Eventos de Agronegócios
Saímos de Woodstock por volta das 6 da tarde e viemos para London.
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nara
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17:03
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Preciso começar esse post com uma ressalva: essas são as minhas opiniões pessoais, como o resto do blog, e não representam a posição oficial de nenhum dos países envolvidos. Além disso, esse é um tema carregado de emoções e crenças, e respeito emoções e crenças dos outros, me reservando o direito de ter e expressar minhas próprias.
Inicialmente, minha idéia era fazer um comentário no post da Nara, em resposta à Taís, de Porto Alegre, que afirma que "só nos resta migrar" do Brasil para o Canadá (ver Temas Globais). Mas durante a composição mental de minha resposta decidi fazer um post, e não um comentário, dada a importância do assunto.
Concordo em parte com a Taís. O Tom Jobim uma vez disse que "a saída para o músico brasileiro é o Galeão", referindo-se ao aeroporto internacional do Rio de Janeiro. Para algumas profissões, realmente não há espaço em sua terra natal. Hoje, por exemplo, alguém que queira trabalhar em uma empresa de tecnologia de ponta na área de Internet, por exemplo, vai encontrar sua "Meca" no Vale do Silício, na Califórnia, US. Mas existem bons empregos na área de tecnologia da informação em outras partes do mundo.
Além disso, as coisas são dinâmicas. Quando Tom Jobim falou isso, não havia esse mercado interno para músicos como existe hoje no Brasil e a bossa nova estava em alta nos Estados Unidos, tanto que ele foi fazer parceria com o Frank Sinatra, uma celebridade indiscutível nos anos 1960. Hoje, a maior parte dos vôos internacionais nem partem mais do Rio de Janeiro, e sim de São Paulo, e o aeroporto GIG não se chama mais Galeão, e sim Antônio Carlos Jobim, e os americanos ouvem rap...
Dito isso, não tenho nada contra migrar do Brasil para lugar nenhum. Acho o Canadá um país sensacional, não fosse esse clima frio. Mas uma coisa é a pessoa migrar porque recebeu uma oferta boa, ou vem estudar neste país e acaba formando vínculos por aqui. Outra coisa é a pessoa migrar porque acha que vai sair do inferno para o paraíso. Essas coisas não existem, pelo menos não em nosso plano de existência. O Canadá é um país normal, com gente normal. Tem algumas coisas que são melhores que o Brasil, mas não é o paraíso.
Não sou imigrante, portanto não posso dar detalhes do processo. Mas posso dizer que, quem migra, não pode ter carro nos primeiros (longos) tempos. Isso parece um luxo no Brasil, mas aqui ficar sem carro no inverno significa tomar vento de -30, -40 graus na cara, durante o inverno. Uma perspectiva que, para mim e para a Nara, é incômoda, mesmo sendo temporária, mas pode tomar muito tempo e ser muito frustante para o imigrante.
Além disso, em certos círculos, algumas pessoas ficam bastante impressionadas como o nosso inglês é bom e pelo fato de falarmos duas línguas. Em outras circunstâncias, nosso inglês é insuficiente. Poucos empregos nos aceitariam "direto" com nosso nível linguístico. Isso que fizemos o curso de inglês completo nas melhores escolas de nossas respectivas cidades. Mas uma coisa é fazer curso de inglês no Brasil, e sair na porta e falar português até a próxima aula. Outra é falar com a moça simpática do restaurante que te pergunta "uaiobrau?" e ter que adivinhar se é torrada feita com pão branco ou pão integral, se é a torrada mais clara ou mais escura ou se queres o frango com carne branca (peito) ou escura (coxas)...
Outro dia desses estávamos vendo uma reportagem local, feita aqui em London, e entrevistaram taxistas. A maior parte imigrantes, como nos Estados Unidos. Um deles é engenheiro civil, formado pelo Sudão. O outro se queixou que o inglês dele não era bom o suficiente para trabalhar em uma fábrica e ele foi para o táxi. Conversei com taxistas nos Estados Unidos e não era muito diferente. Um era professor de matemática em seu país, na América Central, e foi dirigir táxi em Boston.
Conversamos com um empresário brasileiro que quer abrir uma filial aqui e ele vai ter que se associar com alguém que seja canadense ou pelo menos tenha um visto de residente, porque um estrangeiro não pode ter empresa aqui, segundo ele. Deve ser verdade. De quem o Canada Revenue Agency (a receita federal deles) iria cobrar o imposto de renda?
Além disso, tem a questão do diferencial. Para alguém que trabalhe na construção civil, como pedreiro ou eletricista, ou seja motorista de táxi, ou qualquer outra profissão que exija menor formação técnica, vir para o Canadá vai representar um salto de receita e de poder aquisitivo. Para pessoas com maior formação, tal salto não acontece. O Canadá, mesmo sendo mais justo socialmente do que o Brasil, é um país capitalista: ganha muito dinheiro quem tem a propriedade privada dos meios de produção, em larga escala, e sabe administrar tais meios. Os demais, os que só tem a força de trabalho para vender, os trabalhadores, os profissionais liberais, os pequenos empresários, esses ganham para a subsistência. Têm, talvez, mais conforto que no Brasil, mas não ficam ricos.
Então, antes de sonhar com o paraíso e acabar encontrando o inferno dentro de si mesmo, o jovem que pensa em emigrar do Brasil deve se fazer a pergunta básica: qual é meu objetivo? Ter uma experiência internacional e voltar para o Brasil para ter uma colocação melhor? Trabalhar definitivamente em outro país e ter uma vida melhor? Mandar dinheiro para os pais comprarem uma casa? Aproveitar uma oferta de emprego "dos sonhos"?
Depois de definido o objetivo, e se emigrar ainda for a resposta, avaliar o nível lingüístico, e ser bem realista nesse ponto. Experimenta ir a uma loja e pergunta a mesma coisa três vezes para o vendedor (diz, candidamente, "não entendi", bem devagar). Vais ter uma boa idéia de como as pessoas são pacientes com quem não domina a língua. Talvez os primeiros meses fora do Brasil não serão trabalhando, mas sim "investidos" em um curso de inglês. Pesquise antes de vir. Há bons "colleges" no Canadá que tem cursos de ESL (English as a Second Language ou inglês para estrangeiros).
E aí vem o terceiro e mais doloroso planejamento de todos: o financeiro. Ninguém pode acreditar que vai migrar para um país e arrumar emprego no primeiro mês, principalmente se ainda tiver que aprimorar sua língua. Então tem que dimensionar seu caixa para não passar fome, pagar o aluguel e o eventual curso. Trabalhar em um emprego "alternativo" pode ser uma opção para alongar o caixa. Se alguém quer vir trabalhar como engenheiro aqui, por exemplo, suportaria quanto tempo trabalhar de garçom ou taxista até atingir seu objetivo? Será possível conseguir fazer esse salto?
