quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Reveillon de Iuri e Nara _ by Iuri and Nara

[Início do post: autoria do Iuri]

Neste final de ano resolvemos, a Nara e eu, fazer um réveillon diferente. Deixamos em casa os computadores, e fomos para um lugar onde nossos celulares não pegavam. A ideia era ir sem destino. Na verdade, sem programação nem planejamento, pois tínhamos um destino: o Uruguai. Por esta razão, ao invés de fazer um post para cada dia e evento, como deveria ser mais apropriado para a leitura, vamos fazer um único post com todas as nossas aventuras.

O roteiro inicial era bastante ambicioso. Incluía sair de São Leopoldo, ir até o Chuí, depois Punta Del Este, Montevideo, Colonial Del Sacramento, depois pegarmos uma balsa e irmos a Buenos Aires. Depois, voltar pelo interior do Uruguai, passando por Rio Branco/Jaguarão e retornando para São Leopoldo. Decidimos, na semana anterior, cortar a ida à Argentina porque iria envolver planejamento: comprar antecipadamente passagens na Buquebus, ter um dia certo para chegar em Colonia, etc. Resolvemos sair sem maiores planos, apenas com um roteiro básico. Na véspera de sairmos, ainda na noite do dia 25 de dezembro, eu tive um estalo de como baixar os mapas do Uruguai para o GPS. Finalmente consegui fazer isto, pois é uma dificuldade encontrá-los. Se alguém tiver interesse nos detalhes técnicos, faça um comentário que eu explico como fiz.

Dia 26/12 (segunda-feira): saímos sem pressa para o Chuí. Eu nunca tinha ido para lá, acho. Não tenho lembrança destes free-shops. Fui duas vezes para o Uruguai (1990 e 1997), mas sempre de ônibus. Uma vez direto a Montevideo (1990) e outra para Punta Del Este (1997). Chuí é uma cidade que não existe, na prática.

Ficamos em um pequeno hotel, onde conversamos com um senhor, nativo daquela cidade. Ele nos contou que a cidade tem 5.000 habitantes no papel, que foram arregimentados para poderem se emancipar de Santa Vitória do Palmar. Disse, também, que o povo não tem emprego formal, então, embora não se veja pessoas miseráveis, todos recebem cestas básicas porque não têm comprovação de renda. Segundo esse senhor, durante o inverno, o posto de saúde da cidade vive cheio de gente para consultar, mas no verão, o posto fica quase obsoleto, pois todos trabalham como camelôs, ou como guardas de carros para atender aos turistas. Não há um “centro”, como estamos acostumados em outras cidades. Tudo ocorre na rua da fronteira com o Uruguai. É muito estranho, pois tem uma rua de duas mãos no lado brasileiro e outra rua de duas mãos no lado uruguaio, onde ficam todos os free-shops e cassinos. As duas ruas (brasileira e uruguaia) são separadas por um canteiro central, como se fosse uma só avenida.

Outra coisa incrível para quem vai para o Chuí é a estrada.

Seguimos pela BR-116 até a ponte do Guaíba, depois até Pelotas, onde paramos para conhecer a praia do Laranjal. Depois, seguimos até Rio Grande, onde se entra na BR-471.

Passamos por dentro da reserva ecológica do Taim, que é um cenário lindo, com bandos de capivaras tomando banho de rio e de sol e criando seus filhos em paz, apenas incomodadas pelos motoristas apressados que atropelam as bichinhas que se arriscam atravessar a rodovia. Ao todo, a BR-471 é1 um trecho de 220km sem posto de gasolina e quase nenhuma casa. Portanto, tem que sair de tanque cheio de casa e bexiga vazia.

[2ª parte: autoria da Nara]

Dia 27/12 (terça-feira): Acordamos cedo, tomamos o café da manhã no pequeno hotel, pedimos algumas informações ao proprietário e partimos para mais um dia de viagem. Fomos conhecer o Forte de São Miguel, mas não conseguimos entrar, visto que o local abre para visitas de quartas a domingos e era terça-feira. Apesar disso, conseguimos tirar algumas fotos e perceber a beleza do local e da construção. Ao lado, foto do ambiente interno, tirada através das grades do portão do Forte de São Miguel.

Depois disso, fomos abastecer o carro, no lado brasileiro, onde a gasolina é um pouco menos cara do que no lado uruguaio. Eu validei meu cartão de crédito para poder usá-lo no Uruguai, o Iuri trocou alguns reais por pesos (o bastante para pagar pedágios e para pequenos gastos no país vizinho). Almoçamos num restaurante do lado brasileiro, em Chuí (foto do almoço, ao lado - hehehe) Aliás, como descobrimos depois, as porções no Uruguai são quase tão grandes quanto as canadenses. Depois, fomos ver os preços dos free-shops uruguaios. Compramos apenas algumas coisinhas básicas e comestíveis (chocolates – hehe) para seguir viagem a Punta Del Este. Logo depois de sairmos do centro da cidade de Chuy (lado uruguaio), chegamos à aduana, onde nos cadastramos, apresentando, ou a carteira de identidade, ou o passaporte (eles não aceitam outro documento de identificação pessoal, tal como carteira de motorista), e apresentamos a carta verde, que libera o carro para trafegar no Uruguai. A carta verde pode ser adquirida em Chui, mas nós já tínhamos providenciado antes da viagem, através do nosso corretor de seguros, o que agilizou nossa entrada no país vizinho (porque algumas coisinhas foram sim, planejadas - risos).

Na sequência, fomos conhecer a barra do Chuy, onde o rio e o mar se encontram. É um lugar lindíssimo e aconteceu uma coisa engraçada. Estávamos a poucos quilômetros da aduana, onde nos cadastramos e passamos por um pequeno prédio, onde pedimos informações sobre como chegar à barra de Chuy (foto à esquerda). O informante nos disse para seguirmos em frente e chegamos a esse belo lugar. Creio que andamos em torno de 1 quilômetro até chegar á barra. Tiramos algumas fotos e retornamos à estrada, pois tínhamos que trilhar uma longa estrada até Punta Del Este (nosso destino do dia). Ao chegarmos no tal postinho de informações, fomos barrados pelo mesmo senhor que nos tinha dado informação na ida para a barra. Ele pediu nossos documentos e a carta verde. Descobrimos que tínhamos re-entrado no Brasil e que, agora, estávamos de novo, entrando em solo uruguaio. Foi muito engraçado.

Dali, seguimos até o Forte de Santa Teresa (foto à direita), onde também tiramos algumas fotos externas, pois esse local também é aberto a visitas, apenas de quartas a domingos. Desse ponto em diante, seguimos direto até Punta Del Este, curtindo a excelente estrada, a rota 9, cujo único pedágio, custa 10 pesos, ou R$ 5,00. Já tínhamos gasto em torno de R$ 30,00 de pedágios no RS, trafegando em estradas não tão boas... Chegamos em Punta Del Este, em torno de 20h30min. Tinham nos dito que não conseguiríamos mais hotel, sem ter feito reserva antecipadamente. Por isso, nossa bagagem contava com barraca, colchonete, travesseiros e todos os apetrechos básicos para um acampamento. Começamos a busca por hospedagem. O primeiro hotel que visitamos foi o Concorde, com ótima localização. Eles só tinham um apartamento, com três camas de solteiro. O preço da diária era meio salgado, tendo superado nossas expectativas. Fomos a outros hoteis e vimos que os preços eram todos parecidos, mas poucos tinham acomodação para essa noite. Alguns tinham acomodação para duas noites, mas já tínhamos decidido ficar em Punta Del Este até o ano novo. Na viagem, decidíramos não seguir ate Montevideo.

A capital do país ficaria para outra oportunidade, pois iríamos curtir bastante essa linda praia de Punta. Ficamos com medo de perder a oportunidade de ficar no hotel Concorde e não estávamos dispostos a buscar um camping e ter que montar todo o acampamento. Chegamos de volta no hotel Concorde (foto à esqierda) em torno de 21h30min e fechamos com eles as diárias até 01 de janeiro. Tomamos um banho e saímos para jantar: optamos pelo restaurante La Pasiva, na av. Juan Gorlero (vejam minha cara de cansada na foto à direita, no La Pasiva). Depois disso, caminhamos de volta ao hotel e fomos dormir depois de um longo dia de viagem.

Dia 28/12 (quarta-feira): Tomamos o café da manhã e saímos para conhecer um pouco da cidade. Fomos ao supermercado Devoto, que o Iuri tinha encontrado no Google, e fizemos um rancho de comestíveis. Compramos pratos e talheres descartáveis, pães, manteiga, salame e queijo, frutas e sucos para fazermos algumas refeições no quarto do hotel (já tínhamos contratado um gasto elevado com as diárias do hotel – hehe). No Devoto, vimos um enorme tacho, onde estava sendo feito uma paeja. Decidimos comprar uma porção de paeja para duas pessoas e comer no hotel, durante o almoço. Do estacionamento do supermercado, vimos um casal sentado no gramado, numa sombra, comendo sua paeja e decidimos fazer um

piquenique na praia. Saímos dali e encontramos o lugar ideal, uma prainha à margem do rio Del Plata, com palmeirinhas no gramado. Estacionamos o carro, descemos com as duas cadeirinhas de praia que tínhamos no porta-malas, nossa comida, pratos e talheres descartáveis, sucos... Nos deliciamos com aquela paeja maravilhosa, sentindo aquela brisa indescritível... Depois desse almoço chiquérrimo, voltamos ao hotel e dormimos o resto da tarde – hehehe. À tardinha fomos dar uma caminhada pela praia, voltamos ao hotel para comer um sanduíche (nossa janta) e, novamente, saímos para caminhar no porto. Vimos os leões marinhos tentando dormir nas pedras das docas.

