terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Serviços do Ecossistema - parte 2 de 3

Em outubro de 2008, eu postei duas reportagens do Globo Rural sobre o pagamento a agricultores para que preservassem as nascentes. Eram a primeira e a terceira reportagens de uma série de três, exibidas em três semanas consecutivas. A segunda reportagem sobre a água do Globo Rural, entretanto, eu não conseguia encontrar no site da Globo. Acho ela muito importante, pois mostra como a sociedade civil organizada pode mediar a ação privada e dos governos, gerenciando de forma mais eficiente os recursos utilizados como incentivo econômico à ação ambiental.

Hoje, procurando novamente, acabei encontrando. Vi um pedaço e minha sensação foi a mesma de quando vi a reportagem na TV: que inveja da Mônica!

Seguem os vídeos dessa segunda reportagem.





quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Pausa para um Happy Hour

Ultimamente eu não tenho conseguido marcar tanta presença neste espaço do blog, quanto eu gostaria. Resultado de muito trabalho, horários desencontrados, cansaço nas horas de folga. Se, ao longo de todo o ano de 2008 foi assim, imaginem em dezembro!

Bancas de trabalhos de conclusão, formaturas, eventos diversos, reuniões, prestações de contas.

Então, no dia 10 de dezembro, depois de participar, como avaliadora, de uma banca do curso de Relações Públicas, na FACCAT, convidei o Iuri para um happy hour em um lugar qualquer.


Ligamos para o Douglas que sugeriu a Liverpool, uma panquecaria, em Três Coroas, com ambiente em estilo pub inglês. (As fotos acima, tiradas com o celular do Iuri, não estão muito claras, mas dão uma idéia do ambiente bonito e aconchegante da Liverpool.


Subimos para o mezanino e sentamos nuns bancos encostados a um balcão. De lá, podíamos ver toda a movimentação do andar de baixo, assistir aos clips na grande tela LCD e, ainda, ver quem passava na rua.


Além das panquecas gostosas, todas com nomes de bandas musicais, a cerveja sempre gelada, cujas garrafas ficavam dentro de baldes de gelo, o pub é muito bem freqüentado. Famílias com crianças, casais de namorados, amigas confraternizando...

Naquela noite, também tinha uma grande mesa com vários ingleses e irlandeses.

Nos sentimos como se estivéssemos de volta ao Canadá, ouvindo pessoas falando alto e contando suas histórias em idioma inglês. E rindo muito!


Foi muito bom ter esse tempinho de relax no meio da semana.

Recomendamos o Liverpool, que fica na Av. Santa Maria, em frente à praça no centro de Três Coroas.

A Vírgula Voadora

A Sofia me perguntou, nesse fim de semana passado, para que serve a vírgula voadora.

Pensei: "vírgula voadora???"
Exclamei: "Apóstrofe!"

E ela: "É, para que serve essa... 'catástrofe'?"

Rimos muito.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Nova Ortografia

Se eu tivesse terminado a tese, poderia tentar justificar entregá-la em "Português antigo" - esse aí, que todos aprendemos na escola. Entrentanto, acho que minhas chances de terminar até 31 de dezembro de 2008 são muito pequenas. Um atraso aqui, outro ali, uma dúvida acolá... e assim passam os dias!

Uma preocupação adicional (ainda não conversei com meu orientador a respeito) é entregar o trabalho na nova ortografia da Língua Portuguesa. Cada vez que eu digito "frequente", o novo formato, o Word troca para "freqüente", o "antigo certo". Certamente, enviar o documento pronto para um bom professor de Letras resolva o problema por completo, mas uma ajuda computacional seria bem vinda.

Descobri que o OpenOffice já liberou uma versão do corretor ortográfico com as novas regras. Vou terminar o texto em Word, abrir ele no OpenOffice e passar o corretor ortográfico. Pelo menos "o grosso" da limpeza ele vai fazer para mim.

Ler mais em:

http://info.abril.com.br/blog/downloaddahora/20081210_listar.shtml?135952

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Planeta em Perigo

Sigo escrevendo a tese... troço chato esse que não termina nunca!