Enfim, certamente eu não ofereço a resposta definitiva quanto a essa questão da migração, mas meu objetivo com esse post é trazer um pouco menos de emoção e mais racionalidade para essa decisão.
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iuri
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13:20
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No Brasil, o Dia dos Pais é comemorado em agosto. A Nara já fez um post a respeito.
Mas eu queria fazer um post sobre o "meu" dia dos pais. Esse ano foi meu oitavo dia dos pais, primeiro longe da Sofia. Mas só agora consigo escrever a respeito sem engasgar.
Ganhei dois presentes.
Um deles foi poder conversar com a Sofia pelo Skype, com câmera. A mãe dela não tem computador em casa, portanto nossa comunicação é via SkypeOut, ou seja, eu ligo do meu computador para o telefone da casa dela, obviamente sem direito a webcam. Para poder vê-la, só quando ela vai para a casa dos meus pais. No fim de semana em questão, eles passaram na casa do tio dela, onde então pude conversar com ela pelo Skype do primo dela.
O outro presente foi um desenho feito pela Sofia, que ela me mandou por email. O desenho com que iniciei meu post.
Adorei os dois presentes.
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iuri
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22:06
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Estou matriculada no curso: "Temas Globais", da Universidade de Western Ontário. Faz parte da lista de cursos de educação continuada oferecidos pela universidade. Serão 8 aulas, sempre às terças-feiras, das 19 às 21 horas durante os meses de setembro e outubro.
Com o título "Temas Globais", o curso iniciou ontem, 11 de setembro, com o tópico: Direitos Humanos. Para tratar desse tópico, o professor Rich Hitchens escolheu falar sobre o caso "Darfur", no Sudão, onde os "sobreviventes" da chacina promovida pelo governo sudanês vivem em campos de refúgio, em condições sub-humanas. Mais detalhes no site do professor Eric Reeves: http://www.sudanreeves.org/
No início da aula, o professor Rich pediu que cada um de nós se apresentasse ao grupo e contasse quais as motivações que nos levaram a fazer o curso. Fiquei impressionada com a falta de conhecimento sobre o mundo que têm os meus colegas canadenses e, segundo o professor Hitchens, os norte-americanos em geral. Meus colegas de curso, 8 mulheres e 1 homem, a maioria aposentados, estavam ali porque ouvem falar de problemas que afetam o mundo, mas não conseguem entendê-los. Muitos nem sabem onde a maior parte dos países se localiza no mapa, nem tampouco quais as causas de tanta discórdia entre os povos.
O professor explicou que o Canadá vem recebendo, em anos recentes, grandes contingentes de pessoas de diferentes etnias, principalmente chineses, indianos e árabes. Dessa maneira, é preciso que os canadenses comecem a conhecer o mundo, porque sua população está se tornando multi-étnica.
Quando eu me apresentei o professor Rich perguntou quantos idiomas eu falo: dois. Depois, repetiu a mesma pergunta a cada um dos colegas e nenhum deles conhece mais do que uma língua: a inglesa. Então ele disse que eu, como os outros povos, me diferencio dos norte-americanos por falar mais de uma língua. "Seu inglês, por exemplo, é muito melhor que o francês de qualquer um de nós aqui." - disse. O Canadá é um país bilíngue, inglês e francês são as línguas oficiais, mas a grande maioria de seus habitantes não.
Eu não conhecia muito bem a história do Sudão, mas lembro de ter acompanhado algumas notícias sobre a chacina de Darfur, assim como as outras guerras entre "irmãos" que acontecem no mundo. Parece que nós, habitantes de países, digamos assim, menos desenvolvidos, estamos mais preparados para enfrentar as mudanças que o mundo começa a nos impor.
Essa é a minha impressão...
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nara
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20:47
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Outro dia desses uma aluna de mestrado no Brasil me mandou um email pedindo informações sobre minha dissertação, porque ela vai estudar a ISO 14001 (norma ambiental) no Nordeste. Trocamos meia dúzia de emails a respeito, e ela me enviou seu projeto de pesquisa, depois de pronto.
Vi que ela iria fazer um estudo de caso, e sugeri algumas bibliografias para ela. Depois, achei interessante o fato da lista que enviei ter um exemplo para cada área da administração. Resolvi postá-la aqui no blog apenas para não perder a lista... Acho que vou usar ela como "padrão", da próxima vez que um aluno vier falar comigo sobre os tais "estudos de caso".
BONOMA, T. V. Case Research in Marketing: Opportunities, Problems, and a Process. Journal of Marketing Research, v.22, n.2, May, p.199-208. 1985.
MCCUTCHEON, D. M. e MEREDITH, J. R. Conducting case study research in operations management. Journal of Operations Management, v.11, n.3, p.239. 1993.
EISENHARDT, K. M. Building Theories From Case Study Research. Academy of Management. The Academy of Management Review, v.14, n.4, Oct, p.532. 1989.
WOODSIDE, A. G. e WILSON, E. J. Case study research methods for theory building. The Journal of Business & Industrial Marketing, v.18, n.6/7, p.493. 2003.
WILSON, E. J. e VLOSKY, R. P. Partnering relationship activities: Building theory from case study research. Journal of Business Research, v.39, n.1, May, p.59-70. 1997.
YIN, R. K. Case study research: design and methods. 3rd ed. Thousand Oaks, Calif.: Sage Publications, 2003. (Applied social research methods series; v. 5).
Esse último, do Yin, está traduzido para o português pela editora Bookman.
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iuri
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08:31
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Neste fim de semana recebemos a visita de nossos amigos Sheila e Júnior - que vieram lá de Toronto para passar o fim de semana conosco.
Júnior e Sheila são os amigos que nos receberam em sua casa, em Toronto, quando fomos assistir ao Fantasma da Ópera. O Júnior é sobrinho do Eloir e da Elizete Petry lá de Taquara (nossa saudosa cidade) e a Sheila é uma gaúcha maravilhosa, lá de Porto Alegre.
Eles trouxeram uma picanha "beeeeem gaudééééria" e farinha de mandioca, compradas no açougue português: "Nosso Talho", lá de Toronto.
Aproveitando que o sábado estava ensolarado e quente, tratamos de assar o autêntico churrasco gaúcho. O Júnior e o Iuri montaram a churrasqueira e prepararam o ambiente com mesa e cadeiras nos fundos de casa. Fizemos salada de batatas com maionese e farofa de cebola com farinha de mandioca. Ficou tudo uma delícia e nosso almo-janta foi acompanhado de muuuuita cerveja, é claro - hehe! Para sobremesa não podia faltar a "famosíssima" torta de bolacha Maria e para fazer a digestão, fomos tomar chimarrão num dos parques ao redor do rio Tâmisa, pertinho da nossa casa.
