos", amigos gordinhos também serve. (veja a reportagem clicando aqui)

Só para dar uma idéia do problema: se um amigo próximo fica obeso, tuas chances de também ficar obeso aumentam 171%. Já se o obseso for teu irmão, 40%, e 37% se o cônjuge ficar obeso. Com o perdão do trocadilho, os amigos pesam mais nessa hora.

Acho que mesmo quem não tem um inglês muito forte vai gostar da animação disponível no site do jornal (também pode ser vista clicando aqui). Trata-se de uma social network analysis (SNA), ou análise de rede social, uma técnica de pesquisa social pouco utilizada no Brasil. O artigo sobre SNA na Wikipedia é bem legal, e vale conferir também o que fala em análise dinâmica de redes sociais.

Na animação do Globe and Mail, cada ponto é um indivíduo. Os pontos verdes são indivíduos sadios, com índice de massa corporal até 30. Já os amarelos são os obesos (IMC>30). Após uma breve explicação, a animação começa a simular um período de uns 30 anos. Os indivíduos mais intensamente relacionados (no centro da rede) ficam mais gordos e na periferia da rede ficam os grupos de magros.

Ora, e os caras ainda gastam tempo e dinheiro pesquisando esse tipo de coisa... Isso eu já havia explicado para meu médico: mais amigos = mais jantas = mais IMC! No Canadá, que nosso círculo social é mais restrito, estamos conseguindo até manter a forma, mas no Brasil, faça-me um favor!

Que país é este?

Vamos fazer uma brincadeira? Eu vou descrever três coisas que aconteceram para uma pessoa e você adivinha o país em que isso aconteceu.

1) Tua conta de telefone celular chega com o dobro do valor normal. Vais olhar o detalhamento da conta, e estão te cobrando ligações 0800 e chamadas recebidas no celular. Entras em contato com a operadora para reclamar, dizendo que a pessoa que te vendeu o telefone afirmou que ambas seriam gratuitas no teu plano. A operadora te responde que 0800 só é gratuito a parte de longa de distância, mas os minutos descontam da tua franquia. E que as chamadas recebidas são cobradas sim, deve ter havido algum engano de quem te vendeu. Reclamas e queres cancelar? Sem problemas, pagas uma multa por quebra de contrato e estamos conversados.

2) Estás voltando para casa de bicicleta. Em um dado momento, a ciclovia se funde com a estrada em cima de uma ponte. Tem uma placa enorme antes da ponte dizendo que os automóveis não devem ultrapassar as bicicletas nesse ponto. Entras com a bicicleta. Um carro te ultrapassa correndo. O outro carro que vem atrás, vendo tua indignação, dá uma buzinada para te assustar e te ultrapassa, te fazendo gestos.

3) Ligas para o 0800 do provedor de internet para confirmar o agendamento da tua mudança. O agendamento já havia sido feito uns 30 dias atrás, para evitar a cobrança de taxas, mas o agente ao telefone diz que não tem nada registrado. Então pedes que agende a mudança, senão vais ficar sem internet. O agente te deixa esperando um bom tempo e volta dizendo que tem uma taxa de 150 para fazer a mudança, mas ele seria "bonzinho" e tinha conseguido aliviar para 29...

Então? Já deu para adivinhar qual é o país? A gente sabe que o Brasil tem uma alta taxa de reclamações contra cobranças indevidas de empresas de telefonia, uns motoristas mal-educados... Deve ser o Brasil, certo?

Errado. Estou me referindo ao Canadá. E tudo isso aconteceu hoje comigo. Acho que até vou desligar o computador, tomar um banho e me deitar. Não deve ser meu dia de sorte, hoje...

Alguém sabe o telefone do PROCON aqui no Canadá???

sábado, 21 de julho de 2007

Em duas rodas

O Iuri já contou num post a história da tal bicicletinha de criança que ele "quase" comprou por engano. Tal história provocou várias manifestações de solidariedade de alguns brasileiros que nos mandaram fotos com suas respectivas bicicletinhas (risos).

Há cerca de dois meses o Iuri finalmente comprou o seu tão sonhado veículo de duas rodas - todo mundo já sabia disso, né? Desde então, o Iuri tem ido para a universidade, para o supermercado, para o centro da cidade, enfim, para qualquer lugar, com sua "magrela".

O problema era quando eu - que não sou a "magrela" - ia com ele para algum lugar; aí tínhamos que ir ou a pé, ou de ônibus, dependendo da distãncia.

Na semana passada, um professor da universidade perguntou o que o Iuri faria com a bicicleta no final de nossa "temporada" aqui em London, e manifestou interesse em comprá-la então. O professor, que se chama Micha (pode se pronunciar Maika ou Miha), disse que costuma ter bicicletas em casa para emprestá-las aos seus alunos orientandos, que vêm de outras cidades para estudar na Western.

Quando o Iuri me contou essa história eu perguntei: "Será que ele não tem uma bicicleta para me emprestar durante o verão? Afinal, agora seus alunos estão em férias!"

O Iuri gostou da idéia e mandou um e-mail para o Micha e ele disse que era só passar na casa dele, que fica perto da universidade, e escolher uma bicicleta.

E foi isso que fizemos num final de tarde desta semana.


Olha que casalzinho bonitinho... cuidando da saúde - comendo granola e andando de bicicleta ao entardecer :)

O trânsito em London

Uma coisa com a qual eu demorei a me acostumar aqui em London foi com o trânsito. Aqui, como em qualquer cidade do mundo, tem sinaleiras instaladas nos cruzamentos de maior fluxo.

Só que, diferente do Brasil, todas as sinaleiras são acompanhadas de sinais luminosos para os pedestres.

Quando aparece o sinal verde para passagem dos automóveis, simultaneamente, ilumina-se o famoso bonequinho branco - foto à esquerda - conhecido, mas com menos freqüência, no Brasil.


Nas ruas de maior fluxo, o bonequinho branco fica iluminado por alguns segundos, aí aparece uma mãozinha vermelha - primeiro ela fica piscando, o que significa que o pedestre deve-se apressar na travessia.

Finalmente, ela pára de piscar e, então os veículos podem fazer manobras à direita ou à esquerda, conforme o caso, sem atropelar ninguém.
Ver foto à direita.


Já nos cruzamentos de menor fluxo de automóveis, as sinaleiras não são necessárias, bastando as placas de Stop nos quatro cantos.

Quer dizer, todos os automóveis são obrigados a parar em qualquer rua, em qualquer cruzamento. E eles páram mesmo, a maioria, antes das faixas de segurança.
Eu disse a maioria, porque como em qualquer lugar do mundo, sempre há os motoristas menos educados e mais inconseqüentes que páram em cima das faixas de segurança.

Mas o que é mais surpreendente e que me causou mais dificuldades em aceitar é que os pedestres têm "real" prioridade em travessias de ruas.
Se um pedestre estiver parado na calçada, esperando para atravessar a rua, qualquer motorista pára seu veículo e aguarda até que esse pedestre tenha feito a travessia.

Muitas vezes eu ficava parada esperando que os carros passassem para então atravessar a rua, até que aprendi que eles, os motoristas até se chateiam se você não atravessar logo, pois eles terão que ficar esperando por você.

O que me preocupa é o fato de que o Iuri e eu possamos nos acostumar tanto com esse sistema, que poderemos ser atropelados quando voltarmos ao Brasil...

Na verdade, o fato de não termos conseguido comprar um carro aqui, por causa da famosa carteirinha de Ontário - tema de um post do Iuri - foi mais uma providência divina, pois nós não estamos acostumados com tanta educação e talvez priorizássemos a nossa travessia, em vez de aguardar pelos pedestres.
Quem sabe...

sexta-feira, 20 de julho de 2007

A segunda semana do Programa de Verão do BS

Hoje encerramos nossa segunda semana do Programa de Verão do Big Sisters of London. O Iuri registrou minha saída de casa hoje de manhã: foto à esquerda.