Dia 29/12 (quinta-feira): Nesse dia fomos conhecer Piriápolis, um amor de cidade. Primeiro almoçamos em Punta, o Iuri comeu um “Chivitos” e eu comi um “milanesa em pan”, um enorme bife á milanesa dentro de um super sanduíche com alface e tomate. O Iuri teve que comer de garfo e faca porque não tinha abertura de boca suficiente – hehehehe. Pegamos a estrada (rota 10) e seguimos em direção a Piriápolis. Essa é uma cidade planejada por seu fundador: Francisco Piria (http://pt.wikipedia.org/wiki/Piri%C3%A1polis).



A praia é muito bonita e as construções também, especialmente o Argentino Hotel. Tomamos um chimarrão na calçada à beira mar e depois de caminharmos um pouco.

Depois do chimarrão, fomos tomar um sorvete na Heladeria el Faro. Ali estava sentado um senhor que nos lembrou muito de um ilustre conhecido cubano: Fidel Castro (vide foto à direita) – risos.

Na volta de Piriápolis, paramos num belvedere à beira mar, para contemplarmos a bela paisagem natural, adornada por um espetacular condomínio de luxo. Nesse paradouro encontramos um professor da UFRGS, Paulo Terra, que estava fazendo a mesma viagem que nós, mas de motocicleta. Dali, seguimos para Punta Ballena, onde visitamos a Casa Pueblo, um atellier construído pelo artista plástico Carlos Paez Villaros. As fotos falam por si mesmas a respeito dessa grandiosa obra de Carlos Villaros. Em torno de 21 horas, o sol se pôs sobre o mar, acompanhado de uma poesia com fundo musical, declamada (gravada) pelo próprio artista plástico, Carlos Villaros.

Muita gente assistiu a esse espetáculo junto conosco. Entre essas pessoas, 4 mulheres mineiras que tinham ido até lá, de táxi, pois estavam hospedadas num hotel em Punta Del Este. Oferecemos carona e as levamos de volta à Punta Del Este. Fizemos nossa boa ação do dia...

Dia 30/12 (sexta-feira): Véspera da véspera de ano novo. Tivemos uma ideia brilhante: Como tínhamos decidido seguir viagem de volta a São Leopoldo no dia 1º de janeiro, bem cedinho, resolvemos sair para dançar na noite de 30 de dezembro. Assim, poderíamos dormir cedo na noite seguinte, logo após assistirmos aos fogos de ano novo.



A sexta-feira foi um dia cheio, como todos os outros (cheio de coisas boas!). Fomos visitar o farol de José Inácio, no balneário de mesmo nome. Lugar muito bonito, impressionante pela natureza e pela construção do próprio farol. Tomamos chimarrão num deck sobre os cômoros de areia na beira da praia de José Inácio. Voltamos para nosso hotel, tomamos banho e comemos um sanduíche com suco. Saímos para uma caminhada no entardecer. Queríamos chegar até o farol de Punta Del Este, há umas três ou quatro quadras de nosso hotel. Ficamos maravilhados com uma pequena pracinha, cercada por vários prédios: uma igreja católica, um pequeno hotel (Smalleast hotel), algumas casas e o farol. Pegamos um cartão do hotel e decidimos que é para lá que vamos quando voltarmos a Punta Del Este. Descobrimos os horários das missas de ano novo e voltamos para o hotel. Fomos dormir um pouco (agendamos o despertador para 22h30min, afinal, iríamos sair para dançar e precisávamos descansar um pouco antes disso). Quando o relógio despertou, o Iuri perguntou: “será que 23 horas era um bom horário para irmos dançar?”. Eu respondi que, pensando melhor, achava que seria mais prudente sairmos pela meia noite, afinal, o barzinho onde iríamos ficava a duas quadras do nosso hotel, seguindo na direção do porto. Decidimos descansar mais um tempo e, à meia noite, estávamos na rua, bem produzidos (eu de vestido, maquiagem, salto alto; o Iuri de calça jeans, camisa social e sapatos). Chegamos ao tal barzinho e vimos muita gente jantando. A recepcionista veio com cardápios e nos convidou para jantar. Meio constrangidos, dissemos a ela que pretendíamos dançar e ela, mais constrangida ainda, disse que as músicas para dançar não começariam antes das 2 da manhã. Bem, o que fazer? Voltar ao hotel e aguardar no saguão é lógico... Sentamos no sofá do saguão do hotel e começamos a folhear umas revistas até que o sono nos dominou. Subimos para nosso quarto, eu retirei a maquiagem e fomos dormir.

Dia 31/12 (sábado): Na manhã do dia 31, embora não tivéssemos dançado na noite anterior (ou teríamos dançado? This is the question...), dormimos até mais tarde. Tomamos café da manhã e fomos ao supermercado “Disco” comprar reforço de comida para nosso jantar de Revellion. Aproveitamos para comprar o almoço: um bife à milanesa dentro de um sanduíche. Fomos até a beira do rio Del Plata e, sob uma palmeira, fizemos essa refeição. Acho que dormimos a tarde inteira, depois disso. À tardinha, tivemos nosso jantar de ano novo: sanduíche, bolo de frutas e suco de frutas. Às 20 horas fomos à missa de ano novo na igreja da pracinha perto do Farol. A missa foi muito linda, com reflexões sobre os própsitos de ano novo e a igreja estava completamente cheia. Voltamos para o hotel, arrumamos nossas malas e, perto da meia noite, pegamos nossas cadeirinhas de praia, uma garrafinha de champanhe que estava no frigobar do nosso quarto de hotel e nos dirigimos ao porto. Muita gente se aglomerou no deck às margens do rio Del Plata, próximo às lanchas, no porto.

Pouco antes da meia noite começou o espetáculo de fogos de artifício sobre nossas cabeças e ao longo da praia. Tomamos nosso champanhe sem taças, no bico da garrafa e foi um ano novo completamente diferente de todos os anteriores – risos. Lembramos que, há 4 anos, passamos a virada de ano de 2007 para 2008 em London, Ontario, no Canadá, assistindo a shows musicais e de roller na neve, com nossos amigos Mary-Anne, Zenon, Steve e Larissa. O tempo passa, mas as lembranças boas permanecem em nossas memórias e corações.

Dia 1º/01/2012 (domingo): Levantamos às 7h30min, tomamos café da manhã, fechamos a conta do hotel, carregamos o carro e saímos. No caminho, abastecemos o carro (só o suficiente para chegar a Chui, no RS, pois o preço é bem mais alto no Uruguai). Seguimos viagem rumo a Chuy, onde almoçamos no único restaurante que estava aberto. Uma parilla. Fomos até a loja da Neutral (free-shop) e compramos uma porção de chocolates, doce de leite, e alguns eletro-domésticos. Passamos facilmente pela alfândega, nem pediram para verificar nossas compras.

Depois, pegamos aquele longo trecho da BR-471... Claro que sentimos, os dois, a bexiga incomodar, talvez por sabermos que não havia nada por quilômetros. Foi um trecho mmmuuuuito longo de estrada. Era isto, ou compartilhar o WC das capivaras. Conseguimos um posto na entrada de Pelotas.

No caminho de volta, paramos em Cristal para um lanche e decidimos ir direto a Imbé, onde estava meu filho Lucas, aniversariante do dia. Chegamos a Imbé pouco antes da meia noite, a tempo de dar um abraço de aniversário no Lucas. Ficamos em Imbé até depois do almoço do dia seguinte e voltamos para nossa casa em São Leopoldo. Fim dessa jornada que cumpriu sua missão de ser, efetivamente, FÉRIAS!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

NATAL 2011

Pois é, já é quase Natal de novo.
No último sábado, dia 10 de dezembro, o Iuri, a Sofia e eu fomos à formatura do Marcelo Bender, em Taquara e aproveitamos para visitar a bonita praça Marechal Deodoro, primorosamente enfeitada por voluntários.
Aproveitamos para tirar algumas fotos, uma das quais, escolhemos para ser nosso cartão de Natal de 2011.


Desejamos a todos os amigos, um Feliz Natal e que estejamos todos bem e felizes em 2012!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

POMS Reno 2011

Fui aos Estados Unidos para participar de um congresso científico, o encontro anual da POMS – Production and Operations Management Society (Sociedade para Gestão da Produção e das Operações), da qual sou membro. Sempre fico estressado quando venho aos Estados Unidos. Tenho um visto de negócios, múltiplas entradas, e sempre tenho medo de ser deportado pelos oficiais da imigração. Agora até eles estão um pouco mais simpáticos, mas quando vim aqui pela primeira vez acho que ainda estavam paranoicos com o 11 de setembro: todo mundo era tratado como terrorista em potencial. Era uma sensação horrível. Agora, acho que me acostumei, ou eles estão menos carrancudos, ou ambas as coisas.