À noite, saímos para o centro e fomos tomar mais umas cevas no terraço do Baxter's bar, no centro de London. Hoje, depois do café da manhã, fomos passear no Masonville Mall e depois voltamos para casa para fazer o almo-janta. O cardápio de hoje foi camarões fritos com cerveja e coca-cola.
Nos divertimos muito e ficamos felicíssimos com a visita desse casal de amigos que conhecemos em junho, mas que parecem fazer parte de nosso círculo de amizade há muuuuitos anos.
Temos algumas bonitas fotos desse fim de semana em:
http://picasaweb.google.com/Nara.Maria.Muller/VisitaDeSheilaEJNior
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nara
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22:49
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Vocês nunca se perguntaram de onde saem aquelas músicas românticas que tocam nas rádios FM e, eventualmente, nas trilhas sonoras das novelas até gastar o sulco do disco? (esta denunciou minha idade, hein? hehehe)
Pois descobrimos uma coisa interessante. Essas músicas aqui não tocam nas estações de música da TV a cabo, nem nas rádios FM "normais". Elas fazem parte da programação das estações country.
Na programação da operadora de TV Rogers, a estação para esse tipo de música é a Country Music Television (www.cmt.ca). Na rádio FM, em London, a estação é a BX93 Country Favorites (www.bx93.com), cuja programação pode ser ouvida na internet.
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iuri
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13:36
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O Iuri falou, em outro post, sobre tamanhos "inadequados" de roupas e calçados, aos quais principalmente nós, mulheres, somos freqüentemente submetidas. Vou aproveitar para falar de uma rede de lojas aqui em London.
A loja tem nome de mulher: "LAURA" e fica num dos muitos e bem freqüentados shopping centers ou malls de London: o Masonville Mall.
Desde o início de nossa estada aqui, observamos essa rede composta de três lojas situadas no mesmo andar do mall: uma convencional: a "Laura Store", outra especializada em roupas para mulheres de estatura menor: a "Laura Petit" e a terceira focada em mulheres que vestem números maiores: "Laura Plus 14 +".
Muitas lojas como a SEARS, por exemplo, têm setores para atender aos diferentes tamanhos de manequins femininos, mas a LAURA, na minha opinião encontrou um meio mais "encantador" de atrair suas clientes.
As vitrinas são muito bem elaboradas e atraentes e as vendedoras têm, em geral, o mesmo tipo físico das clientes potenciais.
Segue o endereço para o álbum de fotos das lojas LAURA: http://picasaweb.google.com/Nara.Maria.Muller/LauraStores
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nara
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13:32
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usam o tamanho errado de sutiã? - diz o flyer da Sears que a Nara veio me mostrar.
Fiquei pensando: de onde eles tiraram essa informação?
Meu próximo pensamento foi: deve ter um fundo de verdade nisso... todas as mulheres reclamam das roupas, sapatos e roupas íntimas que encontram nas lojas, embora tenham um prazer profundo em fazer compras.
Claro que pode ter algo de "comportamento do consumidor" aí, algo a ver com a insatisfação e processos psicológicos mais profundos. Também pode ser alguma falha no sistema de marketing dos fabricantes e varejistas, que não consegue entender as necessidades do grupo humano que mais movimenta o mercado da moda. Mulheres compram roupas e sapatos para si, para os filhos e maridos, sem falar das amigas do chá de fraldas.
Mas também pode ter a ver com minha área, operações. E de imediato me vêm duas possibilidades. Uma é do próprio planejamento da produção e da distribuição, e em última análise, da previsão de vendas, que não consegue prever quantas mulheres vão querer comprar um sutiã bege com bojo, tamanho 40, na loja Renner do shopping Iguatemi no dia 15 do mês que vem. É só imaginar o número de modelos, cores, tamanhos e pontos de venda para ver que o planejamento disso não é trivial.
Outra possibilidade, ainda dentro da área de operações, têm a ver com o projeto de produto. Na área da moda, sejam roupas, calçados ou lingeries, existe uma pessoa, o/a modelista técnico, que transforma as idéias do/a modelista criativo para os moldes. Em geral, o/a modelista técnico "ajusta" um modelo padrão. Para o sapato, o número 35, para a lingerie, o tamanho M. Essa peça-piloto é testada em um modelo humano, e ajustado até que fique confortável. Até aí, tudo bem. Na minha opinião, a porcaria começa a partir desse ponto. Uma vez aprovada a peça-piloto, o/a modelista técnico "escala" os modelos para os outros tamanhos, sem que sejam feitos mais testes nas vítimas maiores ou menores. A questão do teste até é menor. Minha dúvida é de onde saem essas "regras de escalonamento". Mulher nenhuma parece caber nelas.
Bem, dito isso, achei um vídeo bem legal que ensina uma forma alternativa de vestir sutiã, que inclusive pode ajudar as mulheres a saírem de situações difíceis:
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iuri
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12:41
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Nossa homenagem vai para nosso querido país natal, que nesse dia 7 de setembro de 2007, completa 185 anos de sua independência.
Queremos homenagear a todas as pessoas que lutam para fazer do Brasil um lugar digno de sua grandeza natural.
A todos aqueles que plantam flores nas calçadas, mesmo que alguém as arranque e, num profundo ato de amor pela sua querência, persistem e plantam outra vez.
A todos os professores que procuram levar mensagens de amor à natureza e de responsabilidade sobre o futuro do país, às crianças que estudam nos mais remotos cantos desse gigante chamado Brasil.
A todas as pessoas que, mesmo parecendo sonhadoras e deslumbradas com pequenas coisas, perseguem seus ideias com obstinação e ternura para proteger nossa natureza e garantir a vida das futuras gerações.
Algum dia haveremos de lembrar o passado e dizer: "Conseguimos mudar o Brasil - este é o melhor lugar do mundo para se viver!"
Parabéns a todos nós, brasileiros!
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nara
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23:18
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Hoje fechamos 6 meses no Canadá e é difícil dizer se consideramos isso muito ou pouco tempo. Muito, porque estamos com saudades de casa, e pouco porque também conquistamos amigos aqui dos quais gostamos bastante.
É o caso do Zenon e da Mary-Anne (foto à direita) que, teoricamente só nos alugariam o apartamento, mas foram muito além disso.