A tese exige uma capacidade de foco e concentração que eu gostaria de ter... hoje descobri, por acaso, um site da CNN cheinho de vídeos e reportagens. Se não fosse essa @#$%@#$% de tese, eu iria dar uma olhada.

Para os demais, recomendo: http://edition.cnn.com/SPECIALS/2008/planet.in.peril/

domingo, 30 de novembro de 2008

Óleo de Cozinha - o que fazer?

Faz um tempinho, eu recebi um e-mail alertando para o impacto ambiental do óleo de cozinha. Ele cria uma série de problemas, especialmente quando se larga direto no ralo da pia, ou no esgoto pluvial, como fazem alguns restaurantes...

A recomendação que eu havia recebido era de colocar em garrafas PET e colocar no lixo, mas... isso torna a garrafa não-reciclável. Outra idéia é fazer sabão do óleo, como mostra a reportagem abaixo. Eu, particularmente, prefiro tirar uma garrafa PET da reciclagem do que tentar fazer isso, mas pessoas de maior "alma" ambiental podem tentar:


terça-feira, 11 de novembro de 2008

Backup Grátis

Eu ainda sigo escrevendo a tese. Cada linha a mais que eu escrevo torna o conteúdo do meu computador mais precioso. Sempre que saio de casa, ou que desligo a máquina, fico pensando nisso...

Comecei a procurar, faz alguns dias, um programa de backup, para salvar meus arquivos mais importantes. Tem essa coisa de gravador de DVD, mas quem se lembra de ficar gravando arquivos no DVD? Além disso, em caso de um sinistro mais sério, os DVDs também dançam. Tem que ser um backup remoto. Mas tinha medo de colocar meus dados na internet, para que qualquer um pudesse abrir os dados e fazer o que quiser com eles.

Encontrei então o Mozy, que é uma ferramenta de backup gratuita, e garantida pela EMC, que é uma empresa séria na área de armazenamento. A história é a seguinte: até 2GB é de graça, mais do que isso tem que pagar uma mensalidade (em compensação, o espaço é ilimitado). O uso é razoavelmente simples: entra no site www.mozy.com, faz um cadastro, e baixa um programa para instalar no computador. Depois, informa o que quer copiar (no meu caso, restringi apenas aos arquivos relacionados ao doutorado) e ele faz cópias automáticas, de tempos em tempos (eu pedi a cada 2 horas).

Espero não precisar testar o restore... hehehe!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Pagamento por Serviços do Ecossistema

O Globo Rural fez uma terceira reportagem sobre o pagamento de serviços do ecossistema. Dessa vez, eles foram a Nova Iorque para ver o sistema que foi implantado lá faz quase 20 anos.

Gostei muito da reportagem. Coloco os links para os (três) vídeos abaixo:





Novo Gás do Efeito Estufa

O NF3 (trifluoreto de nitrogênio) foi medido na atmosfera pela primeira vez, pelo que eu pude entender da reportagem da Discovery, dado meu parco conhecimento de química, graças a uma nova instrumentação criada recentemente.

Ele tem um potencial de reter calor 17.000 vezes maior do que o CO2, ou seja, uma tonelada de NF3 equivale a 17.000 toneladas de CO2, do ponto de vista de retenção de calor, e portanto de potencial efeito estufa. ALém disso, sobrevive 5 vezes mais tempo na atmosfera do que o CO2.

As medições recentes contabilizam a existência de 5.400 toneladas de NF3 na atmosfera, e vem crescendo, em média, 11% ao ano. Esse gás não foi incluído no protocolo de Kyoto porque se achava que ele existia em quantidades muito pequenas... na verdade, é mesmo: só 0,15% do efeito estufa é responsabilidade do NF3 - hoje. Ou seja, se não cuidar, ele pode se tornar um grande vilão no futuro.

Ele é emitido no processo produtivo de TVs de LCD e circuitos eletrônicos.