Saí de casa 6h15 da manhã de quinta-feira, dia 28 de abril. O Lucas, filho da Nara, me levou até o trem, em São Leopoldo. A estação Aeroporto do trem tem uma saída para o terminal antigo, de onde peguei um ônibus que fica circulando entre os terminais. Entrei no terminal novo e fiz check-in às 7h15. Nada mau, considerando que gastei R$ 1,70 para ir de São Leo ao aeroporto... Com a vantagem de não correr riscos de engarrafamento na BR-116, que têm sido cada vez mais constantes e longos. De Porto Alegre, fui a São Paulo, e de lá embarquei para Los Angeles na Korean Air. Nunca tinha ouvido falar nesta empresa... Comprei apenas porque era o pacote mais barato. Pensei que ia ser outra roubada, como foi o caso do voo que eu fiz com a Webjet para fazer o visto. Mas ao contrário! Que beleza de serviço. Refeições boas, que podem ser comidas com talheres de metal! Eles disponibilizam, além do travesseiro e coberta, um chinelo para poder ficar mais confortável, escova e pasta de dentes. Tudo descartável, claro. Mas bem atenciosos. Lá pelas tantas, bem depois da janta, as aeromoças passaram com uns bolinhos ingleses, chá/café, sucos. Bem servido. Depois, elas vieram com uma cesta cheia de coisas brancas, pensei que era de comer. Elas estavam servindo com uns pegadores de metal... Quando peguei a minha, estava quente pra chuchu! Larguei em cima da mesinha e olhei para o coreano que estava no outro banco, para ver o que ele fazia. Ele desenrolou com a ponta dos dedos e meteu na cara: era uma toalha quente, com água e limão! Ainda bem que eu esperei e não paguei mico.

Cheguei em Los Angeles às 22h30. Meu voo para Reno saía às 8h da manhã do dia seguinte (acima, a foto do aeroporto LAX às 6h da manhã). Pensei: vou para um hotel. Comecei a pedir informação... bom, pra começo de conversa: o aeroporto de Los Angeles é gigantesco. O aeroporto de Washington D.C. se chama Ronald Reagan National Airport. Este, Los Angeles World Airport. Acho que a diferença entre “national” e “world” deve estar no tamanho. O de LA é um monstro. Demorei um tempo até pegar minha mala, sair do aeroporto, conseguir uma informação. Já era 11h30. Aí todo mundo que eu perguntava dizia: vai até o hotel, depois tem que voltar aqui lá pelas 6h, porque a fila para a verificação de segurança é enorme, vai pagar uma banana para dormir quanto tempo? Resolvi dormir no aeroporto mesmo, nuns bancos que tem ali. Acho que fiquei bem em baixo de uma saída de ar condicionado, porque eu nunca senti tanto frio na minha vida. E de um holofote de estádio de futebol, porque tinha uma claridade insuportável. Lá pelas 5h, resolvi dar uma caminhada pelo aeroporto, para esquentar. Descobri umas poltronas enormes de compridas, onde o pessoal senta para comer. Deitei em uma delas e dormi mais uma hora bem dormida, sem frio, sem tanta luz... Podia ter visto aquilo antes, né?

Às 8h, meu voo, pela American Eagle, saiu para Reno. Era um avião da Embraer, com duas poltronas de um lado e uma do outro. Sentei em uma destas poltronas isoladas e fui curtindo a paisagem. Nunca tinha nem chegado nem saído de LA durante o dia. É muito bonito! Que mar! O avião saiu do aeroporto, foi até o mar, deu meia-volta e foi em direção a Nevada. Passamos uma cadeia de montanhas e chegamos ao deserto. Muito bonito também. À medida que se ia chegando em Reno, comecei a ver umas montanhas nevadas, à esquerda do avião. Também é uma paisagem muito linda! Há um grande lago perto de Reno, o Lake Tahoe, tem uma vista sensacional. Mais tarde, durante o congresso, meus colegas alugaram um carro e foram visitar, mas eu fiquei no hotel.  Chegando ao aeroporto de Reno, um choque: máquinas de cassino no saguão do aeroporto. Dá para sair do avião e se meter na jogatina! Mas choque mesmo estava por vir. Achei que nem estava nos Estados Unidos. Propagandas e mais propagandas (back-light) de casas com... mulheres bonitas... topless, e por aí vai. Abaixo: foto do saguão do aeroporto, em Reno.

Os hotéis cassino todos têm “shuttles” (vans) gratuitas de e para o aeroporto. Tirando os cassinos e as “casas para homens”, acho que tem pouca coisa para fazer em Reno. É uma cidade de 200 mil habitantes, no meio do deserto. Atrações urbanas, quase zero. Quando eu não estava na conferência, eu estava nas lojas comprando. As roupas são estupidamente baratas, os eletrônicos nem se fala. Matei a saudade da Sears, embora passear sem a Nara nestes lugares não tem graça. Não tenho tanto faro para “clearances”. Outro lugar com roupas bonitas e baratas é a Macy’s. Esta a gente não conhecia. Não sei se tinha no Canadá. Um colega comprou uma jaqueta de inverno por 13 dólares! O preço regular era 199, acho, mas eles estavam torrando. Eu não encontrei nenhuma barbada destas...

O congresso foi legal. Foi no Peppermill Hotel Spa Cassino. Acho que eu estou ficando mais acostumado com estas coisas mais operacionais nos Estados Unidos, como hotéis e lugares para comer. Não sofri tanto desta vez. Também, um vai ensinando para o outro e a gente acaba pegando as manhas. Abaixo, uma foto da piscina do hotel. Acho que era a única parte "up" do hotel. O resto era tudo escuro, para não destrair os hóspedes do foco principal: jogar!

Do ponto de vista científico, vi umas coisas bem interessantes. Assisti a algumas apresentações sobre “operações humanitárias” – gestão de operações e logística aplicada a operações de salvamento e resgate em casos de tragédias naturais, como furacões, tsunamis e terremotos. De novo, muita gente trabalhando com modelagem matemática (as tais cobrinhas, de que falei em posts anteriores) e simulação. Às vezes, penso se não devia aprender estas coisas. Mas acho programar um saco e ficar massacrando equações mais ainda! Além disto, nunca consegui decorar mais do que poucas letras gregas, o que me colocaria em desvantagem em relação aos outros (risos).

Apresentei meu artigo no sábado. Acho que estou ficando bom nesta coisa de fazer apresentações interativas. Tive bastante perguntas e sugestões de melhoria nas análises, o que eu considero muito positivo, e encorajador. Já vários colegas meus não tiveram a mesma sorte: ninguém perguntou nada para eles! Pode ter coisa mais chata do que viajar 2 horas, mais 12 horas, dormir no saguão do aeroporto, pegar mais 2 horas de voo, quatro horas de diferença de fuso horário, falar por 20 minutos e ninguém te fazer nenhuma pergunta?
Do ponto de vista das compras, desta vez eu não comprei máquinas de ficar sentado: nem computadores, nem mp3/4/5/x, nem coisas do gênero. Investi um pouco em algo para meu bem-estar pessoal. Estou com vários quilogramas acima do peso, e com uma barriga que não para de crescer. Por causa do meu problema de hérnia de disco na cervical, não são todos os exercícios que eu posso fazer. Há mais ou menos 2 meses, comecei a fazer Pilates, o que está sendo muito bom para minha musculatura, minhas costas pararam de doer, especialmente a lombar. Tenho melhorado minha postura e até minha respiração à noite está melhor. Mas não perco peso. Afinal, Pilates não é exercício aeróbico. Nem um pouco, por sinal. Resolvi fazer caminhadas, para depois começar a correr. Comprei um tênis bom, para caminhantes iniciantes, que quer dizer que não é o topo de linha dos tênis de corrida, mas é MUITO mais barato. Ainda assim, de uma boa marca. Comprei também um monitor cardíaco para exercício, para garantir que eu não estou fazendo a caminhada nem muito devagar, que não queima nada, tem tão rápido que vá estourar meu coração. Sem exageros. Neste aparelho também usei o critério “iniciante”: não comprei o mais caro. Aliás, comprei o mais barato. Não quero um monte de funções que não sei nem se vou usar. Se eu achar que, no futuro, ele não está me atendendo, faço um “upgrade”. Vamos acelerar o retorno do investimento primeiro...

sábado, 27 de novembro de 2010

Como é que se coloca 20 pessoas dentro de um fusca?

Todos sabem como se coloca 20 alemães dentro de um fusca - basta dizer que não é possível - risos.
Há quem tenha teorias que digam como se coloca 20 gringos dentro de um fusca... Teorias à parte, a pergunta é, como se coloca 22 pessoas (gringos e alemães - juntos e misturados), dentro de um fusca, todos ao mesmo tempo. A resposta é: Participando da 1ª Gincana da Faculdade FISUL.
Enquanto nossa mudança seguiu para São Leopoldo, sob a supervisão do Iuri, do Lucas e da Vaan, eu fiquei em Garibaldi, participando, com minha equipe "Juntos e Misturados", de cor verde escura, da gincana da FISUL. Uma das tarefas era colocar o maior número de pessoas dentro de um fusca. Eram 5 fuscas estacionados na rua lateral da faculdade, cada equipe teve que providenciar o seu.