Se não fosse por eles, aquele dia 5 de março teria sido ainda mais difícil - toda aquela neve atolando nossas malas e nossos pés e sem entender direito o que as pessoas diziam. Não tínhamos idéia de onde e como ir comprar as coisas básicas das quais precisávamos para sobreviver nesse lugar.
Alguns meses antes de virmos para cá, já tínhamos contactado com Mary-Anne, por e-mail, e ela nos informou o número do telefone do Zenon, dizendo: "Vocês vão chegar muito cansados da viagem. Eu não estarei em London, mas liguem para o Zenon que ele irá apanhá-los onde estiverem para mostrar-lhes o apartamento..."
Zenon nos apanhou numa espécie de café e mercadinho: o Sebastian. Nos levou para ver os apartamentos da Kensigton: este onde estamos agora - que precisava ser reformado - e o outro, para onde nos mudaríamos temporariamente. Mas não foi só isso: O Iuri disse que precisávamos abrir uma conta bancária e pediu uma sugestão de qual seria o melhor banco e tal... Zenon nos levou ao Scotiabank e nos apresentou para o gerente geral.
Depois o Zenon nos levou para supermercados e lojas a fim de comprarmos o mínimo necessário para podermos nos instalar no apartamento para o qual nos mudaríamos no dia seguinte. E quando chegamos lá, no dia 6 de março, nossas compras estavam nos esperando, pois Zenon já as tinha deixado no apartamento.
Alguns dias depois conhecemos Mary-Anne e nossa amizade foi inevitável.
Fomos convidados para o jantar de Páscoa na casa deles, compartilhado também com outro casal: Steve e Larissa, aqui de London.
Depois foi o passeio para as cataratas de Niágara, mais jantares e almoços na casa de Zenon e Mary-Anne.Num desses jantares, conhecemos
os amigos Keith e Marilyn, de Manitoba (foto à esquerda) e a famosa vegetarian chicken pizza.
Em primeiro de julho, dia do
aniversário do Canadá,
conhecemos a mãe do Zenon
(foto à direita).No início de agosto - já faz um mês
- fomos com Zenon e Mary-Anne
para Montreal, onde conhecemos Justine (mãe de Mary-Anne), Joseph (seu amigo), além de Ricky e Jan, que moram em Vermont - Estados Unidos.
Amigos brasileiros no Canadá:
Nos primeiros dias em London conhecemos a Nicee, uma brasileira que mora aqui há 10 anos e a partir dela, eu conheci um grupo todo de mulheres brasileiras que, por diferentes razões, imigraram para o Canadá.
Tem a Cláudia, uma gaúcha de Novo Hamburgo, já mora aqui há vários anos e lê nosso blog, diariamente. A Rozane, não é gaúcha legítima, mas é de coração - já morou lá há algum tempo - é outro doce de pessoa.
A Alba me indicou a cabeleireira que deixou meus cabelos tão bonitos, a Cris, que nos acolheu em sua casa para aquele churrasco maravilhoso no dia das mães e a Lia, que fala comigo pelo MSN.
Em Montreal conhecemos mais um casal de brasileiros: O Guilherme e a Ana que vieram buscar novas oportunidades nestas terras geladas.
Os amigos queridos de Toronto... Júnior e Sheila, gaúchos
como nós
- ele, de Três Coroas e ela, de Porto Alegre. Nos receberam
de braços e corações abertos em Toronto, quando fomos assistir ao Fantasma da Ópera.
Aliás, nesta sexta-feira, dia 7 de setembro, o Júnior e a Sheila virão nos visitar e na próxima semana eu vou contar as aventuras do fim de semana.
Para terminar este post, preciso contar o que aconteceu hoje: Pela primeira vez em 6 meses, uma pessoa me chamou pelo nome em plena calçada de London!!! Era a Ethel, uma senhora que trabalha lá no Big Sisters of London.
Parece pouco, mas para mim, que moro numa pequena cidade brasileira e estou vivendo num lugar onde ninguém me conhecia há 6 meses, ser chamada pelo nome na rua é maravilhoso!
Então, alguém me ajuda a definir se 6 meses no Canadá é muito ou pouco tempo??? Difícil, não?
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nara
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23:50
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No último sábado o Iuri e eu fomos à Universidade de Western Ontário, mais especificamente no setor de cópias, apanhar os questionários impressos e grampeados. Foram cinco caixas de questionários, uma com cartas de confirmação de recebimento e uma caixa com envelopes para resposta.
Foi emocionante transportar todas aquelas caixas desde o setor de cópias, através do pátio do Campus Universitário, até o escritório do Iuri, na Ivey Busines School. Usamos dois carrinhos daqueles especiais para transporte de pequenas cargas.
Como segunda feira foi feriado aqui no Canadá (dia do trabalhador), O Iuri teve a terça-feira e a manhã de hoje para concluir as ligações telefônicas para as empresas canadenses. Precisava completar alguns dados que estavam faltando para poder imprimir as etiquetas.
Hoje, finalmente, as etiquetas puderam ser impressas.
Passamos a tarde montando os kits: questionários, carta de
confirmação e envelope para resposta.
É um trabalho super operacional, mas apesar disso, me causa uma alegria muito grande por saber que disso depende a tese de doutorado do Iuri.
Vídeos que registram esses momentos emocionantes estão em:
http://picasaweb.google.com/Nara.Maria.Muller/TrabalhoEmEquipe
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nara
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22:32
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Meu sobrinho Lorenzo já fica em pé, se apoiando nas coisas.
Algumas coisas a gente curte, outras nem tanto: quando minha filha ficou em pé, assim como o Lorenzo está fazendo, quase explodi de felicidade. Já quando eu levei ela ao supermercado e estava "dando sopa" um daqueles cobiçados carrinhos que a criança "dirige", fiz menção de sair correndo e pegar e ela me olha com aquele olhar constrangido e diz: "Pai, já tenho 6 anos!"... Cara, doeu.
Sempre parece que eles crescem muito rápido depois de um tempo, como o ano que parece correr para chegar ao fim, depois de setembro.
De qualquer forma, acho muito lindas as fotos que recebo dos dois juntos: como os priminhos se gostam! Essa do carro foi ótima. Minha irmã disse que parou o carro, em um acostamento do meio do caminho entre a casa de meus pais e a dela, para fazer essa foto. Achei lindo o detalhe das mãos dadas!
Bem, pelo menos ela ainda dorme quando o carro entra em movimento... algumas coisas não mudaram.
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iuri
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23:16
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Estamos ficando com sotaque canadense. Todos os falantes têm o sotaque característico de sua região, e muitos o carregam por toda a vida. Outros adquirem: é o nosso caso com o "inglês canadense/londrino".