Reportagem da Discovery: http://dsc.discovery.com/news/2008/10/24/greenhouse-gas.html

Página da Wikipedia sobre o NF3: http://en.wikipedia.org/wiki/Nitrogen_trifluoride

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Serviços do Ecossistema

Nós passamos uma aula no doutorado discutindo serviços do ecossistema. Ou seja, do ponto de vista econômico, como se avalia, por exemplo, uma mata ou um córrego. Parece insano, mas estamos no mundo real: se não se puder avaliar um serviço ambiental, como a nascente de um rio, como podemos remunerar um agricultor para que ele preserve esse bem? De novo: a lei exige que ele preserve, mas se este agricultor não for remunerado para isso, o incentivo para burlar a lei será muito grande, e ele muito provavelmente não cumprirá a lei. É o velho problema da tragédia da comunidade: por que um indivíduo vai se prejudicar para o bem comum, sabendo que outro indivíduo pode não ser tão altruísta e tem mais lucro?

Depois de discutirmos muito, o assunto ainda ficou "pastoso" e sem sentido para mim. Esse final de semana, eu vi uma reportagem no Globo Rural que vai direto ao ponto:









Vale a pena assistir.

domingo, 21 de setembro de 2008

Alongamento Forçado

Estou escrevendo a tese. Muitas horas por dia. Meus pulsos dóem, meus olhos dóem, minhas costas dóem.

Fazer doutorado requer um esforço intelectual enorme. Terminá-lo, entretanto, requer sacrifício físico. Outro dia desses escutava no rádio um debate sobre emoção e esportes olímpicos, e um dos painelistas dizia que o esporte requer superação, e superação envolve saber lidar com o cansaço e a dor. Bom, tira esporte, coloca doutorado, e é isso aí. Requer superação, e superação requer lidar com a dor e o cansaço. E o medo de não conseguir.

Mas eu estudei Gestão da Produção, certo? Uma das coisas mais antigas que se estuda nessa área é a fadiga. Pausas laborais são objeto de testes desde o final do século XIX. Então porque eu não as faço? Bom, uma das razões é porque, quando trabalhamos no computador, entramos no estado mental de flow, quer dizer, entramos numa espécie de "transe", em que a sensação de tempo e do próprio corpo deixa de existir. É fácil ficar 3 horas sentando na frente da máquina, trabalhando, sem parar.

Então, catei na Internet um software de alongamento que me force a parar. Vou usar o computador para me curar dele mesmo. Encontrei o StretchWare, programa cuja imagem ilustra esse post. É sensacional. Dá para programar quando quer ser avisado, e que tipo de aviso se quer. Eu programei para me avisar a cada combinação de 3000 toques ou 350 cliques de mouse, mas esse valor pode ser alterado, ou pode-se programar os horários, ou a freqüência (a cada 2 horas, por exemplo). Quanto ao aviso, ele tem a opção de dar um aviso discreto no canto da tela, ou de abrir um aviso escandaloso no meio da tela. Essa última foi minha opção.

Estou na fase de testes (o programa roda de graça por 30 dias), mas acho que vale a pena comprar o software. Meus tendões valem mais do que 25 dólares...

Caminhada Farroupilha

No dia 20 de setembro, no Rio Grande do Sul, se comemora o “Dia do Gaúcho”. Trata-se da data de início da Revolução Farroupilha, uma sangrenta guerra de 10 anos entre os gaúchos brasileiros e o império brasileiro. Outro dia desses, ouvi alguém perguntar: “por que se comemora uma guerra perdida?”. Questão de opinião. Não acho que a Revolução Farroupilha, independente de ter sido uma guerra perdida, não deva ser comemorada. Ela simboliza nosso inconformismo, essa sensação estranha que se tem, no Rio Grande do Sul, de que se é brasileiro, mas antes de tudo gaúcho. Difícil explicar, mais fácil sentir.

***

Como toda data cívica no Brasil, é feriado no 20 de setembro. Mesmo sendo sábado, uma grande “galera” aqui em Taquara resolveu se reunir e fazer uma “indiada”, que é como se chama no Rio Grande do Sul aquelas atividades que soam estranhas à maioria das pessoas. O objetivo dessa turma era caminhar 16 km morro acima, e almoçar em uma localidade chamada Boa Esperança, na zona rural de Rolante, cidade vizinha à Taquara, e depois descer de van.