Nossa equipe conseguiu colocar 19 pessoas, mas a equipe vencedora, a bordô (Brut), colocou 22 e venceu a disputa.

Mudança para São Leopoldo

Parece que foi ontem que nos mudamos para Garibaldi (http://iurienara.blogspot.com/2010/03/novas-mudancas-em-nossas-vidas.html) - e já estamos descarregando nossos móveis e etc., em São Leopoldo.
Hoje de manhã, às 7h15min, o caminhão do Gringo - o mesmo que trouxe a nossa mudança de Taquara, em fevereiro deste ano - encostou na frente do nosso prédio. Durante a semana fizemos um trabalho em equipe para empacotar as tralhas. Meu filho Lucas e minha nora Vaan ajudaram domingo, meus pais, de segunda a terça e, depois disso, Iuri e eu. Concluímos o empacotamento pelas 2h30min deste sábado.
Como o Iuri trabalha 40 horas por semana na Unisinos e não há transporte coletivo que ele possa utilizar, decidimos mudar para São Leopoldo, pois eu consigo vir de ônibus e voltar de carona com colegas, nos três dias em que precisarei vir para trabalhar em Garibaldi.
À direita, em cima, uma foto do caminhão sendo carregado, hoje de manhã.
À esquerda, uma foto do Iuri no saguão do prédio, entre alguns móveis a serem carregados.
O Lucas e a Vaan morarão conosco em São Leopoldo, até sua casa ficar pronta.

Bem... essa história de mudanças, para nós, não é novidade. Em 2004, Iuri e eu morávamos num apartamento em Taquara e em 2005 fomos morar na nossa casa na mesma cidade.
De março de 2007 a janeiro de 2008, vivemos em London, Ontário, no Canadá, onde moramos em três apartamentos diferentes (http://iurienara.blogspot.com/2007/04/nossa-primeira-mudana.html) e (http://iurienara.blogspot.com/2007/08/nossa-segunda-mudana.html). Voltamos para nossa casa em Taquara e de lá nos mudamos para Garibaldi.
Mais ciganos que nós, só meu irmão Miguel e minha cunhada Daniela - risos.
Sucesso para nós!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

FISUL JUNIOR

Estou coordenando e acompanhando os trabalhos da empresa júnior da Fisul - FISUL JÚNIOR - e para quem não conhece uma empresa júnior, seguem algumas informações.
Empresa Júnior é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, criada e gerida por acadêmicos de cursos superiores, sempre ligados a um ou mais cursos de graduação de uma Instituição de Ensino Superior. A finalidade é preparar esses acadêmicos para a atividade de consultoria empresarial, aplicando, na prática, os conceitos vistos em sala de aula. A participação em uma empresa júnior é voluntária, mas todos os participantes declaram valer a pena, uma vez que lhes confere uma instrução extra curricular, agregando a eles, uma competência a mais na vida profissinal futura. A primeira empresa júnior surgiu na França, em 1967 e, no Brasil, as primeiras empresas juniores foram implantadas nos anos 1980.
Maiores informações podem ser obtidas em
http://universia.com.br/carreira/materia.jsp?materia=6541

O grupo de consultores da FISUL JÚNIOR está atendendo seu primeiro cliente, uma empresa de conexões em aço e ferro, aqui de Garibaldi. No dia 03 de novembro, quarta-feira, fui ministrar um curso de 5 S na empresa, para o grupo de proprietários (3) e de funcionários (6). Foi a primeira parte do curso e a segunda será no dia 19 de novembro.

Primeiro fizemos uma apresentação geral, com uma dinâmina de integração (novelo de lã, conforme foto à esquerda), onde cada integrante fala um pouco de si, enquanto segura o novelo. Passa o novelo a outro integrante, segurando uma parte do cordão. Ao final, todos ficam ligados por uma rede e aí é feita uma reflexão sobre a importância da equipe, da união, da troca de informações e de experiências, para o comprometimento na implementação de programas de qualidade.



Em seguida, eu apresentei alguns conceitos dos dois primeiros "S": Seiri e Seiton (Senso de Descarte ou de Utilização e Senso de Organização, ou de Ordenação).




Depois disso, entreguei-lhes uma caixa vermelha cheia de itens
misturados e pedi que eles fizessem um descarte, pensando em manter apenas o necessário para a organização de uma mesa de escritório. Foi muito legal, todos participaram e fizeram direitinho.

Ao final, um dos proprietários, senhor Ademir, assou alguns salsichões que foram comidos com pães (salsipão). Era seu aniversário.

Deixamos algumas tarefas para a equipe, que deverão ser concluídas até a próxima aula, no dia 19 de novembro: confeccionar e dispor os cartazes de descarte e organização, e aplicar, nos seus setores de trabalho, os dois primeiros "S".

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sábados.com

Atirando aviõezinhos nos alunos
Na FISUL, para conseguirmos dar conta dos dias letivos e carga horária de aulas, exigidos pelo Ministério da Educação, nós recuperamos todos os feriados, aos sábados.
Como nem todos os acadêmicos podem participar das aulas aos sábados, visto que muitos trabalham nesses períodos, criamos, por iniciativa de um de nossos professores, um sistema de palestras que congregam todas as turmas que precisam recuperar os tais feriados. Decidimos implantar o "Sábado.com", sempre com algum tema interessante. No primeiro semestre foram dois sábados.com, um foi "com Economia" e o outro foi "com a China". Neste semestre, tivemos dois sábados de recuperação, um sábado.com Finanças Pessoais - Parte I e outro sábado.com Finanças Pessoais - parte II. Este último foi no dia 16 de outubro. Em todos esses sábados, exceto o sábado.com a China, eu coordenei a parte das dinâmicas de grupo, sempre envolvendo atividades lúdicas relacionadas ao tema principal.

Aviãozinho de dinheiro
No dia 16 de outubro, fiz a dinâmica do "Quem quer Dinheiro?", imitando o programa do famoso comunicador Silvio Santos. Confeccionei aviõezinhos de papel, com cópias sem valor de notas de R$ 100,00 e, ao fazer a célebre pergunta: "quem quer dinheiro?", lançava um aviãozinho e todos os acadêmicos e professores presentes, levantavam para tentar alcançá-lo. Foram 10 aviõezinhos, ao todo e a brincadeira terminou com uma conclusão: "Gostamos da brincadeira, pena que o dinheiro não era de verdade", disseram os participantes. Nesse momento, fiz um processamento da atividade, dizendo que, no mercado financeiro - bancos, financeiras e, até mesmo nas lojas, há uma grande oferta de dinheiro, que, à primeira vista, parece muito atraente. Depois de captar esse dinheiro, entretanto, muitos consumidores se vêem diante de situações financeiras difíceis, tendo contraído dívidas que não conseguem pagar. Aí percebem que "aquele" dinheiro ofertado, também não era de verdade.

Foi muito interessante, pois a palestra proferida pelo professor Vinícius Triches era, justamente, sobre o endividamento pessoal.

domingo, 10 de outubro de 2010

Feriadão em Garopaba - SC

A última vez que tínhamos estado em Garopaba fora em meados de fevereiro de 2007, alguns dias antes de viajarmos ao Canadá.

Naquela ocasião, as obras de duplicação da BR101 estavam iniciando. Durante nossa estada em London, Ontário, um dos lugares dos quais eu sentia muita saudade era a praia de Garopaba, em especial, o restaurante "Gelomel", na beira da praia, onde servem um buffet com um peixe chamado "Meca", oriundo das profundezas do mar daquele região catarinense. (Foto à esquerda).

Por várias razões, uma delas foi a tese do Iuri no verão de 2009 e nossa mudança para Garibaldi, no verão de 2010, não conseguimos ir a Garopaba depois que retornamos do Canadá.

Por isso, em julho deste ano, nós decidimos passar o feriadão de 09 a 12 de outubro nessa praia encantadora. Fizemos reserva pela internet, no Bavária Mar Hotel e esperamos, pacientemente, chegar essa data.
Chegamos ao hotel na madrugada (em torno de 1 hora) de sábado, dia 09 e, de manhã, tomamos café no restaurante panorâmico, com vista para o mar. Que maravilha!!!




Fomos visitar o centro histórico, pois queríamos descobrir os horários da missa na velha igreja - construída em 1830 - e descobrimos que ela, apesar de tombada como patrimônio histórico, está interditada por problemas estruturais e aguarda reformas urgentes. Ficamos tristes pois sabemos o quanto esses processos de restauração demoram, pois dependem de projetos bem feitos, licitações, liberação de verbas estaduais e contrapartidas das prefeituras. Tomara que a igreja não caia antes da reforma. Segundo a zeladora da igreja, a senhora Maria José, muitos casais de vários lugares, inclusive da Itália, procuravam a velha e bela igreja, com sua escadaria de 54 degraus, para realizarem seus casamentos.

Outros pontos que valem a pena serem visitados e "curtidos" em Garopaba são a "Prainha", a "Praia do Siriú", o bar "Deck do Baú" (que estava fechado, infelizmente) e, é claro, a "orla dos pescadores" (eu que batizei com esse nome), onde as gaivotas disputam com os compradores (e suas "vans") pelos peixes trazidos à praia em pequenos barcos.

