terça-feira, 24 de outubro de 2017

Curiosidades




O gato canadense

Numa quinta-feira à tardinha, Iuri e eu resolvemos tomar um chimarrão na frente de casa. Era dia 06 de julho e, como aqui era verão, o sol se punha lá pelas 21 horas – horário local.

Primeiro um gato se aproximou de mim, como se eu fosse sua melhor amiga. Estranhei porque eu não tenho gatos nem cachorros. 

Acabei tirando uma foto porque, além de achar curioso que o gato tivesse me escolhido para ficar perto de mim, ele também era muito grande. Aliás, essa é uma característica dos gatos canadenses: são muito grandes.



A lua nos hemisférios Norte e Sul

Em seguida, percebi que já podíamos ver a lua, embora ainda fosse claro. Comentei com o Iuri: “olha a lua está minguante” e ele respondeu: não pode ser, há poucos dias ela estava nova e agora deve ser crescente.

Realmente, a lua estava crescente. Imediatamente, eu fotografei a lua e pedi para alguém da família tirar uma foto da lua no Brasil. 

Minha enteada, Sofia, atendeu ao meu pedido e tirou uma foto da lua. E ela aparecia em formato inverso à que estávamos vendo aqui no Canadá.


 Lua em Santa Maria - RS/Brasil

 Lua em London - ON/Canadá

É interessante observar que, por estarmos no hemisfério norte, enxergamos a lua pelo outro ângulo.
Além disso, como no Brasil era inverno naquele dia, a noite já estava bem escura e fria.

Agradeço à Sofia, por ter enfrentado esse frio para bater a foto.


O dia a dia de Iuri e Nara: Rotina? Nem pensar!




Como nossos leitores podem observar desde que começamos o blog em 2007, nossa vida é bem agitada. Parece que fazemos mais coisas do que temos horas disponíveis num dia. Nada de rotina. 

Micha and Nancy

Ainda na primeira semana, nossos velhos amigos Micha e Nancy nos convidaram para jantar com eles num restaurante Vietnamita. O reencontro foi maravilhoso, depois de 10 anos.

O Micha é um professor aposentado da área de geografia da Western University e o Iuri o conheceu na época do seu doutorado sanduíche, quando buscava dados para sua pesquisa. 

Micha nasceu em Israel e morou vários anos na Argentina, daí fala um pouco de espanhol e arrisca algumas palavras em português. 

Nancy nasceu nos Estados Unidos e só fala inglês conosco. Ela também sabe falar hebraico, mas daí, nós não entendemos coisa alguma – risos.

No dia 07 de julho, uma sexta-feira, eles nos levaram para um passeio numa cidadezinha rural próxima de London, para nos mostrarem o mercado dos produtores.
No caminho, fotografei vários pontos da paisagem e das casas na região rural de Ontário.










Uma churrasqueira de verdade

Como eu falei no post anterior, encontráramos, no Kijiji, uma churrasqueira portátil que utiliza carvão para fazer nossos churrascos. O preço da churrasqueira estava mais ou menos ¼ do preço de uma nova nas lojas. 

Nosso vizinho David (aquele cujo pátio nós invadíramos uns dias antes) se ofereceu para levar o Iuri até a casa do vendedor da churrasqueira. Lá foram eles, no dia 09 de julho, um domingo à tarde, para comprar o artefato. 

No caminho de volta, passaram numa loja e o Iuri comprou uma grelha nova já que a original estava muito suja e danificada. Pagou quase o preço que tinha pago pela churrasqueira – risos – mas, ainda assim, tudo custou bem menos do que uma nova.

Aproveitando a carona, Iuri pediu para o David parar numa Beer Store para comprar umas cervejas canadenses. 

Diferente do Brasil, aqui só se vende bebidas alcoólicas em locais devidamente credenciados e autorizados para tal.

Assim, o LCBO vende vinhos, whisky, vodka e algumas cervejas. A Beer Store só vende cerveja e a gente fica enlouquecido de tantas marcas. Como diria minha nora, Flávia: “uma Disneylândia de cervejas!”.

Chegando em casa, o Iuri se pôs a limpar a churrasqueira, com produtos para eliminar gordura, esponja, papel toalha, balde e mangueira emprestada pelo David.