Esa semana foi dedicada às meninas de 12 a 16 anos, que fazem parte do grupo de little sisters do Programa Big Sisters of London.

Tivemos apenas duas inscrições, mas somente uma das meninas, a Tristin, participou do Programa de Verão desta semana.
Como o tempo não ajudou muito, a maior parte das atividades foi in door e tivemos que improvisar um bocado.

Segunda-feira à tarde Tristin e Lola foram assistir ao novo filme da saga: Harry Potter e, como eu não assisti aos anteriores, decidi voltar para casa mais cedo.


Terça-feira a Tristin nos ajudou a cozinhar. Ver foto à direita.


Ainda na terça-feira, começamos a fazer um trabalho de tingimento, ou melhor, descoloração de camisetas - técnica de amarrar partes de camisetas com atilhos e imergi-las em água com alvejante.
Foto à esquerda.

Quarta-feira o tempo melhorou um pouco e fomos dar uma caminhada até um centro de lazer com boliche e outros jogos de fliperama que a gurizada adora.

Quinta-feira tivemos atividades internas pela manhã, fazendo "arte em 3D" - desenhos sobrepostos que formam quadros em três dimensões.
À tarde a Lola, a Tristin e a Sunshine foram a um clube de skiboard e lá tomaram banho de piscina - para brasileiros ainda é muito frio para essas aventuras - risos.

Mas o ponto alto mesmo foi hoje, sexta-feira! Fomos ao Fanshawe Park, que fica meio longe do centro de London - a Cathy nos levou e buscou de carro.

Além da paisagem belíssima, emoldurada pelo Lago Fanshawe, há uma infra-estrutura muito boa para camping, com água encanada por toda a parte, mesas com bancos e sanitários com chuveiros.

Mas o mais interessante do parque é a Pioneer Village (Vila dos Pioneiros):
http://www.fanshawepioneervillage.ca/

É uma pequena cidade re-construída a partir de prédios originalmente instalados em outras localizações. Algumas casas foram simplesmente transferidas para a vila do parque, formando um cenário realista, com pessoas vestidas a caráter, prestando informações principalmente sobre as casas de moradia e os hábitos dos pioneiros que colonizaram London.

É simplesmente encantador!!!

Há uma casa feita de troncos de árvores - log house - cuja cama e colchão me reportaram imediatamente à casa de meus avós maternos em Maragato - localidade próxima de Boa Esperança, em Rolante.

Outra construção que me encantou foi a "Casa dos Miller" - obviamente porque sou uma Müller. Os Miller que ajudaram a colonizar London vieram da Inglaterra: já os Müller que colonizaram o Rio Grande do Sul vieram da Alemanha. Não importa, o significado dos nomes é o mesmo: "moleiro". Então, me senti em casa :)

A casa do pintor canadense Paul Peel, cuja obra mais famosa chama-se After the Bath, também faz parte dos pontos de visitação de Pioneer Village.

A obra de Paul Peel pode ser vista em:
http://www.canadianartforsale.com/Paul_Peel/Peel_intro.htm

Quero voltar à Pioneer Village com o Iuri e passar o dia no parque - ele precisa conhecer essas belezas.
Além disso, hoje foi pouco tempo para ver tudo o que tem lá.

As fotos do passeio no Fanshawe Park e na Pioneer Village estão em:


http://picasaweb.google.com/Nara.Maria.Muller/FranshawePark

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Away from Her

Nessa terça-feira (o dia do ingresso barato), fomos ver Away from Her. É uma produção (anglo?-)canadense, se passa aqui em Ontário. É a história de um casal, casado a 44 anos, em que a mulher começa a sofrer do mal de Alzheimer (o tal alemão que enlouquece as mulheres).

Preocupado com a saúde dela, que começa a esquecer as panelas no fogo, sai de casa para esquiar e se esquece do caminho de volta, etc., o marido a leva a uma médica, que diagnostica o problema. Então eles decidem que ela seria internada em uma nursing home. Belas instalações, enfermeiras todo o tempo. Só tem um pequeno problema: a tal nursing home exige que nenhum familiar visite os pacientes internados nos primeiros 30 dias. Tempo suficiente para a mulher esquecer do marido. E ela se afeiçoa por outro interno, um senhor de cadeira de rodas que tinha sido afetado por um vírus. Ver trailer.

Enfim, o tipo do filme para se lavar chorando. Eu e a Nara já havíamos nos preparado, ao ver o trailer do filme algumas semanas antes, para sofrer. Eu, que choro até em propaganda de margarina, imaginava que ia ter que levar toalha para secar as lágrimas. Acho que a preparação foi tanta que cheguei anestesiado. Não chorei nada. Já o resto do cinema... Vários casais de mais idade, senhoras, enfim, um público para o qual esse tema é bastante caro. Na verdade, um casal, em qualquer ponto da vida que esteja, fica um pouco chocado com a possibilidade de ficar "viúvo virtual", ao lado da pessoa amada, incapacitada.

A atriz principal, a senhora com Alzheimer, é a Julie Christie. Ela faz uma interpretação sensacional. E ainda é uma mulher muito bonita, com todos seus 66 anos. Saímos do cinema pensando "Julie Christie... Julie Christie... esse nome não é estranho".

Fomos olhar no Google, e ele tem um link para o IMDB (Internet Movie Database). Ela tem uma carreira longa, já vi mais de um filme com ela (Farenheit 451, por exemplo). Mas o que tenha talvez maior interesse "biográfico" para mim é Doctor Zhivago (1965), em que ela interpreta Lara Antipova, a enfermeira e amante do Dr. Yuri Zhivago (veja um trechinho dos dois contracenando, clicando aqui). Esse filme me deixa em dúvida sobre a origem do meu nome. Eu costumava pensar, até vê-lo, que meu nome era uma homenagem a Yuri Gagarin, o cosmonauta (veja um "clip" com vídeos da época clicando aqui) que em 1961 "deu um passeio" em volta da Terra... pelo lado de fora. Mas como minha irmã se chama Lara... um casal de filhos chamados Iuri e Lara... parece mais a ver com os personagens do filme do que com o cosmonauta russo.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Amostragem aleatória? Barbada! Depois vem a parte difícil...

Meus bisavós vieram da Itália no início da década de 1920. Meu bisavô morreu em 1979. No período em que convivemos, eu achava difícil falar com ele. Primeiro que ele era tímido, não tinha assunto com crianças. Depois, ele falava com um forte sotaque italiano, e misturava as palavras nos dois idiomas. Eu tinha muita dificuldade de entender o que ele dizia.

Já minha bisavó era outra história. Falante e extrovertida, gostava de contar piadas e histórias de quando ela era moça na Itália, da vinda deles para o Brasil, das dificuldades de entrar em um país em que nada se sabia. Ela lia muito, conversava muito e falava português com fluência. Mas quando ela falava no telefone, o sotaque italiano saltava. E, claro, quando ela ficava nervosa, a língua materna também falava mais alto...

***

Estamos em uma fase delicada da minha pesquisa. Nos demos conta de um pequeno problema conceitual no questionário, nada grave, perfeitamente contornável com uma ou duas palavras bem colocadas. Nada que vá invalidar nosso processo no Comitê de Ética. Entretanto, temos sérias dúvidas se o setor eletrônico, onde eu tinha intenções de fazer a pesquisa originalmente, seria o mais adequado.