Sábado à noite, saímos para uma caminhada, mas antes, fizemos um "frischtick" - lanche rápido com sanduíche e suco - no nosso apartamento do hotel. Aprendemos, quando crianças, que a gente deve comer antes de sair para não ficar "pedindo" comida na casa dos outros - risos - no caso, para não entrar em qualquer restaurante e gastar muito dinheiro (afinal, somos professores...).

Caminhamos muito, fomos ver o processo de pesca, onde os pescadores transferiam as grandes corvinas para caixas plásticas (engradados), carregando essas caixas de barcos maiores para os menores, que as traziam até à praia. Lá na praia, os motoristas das vans carregavam as caixas, apressadamente, pois tratava-se de carga altamente perecível. Ao redor deles estavam as gaivotas, ansiosas por algum resto de peixe.

No fim das contas, vimos tanto peixe que o frischtick da tardinha já não fazia mais efeito. Terminamos comendo uns petiscos (camarões e lulas à milanesa), com uma cerveja gelada, no bar "Enbarcação", à beira do mar.
Isso é bom demais.....


Fotos no link abaixo (clique na foto para abrir):


2010 10 08-12 Garopaba

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Feelings in outdoors

Na saída de Garibaldi, em direção a Porto Alegre, tem dois outdoors, que, juntos, formam uma história muito curiosa: Uma moça muito bonita e feliz, abraçada ao seu príncipe encantado (propaganda de um motel), é observada, disfarçadamente, por duas outras moças invejosas (propaganda de malhas). Interessante observar o letreiro no cartaz das duas moças: Feeling!!! Muito engraçado. Vejam a foto:

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dia dos Namorados


Neste dia dos namorados, nós jantamos no restaurante Di Paolo, no caminho entre Garibaldi a Bento Gonçalves. Um lugar bonito, romântico e com uma comida maravilhosa.
O Iuri tinha feito uma reserva, o que foi ótimo. Quando chegamos, nossa mesa estava nos esperando, mas quando saímos, havia uns 10 casais aguardando mesas.
Perfeito! Obrigada, Iuri. Eu te amo!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O aniversário do Iuri (versão 2010)

Como todos os anos, sempre no dia 24 de maio, meu marido aniversaria. Em 2007, o Iuri teve o "Parabéns a você", cantado em inglês, por aproximadamente 200 pessoas (canadenses, estadounidenses, australianos), no banquete de encerramento do Congresso de Agricultura, em London, Ontário, no Canadá (super xique).
Em 2008 e 2009, fizemos festinhas mais "humildes", com apenas 15 a 20 pessoas, lá em casa, em Taquara.
Neste ano, o Iuri estava um pouco triste porque nossos familiares e, a maioria de nossos amigos não poderiam estar presentes no seu aniversário, que ocorreu segunda-feira passada.
Eu sugeri que convidássemos meus colegas da FISUL, que já são nossos amigos de festa - hehe! O Iuri achou uma ótima ideia e eu tratei de colocar o plano em prática.
Primeiro: onde fazer a festa? Depois das 22 horas - horário de término do expediente da FISUL - não daria para fazer no nosso apartamento, devido à lei do silêncio. O prof. Rodrigo, diretor acadêmico da FISUL, ofereceu a cobertura do apartamento dele, mas lembramos que teríamos o mesmo problema do "silêncio". Então eu conversei com a diretora-geral, sra. Marlene Nichel, que concordou, prontamente, em fazermos a festinha do Iuri nas dependências da faculdade.
O Iuri fez o seu famosíssimo molho de tomates para cachorro-quente, minha colega Marina, cujos pais têm uma padaria, trouxe os paezinhos, eu encomendei docinhos da mãe de uma aluna da FISUL e levei os refrigerantes (sim, refrigerantes - não teve bebidas alcoólicas, acreditem) e os outros ingredientes para o buffet de cachorro-quente.
Foi uma festa muito bonita. Seguem legendas das fotos:
Na primeira foto, à esquerda aparecem o Iuri (aniversariante), o Rodrigo (diretor acadêmico), a Nelise (secretária) e o Gustavo (responsável pelo CPD).
Na Segunda foto, também à esquerda, Rodrigo entregando o presente ao Iuri (o presente foi uma garrafa de vinho - única bebida alcoólica da noite - que não foi servida aos convidados - hehehe).
Na terceira foto, à direita estão (da esquerda para a direita): Eu, o Iuri, a Rosângela (coordenadora do Núcleo de Apoio Acadêmico - NAC), a Dardânia (assessora de imprensa), a Marina (secretária acadêmica), a Ana (secretária do NAC) e a Marlene (diretora geral).
Na última foto, da esquerda para a direita: Júlia (bibliotecária), Mara (da tesouraria), Flademir (diretor administrativo-financeiro) e sua esposa.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Banca 40, sabor atum

Quando eu era pequeno, minha mãe me levava no dentista, no centro de Porto Alegre. Na saída, ela me levava à Banca 40 do Mercado Público, para tomar sorvete. Não precisa dizer que eu achava ótimo ir ao dentista!

Semana passada, a Nara teve de fazer uma cirurgia no dente. Entramos em contato com nossa dentista em Taquara, que nos passou o contato de uma colega em Bento Gonçalves, que repassa todos os trabalhos de peridontia para sua colega em... Garibaldi! O nome da dentista: Gládis Canal! Com este nome, ela tinha que se dedicar à endodontia, não peridontia, mas vá lá. A Nara operou a gengiva e o dente na semana passada. Recomendação, ao voltar para casa: comer comidas frias e pastosas. Lá fui eu para o Supermercado Cairú (que merece um post à parte) tentar achar coisas que se encaixavam na descrição. A maior parte das coisas moles e frias que se comem são doces, certo? Trouxe sorvete de creme, flan, fiz gelatina, ... mas se ela tivesse vontade de comer algo salgado? Comprei "nutrellinhas" e uma pasta de atum pronta, da marca Coqueiro. Ela adorou a tal de pasta de atum.

Resultado: hoje pela manhã ela me perguntou quando teremos a tal pasta de novo, e que estava pensando em fazer outra cirurgia no dente, só para ganhar mais... ou seja, Banca 40, sabor atum!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Agricultura Orgânica

Hoje fui ao primeiro dia do encontro de Agricultura Orgânica da UCS.

Acho que posso considerar este como meus movimentos iniciais rumo à terceira fase da minha linha de pesquisa.

Em um primeiro momento, eu estava interessado na certificação do sistema de gestão ambiental na indústria. Depois, até por causa dos resultados desta primeira pesquisa, fiquei curioso com a gestão ambiental à montante na cadeia de suprimentos - ou seja, o que as empresas faziam para melhorar ou garantir o desempenho ambiental de seus fornecedores.

Num futuro próximo, minha investigação vai rumar para olhar para a cadeia produtiva como um todo, da produção mais básica (onde? Insumos? Grãos? Carne? Ainda não sei) até a ponta, na gôndola do supermercado. Talvez, com uma parceria com alguém de Marketing / Comportamento do Consumidor, até possamos tentar entender um pouco a cabeça de quem compra e, no fim das contas, determina como as coisas acontecem na cadeia.

Foi uma primeira aproximação de um objeto de pesquisa com o qual eu tenho pouca intimidade. Historicamente, eu me interesso pelo funcionamento de grandes empresas. Na área da produção primária, seja de grãos, de gado ou de cana, a grande empresa chama-se "fazenda", e é nela que acredito que deva focar. Bem, dependendo da conotação ideológica, também chamam a grande empresa agrícola de "latifúndio", onde se pratica o que chamam de "agricultura convencional" (em oposição à "agricultura alternativa"?).

Até hoje, eu achava inconsistente querer estudar grandes empreendimentos e alimentos orgânicos. Hoje ouvi uma história interessante. O Paulo D'Andrea, proprietário de uma empresa que faz, há mais de dez anos, um "fermento" para controlar a diversidade microbiológia no solo (Microgeo) contou que uma grande fazenda de cana em São Paulo, com mais de sete mil hectares, mantém mil hectares com "cana orgânica", sem qualquer certificação. Objetivo: nenhum relacionado a mercado, normalmente associados à produção orgânica (acesso a consumidores exigentes) e, obviamente, nem ideológicos, como parece ser a norma do setor. A preocupação parece ser meramente operacional: processar eficientemente os dejetos da propriedade. Opa! Interessou. Vou investigar mais a fundo esta história.

* * *

O que eu entendi da parte técnica (acho que estou ficando meio bom neste negócio de "pescar" coisas no meio de um monte de palavreado que não entendo nada - nunca tinha ouvido falar em rizosfera!):

* A raiz da planta é circundada e penetrada por centenas de bactérias e fungos, que se alimentam dos dejetos da planta e a protegem do ataque de outras bactérias e fungos que degeneram a planta.

* Cada bactéria é especialista em poucos tipos de plantas. Por ter entre 1 e 3 enzimas, elas não podem processar uma grande diversidade de alimentos (no caso, os polissacarídeos que a raiz da planta exuda).

* Com a redução da biodiversidade vegetal, causada pelo Homem (leia-se: monocultura), reduz-se a biodiversidade também das bactérias. Alguns agrotóxicos (herbicidas, inseticidas, etc.) também matam estas bactérias, deixando o solo sem vida microbiológica.