Sempre tive vontade de conhecer a Boa Esperança. A Nara sempre disse que era um lugar lindo, e que “um dia iríamos lá”... ela disse isso por, mais ou menos, 4 anos. Até que surgiu esse convite para a Caminhada Farroupilha, que é como se chamaria o evento, em homenagem ao nosso dia cívico. Conversei com a Márcia Diehl, que estava organizando o evento, e pedi para nos encontrarmos com eles no local do almoço, pois eu não tenho preparo físico para fazer essa caminhada e a Nara está com o joelho estourado, fruto de um tombo que ela levou no trabalho.

Eles toparam, e acabamos convidando os pais da Nara para ir junto. Como eles conheciam o caminho, isso me atalhou um bom tempo de preparação na semana anterior, pois eu não precisei ver mapas, etc. Além disso, eles são uma excelente companhia. Não fossem eles pais da Nara, seriam como um casal de amigos, de tão bem que a gente se dá. Tem gente que tem sogros chatos, e deve ser muito ruim, mas esse não é o meu caso.

O álbum do Picasa que fiz com algumas fotos do passeio fala por si: o local é lindo mesmo. A Nara não estava exagerando. A localidade, além desse nome supersimpático (Boa Esperança), é cercado de morros verdes, e tem uma meia dúzia de pontos turísticos, fruto do trabalho de uma ex-funcionária do grupo de Extensão Universitária da Nara na FACCAT, a Gláucia, que desenvolveu uma rota colonial nessa localidade.



Na subida, paramos na Cantina do Finger, um lugar simpático, atendido pelos proprietários, onde há degustação de produtos coloniais. E um vinho sensacional! Pena que eu era o motorista da vez...

Depois, fomos à Cantina da Figueira Branca, um lugar com uma comida sensacional, mas que só abre com reservas. Quem quiser, pode ligar para o número. O cartão da Figueira está nesse post.


O nosso álbum está em http://picasaweb.google.com/prof.iuri/20080920BoaEsperanca

Estou ficando um fotógrafo muito displicente: acabei não tirando fotos de meus amigos na caminhada. Minha sorte é que tinha mais gente com máquina nessa caminhada, como a Cássia, e vou colocar aqui as fotos dela:
http://picasaweb.google.com.br/cassiagsdias/CaminhadaRolanteBoaEsperanA#slideshow

domingo, 3 de agosto de 2008

As férias da Sofia - Sofia´s vacation (Portuguese and English version

As férias de inverno estão cada vez mais curtas. Lembro que quando eu era criança, tínhamos todo o mês de julho para curtir em casa - claro que tínhamos que fazer aquelas redações, contando tudo o que acontecera, mas mesmo assim, eram férias.

Na semana passada, a Sofia esteva de férias, que tinham começado na quinta-feira anterior. Ela veio para Taquara segunda-feira, dia 28 de julho e ficou até sábado, dia 02 de agosto.

Apesar de ter sido uma semana de bastante chuva, ela se divertiu bastante e conseguiu até mesmo andar um pouco de bicicleta.

Sexta-feira à noite, dia 01 de agosto, estava reservada para irmos à Toca da Bruxa, em Canela, uma famosa pizzaria temática que a Sofia adora! Aliás, não é só a Sofia que adora ir lá... risos.


Convidamos meus pais e eles aceitaram ir conosco. Foi uma noite muito divertida e gostosa.

A Sofia estava muito feliz pela expectativa de ir à Toca da Bruxa, arrumou seus cabelos e, em pouco tempo, estava pronta para partirmos. Uma pose na frente da nossa casa, para mostrar a "boina" que eu lhe emprestara (não apareceu na foto, por causa da noite escura).

No caminho de Canela, paramos para olhar a pista de gelo, onde várias pessoas se divertiam patinando. Lembramos de quando estávamos no Canadá, onde as pistas eram de verdade e fizemos um breve vídeo para mostrar aos nossos amigos canadenses.

Na pizzaria, fomos muito bem atendidos, com simpatia e atenção costumeiras daquele lugar encantado.