O irmão mais novo da Nara, por exemplo, foi morar no Rio (lá se diz RIIU), e descobriu que o padre fala "por Crixto, com Crixto e em Crixto". Aqui, se diz "by Him, with Him, and in Him", o que dito rapidinho na hora da missa parece "baiRimuiRimiRim"...
Já conseguimos falar "Torondo" (Toronto), "Óraua" (Ottawa), "Landam" (London), "clóset" (e não clôset), bem como "OK, folks". Enfim, estamos ficando "uns brasileiros tipicamente canadenses", seja lá o que queira dizer isso. Na minha opinião, é importante falar assim, especialmente para não ser corrigido pelos locais, porque toda vez que um local te corrige, ele pára de prestar atenção no que estás dizendo para prestar atenção no como falas (mal).
Mas também é importante voltar para o Brasil e falar como brasileiros. Tive um professor do mestrado que havia feito o seu doutorado no Canadá e falou Óraua na aula. Fiquei um tempo (segundos) até decifrar o que ele havia dito (Ottawa). Resultado: perdi o que ele havia falado depois. Se as pessoas dizem "New York", nos Estados Unidos, não há porque dizê-lo assim no Brasil - fala Nova Iorque, pô!
Então, espero voltar ao Brasil e continuar falando "Tôrônto", "Ôtáua" e "Lôndres". Embora inevitavelmente acabarão saindo algumas besteiras, como kitchen sink ao invés de pia da cozinha e cabinets ao invés de armários. Hoje já nos vêm primeiro a palavra em inglês, mesmo quando estamos falando português entre nós.
Foi engraçado o dia em que disse para a Mary-Anne e o Zenon que estamos começando a falar com o sotaque daqui... Eles se olharam e perguntaram: "Nós temos sotaque?". Achei graça: neozelandeses e australianos têm sotaque? "Sim", disseram. Americanos têm sotaque? (claro que sim, parece que estão mascando chiclete, principalmente no sul do país) "Muito!", responderam. E os ingleses? "Esses têm um sotaque muito forte", disseram. Comecei a rir muito: eles "inventaram" a língua e têm sotaque, e vocês não! Parece a gente, no Brasil, que diz que os portugueses têm sotaque. Sotaque temos nós!
E eu que pensava que o único povo do planeta que acha que não têm sotaque é o gaúcho...
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iuri
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[there is an English version of this post in the end]
Ontem à noite o Iuri e eu recebemos nossos amigos Zenon, Mary-Anne, Keith e Marilyn para jantar em nossa casa.
O prato foi uma típica comida brasileira à base de frutos do mar: moqueca de peixe, arroz, salada mista e pirão.
Essa foto à esquerda mostra o Iuri começando o processo de "descamação" dos peixes.
A janta ficou gostosa, mas o melhor de tudo foi a companhia dos amigos em nossa própria casa aqui em London. Nos divertimos muito.
O Keith fez um comentário sobre o Iuri estar cozinhando para tanta gente e o Zenon respondeu: "Ele está acostumado a cozinhar para 20 no Brasil". Geralmente somos só 12 lá em casa - risos.
Algumas fotos e vídeos legais encontram-se no endereço:
http://picasaweb.google.com/Nara.Maria.Muller/JantarEmNossaCasaDeLondon
English version:
Last night Iuri and I received our friends Zenon, Mary-Anne, Keith and Marilyn in our house. They came for supper and Iuri made a popular Brazilian sea food: Moqueca de peixe, rice, salad and pirão.
The picture above shows Iuri taking off the scales of the fishes.
The supper was good but having our friends with us in our own house was the most important thing. We had a grate time!
Keith said something about Iuri had to cook for so many people and Zenon told him that Iuri is used to do that for 20 in Brazil. In fact we are used to cook just for 12 (laugh).
Some pictures and videos can be seen at:
http://picasaweb.google.com/Nara.Maria.Muller/JantarEmNossaCasaDeLondon
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nara
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O Dia do Trabalhador, como se sabe, é comemorado no dia 1º de maio, no Brasil e outras partes do mundo. No dia 1º de maio de 1886, em Chicago, Estados Unidos, iniciaram-se uma série de protestos de trabalhadores para melhoria das suas condições de trabalho, que desembocaram em confrontos com a polícia, e finalmente morte de trabalhadores [ver artigo na Wikipédia a respeito].
Estranhamente, nos Estados Unidos, onde a tragédia aconteceu, o Dia do Trabalho (Labor Day) é comemorado em outra data: a primeira segunda-feira de setembro. A origem dessa data é completamente diversa: foi uma solicitação do Sindicato Central dos Trabalhadores, para que os trabalhadores tivessem um dia de folga. Começou a acontecer em 1882 e foi decretada como feriado nacional em 1894 [ver artigo da Wikipedia, em inglês].
O Canadá segue o padrão americano, e comemora a data na primeira segunda-feira de setembro, ou seja, hoje [ver o artigo da Wikipedia, seção sobre o Canadá]. Em geral, as aulas começam na semana seguinte ao Labour Day ("labour", com u mesmo: inglês canadense...), e esse final de semana é a última chance para os pais de crianças em idade escolar de "fugir da cidade".
Para os pais de filhos universitários, a missão é outra: mover seus babies em segurança para o seu novo habitat. Falamos com uma caixa do supermercado esse final de semana e ela disse que o movimento estava totalmente fora do comum nesses dias, com "tickets" de 300, 400 dólares. Eram os pais fazendo "o rancho", como se diz no Sul, para os filhotes. Como London é uma cidade universitária, víamos por todos os lugares os carros chegando com reboques (provalvemente alugados) com móveis velhos e colchões, para acomodar os estudantes em suas novas "casas" (algumas vezes, "pocilga" seria uma expressão mais apropriada para o estado que alguns estudantes deixam as casas onde moram... imagina um guri/guria que saiu faz dois meses do ensino médio e sempre morou com os pais passar a morar sozinho ou com outros estudantes da mesma idade!). Os pais super-preocupados em fazer compras de supermercado para os filhos e eles mais a fim de comer pizza e beber... hehehe.
A Ivey (escola de administração) já começou as aulas na semana passada, mas o resto da Western começa agora, quinta-feira. Até lá, todos os reboques e caminhões (sim, aqui motoristas "normais" podem dirigir pequenos caminhões baú) estarão alugados pelos pais, bem como todas as empresas de mudança, no esforço de trazer de volta para a cidade os alunos que saíram daqui em maio, de férias.
Nas próximas fotos em que mostrarmos o campus da universidade, talvez se tenha de volta aquele clima gostoso, de alunos circulando, que a gente sentia falta no verão.