* Esta redução torna o solo (e as plantas) mais suscetíveis ao ataque de "pragas" (talvez a grande praga seja o próprio Homem... vai saber...)

* * *

Isto posto, tenho de confessar que, racionalmente, não deveria ter ido. Estou atolado até o pescoço de coisas para fazer: artigos para finalizar, provas para elaborar, aulas para preparar. Enfim, tudo, menos alocar tempo escasso para um projeto de longo prazo... De qualquer maneira, eu aprendi uma coisa quando eu trabalhava como consultor. Eu costumava dizer que o trabalho no cliente era dinheiro no curto prazo, a prospecção de clientes (e atividades relacionadas, como participar de eventos de negócios) era dinheiro no médio prazo e aprendizado era dinheiro no longo prazo.

Hoje, como pesquisador, meu "dinheiro" é minha produção científica: artigos e orientações de alunos. Cada artigo que eu mando para um periódico, é claro, será uma produção no curto prazo. Cada aluno que oriento, e cada projeto de pesquisa que eu executo (ou seja, coleto dados) é produção no médio prazo. E projetos novos, ainda em gestação, são produção no longo prazo. Se eu não tiver tempo alocado para cada uma destas atividades, vai ter um "buraco" na minha produção, em algum momento, agora ou no futuro. É um equilíbrio delicado, mas eu vou ter que buscar.

domingo, 18 de abril de 2010

Nossa vida social em Garibaldi


Ontem à noite, dia 17 de abril, o Iuri e eu fomos ao jantar baile promovido pela APEME (Associação das Pequenas e Médias Empresas), de Garibaldi. Foi nosso primeiro evento social na cidade. A APEME organizou as mesas para o jantar baile, destinando os lugares àqueles casais que não tinham companhia previamente combinada. A nossa mesa, número 30, foi chamada de "Mesa das Instituições", pela APEME, pois estavam lá, a faculdade FISUL, a Câmara de Vereadores, o GTIC (Grupo de Tecnologia da Informação) de Garibaldi.
Os dois vereadores, senhores Eldo Milani e Moisés Nekel, estavam acompanhados de suas respectivas esposas, Silvana e Susana. O casal Milani é proprietário do Supermercado Milani, de Garibaldi. Gostamos muito das companhias, todos foram muito simpáticos e tivemos uma noite muito agradável. Logo após o jantar, o casal Eldo e Silvana Milani se retiraram, assim como o diretor da GTIC. Ficamos os 4: Iuri e eu, Susana e Moisés, conversando, bebendo um "espumante", é claro, e dançando de vez em quando.
Na foto acima, Moisés, Susana, Nara e Iuri, antes do jantar.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Herança Maldita

Esta coisinha, menor que um lápis, foi o que me sobrou de um laptop que eu comprei no Canadá. Eu estava lá, fazendo o doutorado, e precisei de uma máquina mais potente. Comprei um HP que estava de oferta... Quem viu "Marley e Eu"? No filme, o casal escolhe o filhote que estava em oferta e tomam na cabeça a vida inteira com ele.

Bom, com este laptop não foi diferente. Para começar, ele foi meu primeiro (e último) contato com o Ruindows Vista. O sistema é tão ruim que nenhuma universidade ainda o adotou, e já lançaram seu sucessor (a propósito, o que se encontra nos laboratórios de informática das universidades ainda é o velho e bom XP).

Além disto, eu descobri que meu computador havia sido usado, devolvido à loja e me vendido como novo! Fui lá reclamar e eles queria me cobrar um "restock fee", uma taxa para pegar de volta. Enfim, perdi mais tempo com o tal computador novo do que se tivesse mantido o velho e esperado um pouco mais para abrir os programas, ligar, etc...

No fim do ano passado, ele começou a mostrar um truque novo e perverso: ligava quando queria. Foi indo, indo, até o dia que eu tive que deixar ligado o tempo todo, sob pena de não conseguir mais trabalhar. Meus dados, a esta altura do campeonato, já estavam em um disco (HD) externo. Até o dia que ele morreu. Não ligava nem com banda de música tocando.

Desmanchei ele todo. Coloquei ele dentro de um saco plástico e levei para uns amigos que têm assistência técnica, para eles usarem as peças caso algum cliente precisar. Tirei as memórias, a fonte de energia e a bateria e dei para o Douglas, para ele mandar para uma amiga que tem HP. E fiquei com o disco rígido (HD), este da foto. Como ele tem 120 GB, comprei um adaptador (chama "case") para usar como HD externo. E usei como um pendrive gigantesco, transportando arquivos de trabalho.

Ontem trabalhei como um doido, dando os últimos retoques no plano de ensino e nas bibliografias da minha disciplina no mestrado (Gestão de Operações Sustentáveis). Quando chegou no final do dia, fechei todos os arquivos. Pensei: "Vai que acontece algo com este disco". Mandei o plano de ensino para mim, por email. Desliguei o disco, e quando fui guardar na minha pasta, não sei o que houve, mas sei que ele caiu no chão. Guardei ele e vim para casa trabalhar. Quando cheguei em casa, liguei o disco e... morto! Minha sorte é que eu tenho um programa (Synctoy) que sincroniza meus arquivos. Assim, eu "só" perdi um dia de trabalho. Podia ter perdido tudo... A Nara lembrou de uma outra história, em que perdi um dia inteiro de trabalho por causa da dupla Word 2007 / Windows Vista.

De qualquer forma, tudo resolvido. O HD da foto está estragado mesmo, e vai para a prova de arremesso à distância. O tal "case" vai ser guardado, para um outro momento. Comprei um HD externo novo para poder continuar trabalhando sem ter que levar um "chumbtop" (laptop pesado) para cima e para baixo. Consegui dar minha primeira aula hoje e entregar o plano de ensino para os alunos. Consegui baixar de novo todos os artigos que tinha baixado ontem, bem mais rápido, pois o link deles estava ainda no histórico do Firefox da minha máquina na universidade. Enfim, tudo resolvido. Me livrei da última peça do laptop maldito!

domingo, 14 de março de 2010

Porco na Cerveja

Tenho que confessar que as produções das minhas fotos não andam das melhores... esta foi tirada do celular.

Ficamos este final de semana sozinhos em casa. O filho da Nara, Douglas, e sua noiva Flávia estavam para nos visitar, mas acabaram não conseguindo e ficamos os dois por aqui. Arrumamos um pouco mais a casa (leia-se, furei mais as paredes, para colocar prateleiras, cortinas) e, como estava com minha cobaia predileta à mão, fiz mais uma experiência na cozinha.

A Nara faz uma receita de frango na cerveja que fica muito boa. Eu adaptei com costelas de porco. Ficou bem gostoso.

Peguei a parte do "vazio da costela" do porco, em uma tira de mais ou menos 1kg. Cortei em pedaços de mais ou menos do tamanho de uma sobrecoxa de frango (lembrar a origem da receita...) e passei numa mistura onde vai um pacote de creme de cebolas e um pacote de creme de legumes (aquelas sopas prontas -- uso apenas elas em pó). Coloquei em uma forma e coloquei 2 cebolas, cortadas em quatro, entre os pedaços de porco. Despejei o resto do pó dos cremes por cima. Tomei a cerveja... quer dizer, coloquei o conteúdo de uma lata de cerveja por entre os pedaços, para não tirar o tempero.

Coloquei no forno a 220ºC, por 60 minutos. Talvez já tivesse ficado pronto com 45 minutos de forno, mas quis garantir que estava assado.

terça-feira, 9 de março de 2010

Pão Integral na Panificadora

ATUALIZAÇÃO: havia esquecido de colocar um item nos ingredientes: a manteiga. Já corrigi.

Temos uma panificadora. Acho até que a Nara já escreveu a respeito em outro post. Mas eu não conseguia me acertar com a receita de pão integral que veio com a máquina. Ficava sempre um buraco no topo do pão, que não afetava o gosto, mas dava uma impressão terrível. Fui mexendo na formulação, incluindo uma coisa, trocando outra, até que cheguei em uma receita que funciona. Neste final de semana, minha mãe me pediu a receita, e então me dei conta que eu não tenho ela escrita. Resolvi postar aqui no blog para ficar registrado. Pode ser de interesse geral (certamente, não tanto quanto a famosa receita de torta de bolacha da Nara).

Pão Integral na Máquina:

Ingredientes:

  • 2 colheres de sopa de açúcar mascavo
  • 2 colheres de chá de sal grosso
  • 1 ovo
  • 1 colher de sopa (20g) de manteiga (prefiro) ou margarina culinária
  • 250 ml de leite integral
  • 250 ml de farinha refinada
  • 500 ml de farinha integral (eu uso a PanFácil)
  • 2 colheres de chá de fermento biológico seco
  • 50 ml de gergelim
  • 50 ml de linhaça preta inteira
  • 50 ml de farinha de linhaça dourada

Modo de Preparo:

Colocar os ingredientes, nesta ordem (até o fermento, inclusive) na forma da panificadora. Ligar em modo rápido (2h e 20min), cor clara. Eu só misturo os "alpistes" (gergelim e linhaças) depois de acertar a umidade da massa, que deve ficar uma bola, nem muito mole que desmanche nem muito dura que fique "quadrada". Vai fazer outra coisa e deixa o pão ficar pronto. Quando apita, eu abro a panificadora, desligo da tomada e conto 5 min. antes de desenformar.