Decidimos então fazer uma investigação preliminar. Eu tenho uma relação das empresas canadenses, e vou ligar para algumas empresas, escolhidas aleatoriamente em diversos setores, para "tirar uma febre" sobre alguns pontos do questionário e entender um pouco melhor as práticas e o jargão da área. Uma ligação rápida, uma conversa informal que não toma mais que 10 minutos do gerente da empresa. Isso pode evitar alguns meses e muitos dólares desperdiçados coletando dados que não servem para nada.

Normalmente, fazer uma "amostragem aleatória" é uma chatice. É a base da ciência, porque é a única forma que se conhece de se garantir que se está escolhendo representantes legítimos da população investigada. Apesar de importante, os métodos para se criar a tal amostra são muito trabalhosos e chatos de fazer.

Aí o Rob Klassen, o professor com quem estou trabalhando, me deu uma dica legal. Cria uma coluna na planilha com uma variável aleatória e classifica por essa coluna. Parece complicado, mas precisa menos de um minuto para fazer isso no Excel. Comparado com os outros métodos, esse é o paraíso na Terra! É só ir seguindo a listinha na ordem. Se tem a amostra que se quiser, do tamanho que se precisar.

Tá. E ligar para as empresas? Lembrei da minha bisavó no primeiro dia que comecei as ligações. "Preciso falar com o plant manager (gerente da fábrica)". E quem disse que as pessoas entendem o que eu dizia? Por escrito, e pessoalmente, tudo bem. Todo mundo aqui é polido e acha meu inglês muito bom. Mas no telefone... nos primeiros dias, que desgraça...

A minha sorte é que a janela de tempo para isso é curta em cada dia. Das 8 às 9 horas da manhã e depois das 3 às 5 horas da tarde. No miolo do dia, os gerentes de operações das empresas estão debaixo do mau tempo, em reuniões, resolvendo problemas na fábrica. Nem pensar em falar contigo. Digo que essa foi minha sorte porque se tivesse que fazer isso o dia todo, com a dificuldade que tive no primeiro dia, tinha atirado a toalha. Mas tomar poucos "não" por dia foi mais fácil de suportar. Enfrentei os inevitáveis "balões", tipo "está em uma reunião", "vou transferir para a caixa de mensagem dele", "vou anotar teu telefone e te ligamos" e assim por diante, que eu já esperava e considero normais. Mas a barreira do idioma, de início, foi grande. E também explicar o que eu estava querendo estava muito difícil.

Acho que eu aprendi rápido, até. Já consegui identificar meios de furar os bloqueios tradicionais no Canadá, que são até bem parecidos com os das empresas brasileiras, mas têm pequenas diferenças, como era de se esperar. Já consegui identificar que palavras que eu digo ao telefone que as pessoas não entendem, e melhorei a pronúncia dessas palavras, porque agora eles as entendem direto. E principalmente já aceitei que eu sou um estrangeiro, e estrangeiros sempre terão sotaque ao telefone, não importa quantos anos eles tenham estudado inglês em seu país de origem.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Granola Calendário

"Num fundo de campo, os dias se tecem, com linhas de lume, e agulhas de sol.
No fim da semana, se reza uma missa. Depois se leva à sanga caniço e anzol.
Num fundo de campo, colonos no arado; e o pão conquistado, no estoque do armário.
Cada fornada demarca a semana, segunda a domingo, no pão calendário.
E neste cenário, se aponta um vivente, estranho ou parente, é sempre bem vindo.
A gente que é pobre não tem avareza, e o pão da pobreza já vai repartindo.
É sábado apenas, porém os colonos não sabem do engano: preparam as preces.
Durante a semana, se veio visita, quem vive na luta, às vezes esquece.
O pão acabou-se, a família se apronta, na igreja tem santos, e a luz que é divina.
Colonos só sabem que chega o domingo, baseados na senha do pão que termina."
Pão-Calendário - Nelton Brasil e Daniel Torres
XI Ciranda Musical Teuto-Riograndense de Taquara


Pois é... logo que chegamos aqui, trouxemos na mala um pouco da "granola da magra" que nossos amigos Márcia e Gustavo trouxeram de Garopaba para nós. Depois que acabou nosso estoque brasileiro de granola, não conseguíamos encontrar uma granola "leve". Elas parecem todas fritas. Os grãos de aveia parecem soaked, afogados na gordura. Mesmo a "hemp granola" tinha esse gosto engordurado.

Um dia, encontramos no Wal-Mart uma granola "jumbo" (um pacotão padrão canadense) de uma granola Select, da Kraft, com passas e dates. Mesmo sem saber o que eram dates, levamos para casa. Uma delícia! Porém, quem disse que a gente achava depois a tal granola em oferta? Comprar um pacotinho pequeno a ~C$7 está fora das nossas possibilidades de bolsistas durangos.

Comecei a fazer granola em casa. Olhei umas receitas na internet, não gostei de nenhuma e fui improvisando e testando na minha cobaia até estabilizar a receita (afinal, sou um cientista). Nós usamos um tupperware, um potinho plástico, para guardar a granola, de 1220ml, ou 43 oz. Então, a receita tem que caber nela. São 2 xícaras de aveia grossa e meia xícara de açúcar mascavo. Daí em coloco naquele frigideirão que já mostrei outro dia desses e mexo em fogo alto, até o açúcar misturar com a aveia. Deixo esfriar e misturo 2 xícaras de "trail mix". Eles vendem aqui, no variety (tipo um bolicho de campanha, só que não vende penico) perto de casa, ou então no Bulk Barn (faço um post específico sobre essa loja qualquer dia desses). O trail mix é uma mistura de grãos e frutas secas.

Descobrimos também que enjoamos do gosto do trail mix, se ele for sempre o mesmo. O que tenho feito é comprar os grãos e frutas secas separadas no Bulk Barn e misturo cada semana de um jeito diferente. Tenho comprado passas de uvas, currant (não pergunte, não sei o que é, parece uma passa de uva pequena), amêndoas, damasco, tâmaras (as tais dates, descobrimos), semente de girassol, semente de abóbora, papaia, cranberrys (framboesas?), castanha de caju. Não uso amendoim, apesar de apreciar, porque tem um gosto muito forte e mata o sabor das outras coisas, fica "granola de amendoim".

Comemos todas as manhãs, antes do café, uma meia xícara cada um. Tem ajudado muito a nossa digestão.

O engraçado é que dura uma semana certinho, como o pão dos colonos. Mas não se preocupem, não corremos o risco de ir na missa no dia errado, temos outras formas de controlar a passagem dos dias... Aliás, a granola-calendário acabou hoje. Vou ter que fazer amanhã de manhã uma nova fornada, caso a gente queira comer no café da manhã.

[ATUALIZAÇÃO 1]

Fiz. A da semana ficou assim:

[ATUALIZAÇÃO 2]

Agradeço ao Ronaldo a finalização da segunda frase.

[ATUALIZAÇÃO 3]

Olhando bem na foto, ficou pouca granola. Eu aumentei a receita na semana seguinte para 2½ xícaras de aveia grossa, ½ de açúcar mascavo e 2½ de trail mix. Aí sim, encheu o pote.

Shrek 3

Eu e a Nara fomos assistir, essa semana, o Shrek 3 no cinema da universidade. A Western tem um cinema que passa filmes "populares" (vulgo blockbusters) a preços também populares. Enquanto nos cinemas "normais" o ingresso chega a C$ 11.00, na universidade é C$4.24 todos os dias, menos terças-feiras, que é C$3.00.
Adivinha que dia nós fomos ver o filme... Na verdade, está meio que instituído aqui em casa o "dia do cinema" na terça-feira.

