quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Novas experiências na casa dos amigos



Nos mudamos no dia 31 de agosto para a casa do Zenon e da Mary-Anne e logo começamos a aprender a lidar com a Maya, a cachorra deles.

Em alguns dias, eles viajariam para a Europa e nós ficaríamos responsáveis pela Maya, por duas semanas.

No dia seguinte à mudança, 1º de setembro, o Iuri e eu saímos com o Zenon e a Maya para um passeio num parque perto da sua casa.

A Maya adora passear e conhece muito bem o caminho, tanto o do parque, quanto o da vizinhança. Ela adora jogar bola e seus donos têm um “lança bola” de plástico que ajuda muito a tarefa de brincar com a Maya.


Durante 7 dias, aprendemos como usar a máquina de lavar louça e o time da lavanderia, tivemos lições de como lidar com a Maya: o quê e quando dar comida e água, como saber se ela precisava ir para a rua fazer suas necessidades, enfim.

A Maya, como todo o cachorro, é muito esperta e sabe se comunicar com os humanos e dizer o que ela precisa, ou o que ela quer.

Fomos advertidos a não dar “cookies” muitas vezes para ela, a não a soltar no parque – porque ela poderia escapar de nós – e a cuidar quando abríssemos a porta da frente da casa, para que ela não fugisse, já que é muito rápida.

Aprendemos a como deveríamos molhar as plantas da casa (e eles têm um monte de folhagens e eu não sou reconhecida por ser uma boa jardineira). Enfim, precisava prestar muita atenção a todas as regras da casa.

Toda casa tem lá suas regras, não é? Eu comentei com o Iuri que agora me dava conta de como era difícil para nossos filhos e noras, conviver conosco em nossa própria casa... Somos cheios de regras – hehehe. Mas na casa dos nossos amigos, as regras eram as deles.

No dia 07 de setembro o Iuri estava na universidade (aqui não era feriado) e, pelas 14 horas, nossos amigos partiram de camionete para Toronto, onde tomariam o avião para a Europa.

Para não causar clima na hora da despedida, eu saí para dar uma volta na vizinhança com a Maya. 

Eu já tinha percorrido esse caminho noutros dias, mas confesso que tinha um pouco de medo de me perder. Mas com a Maya isso não acontece: ela me puxava para o lugar certo. A Maya sabe até onde deve atravessar a rua para ir para o lado da calçada! Impressionante!

Chegamos em casa e eles já tinham partido. Eu estava muito nervosa porque nunca, em toda a minha vida, tive um animal de estimação. Eu gosto de cachorros e acho bonitinhos os gatos, mas não sou muito chegada ao contato físico com eles. Enfim, eu estava morrendo de pena da Maya. 
 
Chegamos em casa – com o saquinho de coco da Maya – e eu fui logo lavar minhas mãos. 
Em seguida, eu a convidei para jogarmos bolinha nos fundos da casa. Ela entende tudo o que se fala e foi correndo na minha frente, parando na porta dos fundos para que eu a abrisse e apanhasse o aparato: bolinha de tênis e lançador de bolinhas.

Jogamos um tempo e, quando ela cansou, carregou a bolinha para a porta e entramos. Ela ficou tristinha num canto e me olhava profundamente.
Preocupada, perguntei-lhe o que queria: Ela latiu e foi para o lado do pote dos cookies. Eu dei um para ela, como recompensa...

Vejam a carinha linda da Maya esperando a bolinha ser atirada

O Iuri chegou mais à tardinha, jantamos, cuidamos da Maya e fomos tomar banho e dormir.
Ainda tínhamos o receio de que ela não quisesse dormir sozinha no quarto dos nossos amigos. Ela dorme na cama com eles.
Eu disse para ela subir na cama e ela obedeceu. Ficou me olhando com aquele olhar tristinho e eu me recolhi ao meu quarto. Fechamos a porta e ela dormiu a noite inteira. 

Pelas 6 horas da manhã o Iuri levantou para se preparar para ir à Universidade e levou a Maya para fazer suas necessidades na rua.

A experiência continua nos próximos posts. Fui aprendendo e aprendendo...

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