Fica bonito, mas o pão fatia melhor depois de frio. Além do quê, se cortar com ele quente ele dura menos tempo (as pessoas comem mais - fica MUITO bom!).

* * *

Eu evito usar a mistura pronta para pão integral. Parece ter algum tipo de melhorador que deixa o pão no formato perfeito, mas com cheiro de pão industrializado.

* * *

Um pequeno comentário sobre o sal grosso: segundo o Istvan Wessel, deve-se procurar sempre que possível usar sal grosso e pimenta do reino moída na hora. Quanto ao primeiro, ao sal refinado são adicionados químicos para que fique soltinho. E quanto à última, em pimenta moída, só duas entidades sabem o que está lá dentro: o fabricante e Deus.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Novas mudanças em nossas vidas

Hoje vou contar um pouco sobre as mudanças recentes ocorridas nas nossas vidas. Como empreendedores que somos, o Iuri e eu radicalizamos, desta vez. Ele foi contratado para trabalhar nos programas de mestrado e pesquisa da Universidade de Caxias do Sul e eu estou coordenando dois cursos na Faculdade de Integração do Ensino Superior do Cone Sul - FISUL, de Garibaldi : Gestão Comercial e Gestão de Recursos Humanos.

Alugamos um apartamento em Garibaldi, na frente da FISUL (foto à esquerda) porque no inverno seria difícil me deslocar até meu trabalho - hehe.

Eu comecei a trabalhar na FISUL no dia 11 de fevereiro e o Iuri teve sua primeira reunião na UCS, no dia 26 de fevereiro. Estamos adorando nosso novo lar e nossos novos trabalhos.

Nossa mudança chegou sábado passado, dia 20 de fevereiro e meus pais vieram conosco para ajudar a acomodar as coisas.

Vejam, na foto à esquerda, como eles já estavam cansados de olhar o pessoal da mudança descarregar o caminhão - hehe.

Brincadeiras à parte, eles trabalharam muuuuito depois disso, ajudando a instalar nossas máquinas, limpar armários e guardar roupas e louças.
















quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Pão feito em casa

De uns tempos para cá, nós entramos numas de só comer pão integral, feito pelo Iuri, na nossa maravilhosa panificadora.
Na semana passada, nós compramos um novo jogo americano para nossa cozinha, com motivos muito apetitosos (pães baguetes, ovos, pimentões...). Cada vez que eu ia tomar café da manhã, com o novo jogo americano, eu exlamava: "Que vontade de comer um pão francês".
O Iuri, cansado de ouvir os apelos, procurou a receita de pão francês da panificadora e usou o equipamento, apenas para misturar a massa e deixá-la crescer, sem assar.
Retirou a massa crescida da panificadora, formatou os pãezinhos
e assou no forno elétrico.

Olhem só a foto dos pães em cima da cobertura de mesa... mmmmmm!
Ficaram uma delícia!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Google Earth e as Mudanças Climáticas

O Google desenvolveu uma ferramenta de visualização da Terra, o Google Earth. Ela, por si, já é uma ferramenta interessante. Mas existem umas "adições" que fazem ela ainda mais útil.

Com a chegada da COP15, a Conferência de Copenhagen de 2009 sobre as mudanças climáticas, o Google e a CNN liberaram uma série de vídeos e "downloads" com roteiros para o Google Earth. Quem quiser conhecer mais, é só acessar a página: http://www.google.com.br/intl/pt-BR/landing/cop15/

domingo, 29 de novembro de 2009

Bifão e Legumes Refogados

Hoje almoçamos só nós dois aqui em casa. Isto é um evento meio raro, uma vez que sempre estamos com alguém ou saindo para almoçar em algum lugar aos domingos.

Como costuma acontecer nestes momentos, eu fiz um experimento em minha cobaia de laboratório preferida: a Nara.

Comprei o seguinte:
  • 1 kg de coxão de dentro (ou coxão mole)
  • 2 cebolas médias
  • 1 beringela
  • 1 abobrinha italiana
  • 1 pimentão vermelho

Pedi para cortar a carne como um gordo bife, estilo barbacue americano, e temperei só com sal fino e pimenta do reino. Bati (ou tentei bater) como se fosse um bife normal. Isto deu uma amaciada extra na carne, mas não recomendo o procedimento. Mesmo eu tomando o cuidado de secar o sangue com papel toalha, o pedaço era muito grosso, uns 3 cms, o que fez com que pedaços pequenos de carne saltassem por toda a cozinha. Talvez seja possível ter maciez semelhante sem precisar bater.

Cortei os legumes todos previamente, coloquei em potes de vidro e fui para a beira da churrasqueira. Usei o disco de arado, que já estava bem quente e com uma ou duas colheres de óleo dentro. Primeiro refoguei a cebola, e tirei, deixando o equivalente a meia cebola no disco. Coloquei uma colher de óleo a mais e larguei aquele bifão para fritar. Selei dos dois lados e fui virando. Depois puxei para um canto do disco e fritei a beringela e a abobrinha, com mais metade de uma cebola (tirei do refogado). Quando este legumes estavam macios, eu coloquei o pimentão e dei mais um tempo (curto), apenas para amolecer um pouco. Retirei tudo e levei para a mesa.

Como a Nara gosta da carne mais bem passada do que eu, fui "lascando" aquele bifão e trazendo de volta para o disco, para dar uma terminada. Ficou bem macio e saboroso, e cada um comeu a carne como mais lhe apraz (eu prefiro ao ponto). De acompanhamento, apenas a salada de legumes.

Sobrou mais da metade. Pelas nossas contas, comem 4 pessoas (talvez fosse necessário fazer um arroz para guarnição). Almoço rápido, fácil e barato.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

1º Encontro da Família Theves

Minha mãe tem o sobrenome Theves, que tem outras variações, como: Thewes e Dewes. Meus avós maternos, Albino e Maria Theves, tiveram 7 filhos: Reinaldo, Anildo, Bernardo, Iva, Elly (minha mãe), Amélia e Helga.


Todos nasceram num lugar paradisíaco, chamado Maragata (no interior de São Francisco de Paula). Apesar de pertencer a São Chico, a localidade de Maragata tem uma relação muito mais próxima a Rolante, considerando o acesso físico, principalmente.
Minha mãe e a tia Amélia saíram da Maragata ainda solteiras, minha mãe veio para Taquara e minha tia foi para Novo Hamburgo. O tio Bernardo contraiu uma doença e faleceu aos 20 anos de idade (não o conheci). Mais tarde, minhas tias Helga e Iva e o tio Reinaldo saíram da Maragata, acompanhados de seus cônjuges e seguindo seus filhos que já tinham deixado a "colônia", em busca dos empregos nas fábricas de sapatos (Igrejinha e Rolante).



Desde então, os encontros da família Theves se resumiram a casamentos e velórios, e, ainda assim, não conseguíamos reunir todo mundo. Num desses momentos, surgiu a ideia de realizar o primeiro encontro da família Theves - dos descendentes de Albino e Maria.

Foi um planejamento de, aproximadamente três meses, ficando um representante de cada núcleo familiar, responsável por convidar os demais componentes.

Ontem, dia 1º de novembro, de 2009, realizamos o Encontro da Família de Albino e Maria Theves. Onde? Na sociedade de canto da Maragata, que está sendo totalmente reformada.

Tivemos a participação de 130 pessoas - 4 filhas do casal, 2 genros, 1 nora, muitos netos, bisnetos e tataraneta.


Fizemos cadastramento de todos os participantes para elaborrmos a árvore genealógica da família. Na foto inicial, aparecemos eu e minha prima Silvia fazendo o cadastramento e distribuindo os crachás. Meu pai está ao meu lado.

Na foto ao lado, uma parcial das mesas durante o almoço. A segunda foto mostra minha mãe - de blusa preta (a terceira, à esquerda), na hora do almoço. Na foto acima, minha nora Flávia, meus filhos Douglas e Lucas e, ao centro, meu marido Iuri.

Por enquanto é isso... Mais adiante eu contarei mais sobre a festa.



















sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Coleta de Alimentos

A imagem que ilustra este post saiu no Jornal NH, de Novo Hamburgo, no dia 28/10/2009. Nele, aparece a Nara (é a sétima cabeça da esquerda para a direita, sorrindo como sempre) e nossos clubes de Rotary e Rotaract*.

Fizemos uma coleta neste final de semana, dia 24 e 25, para ajudar os flagelados das enchentes recentes em Taquara. Foram 575 kg de alimentos, roupas e móveis usados. Muito bom: tivemos apoio da Igreja (os padres divulgaram nas missas que o faríamos) e da mídia local (rádio Taquara AM, 91.1 FM, Jornal Panorama, TCA, etc.). As pessoas mostraram bastante solidariedade e foi ótimo.