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iuri
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21:37
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Algumas fotos e vídeos do trote universitário e do evento podem ser encontrados em:
http://picasaweb.google.com/Nara.Maria.Muller/ComeODeAnoNaUWO
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nara
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22:19
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Labels: Doutorado
Hoje nós fomos jantar na casa de Zenon e Mary-Anne. Os amigos Keith e Marylan vieram de Manitoba para passar alguns dias em Ontário.
Keith (foto à direita), cujos dotes culinários já eram nossos conhecidos, uma vez que já havíamos provado sua deliciosa vegetarian chicken pizza, decidiu repetir a dose e fomos convidados.
O Iuri, que gosta de cozinhar para os amigos, logo se prontificou a ajudar Keith, num autêntico "homens na cozinha".
Enquanto os dois cozinheiros preparavam os recheios das pizzas, eu fiz um vídeo / documentário para esclarecer uma dúvida que me abatia profundamente: "como uma pizza pode ser vegetariana e de galinha ao mesmo tempo?"
Bem, depois de fazer o vídeo / documentário, eu consegui entender que vegetarian chicken pizza significa: pizza de galinha vegetariana.
Sim, porque, segundo nosso especialista Keith, galinhas são vegetarianas - todo mundo sabe que elas não comem carne - risos.
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nara
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00:29
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No dia em que eu viajei para o Canadá meus pais me deram um santinho de Nossa Senhora com a novena da medalha milagrosa, acompanhado da própria medalha.
Disseram para eu rezar seguindo a novena e que Ela, a mãe de Jesus, certamente me protegeria.
E realmente eu tenho rezado bastante por mim e pelo Iuri e por nossos familiares e amigos e minhas orações têm sido atendidas.
Quando chegamos em Montreal tive uma surpresa: No quarto em que dormimos, na casa da mãe da Mary-Anne, havia um quadro com as imagens alternadas de aparições de Nossa Senhora.
Fiquei emocionada.
Hoje o Iuri e eu saímos para uma caminhada à tardinha, depois de um dia cheio de trabalho.
Há duas quadras de nossa nova casa encontramos uma igreja católica: Igreja de São José. É uma igrejinha bem simples, que nada se parece com a Catedral de São Pedro, do centro da cidade.
Ao lado da igreja, a imagem de Nossa Senhora: a mesma da medalha, esmagando a serpente que simboliza o mal e desprendendo raios luminosos de suas mãos, simbolizando as bênçãos que lança sobre todos os Seus filhos.
Engraçado é que eu também tenho uma estatueta da mesma imagem no meu quarto lá de casa, em Taquara.
Agradeço à Nossa Senhora por sua constante intervenção em minha vida e peço que continue me abençoando e abençoando aqueles a quem amo.
Algumas fotos dessas imagens estão no álbum:
http://picasaweb.google.com/Nara.Maria.Muller/NossaSenhora
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nara
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22:36
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Na postagem de abril: http://iurienara.blogspot.com/2007/04/nossa-primeira-mudana.html
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nara
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22:20
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O programa de verão do Big Sisters of London terminou sexta-feira passada, dia 17 de agosto.
Devido a nossa viagem a Montreal, eu fiquei fora do programa durante uma semana. Como voltamos numa terça-feira à tardinha, eu ainda pude participar de três dias da penúltima semana denominada de "Multicultural".
A semana Multicultural:
Na quarta-feira, 8 de agosto, foi o dia de falar sobre o Brasil, então, foi tudo comigo.
Dei uma breve aula de "geografia e história" - afinal de contas, tinha que falar das Américas, do Descobrimento, das localizações do Canadá e do Brasil e explicar porque nosso país é o único do continente onde se fala português.
Mostrei os mapas das américas e elas puderam ver o quanto o Brasil é longe do Canadá.
Ensinei os números até 10 e algumas cores em português e as meninas fizeram perguntas bem interessantes. Foi divertido ver como elas pronunciavam as palavras com "sotaque" - hehehe.
As meninas pintaram bandeirinhas do Brasil para depois colocar no mural junto com as bandeiras e símbolos canadenses, pintados na segunda-feira.
Nesse dia, para sobremesa, preparei gelatinas verde, amarela e azul e servi com cobertura de chantilly (branco).
Quinta-feira foi o dia do México e do Japão e uma funcionária do Big Sisters, que morou durante 6 anos nesse país asiático, ensinou as meninas a comer sushi com os tais pauzinhos - chopsticks.Sexta-feira foi o dia de aprender sobre a Itália . Pintamos bandeirinhas daquele país e então fomos, todas juntas, ao Festival Italiano que estava sendo realizado no mercado público de London.
A última semana:De 13 a 17 de agosto foi a última
semana do Programa de Verão 2007 e tivemos 8 garotas participando.
Fizemos vários passeios, lanches em restaurantes e cafeterias, visitamos o laboratório de enfermagem da Universidade de Western Ontário e jogamos mini-golfe :)
O Programa de Verão 2007 certamente proporcionou momentos de aprendizagem e diversão para muitas garotas de 6 a 15 anos.
Mas também me deu oportunidade de conhecer mais sobre a cultura canadense, conhecer lugares interessantes e praticar um esporte - que para nós, brasileiros, é um luxo - mas aqui no Canadá é bem popular: o golfe.
Agradeço à Cathy, diretora do Big Sisters of London, pela confiança e oportunidade, à Lola, por tantos ensinamentos, às garotas, pela colaboração, à Mary-Anne e à Barbara, pela disponibilização do laboratório de enfermagem, ao Iuri por ter me trazido para cá e à Deus, por ter colocado todas essas pessoas no meu caminho aqui em London.
Mais fotos e vídeos podem ser visualizados em: http://picasaweb.google.com/Nara.Maria.Muller/LtimasSemanasDoSummerCamp
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nara
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21:22
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Labels: Voluntariado
Bom, prometo que esse é o último post sobre Montreal. Sim... gostamos do lugar.
Acho que a Nara talvez tenha que atualizar meu post, acho que não consigo escrever mais a respeito... veja o álbum, clicando na figura abaixo:
| 2007 08 04 Montreal - Saint Joseph Cathedral |
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iuri
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21:11
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Labels: Cultura Norte-Americana
| 2007 08 05a Montreal - Biodome |
| 2007 08 05b Montreal - Olympic Stadium |
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iuri
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23:31
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Labels: Cultura Norte-Americana
O Iuri já fez um post falando de nossa viagem a Montreal, agora eu vou contar alguns detalhes, aventuras e fatos cômicos dessa viagem.
A maior parte das fotos que retratam o que eu vou relatar já está no álbum disponibilizado no post do Iuri.
Conhecemos o Cassino de Montreal, que é lindíssimo, conforme pode-se ver nessa foto aí à esquerda. O cassino fica aberto 24 horas por dia e tem 7 andares com toda a diversidade de jogos comuns aos famosos cassinos de Las Vegas nos Estados Unidos.