Acho o Shrek realmente sensacional. Assisti pelo menos umas 2o vezes todos os outros (dois), a maior parte delas com a Sofia... Talvez por isso, nesse terceiro episódio, talvez eu tenha achado as piadas um pouco previsíveis. A Nara gostou.

Tem duas coisas legais nessas histórias. A primeira é que o Shrek é um "cara normal". Tirando o fato dele ser verde e ter dedos de salsichão, ele é como todo homem: arrota, peida, tem barriga, não sabe muito bem como lidar com suas emoções... enfim, é gente como a gente. A outra coisa que eu gosto é que a tônica central dos filmes dele é a questão da tolerância. No primeiro, ele se sente todo estranho porque se apaixona pela princesa Fiona, sem saber que ela de noite também vira "ogra". No segundo, ele tem que dar combate ao vilão, o "Príncipe Encantado", que é bonitão, boa pinta, mas só isso. Em ambos, entra sempre a questão de quem é bonito e quem é o feio, se é o que tem o aspecto feio ou quem age "feio". Lembra, de certa forma, o desenho da Bela e a Fera, só que no final a fera não vira príncipe bonito.

Nesse terceiro, a questão da tolerância aparece pela crítica ao bullying - essa prática de intimidação que os valentões usam nas escolas do mundo todo. Nesse caso, eles fazem uma paródia das high-schools norte-americanas, que a gente já meio que cansou de assistir nas "sessões da tarde" da vida. No final desses enlatados, sempre o prejudicado toma uma atitude heróica no final do filme e fica tudo bem. No mundo real, não é nada disso... Hoje, pais e professores estão cada vez mais preocupados com esse tipo de assédio. Tem uma operadora de telecom aqui no Canadá que disponibilizou inclusive uma hotline para os jovens denunciarem, com seus celulares, os abusos. Não sei se a abordagem do Shrek 3 vai aumentar a consciência para o tema. Acho que eles tratam, no desenho animado, o problema da mesma maneira de todos os outros... De qualquer maneira, esse fenômeno parece ser muito exacerbado nos Estados Unidos, talvez pela cultura de individualismo e competição deles, em que ser chamado de looser (perdedor), seja uma grande ofensa.

De qualquer forma, demos umas boas risadas e voltamos para a casa felizes. No Brasil, infelizmente não teremos mais a voz do Bussunda como Shrek. Eu achava ele perfeito. Aliás, se quisesse, o Bussunda podia se pintar de verde e interpretar o Shrek direto... O trailer em português do Shrek Terceiro pode ser conferido em http://youtube.com/watch?v=aEJ7QBdTuYM


[Comentário da Nara]

A crítica ao bullying da qual o Iuri fala neste post também é tratada no teatro de bonecos - Kids on the block - que assistimos ontem, lá no Big Sisters of London.
Os bonecos representam crianças portadoras de diferenças: dificuldades no aprendizado, necessidade de uso de óculos ou de cadeira de rodas, e que muitas vezes, são discriminadas pelos colegas e amigos.
Isso demonstra que nós, adultos, estamos nos conscientizando de nossas práticas nocivas como o bullying, a exaustão do meio ambiente e tantas outras.
E são as crianças, com sua pureza e boa vontade, que poderão mudar os rumos da história humana na terra.
Vamos continuar apostando nesse exército de pequenos grandes heróis!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Mais sobre o Programa de Verão

Terça-feira levamos as meninas para assitir ao filme: "Evan - The Almithy" num cinema da Galeria London.

O filme conta a história de um homem bem sucedido profissionalmente, mas com falta de tempo para a família. Num dado momento de sua vida, Evan se encontra com Deus e sua vida é completamente transformada.

Na saída do cinema uma das meninas me disse que foi o melhor filme que já tinha assistido em toda a sua vida!

Quarta-feira passamos o dia no
Gibbons Park, onde fizemos
brincadeiras com água, as meninas deram comida aos patinhos do rio Tâmisa e à tarde, tomaram banho de piscina.
Há duas piscinas: uma maior e mais
rasa e a outra de menor extensão
e mais profunda. Existem várias moças (salva-vidas) preparadas para ajudarem as crianças.
A foto da esquerda mostra alguns brinquedos tipo chafarizes, onde as crianças tomam banho e se divertem muito. A foto da direita mostra as duas piscinas - Lola e uma das meninas sentadas na borda.


Hoje, quinta-feira, brincamos no parquinho da escola pública perto do Big Sisters of London e tivemos nosso almoço preprado com a ajuda de outras duas garotas.

À tarde, assistimos a um teatro de bonecos de um projeto internacional chamado "Kids on the block" que visa mostrar às crianças, as diferenças existentes entre as pessoas e como todos podem e devem ser tratados de maneira natural.

As meninas puderam interagir com os bonecos, fazendo perguntas e dando sugestões de como poderiam agir para evitar situações indesejáveis na escola ou em outros ambientes.

Fiquei encantada com o teatro!

Os bonecos são manipulados por senhoras voluntárias que os levam às escolas para instruirem as crianças e levarem uma mensagem positiva sobre como tratar as diferenças.

O site do Programa Kids on the block é: http://www.powerfulpuppetry.org/index.php

Verde a amarelo

Todos os dias quando vou para a sede do Big sisters of London passo por várias casas com jardins e árvores que me inspiram profundamente. Transmitem paz e esperança e me lembram de Quem criou essa natureza tão maravilhosa.

E todos os dias eu passo por uma casinha bem simples, mas com um jardim todo em verde e amarelo... e mais: duas cadeiras amarelas na varanda me fazem pensar que estou em casa, na minha terra chamada Brasil.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Minhas pequenas irmãs - My little sisters

Hoje, 09 de julho, foi o primeiro dia do Programa de Verão no Big Sisters of London.
A Lola e eu começamos cedo os preparativos para receber as meninas, que chegariam às 10 horas.
Preparamos um prato mexicano, chamado nachos, que consiste em dispor, numa assadeira, uma camada de snacks (batata chips ou outro tipo), cobrir com uma camada de queijo ralado na hora (no ralador mais grosso) e terminar com uma camada de molho de tomate (comprado pronto). Coloca-se no forno para derreter o queijo: é bem gostosinho...

Depois saímos com as garotas para um parque de uma escola pública que fica perto da sede do Big Sisters of London. Jogamos e brincamos ao ar livre e voltamos para prepararmos o almoço.

Todas as meninas queriam ajudar na preparação
do almoço, então combinamos que cada dia escolheremos
duas garotas para ajudar nessas funções.

Hoje foi o dia de Jessica (à frente) e Shannon (ao fundo).
As idades das meninas com as quais estamos trabalhando nesta semana variam entre 7 e 11 anos.
O dia foi muito bom! Amanhã tem mais...

domingo, 8 de julho de 2007

Charlie: o gato texano

Esse aí ao lado é o Charlie: "um morenaço texano", como se referiu a ele, a sua mãezona e minha grande amiga Jane Hugentobler.

A Jane leu o post em que eu comentei sobre os "gatões canadenses" e resolveu abafar com as lindas fotos das proezas dos seus três gatos.
Olha o Charlie ajudando a escolher os enfeites para a árvore de natal (risos).




Abaixo, seguem fotos da May (à esquerda) e da Zoe (à direita) - as irmãs do Charlie.

Quanto charme, heim?!

Bem, vou falar um pouco sobre a Jane: A gente se conhece desde que éramos muito pequeninas, morávamos em casas que faziam fundos uma para a outra, em Taquara/RS. Eu morava na rua Guilherme Lahm e a Jane e sua irmã Janete moravam na rua Rio Branco. Entre as duas casas tinha um arroio pequeno e uma pontezinha que nos permitia brincar o dia todo, todos os dias (a gente quase volta a ser criança quando recorda aqueles tempos...)