Como eu estava "atolado" de trabalho neste final de semana, e meu problema do ombro esquerdo não me permite fazer muita força, eu participei fazendo panfletagem no sábado de manhã na loja do Rissul, um supermercado com uns 15 checkouts, no centro da cidade. Foi muito bacana. Minha estratégia foi simples: eu tinha um papelzinho com os dados de contato e quem estava promovendo o evento. Olhava para as pessoas que entravam no mercado e dizia "Bom dia!" ... depois "Estamos coletando alimentos. Se o sr./sra. puderem contribuir na saída..." e entregava o papel. Eu e meu colega coletamos um carrinho de supermercado no nosso turno. Para quem nunca tinha feito isto antes e estava extremamente constrangido de fazê-lo, acho que foi muito bom.

Ajudou muito, claro, o fato de que Taquara é uma comunidade menor, com um grau de escolarização razoavelmente bom, e as pessoas parecem ser mais "humanas" em centros urbanos menores. Pensava que se eu estivesse fazendo isto em Porto Alegre ou São Paulo, talvez tivesse ouvido poucas e boas, tivesse visto muita cara feia, etc. Morar em Taquara tem uma série de vantagens...



* O Rotaract é um clube para jovens de 18 a 30 anos, e o Rotary é um clube para jovens de 30 a 90 anos. Ambos fazem parte da mesma "família rotária", cujo principal objetivo é fazer o bem ao próximo.

sábado, 3 de outubro de 2009

Nasceu o Bernardo

Hoje, às 4h56min da manhã, recebemos um torpedo do meu irmão Miguel, que mora no Rio de Janeiro, dizendo: "Rompeu a bolsa faz uma hora! Tô tentando voltar de SP e chegar a tempo."
Ele estava numa convenção da empresa, em São Paulo, enquando a Daniela, minha cunhada, estava em casa, no Rio, na companhia de sua mãe. Estava tudo combinado, o Miguel voltaria ao Rio neste domingo, dia 04, às 20 horas, quando meus pais, já deveriam ter chegado do Rio Grande do Sul, preparando a recepção do Bernardo. Mas o Bernardo resolveu vir antes, eles sempre decidem quando será a hora certa...
Às 7h40min, recebemos o segundo torpedo do Miguel, dizendo: "Acabei de chegar no Rio. Vou para o hospital. Mando news."
Depois dessa mensagem, ficou aquele silêncio até às 12h53min, quando meu pai me ligou radiante porque tinha notícias do nascimento do seu quarto neto.
Então, pelas 16 horas, recebi um fototorpedo, enviada pelo Miguel. Baixei a foto e decidi compartilhar essa linda história: o nascimento do Bernardo.
Amanhã meus pais embarcarão ao Rio, cumprindo o roteiro previsto anteriormente , mas, em vez de recepcionar o Bernardo, serão recepcionados pelo netinho.
Que Deus ilumine esse menino, seus pais - Mig e Dani - e toda a nossa família!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Na trave

"Na trave", me disse o Kleber Figueiredo, que é o coordenador da área de Gestão de Operações e Logística da ANPAD, a Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração. Ele bateu no meu ombro e disse isso quando meu artigo não recebeu o prêmio de melhor artigo da divisão. Na verdade, eu nem sabia que estava indicado até chegar lá e todo mundo ficar me cumprimentando. Foram 183 artigos submetidos para a nossa divisão, dos quais uns 60 foram selecionados para apresentação. Deles, 3 foram indicados a prêmio. No fim, não levei o prêmio, mas cheguei bem perto. Na trave, como disse o Kleber.

Apesar de ter ficado triste - claro, eu queria ganhar o prêmio! - eu achei justa a escolha. O artigo premiado era muito bom. Eu assisti a apresentação da primeira autora e li o artigo (ela estava sentada ao meu lado na sala, com o artigo na mão).

O EnANPAD (Encontro Anual da ANPAD) é o maior congresso científico em Administração do país. Neste ano, foram submetidos mais de 3700 artigos, e aprovados apenas 900. Na nossa área, uma taxa de aceitação de 30% é um excelente indicador. Significa que não é só mandar e ser aceito. O encontro deste ano foi em São Paulo, capital, e ficamos no Hotel Transamerica. Acho que a história da viagem propriamente dita deve ficar para um outro post - e talvez para um álbum do Picasa... fizemos vídeos de nossa estada.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Planejando a Internacionalização

Hoje eu participei de um primeiro encontro, nas dependências da FENAC, em Novo Hamburgo- RS, para elaboração de um Planejamento Estratégico de Internacionalização das empresas calçadistas associadas à ASSINTECAL By Brasil - Associação Brasilira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos ( http://ww3.assintecal.org.br/) . O Planejamento Estratégico está sendo realizado em parceria com a Apex-Brasil - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (http://www.apexbrasil.com.br/) e a ABDI - Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (http://www.abdi.com.br/) , através de pesquisas já realizadas por essas agências e projetos que cada uma tem a oferecer aos empresários.


Como eu coordeno o Projeto PEIEX, numa parceria entre a Apex-Brasil e a FACCAT, tive o privilégio de participar desse primeiro momento, onde fizemos a Análise SWOT e apresentamos propostas à ASSINTECAL By Brasil.
Foi muito interessante poder participar desse processo que visa buscar alternativas para problemas de competitividade das empresas do segmento couro e calçado, nesse momento tão delicado da economia mundial.

Mais adiante, quando o processo estiver mais evoluído, atualizarei as informações.

Acima, uma foto do meu grupo de trabalho e, ao, lado, foto dos representantes dos cinco grupos, durante as apresentações.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Entreveiro forte

Ganhei uma daquelas chapas de colocar na churrasqueira ("disco de arado") dos meus sogros. Este findi foi a inauguração da dita.

Estava procurando uma receita de entrevero na Internet. Achei até uma receita de entrevero de pinhão, mas não era isso.

Acabei adaptando.

Picamos em cubos (de 2cm de aresta) o seguinte:


  • 4 tomates bem maduros (600g)
  • 2 pimentões vermelhos grandes (500g)
  • 6 cebolas pequenas, cortadas em 8 partes (600g)
  • 1 abobrinha italiana (200g)
  • 1 berinjela (500g)
  • 4 batatas rosas (600g)
  • 3 pernas de linguiça fina (450g)
  • 150g de bacon (cortado em cubos menores, 5mm)
  • 850g de carne de porco com osso (deve ter ficado uns 600g, limpo)
  • 3 sobrecoxas de frango com osso(800g)
  • 500g de coxão de dentro (coxão mole)


Na chapa, larguei primeiro o bacon, a batata e a cebola. Deixei refogar e retirei.
Depois, separei em 4 partes, para servir de "base" para as carnes.
Para cada carne (linguiça, frango, porco e gado), eu largava uma parte da "base" e a carne. Depois de refogado, retirava e fazia a outra carne.
Por último, larguei os outros vegetais moles. Retirei também.
No fim, juntei tudo na chapa. Como não caberia tudo na chapa, fiz só metade e reservei a outra metade para fazer depois.

Na hora de comer, a Sofia não encarou aquela coisa colorida e de nome estranho. A sorte eram aquelas porções que estavam esperando para serem processadas. Ela se serviu de frango, apenas...

Comemos como recheio de sanduíche, em um pão francês (eu comi três pães, na verdade...)

Os demais gostaram, felizmente. Estávamos a Nara e eu, meus sogros e meu cunhado Eraldo foram convidados para a inauguração, e o Douglas, que estava se recuperando de uma conjuntivite, recebeu por "vô-entrega".

Acho que eu deveria fazer uma quantidade menor da próxima vez, se isto for possível. Pelo que sobrou desta receita, acho que comem folgado umas 15 pessoas.

domingo, 19 de julho de 2009

Pinhão na panela de pressão

Comprei uma panela de pressão... explico: a Nara morre de medo da panela de pressão, e neste tempo todo que moramos juntos, ela não deixava falar a respeito do assunto. Acho que de tanto eu encher a paciência dela, ou pelo fato de minha mãe usar direto, à anos, e não ter tido problemas, ela acabou concordando.

Primeiro "prato" a fazer na panela: pinhão. Depois de todos estes anos, não lembrava mais como fazia. Uma googlada rápida trouxe a receita, no Yahoo! Respostas:


  • 30 min na panela de pressão, sem sal (o tempo de panela de pressão é contado a partir do momento em que começa a chiar)
  • abre, coloca sal e ferve por mais 15 min
  • Guarda o que sobra na geladeira, com o caldo, e para esquentar, micro-ondas (30 seg para uma xícara de pinhões, sem caldo)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

No banco da frente

Em junho a Sofia fez dez anos. Pela lei brasileira de trânsito, ela agora pode andar no banco da frente, no carro (do carona, óbvio!).

Ela achou o máximo! E eu pensando que, de certa forma, nós pais sentimos um bocado cada passo que eles dão em direção a ser gente grande. É um sentimento misturado, de alegria por eles estarem cumprindo o caminho deles, e uma pontinha de tristeza, pois estamos perdendo o bebê, que ia no banco de trás, dormindo de mãozinha dada com o priminho (esta foto é de 2007, tirada pela minha irmã quando eu e a Nara estávamos no Canadá).

Ela disse, várias vezes, na viagem Porto Alegre-Taquara: "como é legal ir no banco da frente!". E eu, me lembrando da propaganda do Ford Fusion:



Nem todas as mulheres sonham em ir no banco da frente...