Meus pais, que nunca tinham ido à Toca da Bruxa, deixaram bem claro que querem voltar lá, qualquer hora dessas.


Antes de voltarmos para casa, paramos na festa da colônia que estava acontecendo em Canela. Muito bonita a festa!

Algumas fotos e o vídeo da pista artificial de gelo, encontram-se em:

English Version:
School vacation has been shorter at this time. When I was a child, my winter vacation used to longer than now a days.
Last week, Sofia was on vacation and she came to spend some days with us in Taquara.
Last friday, August 1st, we went to a pizza place, in the city of Canela, called: "Toca da Bruxa" - I don´t know how to translate this name, but I think I can say: " The Witch Place". It is a thematic place with facke spiders, pumpkins and all waithers wear witche´s hats. And the pizzas are "really really yami". :)
My parents went with us to Canela and they haven´t gone to that pizza place before. They loved the pizza and they want to go there again some day in the future.
It was a very nice nigth!


When we were going to Canela, we stop in the city of Gramado, to see an Ice Rink, where many people were having fun. We made a video to show to our Canadian friends, because that rink reminded our really cold winter in Canada.
Pictures and the Ice Rink video are at:

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O amor de Wall-E e Eva


Domingo passado, dia 20 de julho, o Iuri e eu fomos ao cinema de Taquara - Cine Viena - com nossos amigos Gustavo, Márcia e Tiago. Fomos assistir ao filme Wall-E.
O filme conta a história de um robozinho que "vive" sozinho e tem a missão de limpar a terra, destruída pelas catástrofes provocadas pela raça humana, durante a sua existência e reinado neste planeta. Sozinho é um modo de dizer: ele tem a companhia de um único ser vivo sobrevivente: uma barata.
Todos os dias, Wall-E sai de sua casa (um velho trator abandonado) e percorre a terra, juntando, compactando e armazenando o lixo da terra. No final de cada dia, Wall-E volta para sua casa, junto com sua amiguinha barata, e uma maleta com alguns itens, considerados importantes, por ele. Wall-E liga um televisor com tela LCD e coloca uma fita de vídeo que mostra pessoas caminhando e cantando nas ruas, ele se sente só. No final do vídeo, aparece um casal dançando e a cena é finalizada com os dois juntando suas mãos, apaixonadamente. Uma cena romântica que faz Wall-E juntar suas próprias mãos, sonhando em ter uma namorada.
Um dia, quando trabalhava na sua tarefa de limpar a terra, Wall-E assiste o pouso de uma nave espacial, de onde sai uma linda robozinha, que, após alguns momentos, se apresenta, como: Eva.
Wall-E se apaixona por Eva e tenta ensinar a ela algumas coisas sobre a terra. Um dia, Wall-E encontra uma plantinha, sinal de que a vida começa a se renovar na terra. Emocionado, dá a plantinha à Eva, que abre uma portinhola em seu peito e deposita o presente. Imediatamente, o sistema de Eva se conecta com a nave mãe, que volta para resgatá-la. Claro que Wall-E, herói apaixonado, se agarra à nave e viaja com ela até o planeta onde encontra toda a humanidade da terra, que aguarda pelo momento de retornar à terra renovada, pronta para ser reconstruída.
A mensagem do filme é tocante: mostra o que nós, humanos, estamos fazendo com nossa terra mãe. Estamos poluindo com nossa sujeira, em nome do desenvolvimento econômico, estamos sujando nossa própria água, por falta de educação e consciência e, as conseqüências disso, já começaram a aparecer.
Para minha triste surpresa, ao final do filme, quando as luzes do cinema se ascenderam, vi muito lixo espalhado pela sala. Copos vazios de refrigerante, sacos vazios de pipoca, embalagens vazias de chocolate e outras guloseimas. Tudo espalhado pelo chão da sala de cinema.
Será que aquelas pessoas - que têm dinheiro para pagar o ingresso ao cinema - não têm educação? Acreditam que haverá um Wall-E para limpar a sujeira que elas fizeram?
Bem, o filme é um desenho animado da Disney, mas não é feito somente para as crianças. Infelizmente, grande parte daquela plateia deve ter pensado que era um filmezinho de amor: o amor de Wall-E e Eva.
Que pena para Taquara, que pena para nosso planeta...

domingo, 6 de julho de 2008

Festa do Peixe 2008

Hoje o Iuri e eu acordamos cedo - estava um domingo ensolarado - e pegamos a estrada rumo a Imbé - RS, para encontrar com meus pais e meu irmão: Eraldo, que estavam lá desde sexta-feira.