Foi um tempão até que conseguiu transformar aquela churrasqueira suja em algo utilizável. 

Mas valeu a pena!

O primeiro churrasco na nova churrasqueira

Churrasqueira limpa, decidimos fazer nosso primeiro churrasco com carne de porco, regada à cerveja canadense. 

O vizinho David comentou que a churrasqueira tinha ficado como nova e brincou que já a estávamos inaugurando! Por que não?

Veja o vídeo autoexplicativo:


Iuri tinha comprado um fluído para acender o fogo mais fácil e o primeiro passo foi aplicar o spray e esperar que o carvão ficasse esbranquiçado.



Foi um pouco difícil de fazer o fogo pegar, tivemos que abanar um pouco, mas, enfim, deu certo!

O churras ficou maravilhoso e o Iuri ficou feliz, como vocês podem ver nas fotos a seguir:



 
Prontos para começar a segunda semana no Canadá!



sábado, 21 de outubro de 2017

Trapalhadas de Iuri e Nara



No dia 05 de julho, uma quarta-feira, nós fomos fazer compras no “Dollarama”, uma loja tipo às de 1,99 que temos no Brasil. A gente encontra de tudo nessas lojas, que estão por toda a parte em London - parece o rio Thames – (risos).

O Iuri queria comprar algo que pudesse servir como churrasqueira, já que não tinha uma na nossa casa. Criatividade não lhe falta, como vocês poderão verificar nesta história e nas fotos que estão aí  postadas. 

Compramos uma bacia grande de inox, um saco de carvão, uma grelha e um pacotão de pequenas velas decorativas para acender o carvão. Já tínhamos um salmão esperando em casa (aqui o salmão é super barato em relação ao preço que pagamos no Brasil). Também tínhamos uns legumes que esperávamos poder grelhar na nossa “churrasqueira”.

Chegamos em casa e fomos explorar o pátio da casa, pois queríamos encontrar o local ideal para instalarmos nossa engenhoca. Achamos que poderíamos encontrar um bom lugar nos fundos da casa e ficamos surpresos ao descobrir que os fundos da nossa casa era a frente da casa de um de nossos vizinhos, o David. Lá estavam o David e o Ben conversando e degustando um vinho tinto, sentados à frente de sua casa. 

Pedimos mil desculpas pela invasão (aqui no Canadá é uma coisa horrível invadir, de qualquer forma, a privacidade alheia). Mas o David sorriu e foi logo se apresentando, bem como ao seu amigo Ben. Explicamos o que estávamos fazendo ali e que éramos vizinhos do outro lado da casa. Ele perguntou de onde viéramos e ficou bastante interessado em saber mais sobre o Brasil. 

O Ben sugeriu que o David nos oferecesse uma taça de vinho que eles tinham comprado de um produtor local, direto na fazenda de vinho.
Conquistamos dois bons amigos!

Decidimos fazer nosso churrasco de salmão ao lado da entrada da nossa casa e o Iuri foi logo providenciando a instalação da engenhoca.

Como não tínhamos um tripé para acomodar a bacia, ela ficou no chão, no caminho de laje e o Iuri forrou bem o fundo com bastante papel alumínio na esperança de que não aquecesse tanto o chão.

Bacia preparada e fogo ligado na vela

O fogo foi insuficiente para acender o carvão. Então, o Iuri colocou um pouco de acetona (removedor de esmaltes) em outra vela, ateou fogo novamente e começamos a colocar papel na esperança de que, agora, o carvão começaria a queimar. 


Iuri reacendendo a vela

Nada feito – carvãozinho teimoso... O negócio foi assar o peixe no forno do fogão mesmo. 


 

Iuri trazendo a churrasqueira apagada

E, é claro, forno ligado significa alarme de incêndio apitando e o Iuri o desligando com um toque de cabo de vassoura.


Iuri desligando o alarme de incêndio

Finalmente, o jantar ficou pronto e maravilhoso!


Janta servida - saúde!

Desta vez, fizemos do limão uma limonada mas nos dias seguintes, começamos a procurar uma churrasqueira que acendesse com carvão. Encontramos no Kijiji (um site de vendas como o OLX no Brasil).