Ah sim! Naquela época eu só tinha um irmão: o Eraldo - os outros vieram depois - e nós brincávamos os quatro: de casinha, de "pega-pega", ou "bruxa", de "ovo podre", de "pular sapata"... enfim... nos divertíamos muito!

Mais tarde a Jane foi morar nos Estados Unidos e, depois disso, poucas foram as vezes em que nos encontramos.

Há mais ou menos um ano a Jane me encontrou através do orkut e desde então temos mantido contato por e-mail, pelo blog e pelo orkut... como a própria Jane disse há poucos dias atrás: "Somos vizinhas de novo!" Ela mora no Texas, nos Estados Unidos e eu estou morando em London, no Canadá.

Um abração, Jane!!! Parabéns pelos lindos gatinhos e pelo maravilhoso jardim da tua casa!

Como a água não congela nos canos?

Antes de virmos para cá (ou será que foi logo depois?), alguém perguntou: "como a água não congela nos canos, no inverno?"
Que pergunta difícil! Nunca tinha pensando nisso antes!
Saí perguntando. Em uma janta dessas na casa da Mary-Anne e do Zenon, o Steve, um amigo deles, disse que eles ficavam com uma vela em baixo do cano para poder sair água. Imagina o tempo do banho...
O Zenon explicou melhor: existe uma linha de congelamento no solo. Nada congela abaixo dela. Dessa maneira, os canos de água devem ser enterrados abaixo da linha de congelamento, assim a água fica sempre líquida. Da mesma forma, a fundação das casas deve ser enterrada abaixo da linha de congelamento, pois de outra maneira, o gelo trinca as sapatas de concreto.
O mesmo, óbvio, não acontece com os carros: eles são, em geral, guardados desenterrados, portanto acima da linha de congelamento. Em Manitoba, onde eles moraram antes daqui, faz até -40 graus no inverno, e eles rodam um bom tempo com o pneu "quadrado". Imagina que o pneu congela a ponto de que a parte de baixo, que fica amassada no contato com o solo, anda algumas quadras fazendo "tunc-tunc" até que esquenta e amolece...

E as casas? Isso era uma coisa que sempre me deixava em dúvida. Muito tempo atrás, a irmã de um amigo (o Tibério) fez intercâmbio no Canadá. Então, na casa deles sempre tinha intercambistas de outros países. E eles passavam muito frio no nosso inverno. Disseram-me que era porque todas as casas no Norte tinham aquecimento. O que me deixava em dúvida era: e a conta de energia? Isso devia gastar uma fortuna. Bem, o aquecimento é parte da resposta. Realmente, as casas aqui têm aquecimento central. Alguns aquecedores são elétricos, outros a gás, outros a óleo, e outras casas têm um dragão no porão que fica soprando ar quente nos canos.
Mas o aquecedor é apenas parte da resposta. Na verdade, a partir da crise do petróleo, na década de 1970, os códigos de construção no Hemisfério Norte, ou pelo menos na América do Norte, enfatizaram muito o isolamento térmico das casas. Ou seja, não passamos frio no Sul do Brasil apenas porque não temos aquecedor central nas casas. Passamos frio também porque nossas casas são umas peneiras. Lembram do episódio dos automóveis nos anos 1990, em que o então presidente Collor comparou nossos carros com carroças, perto do nível tecnológico na América do Norte? Pois é, "elle" esqueceu de falar nas casas...
As casas daqui todas tem uma parede externa, geralmente de concreto. Depois, uma estrutura "oca", o framing, feita de sarrafos de madeira de 2x4 polegadas, por onde passa a instalação elétrica e hidráulica. Nesse "oco", vai um recheio de lã de vidro, especial para construção civil. Depois, uma barreira para umidade, de plástico, sobre o qual é colocado o dry-wall. Em cima disso tudo, é feito o acabamento. Isolamento semelhante ocorre no forro e no piso. Uma coisa que parece bastante barata e dá uma diferença são as portas duplas: tem uma porta interna "normal", com tranca e tudo, e uma externa, com mola, que serve só para barrar... bem, o vento frio no inverno, e os mosquitos no verão.

Ou seja, enquanto eles aqui mantém a temperatura estável, inclusive com ajuda de aquecedores e aparelhos de ar condicionado centrais, nós deixamos o calor passar pelos 6 lados da casa: para dentro, no verão, e para fora, no inverno. Haja energia para aquecer/refrigerar isso tudo: nossa conta de energia elétrica lá em casa que o diga!

sexta-feira, 6 de julho de 2007

A Bicicleta 3

O pessoal não pára de ficar mandando imagens em bicicletas infantis!
Será que eu jamais serei perdoado pela minha confusão???

Hehehe! Estou brincando. O fofo aí do lado é meu sobrinho Lorenzo, na sua escolinha. Diferente de mim, que vou para a minha escolinha de bicicleta e deixo a pobre coitada estacionada o dia todo, ele vai de "mãe" e anda de bicicleta lá mesmo.

Ah, os 6 meses! Como é bonita essa (e todas as outras) idades!

O Lorenzo e a mãe dele estão de malas prontas para a Austrália. Eles viajam em novembro, para encontrar meu cunhado que vai fazer doutorado lá. Quando eu voltar ao Brasil, eles já terão ido.

Comitê de Ética em Pesquisa

Quinta-feira última, encaminhamos o formulário de autorização de nossa pesquisa junto ao Comitê de Ética da Ivey Business School. Não parece muito, mas eu aguardava ansiosamente por isso.

Deixa eu explicar: para fazer qualquer tipo de pesquisa aqui na University of Western Ontario, o vivente tem que submeter seu projeto ao comitê de ética. Na verdade, não o projeto todo, mas um formulário com as principais informações da pesquisa, com suas possíveis implicações éticas. Não chega a ser o caso de nossa pesquisa, mas como têm cursos na área da saúde, pode ter que haver que testar medicamentos, fazer experiências envolvendo animais ou humanos, assim por diante.

Aliás, isso me lembrou uma piada que ouvi antes de vir para cá. Dizem que os cientistas agora vão parar de fazer experiências com ratos brancos em laboratórios e vão passar a usar advogados. Com várias vantagens: os advogados fazem coisas que nem os ratos se atrevem a fazer, e não se corre o risco dos cientistas se afeiçoarem às suas cobaias, como pode ocorrer no caso dos ratos. Isso, obviamente, é uma piada norte-americana. Nossos advogados no Brasil são bem legais...

Claro que nossa pesquisa não tem nada de tão sensível assim, mas o procedimento é padrão. E está certo. Imagina que baita brecha para o azar se a universidade deixa o pesquisador decidir se manda ou não para o comitê de ética. Pode ser que ele não se dê conta, mas tenha alguma coisa que o comitê ache que pode prejudicar alguém.

Entretanto, para mandar para o comitê, além do formulário tem que se incluir também uma cópia do instrumento de pesquisa. No nosso caso, o questionário e a folha de rosto (carta-convite). E essa era a razão pela qual eu aguardava tão ansiosamente para entrar com a tal papelada. Significa que o professor com quem estou trabalhando aqui considera que o questionário está (quase) pronto para ser enviado às empresas! Sinto-me mais perto dos dados, e com eles, das análises, e com elas, da tese pronta, entregue e defendida!!!

Então, a boa notícia é essa: andou mais um pouco.

Próximos passos: 1) fazer um pré-teste, ou seja, arrumar uns gerentes "camaradas" que se disponham a responder o questionário e dar palpite, tipo "que quer dizer isso?", e com isso garantir que não vamos perder (muitos) dados por erros de formulação da pergunta. 2) Ligar para as 600 empresas canadenses da amostra para garantir que o endereço está certo, etc.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

5 de julho = 4 meses no Canadá

Hoje estamos completando 4 meses no Canadá e faltam só 7 meses para retornarmos ao Brasil.