No meio do caminho, paramos no restaurante "Da Colônia", em Santo Antônio da Patrulha, para tomar um café com torrada de pão caseiro e bolo de laranja. Hummm... Sentamos perto das janelas, onde o sol da manhã nos aquecia e iluminava, depois de uma semana de chuva, umidade e frio (foto ao lado).

Nossa! Meus pais ficaram tão felizes com a nossa visita inesperada que não mediram esforços para nos agradar. E nós também estávamos muito felizes por poder compartilhar, com eles, o chimarrão matinal, o almoço (tainha assada, violinhas e bolinhos de peixe fritos).

Depois do almoço fomos para a Festa do Peixe, em Tramandaí e visitamos o restaurante e os estandes. A festa está melhor a cada ano que passa. Compramos algumas roupas e outros artigos de utilidade doméstica e fizemos alguns registros fotográficos, conforme o álbum que pode ser acessado clicando em: http://picasaweb.google.com/naram.muller/FestaDoPeixe2008


English version:

Today, Iuri and I woke up early - it was a sunny day - and went to Imbe Beach, to meet my parents and my brother: Eraldo, who were there since last Friday.

In the middle of our trip, we stopped to have breakfast at the restaurant called: "Da Colonia", in Santo Antonio da Patrulha. We took seat close to the windows of the restaurant because the sun was rising and it was warm there. (See the picture above).

Wow! My parents were so happy with our unexpected visit and they didn´t know what to do in order to please us. We were also very happy to see them, take our chimarrao (funny tea, as Zenon used to say...) and have lunch: grilled fish, with them.

After lunch, we went to the Fish Party, in Tramandai Beach, and it was wonderful! You can see the pictures and video at: http://picasaweb.google.com/naram.muller/FestaDoPeixe2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Aniversário da Sofia - 9 anos

Não pude comparecer ao aniversário de 8 anos da Sofia. Não porque não tenha sido convidado, mas estava no Canadá, e impossibilitado de vir. Fiquei sabendo, semana passada, que se tivesse vindo ao Brasil sem autorização do CNPq podia até ter minha bolsa cortada! Mas eu não corria esse risco, o valor da bolsa não permitia tais aventuras.

Semana passada foi o aniversário de 9 anos da Sofia. E nesse domingo, comemoramos aqui em casa o evento. Foi muito divertido, como sempre. A Júlia, uma menina de 5 anos que era nossa vizinha (até esse domingo!) passou o dia brincando com a Sofia. Outros convidados, esquecidos nas fotos, não puderam vir antes porque estavam ajudando no vestibular de inverno da FACCAT, onde trabalham.

Enfim, foi uma festa simples mas bem bonita. Consegui matar a saudade de fazer um aniversário da Sofia!

Coloquei as fotos em um web álbum, quem quiser conferi-las, pode clicar abaixo:
http://picasaweb.google.com/prof.iuri/20080815AniversarioSofia

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Mais um passo / Inching


Começamos o mês de maio. Dediquei esse mês a dar a arrancada final para terminar o doutorado. O doutorado é um trabalho de folêgo, como uma maratona. Então, não adianta correr muito no início, porque nos últimos meses vai faltar gás. Marquei comigo mesmo para começar a escrever em maio. E não sabia muito como cumprir isso.

Não que eu não conheça a estrutura do trabalho final. Eu já orientei alguns trabalhos de conclusão da graduação, e a estrutura é a mesma. Eu próprio já escrevi um trabalho na graduação, mais a dissertação de mestrado. A estrutura não é o problema. Na verdade, nem o conteúdo. Tenho uma boa leitura da área, estou razoavelmente atualizado com as últimas pesquisas na área. Acho que não é esse o problema. O problema é como começar.