Assistimos a alguns shows ao ar livre no centro de Montreal, num evento denominado Francopholies, patrocinado pela Ford Motor Company. O festival lembra bastante aqueles eventos públicos que costumam acontecer no litoral gaúcho, durante o verão: tendas de artesanato e comidas, cerveja e palcos com shows.
A diferença entre o Francopholies e aqueles shows que costumamos ter no Brasil, é que este tem vários palcos distribuídos por duas ou três quadras do centro da cidade.
O Iuri tinha marcado uma reunião com o professor Stephan Vachon que trabalha na HEC - Faculdade de Administração da Universidade de Montreal. Ele é co-autor de vários artigos científicos publicados com o prof. Robert Klassen - que tem orientado a pesquisa do Iuri, aqui no Canadá. Eu fui com o Iuri, pois também tinha vontade de conhecer a Universidade de Montreal.
O prof. Vachon fez várias contribuições importantes à pesquisa do Iuri e depois nos mostrou a universidade.
Gostamos muito da universidade e me chamou a atenção a cafeteria com imensas paredes de vidro, através das quais, se pode ver a paisagem enquanto se estuda ou faz um lanche. Tem até umas árvores plantadas no interior da cafeteria, o que torna o ambiente ainda mais acolhedor.
Mais tarde o prof. Vachon nos levou ao "Chalet de la Montaigne" no Mount Royal, de onde se tem uma vista privilegiada da cidade de Montreal.
Mais uma das grandes diferenças entre as cidades de Montreal/Quebec e London/Ontário são as montanhas existentes, o que lembra bastante o Rio de Janeiro e algumas paisagens gaúchas. London é uma cidade totalmente plana.
Brasileiros no Canadá:Um fato interessante aconteceu quando estávamos no metrô a caminho da Universidade de Montreal. Houve um problema no caminho e o nosso trem ficou parado uns 20 minutos. Um casal sentou ao nosso lado e o rapaz estava vestindo uma camiseta da seleção brasileira. Perguntamos de onde eram e descobrimos que eles - Guilherme e Ana - são brasileiros do Rio de Janeiro, que tinham chegado a Montreal há duas semanas. Guilherme veio fazer um MBA na Universidade de Montreal e o casal pretende imigrar definitivamente para o Canadá.
Dois dias depois, quando voltávamos de nosso passeio ao "Biodome de Montreal", assunto para outro post, re-encontramos Guilherme e Ana no centro de Montreal e descobrimos que o apartamnto deles ficava na frente do nosso hotel. Saímos para um lanche numa cafeteria perto de onde estávamos hospedados.
Foi muito bom podermos conversar com eles de novo. Desejamos muito sucesso e felicidades ao casal.
O susto:Sábado à noite, dia 4 de agosto, aproximadamente 10h30, o Iuri e eu estávamos dormindo no quarto do hotel quando começamos a ouvir um barulho de alarme. Levantamos assustados e percebemos que se tratava do alarme de incêndio.
O Iuri correu para o telefone para saber o que estava acontecendo, mas o telefone estava mudo.
Ouvimos as sirenes dos caminhões de bombeiros...
Eu disse para o Iuri: "vamos embora daqui, acho que o hotel está pegando fogo". O Iuri olhou pela janela e confirmou: lá embaixo havia uma multidão olhando para o hotel.
Trocamos de roupa, pegamos nossos documentos e casacos, um par de tênis e meias e descemos 10 andares, pelas escadas.
Nem preciso dizer que eu estava em pânico lembrando do filme: "Inferno na torre"... Mas corri o quanto pude e só respirei de novo, quando estávamos na rua - risos.
Na frente do hotel estavam três caminhões de bombeiros e os profissionais já haviam descoberto que se tratara de um "alarme falso".
Havia uma festa de casamento no restaurante do hotel e os noivos vieram tirar fotos com os bombeiros. E o que poderia ter sido uma tragédia, transformou-se em festa, graças a Deus.
Nos contaram, na recepção do hotel, que a mesma coisa tinha ocorrido na noite anterior... Então, durante as duas noites seguintes em que permanecemos no hotel, eu ficava sempre alerta, esperando para descer as escadas correndo. Detalhe: a frasqueira estava pronta com todos os materiais importantes para serem salvos, em caso de soar o alarme - não esperaria para saber se era verdadeiro ou falso.
A missa de domingo:Domingo de manhã fomos à missa na igreja de Santa Salete, bem pertinho do nosso hotel: missa em francês.
A igreja é bem bonita, embora bem mais simples do que a Catedral que costumamos freqüentar em London. Todo o seu interior é redondo e os bancos ficam ao redor do altar.
Bem na nossa frente, mais precisamente na frente do Iuri, estava uma senhora idosa e um tanto acima do seu peso.
Sempre que os fiéis sentavam, ela acabava pegando no sono e a gente não sabia se devia ampará-la quando ela balançava para o lado, ou não. Felizmente ela conseguia manter o equilíbrio, mesmo dormindo - e roncando - risos.
Quem conhece o ritual das missas, sabe que tem vários "senta - levanta - ajoelha", e geralmente a gente fica torcendo que chegue o momento de sentar.
No nosso caso, durante a missa francesa, em Montreal, essa ânsia pelo momento de sentar era mais intensa, pois quando não estava sentada e dormindo, aquela senhora não conseguia controlar seus "flatos" e a gente tinha que aguentar aquele cheiro característico e desagradável.
Mas depois que a missa terminou, a gente riu bastante do acontecido.
Cinema em 3D:Pela primeira vez em nossas vidas o Iuri e eu fomos assistir a um filme em 3D, no IMAX de Montreal. O filme: Harry Potter and the Order of the Phoenix.
Para obter o efeito em 3D é preciso usar uns óculos especiais que fazem milagre!
Puxa vida! Quando começou a batalha em 3D, quase no final do filme, ficamos impressionados!
Parecia que podíamos tocar nas pessoas e nos grandes animais alados.
Mas o engraçado da história é que nós dois só ficamos sabendo que os óculos deveriam ser usados apenas em algumas poucas cenas no fim do filme, quando apareceram imagens dos óculos no canto da tela do cinema.
É isso mesmo: nós dois usamos os óculos do começo ao fim do filme... E olha que eu tive que tirar os meus algumas vezes, pois estavam pesando muito sobre o meu nariz - hehehe!
E cada vez que eu tirava esses óculos, pensava: "parece que não faz diferença nenhuma..." Mas voltava a colocá-los, afinal, o Iuri estava usando os dele e, certamente eu é que não estava conseguindo captar bem a sua finalidade. Cheguei a pensar que se eu não usasse os tais óculos, poderiam sair certos raios perigosos da tela que afetariam meus olhos - que tontinha!!! (risos).