Há poucos dias, a Cathy que dirige o Big Sisters of London, me perguntou se o tempo estava passando rápido ou devagar, na minha opinião.
Eu pensei um pouco e respondi que isso dependia do momento: tem dias que bate aquela saudadezinha mais forte e parece que o tempo não anda... que as coisas não acontecem. No dia seguinte, entretanto, a gente acorda cheio de motivação, olha para as árvores e para essas lindas paisagens e pensa: é bom estarmos aqui e podermos viver esse momento lindo (parece a música do Roberto Carlos - risos).


Temos muito o que fazer aqui. Às vezes o Iuri fica meio tristinho porque parece que as coisas não andam na velocidade que gostaríamos, mas todos os doutores com quem conversamos dizem que não foi diferente para eles. É um caminho de difícil acesso e com muitos obstáculos, mas no fim há sempre uma recompensa e vale a pena persistir.
E o Iuri sabe bem disso, por isso, segue perseguindo seu objetivo com muita garra e uma dedicação admirável.


No meu caso, cheguei aqui sem muita perspectiva, apenas com a certeza de que eu ia procurar e encontrar coisas para fazer... mas não imaginava o quanto - hehe!


Segunda-feira, dia 09, vai começar o Programa de Verão do BS e serão 6 semanas de segunda a sexta-feira, das 9h30min às 15 horas. O último dia será 17 de agosto e, aí já teremos completado 5 meses aqui...


É, o tempo passa rápido e nós dois sabemos que, quando estivermos novamente em casa, junto daqueles a quem amamos, sentiremos também saudades dos amigos que fizemos no Canadá e das coisas bonitas que tivemos a oportunidade de viver.


De vez em quando a gente se pega olhando as fotos e vídeos dos nossos passos desde que chegamos em London e ficamos impressionados com a quantidade de coisas que já fizemos!


Quantas dificuldades enfrentamos logo no começo!


Aquela neve, os ônibus que demoravam uma infinidade para chegar nas paradas congelantes, as sacolinhas de supermercados que eram ainda mais pesadas para carregar por causa do frio e do cansaço.


Mas a gente também se divertiu bastante com tudo isso, cometemos gafes, escorregamos na neve porque nossos calçados brasileiros não eram adequados para esse tipo de inverno, comemos sopa enlatada em pratinhos descartáveis, com talheres e copinhos de plástico :)


Depois assistimos ao Fantasma da Ópera na sexta fila do teatro, quase sob o famoso candelabro que despenca do teto:)

A foto acima não é de hoje; foi tirada em maio, quando visitamos as Cataratas de Niágara: mais um lindo momento que vivemos no Canadá, graças aos nossos amigos: Zenon e Mary-Anne.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Jardins e parques canadenses

Uma coisa que nos impressiona aqui no Canadá são os jardins com árvores e flores multi coloridas.
Se no inverno tudo é branco, quando a neve se vai, a primavera começa a colorir o país.
Pode-se ouvir os passarinhos cantando e ver esquilos, gatos e coelhos correndo pelos gramados por toda a parte. Na verdade, os gatos não correm... os gatos canadenses são enormes e pesados!

Máquinas de cortar grama e mangueiras regando as plantas também são comuns nesses dias.
Algumas pessoas usam Roundup, que é um herbicida - produto químico que elimina ervas indesejadas. A TV canadense incentiva muito o uso desses produtos, afinal, o verão é curto e ninguém merece um gramado cheio de ervas daninhas... (nem tudo é tão politicamente correto assim...)
Outras pessoas, no entanto, preferem preservar a saúde da familia e dos bichinhos e também o meio ambiente.

Às vezes, algumas árvores muito antigas precisam ser cortadas porque são muito grandes e seus galhos quebram com facilidade, durante algum temporal de verão.
Mas, em seguida, outra árvore é plantada para substituir aquela que teve que ser sacrificada.

Como eu falei, o verão por aqui é muito curto, por isso, os canadenses não podem perder tempo: estão nas ruas, nos parques, nos seus decks, e a gente sente o cheirinho de barbecue, diariamente.

Fizemos um álbum de flores, jardins e parques para compartilhar as belezas da primavera / verão canadense.
Tem um vídeo às margens do Rio Tâmisa, em que o Iuri decide fazer uma pausa para ouvir os passarinhos...e eles começam a cantar em "coro", sob encomenda - muito engraçado.
Tem um outro vídeo, também às margens do rio Tâmisa - em outro ponto da cidade. O vídeo é muito bonitinho, mas a cineasta deu uma mancada e... vejam o resultado - risos.
Outra coisa interessante nesse álbum é que se desvenda o segredo do Iuri, ao levantar aquela enorme pedra no jardim do Zenon - haha!

http://picasaweb.google.com/Nara.Maria.Muller/FloresEJardins

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Canada Day

No primeiro dia de julho, o Canadá comemora seu aniversário. Em 2007, completou 140 anos - uma criança ainda - mas bem desenvolvida e com um futuro promissor.

Muitas festividades aconteceram para comemorar o dia do Canadá, com fogos de artifício, apresentações em parques, jogos, etc.
Nós fomos jantar na casa de Zenon e Mary-Anne e comemos salmão grelhado: uma delícia!!!
Estávamos o Iuri e eu, os amigos Larissa e Steve, uma nova amiga chamada Caroline, Zenon e Mary-Anne e a mãe do Zenon.
A mãe do Zenon é um amor de pessoa, super simpática e brincalhona (e vestida de cor-de-rosa - uma gracinha!).



Antes do jantar o Iuri se submeteu a uma prova de força, levantando uma enorme pedra no jardim do Zenon. Ele é realmente um atleta, eu fiquei impressionada!
Depois do jantar fomos assistir aos fogos de artifício num parque localizado perto da nossa antiga e futura residência aqui em London (risos).
A foto do início mostra Mary-Anne, Zenon, sua mãe e eu, enquanto aguardávamos o início dos fogos.
O show foi muito lindo, lembrou um pouco o nosso Ano Novo!




English version:

This July, 1st Canada completed 140 years since it was discovered. Canada is a child yet, but it's well developed and has a promising future.
Many activities were prepared all over the country to celebrate Canada Day such as: fireworks, shows at parks, games, etc.
Iuri and I went to Zenon and Mary-Anne's house to have supper. We ate grilled salmon and it was a delicious!!!
There were more friends at Zenon and Mary-Anne's house: Larissa and Steve, Caroline and Zenon's mother.
Zenon's mom is a very nice woman and she likes to wear pink clothes, which is a collor that I love!
Before supper, Iuri submitted himself to a strength proof, hanging up a huge stone at Zenon's garden.
Iuri is really an athlete! I became impressed with his courage and strength! (laughter).
After supper we went to see the fireworks from a park located closer our first and further apartment in London.
The first picture in this post shows Mary-Anne, Zenon, his mother and I, while we waited for the fireworks.
The show was very nice and reminded me our fireworks to celebrate New Year in Brazil.


[Atualização]
Achei esse vídeo no YouTube sobre a data: http://www.youtube.com/watch?v=jTqi7r4nzBs

sábado, 30 de junho de 2007

A última semana de junho

A última semana de junho foi bastante cheia, como têm sido todas as nossas semanas por aqui - graças a Deus!

O Iuri tem se ocupado com seu questionário de pesquisa e respectiva submissão ao Comitê de Ética da Universidade. Funciona como no Brasil: o Comitê de Ética precisa aprovar o questionário para que ele possa ser aplicado nas empresas. É um processo que exige paciência, mas é inevitável. Esse é o caminho e estamos caminhando.