Tentei diversas abordagens. Nenhuma deu muito certo. Dessa vez, tentei uma coisa "diferente". Escrevi o resumo da tese antes. Geralmente, as pessoas deixam para escrever os resumos por último. Depois de tudo escrito, é só tirar o sumo em 500 palavras e está feito o resumo. No meu caso, eu resolvi começar por ele, para ter um norte e um guia de por onde seguir. Vamos ver no que dá. Estou hoje com 2 páginas escritas, ainda que provisórias, da minha tese de doutorado. Vamos ver no que dá.

Outra coisa importante aconteceu essa semana. A UFRGS exige que, entre outras coisas, os doutorandos tenham 2 publicações aceitas para poderem defender a tese. Eu submeti essa semana minha publicação científica para a comissão de pós-graduação em administração e tive já a resposta: estão aceitos. Ou seja, agora "só falta a tese" mesmo. O que, de certa forma, me deixa um pouco mais tranqüilo. Os artigos dependem de outras pessoas para serem aprovados, já a tese só depende de mim para ser escrita.

Vou me esforçar para terminar o doutorado ainda esse ano. O doutorado é um peso não só para o doutorando, mas para sua família também. É chegada a hora de acabar com ele.

May begins. I have decided starting my dissertation (the actual writing) this month, but I didn't know how to start.

I know the structure of a dissertation. I have myself advised undergrads in their theses, and the structure is the same. I have written my own undergraduate and master theses. The structure is not the problem. Actually, not even the content. I have some knowledge of the field, and I am updated with the research in my field. I don't think that this is the problem. The problem is how to start.

I have tried many different approaches. None have worked. This time, I have tried something "different". I wrote the abstract before the dissertation. Normally, people leave the abstract to the end. When the main text is ready, they can easily summarize the dissertation in 500 words or less. In my case, I have decided starting with the abstract, to have a North Star to follow. I hope this works.

Another important thing happened this week. My university (actually, the business program) requires that we publish 2 papers (can be journals or conference proceedings) before the dissertation defence. I have submitted my papers to the graduate committee, and they accepted my papers. That means that I need "only the dissertation" to be a doctor. This is good news: papers need approval from many different people to get published, but the dissertation only needs me to be written.

I will do my best to get my doctor degree this year. The graduate program is heavy not only to the doctoral student, but to his family too. It is time to finish.

domingo, 27 de abril de 2008

Mini Amores-Perfeitos

Nesse final de semana terminamos a saga de um canteirinho de flores. Desde que voltamos, não temos tido muito tempo para alimentar o blog... quem dirá cuidar da casa, essas coisas. Se tivesse terminado de dia, tiraria uma foto do "mega canteiro" só para se ter uma idéia do grau de enrolamento em que andamos.

Na verdade, não foi iniciativa nossa: as cochonilhas precipitaram as coisas. Tomaram de assalto uma cerca verde que ligava nosso portão até a entrada da sala e fizeram um estrago. Junto com as cochonilhas, vêm em geral fungos, e nossa cerca verde ficou tomada por umas bolotas esbranquiçadas no caule. Resultado: arranquei tudo fora, semana passada, com um pouco de ajuda da Sofia. Aproveitei e tirei também a terra, que segundo nosso amigo agrônomo, o Gustavo, poderia não estar oferecendo os nutrientes adequados às plantas. Ele afirma que as infestações atacam as plantas que estão mal-nutridas. Se forem como os demais predadores, deve ser mesmo. A terra estava um barro socado, devia ter menos nutrientes que um fast-food!

Antes, claro, obtive o consentimento da Nara de que iríamos tirar aquelas coisas e colocar flores. Mas ela foi mais esperta: ao invés de plantarmos sementes e rezar para sair algo, iríamos comprar as mudas na floricultura. Essa acho que ela aprendeu no Canadá... eu seguiria tentando a mesma estratégia frustada de comprar aqueles pacotes de sementes com bonitas fotos, no supermercado, e ficando triste com o resultado.