Quase tivemos um ataque de riso depois do filme, quando, meio encabulados, decidimos falar sobre o assunto.
Último dia em Montreal:Segunda-feira fomos conhecer a Montreal antiga e visitamos a Igreja de Notre-Dame (palco de vários casamentos de famosos, como o da cantora Celine Dion.
Conhecemos o museu de ciências com exposição de inventos relevantes e alguns apenas curiosos e engraçados, como uma certa "geringonça" construída com todo tipo de velharias. A gente pressionava um botão e todas aquelas coisas começavam a se movimentar, coisa de cientistas malucos...
Fomos ao mercado público de Montreal que é muito bonito, tem bastante obras de arte e roupas diferentes lá.
No final do dia, tomamos um metrô de volta à casa de Justine, mãe da Mary-Anne e... no dia seguinte, às 6 da manhã, partimos de volta a London.
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nara
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15:01
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Labels: Cultura Norte-Americana
No início de agosto fomos a Montreal. Conseguimos uma carona com a Mary-Anne e o Zenon para lá. A mãe dela mora lá, e eles foram passar a semana com ela. Aí ficamos uma noite na casa dela, outras na residência da universidade, que durante o verão abre para a comunidade se hospedar, e na última noite dormimos novamente na casa da Justine, mãe da Mary-Anne.
Fizemos passeios bem legais por lá. Realmente, Montreal é uma cidade que vale a pena conhecer. Se Toronto é a São Paulo canadense, Montreal é o Rio de Janeiro. Como escreveu o Luis Fernando Veríssimo, gaúcho que se preza gosta mesmo é do Rio. Isso talvez explique nosso encanto com Montreal.
Talvez pela influência francesa, Montreal tem um tipo diferente de entretenimento. Mais cafés e restaurantes com comidas típicas de várias nacionalidades. A Nara vai contar mais detalhes em um post separado.
Vamos, à medida que o tempo permitir, liberar as demais fotos. As fotos "gerais" de Montreal podem ser vistas no nosso álbum: http://picasaweb.google.ca/prof.iuri/2007080106Montreal
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iuri
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14:47
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Labels: Cultura Norte-Americana
O dia dos pais está chegando e eu não poderia deixar de fazer uma homenagem a esses grandes personagens que iluminam nossas vidas.
Ao meu pai, ao pai do Iuri, ao meu marido Iuri, que é pai da Sofia e pai emprestado dos meus filhos, enfim a todos os amigos que também são pais.
Que o Pai maior, que criou toda essa natureza maravilhosa para nós, ilumine os caminhos de todos os pais da terra e os abençôe.
E como eu tinha feito um álbum de fotos para o dia das mães, também preparei essa surpresa para os papais.
http://picasaweb.google.com/Nara.Maria.Muller/Pais?authkey=HSYIxOWtEao
Felicidades!
Nara e Iuri.
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nara
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14:59
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Hoje "falei" com meu sobrinho Lorenzo pelo Skype. Na verdade, falamos eu, a Nara e minha irmã e ele de enxerido, tentando batucar o teclado do computador.
Não é que o pestinha já está balbuciando umas coisinhas? Chamamos o nome dele no microfone e ele olha curioso para o monitor do computador (e não para o alto-falante, de onde sai o som).
Nesses tempos de alta tecnologia, esses meninos sabem de computador e conversam com a gente pelo Skype antes de aprender a ler e escrever. Estranho, né? Como ele vai para a Austrália antes de voltarmos do Canadá, é possível que essa seja a única forma de dele me reconhecer na próxima vez que nos encontrarmos. Esse é o lado bom da história. 
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iuri
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20:51
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Eu recém havia entrado na primeira série do ensino fundamental. Devia ser uma daquelas tardes quentes de março, em que meus vizinhos e eu íamos jogar bola no fundo do pátio. Mas aquele ano eu teria um empecilho adicional, além da chuva e de outros problemas mundanos, que me impediria de sair para brincar. O tema de casa. Meu tema aquele dia era preencher uma folha de caderno, repetindo um padrão que havia no alto da página:
Sempre fui um bom aluno, prestava atenção às aulas e tudo, mas odiava fazer os temas de casa. Tive incontáveis bilhetes das professoras devido a essa minha característica. Para mim, o tempo “extra” era meu, não para o colégio. Havia uma época, mais tarde, em que carregava todos os cadernos das disciplinas na mochila para não ter que olhar para ela em casa.
Mas naquela tarde, eu estava bem no começo da minha relação de confronto com os temas de casa. Detesto trabalhos repetitivos. E lá ia eu, sofrendo - pela terceira linha de quadrado, círculo, quadrado, traço - quando minha mão escorregou acidentalmente e saiu um traço um pouco maior: ---. Eu tentava, com de toda forma, fazer o mais parecido possível com o desenho da professora. A gente, nessa idade, não faz a menor idéia de quanto parecido tem que ficar com o modelo, então se esforça ao máximo para ficar exatamente igual.
O primeiro impulso foi apagar e fazer menor. Rapidamente, tive uma inspiração: o traço era o movimento mais rápido! Se eu fizesse traços ligeiramente maiores, terminaria mais rápido e iria jogar bola. Realmente, ninguém teria notado se eu seguisse fazendo traços ligeiramente maiores.
Mas nããão... eu já estava impaciente no meio da página. Fazia “traços” de quase meia linha.
Resultado: quando terminei, minha mãe foi conferir os temas. Ela arrancou a página e me fez fazer tudo de novo... ninguém fica perfeccionista por acaso...
***
Para fazer a pesquisa, além de ter o questionário pronto, preciso também uma relação de empresas para as quais mandar o questionário. Não quero entrar em detalhes, mas a lista de empresas provem de duas fontes distintas, uma gerada pelo Environment Canada e outra gerada por uma empresa de Marketing, a Scott, que vende um CD com a lista de contatos de todas as empresas de manufatura do Canadá.
Juntar as informações das duas listas requer um bocado de trabalho “manual” e repetitivo em frente ao computador. Claro que, à medida que o trabalho foi avançando, fui ficando “mais esperto” e aprendendo formas de acelerar o processo, ocultando colunas com informações irrelevantes, classificando as empresas por ordem alfabética de nomes, etc. Mas ainda assim, o trabalho é muito repetitivo.
Lembrei do meu tema da primeira série: quadrado, bola, triângulo. E comecei a rir sozinho na frente do computador: “Deve ser praga da minha mãe”. Hehehe.
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iuri
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12:18
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Taquara/RS |
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