Eu participei de um treinamento para voluntárias no Big Sisters - BS, pois vou ter contatos diários com as meninas atendidas por aquela organização, durante o Programa de Verão.
Precisei aprender como funcionam as coisas aqui no Canadá, entender um pouco sobre as relações familiares das garotas e quais são as minhas atribuições, o que eu devo e o que eu posso fazer...
Foi muito interessante e eu fiquei bem contente em poder participar dessa atividade que certamente, será útil quando eu voltar ao Brasil.

Outra coisa legal que aconteceu nesta semana foi a autorização, por parte da coordenadora do Centro Clínico Educacional da Universidade, para levar as meninas do BS para conhecer esse laboratório. Uau! Para quem não é daqui, estou me saindo bem... nada como ter amigos influentes e a Mary-Anne é diretora da faculdade de enfermagem...

Ficamos sem internet de quarta até sexta-feira, por isso, o blog não foi atualizado no tempo devido (quinta-feira é nosso prazo de fechamento da edição semanal - risos).

Quarta-feira à tardinha, pouco antes de eu sair para o treinamento no BS, tivemos um temporal com raios e trovões, vento e chuva. Tudo isso durou cerca de 40 minutos, mas, parece ter sido suficiente para causar alguns transtornos por aqui, como a queda da nossa internet, algumas ruas semi-bloqueadas por galhos de árvores, falta de energia elétrica em alguns bairros. Todo mundo sabe como isso funciona, não é? Só não ocorreram "alagamentos".
Com a queda da internet, tivemos mais um contato com os "serviços canadenses" e ficamos mais um pouco frustrados... mas outra hora contaremos essas histórias. O importante é que, depois de esperarmos dois dias, finalmente um técnico da Rogers (companhia da qual contratamos a internet), restabeleceu nossa conexão... depois de duas horas de trabalho e muita insistência do Iuri para que o cidadão permanecesse trabalhando e não desistisse...
Sem carro já é difícil, e ainda sem internet, nossa! Parece que a gente está fora do mundo, afinal, esse é o nosso principal meio de contato com nosso povo: através do blog, dos e-mails, MSN, orkut, skype, jajah...
Ainda bem que estamos de volta ao mundo - hehe!
Bom fim de semana e boa semana a todos!

Bolo de fubá com laranja

Domingo passado foi o dia de São João Batista e, pensando nas tantas comemorações que certamente estavam havendo no Brasil, decidi fazer um bolo de fubá. Mas não podia ser um bolo de fubá comum, que geralmente fica muito seco.
Então eu lembrei de um bolo de milho com caldo de laranja, que eu fizera para o Douglas levar numa festinha de São João do Maternal Sementinha e que todo mundo adorou! Na época, o Douglas tinha três aninhos... faz tempo!
Procurei no google e encontrei duas receitas, dentre as quais, escolhi a que eu acreditava que seria "a receita".
Bingo! Ficou perfeito: lindo, macio, saboroso e nutritivo - risos.

Eis a receita:
Ingredientes
1 colher de sopa de fermento em pó;
1 xícara de chá de farinha de trigo;
1 xícara de chá de suco de laranja (eu espremi duas laranjas e usei o suco puro, com a polpa);
2 xícaras de chá de açúcar;
1 xícara de chá de óleo (não muito cheia);
1 xícara de chá de farinha de milho (fubá);
3 ovos inteiros.

Modo de preparar
Bater todos os ingredientes na batedeira (eu usei o liqüidificador).
Colocar em uma forma untada e enfarinhada (pode polvilhar sobre a massa açúcar e canela em pó - eu não fiz isso porque achei que a massa estava muito mole).
Levar ao forno pré-aquecido a 180 ou 200 graus centígrados, durante aproximadamente 45 minutos, ou fazer o teste do palito.

Bom apetite!!!

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Paisagens que mudam

Uma das coisas lindas da natureza é a sua capacidade de mudança, de adequação às estações do ano.

Quando chegamos, em março, a neve cobria as ruas, os parques, os telhados, os carros e as árvores.
As árvores quase não tinham folhas e seus galhos eram cobertos de branco; depois passaram a apresentar uma aparência morta, quando a neve se foi. Aos poucos as folhas começaram a despontar e o verde tomou conta da cidade.
A foto acima mostra nosso primeira hospedagem: o Bed & Breakfast da Halina Koch. No primeiro dia tivemos dificuldades de acessar a porta de entrada com nossas malas e bagagens, pois a neve formava uma camada de uns 20 cm de altura e nós, simplesmente, não sabíamos como lidar com aquilo (risos).
Algumas fotos dos mesmos cenários, em tempos diferentes, mostram essa fantástica transformação!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Três gerações no baile do Aquidaban

Minha família amada!
Taquara - RS - Brasil: Sábado passado, dia 16 de junho, aconteceu o tradicional Baile do Aquidaban.
O baile reuniu 170 casais, mas os mais lindos são da mesma família - que coincidência - e ainda por cima, são da minha família!!! (risos)
Meus pais, meu irmão e cunhada, meu filho Douglas e a linda Flavinha. Amo vocês todos e fico muito contente ao vê-los tão felizes e curtindo os momentos que a vida lhes oferece.
Para quem não esteve no baile, fotos inéditas dessa linda família podem ser vistas em:
http://picasaweb.google.com/Nara.Maria.Muller/BaileDoAquidaban2007

Simpósio em Toronto

A Nara já relatou a visão dela da ida a Toronto. De certa maneira, acho que tenho que também fazer um post com o meu lado da história, uma vez que nos separamos na quarta-feira (13 de junho) ao meio-dia e só fomos nos ver de novo no outro dia no final da tarde. Parece pouco, mas acho que a gente não está mais acostumado a ficar "tanto tempo" longe um do outro.

***

A Viagem de Ida

Meu trem deveria sair de London 15h50. Atrasou uns 20 minutos. Ao longo da viagem, avisaram que nos atrasaríamos mais ainda, por problemas "de sinal". Não entendo bem o que é isso, não conheço bem os detalhes operacionais do transporte ferroviário, só sei que teve momentos em que estávamos "tropeando lesma" e outros em que o trem efetivamente parou nos trilhos. Chegamos com mais de uma hora de atraso em Toronto, às 19h e pouco.

Como o seminário começava às 9h da manhã na York University, que fica ao norte da cidade, não havia como ir no mesmo dia. O primeiro trem chega em Toronto 8h30 (se não atrasar), o que não me permite chegar no horário do início do seminário. Por causa disso havia ido no dia anterior, e "abusei da boa vontade" do Júnior e da Sheila, que me receberam super-bem, de novo. Dormi lá, e no outro dia saímos, eu e a Sheila, para pegar o metrô.

Da casa deles, tivemos que pegar, às 7h15, o streetcar, que é como um ônibus, só que anda em trilhos no meio da rua e é alimentado por fios elétricos que correm acima do nível da rua. Para quem conhece os trolebuses de Montevidéo, no Uruguai, tem uma idéia do que é. Bom, então pegamos o streetcar até a Union Station, que é uma estação central em Toronto, onde convergem vários "modais", como o trem, o metrô, o streetcar, etc. Pegamos o metrô. Eu estava indo na direção errada, mas só nos demos conta disso depois que a porta do metrô fechou... Saltei na próxima estação, enquanto a Sheila ia para o trabalho dela. Peguei o metrô, agora na direção certa, até o final da linha, e peguei um ônibus expresso até a York University. Resumo da ópera: uma hora e dez minutos de viagem, desde a casa deles até a universidade. Realmente, não seria possível, nem que o trem não atrasasse, ir direto de London para a York U. Interessante que paguei apenas um ticket (C$2.75) por todo o trajeto. Essa integração do transporte público, tanto em London, quanto em Toronto, é bem legal.