Esse sábado fomos escolher as flores. Trouxemos mini amores-perfeitos, que são mais rasteiros e florescem no inverno. No frio e intempérico inverno gaúcho! Acho que tivemos que ir ao Canadá para nos darmos conta de quão suave é o inverno daqui... podemos plantar flores o ano todo. Essas são as nossas de inverno.

domingo, 23 de março de 2008

FELIZ PÁSCOA - HAPPY EASTER


Desejamos a todos uma FELIZ PÁSCOA / 2008! Que a presença Divina seja constante em nossas vidas.

We wish you a HAPPY EASTER!
Iuri and Nara.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Nossa chegada ao Brasil

Depois de um mês no Brasil, retomamos as atualizações do blog. No primeiro post descrevemos um pouco de nossa viagem e chegada ao Brasil.

Nossa viagem começou no dia 18 de janeiro, quando saímos de London. Nossos amigos Mary-Anne e Zenon nos levaram ao aeroporto de London e nos ajudaram a resolver um pequeno probleminha com as malas de mão. Mais uma vez nossos anjos estavam lá na hora em que precisamos deles.

Nossa amiga Zulma também foi ao aeroporto para se despedir de nós, o que nos encheu de alegria.

Quando o avião decolou de London, com destino a Toronto, meu coração disparou de emoção e eu tive um "ataque" de choro ao ver a cidade que nos acolheu durante quase um ano, ficar para trás. A cidade estava toda branquinha de neve e as luzes já iluminavam o anoitecer. Uma mistura de felicidade pela expectativa de reencontrar familiares e amigos no dia seguinte e, ao mesmo tempo, uma tristeza por deixar aqueles amigos tão queridos que conquistamos no Canadá.

Em Toronto, tomamos um último café no Tim Hortons e de lá, iniciamos o vôo de volta para casa. Eu já estava mais calma nesse momento.

A viagem foi muito tranqüila e chegamos em São Paulo pelas 11 horas da manhã do dia 19 de janeiro. Almoçamos no aeroporto de Guarulhos e o vôo para Porto Alegre saiu exatamente no horário previsto. Chegamos no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, por volta das 17h30min e nossa família estava lá: filhos, pais, irmãos, tios, primas... Nossa! Quanta emoção...

Fizeram até um cartaz de boas vindas, em inglês: o Iuri com um estetoscópio (afinal, ele é quase doutor) e eu com um chapéu de vaqueira... por que será? (risos).

Dali partimos de "van" para Taquara, onde a festa iria acontecer, mas isso é conversa para um outro post.

A foto acima mostra o Iuri e sua filha: Sofia, meus dois filhos: Douglas e Lucas, eu segurando o cartaz de boas vindas e minhas norinhas: Vanessa e Flávia.

English version:

After we have been for one month in Brazil, we started to write in our blog again. In our first post, we wrote about our trip from Canada to Brazil.

Our trip started on January, 18th and our friends Mary-Anne and Zenon took us to airport of London and they helped us to solve some problems with our handbags. Once more, our angels were with us when we needed them.

Our friend Zulma met us at the airport too and that made us very happy.

When the plane flew up from London and I saw the city where we had lived for almost one year, beeing behind us, I started to cry. I was happy because I knew that I would meet my parents, sons and friends the day after, but I also was sad because I would miss our lovely friends from Canada.

In Toronto, we took our last coffe at Tim Hortons before we left Canada.

The trip was very good and we arrived in Sao Paulo around 11 AM at January, 19th. We had lunch at the airport of Guarulhos in Sao Paulo and our fligth to Porto Alegre started on the right time. Our plane landed at the airport Salgado Filho, in Porto Alegre, around 5:30 PM and our relatives were there. It was a great emotion.

My sons and their girlfriends had made a wellcome poster for us: Iuri had a stethoscope - because he is almost a doctor :) - and there was a hat on my head. "What for???" (laugh).

From the airport of Porto Alegre to Taquara, we traveled by a van, all together. We had a party in Taquara and we are going to write about the party, in another post.

The picture above shows Iuri and his daughter: Sofia, my two sons: Douglas and Lucas, I (holding the wellcome poster) and my sons's girlfriends: Vanessa and Flavia.