***

O Seminário


A York University, todo ano, promove um evento chamado SPIDA - Summer Program in Data Analysis. O website do evento desse ano é http://www.isr.yorku.ca/spida2007/index.html

O assunto esse ano foi a modelagem multinível, ou HLM. Os primeiros contatos que tive com isso foram horríveis. Mas o assunto me pareceu muito interessante. O tratamento é sempre muito árido, com aquelas fórmulas malucas que a gente "normal" não entende... só economistas... Nesse SPIDA, entretanto, eles disponibilizaram alguns papers que esclareceram um pouco a questão.

Existem duas aplicações tradicionais para modelagem multinível. A primeira é a modelagem hierárquica, ou seja, quando unidades pertencem a níveis superiores. O exemplo típico de uso desse técnica vem da educação: quanto do desempenho de um aluno pode ser explicado por fatores individuais (nível 1) ou por fatores relacionados à escola (nível 2) em que ele estuda?

A segunda aplicação tradicional para modelagem multinível são os estudos longitudinais, ou curvas de crescimento. Aqui, a idéia é que o desempenho individual ao longo do tempo é explicado em parte por coisas que acontecem nesses pontos do tempo (nível 1) e parte por questões intrínsecas do indivíduo (nível 2). As aplicações são inúmeras. Um exemplo citado foi o de consumo de álcool na adolescência. Cada indivíduo da amostra apresenta trajetórias diferentes: alguns aumentam o consumo, para outros, o consumo se mantem estável e, pasme, em alguns casos teve redução...

As aplicações podem ser "facilmente" estendidas para mais de dois níveis, desde que se tenha o devido conhecimento da estatística envolvida (as malditas fórmulas) e um tamanho de amostra adequado. Lembrar que "tamanho de amostra", em estudos longitudinais, traz uma complicação adicional: o número de tomadas de dados ao longo do tempo.

Enfim, o assunto é bastante empolgante. E tem implicações bastante importantes para a criação de conhecimento em Administração. Acho, inclusive, que essa será uma área bastante explorada nos anos que se seguem, pois permite responder a perguntas que as outras técnicas até agora não permitiam. O que nos remete a essa interessante relação entre método e teoria: sem uma boa teoria, a técnica estatística não serve para nada. Entretanto, ao conhecer novas técnicas, o pesquisador aumenta o leque de problemas de pesquisa que ele pode responder, e portanto, formular.

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O Humano Ser Assistindo ao Simpósio

Lembrei do artigo da Nara, "O humano ser das organizações". Sim, havia um ser humano lá assistindo ao simpósio. E infelizmente, os sistemas "físicos" estavam se manifestando enquanto eu tentava me concentrar nas apresentações do simpósio. Não era pouca coisa. O prof. Kenneth Bollen, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, estava lá falando. Ele é considerado uma das maiores autoridades em análise de dados em estudos sociais. E meus intestinos reclamando...

Acho que comi alguma coisa que não me fez bem, e sentia um pouco de cólica. Tentar pensar na matriz de variância e covariância com a barriga incomodando, convenhamos... Acho que fiz bonito por duas razões. Primeiro, consegui baixar uns artigos recomendados para a atividade completa (foram 2 semanas de workshops, quer dizer, mão na massa), a qual eu não participei. Mas tendo lido antes as 200 páginas de texto recomendado, pelo menos tinha uma idéia do que se estava falando... Fiz aquilo que gostaríamos que nossos alunos fizessem: li o material antes. Acho que estou ficando mais CDF com os anos... Segundo, não fiz nada de inapropriado no auditório do evento, apesar de alguns momentos eu achar que não ia dar para agüentar...

Já havia comentado isso antes, mas ainda me espanto: como os norte-americanos (canadenses e estadunidenses) são pontuais. Dizia no programa: 3h30 - fim da exposição, abertura para perguntas, 4h encerramento. Não é que era 3h30 e o "Ken" encerrou e abriu para perguntas! Quatro horas e estávamos todos aplaudindo o palestrante.

Bom, e aí que eles chegavam de London para me pegar? Minha barriga doendo, louco para ir embora. A Nara disse "tomou todo o chá e café" no post dela... na verdade, não comi nada desde o intervalo, às 2h, pois tinha medo que "desandasse a coisa". Chá e café são meio agressivos, e tinha um pouco de medo de comer. Liguei para a Nara pelas 4h30. Ela brincou "estou em London ainda, nem saímos". Parece que o chão abriu em baixo de mim. A sensação foi indescritível. Quando ela me explicou que estava brincando, que estavam engarrafados na 401, ainda estava em choque.

Lá pelas 7 horas, a Nara, a Mary-Anne e o Zenon chegaram. Saímos para jantar (e eu com medo do piriri), mas a dor passou. No outro dia, estava normal. Acho que devia ser saudades da Nara (hehehe).

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Primeiro dia do verão 2007

21 de junho: começa o verão no Canadá, junto com o inverno brasileiro.
Hoje à tarde, quando eu ia para o Big Sisters, decidi parar no parque perto de casa e fotografá-lo.
Como tinha um ventinho muito agradável, decidi fazer um videozinho.
Estranhamente, nesse momento em que escrevo, a temperatura aqui está 17C e em Porto Alegre: 19C.
Curiosa inversão não é mesmo?
As fotos e o vídeo da entrada do verão em London estão em:
http://picasaweb.google.com/Nara.Maria.Muller/PrimeiroDiaDoVerO

Semana bem ocupada

Esta semana estou bem ocupada com os preparativos para o Programa de Verão do Big Sisters of London, mas estou curtindo bastante a idéia de procurar atividades e receitas de comidas em inglês. Consegui uns bons livros na biblioteca pública e também traduzi para inglês algumas dinâmicas que costumo usar nos cursos de capacitação empresarial, aí no Brasil.

Encontrei uma receita de "massa de pastéis" e fiz o teste para, quem sabe, ensinar as meninas do Big Sisters. Para dar água na boca dos viventes eu coloquei a foto aí em cima - ficaram meio feinhos, tenho que admitir, mas estavam deliciosos, acreditem!
Uma atividade interessante que talvez eu tenha a possibilidade de fazer com as meninas do BS é uma visita ao laboratório de enfermagem da Universidade de Western Ontário. A Mary-Anne é diretora do curso de pós graduação em enfermagem da UWO, e se comprometeu a fazer contato com o pessoal do laboratório. Segundo Mary-Anne, as meninas poderão ver como funciona o corpo humano, inclusive, ver manequins que ficam grávidas e têm bebês. Estou torcendo para isso se concretize!
Hoje à noite tiramos um tempinho para atualizar o blog, afinal de contas, é quinta-feira e precisamos "fechar" a edição para que os familiares e amigos aí no Brasil tenham o que ler no fim de semana. Os taquarenses e moradores das redondezas, obviamente, depois de lerem o Panorama. Não estamos certos, Douglas?

Outros brasileiros no Canadá

Pasmem, tem gente vindo todo ano para cá para fazer o que eu estou fazendo.

Hoje, tentando entender como é feito o xarope de "plátano", ou maple sirup, a Nara encontrou um blog de um casal de brasileiros, gaúchos, que vieram para cá no ano passado para fazer parte do doutorado: http://grasi-e-duane-no-canada.blogspot.com/

O engraçado é que não os conhecemos, mas as histórias são tão parecidas... a Nara chegou até a se emocionar a ler os posts deles.